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Farra no INSS: PF faz buscas no escritório do advogado Nelson Willians

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A Polícia Federal (PF) prendeu, em Brasília, nesta sexta-feira, 12, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e, em São Paulo, o empresário Maurício Camisotti, em mais uma fase da investigação sobre o esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas, revelado pelo Metrópoles. A ação também atingiu o advogado Nelson Willians, que foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência e em seu escritório, em São Paulo.

O esquema provocou um rombo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Segundo a PF, a fraude era sustentada por associações que cadastravam beneficiários sem autorização, com assinaturas falsificadas, para justificar descontos mensais nos pagamentos do INSS. O dinheiro, então, era desviado para empresas ligadas ao grupo investigado.

Antunes, apontado como o facilitador do esquema, movimentou R$ 12,2 milhões em apenas quatro meses. Parte desses recursos — mais de R$ 9 milhões — foi transferida a pessoas ligadas diretamente ao INSS, segundo a investigação. As apurações indicam que suas empresas recebiam os valores desviados e repassavam imediatamente às entidades e intermediários, dificultando o rastreamento das operações.

Já Camisotti é investigado como sócio oculto de uma das entidades que participavam da fraude, atuando como beneficiário direto do dinheiro desviado.

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ocorre um dia após a CPI do INSS aprovar a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de Antunes, que está convocado a depor na próxima semana.

O outro lado

Confira a nota enviada pela defesa de Nelson Willians:

“Em relação ao mandado de busca e apreensão cumprido nesta data, Nelson Wilians esclarece que tem colaborado integralmente com as autoridades e confia que a apuração demonstrará sua total inocência.

Nelson Wilians já afirmou, anteriormente, que sua relação com um dos investigados — seu cliente na área jurídica — é estritamente profissional e legal, o que será comprovado de forma cabal. Os valores por ele transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação.

Ressaltamos que a medida cumprida é de natureza exclusivamente investigativa, não implicando qualquer juízo de culpa ou responsabilidade. O advogado permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência.”

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação

‘Transporte público é responsabilidade da Prefeitura, nosso valor para estudante já está depositado em juízo para Sinetram’, diz Wilson Lima; Veja o vídeo

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Nesta quinta-feira, 11, o governador do Amazonas, Wilson Lima, esclareceu por meio de nota oficial e coletiva de imprensa que não é de responsabilidade do Estado o pagamento dos salários dos rodoviários.

A declaração se fez necessária após a paralisação total do transporte coletivo em Manaus. Os trabalhadores cobravam o pagamento dos salários referentes ao mês de agosto.

Segundo o governador, o valor de R$ 19 milhões referente à meia-passagem estudantil já havia sido depositado, garantindo a gratuidade para os estudantes, e que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) não conseguiu acessar os valores por estar com certidões negativas.

“Nossa relação é diretamente com o aluno, para quem estamos pagando a meia-passagem, conforme já foi confirmado pela Justiça. Qualquer informação além disso é especulação”, afirmou.

Acrescentou ainda que o Estado buscou diálogo com o Sinetram e a Prefeitura, mas não houve acordo para receber os valores. Vale destacar que a obrigação de custeio dos salários dos trabalhadores é das concessionárias e da Prefeitura, sendo esta a última instância.

Veja o vídeo;

Da Redação

Bolsonaro é condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado

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A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta quinta-feira, 11, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão, com início em regime fechado.

O ministro relator, Alexandre de Moraes, votou pela pena, considerando o agravamento de liderar de organização criminosa e atenuantes, em todos os crimes, em razão da idade avançada do ex-presidente.

Ele foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux, por ter votado pela absolvição de Bolsonaro, decidiu não participar da definição de pena.

Além da prisão, Bolsonaro também foi condenado a 124 dias multa, no valor de dois salários mínimos o dia.

De início, Moraes sugeriu apenas um salário mínimo, mas o valor foi aumentado por sugestão de Dino, que ressaltou o alto poder aquisitivo do ex-presidente.

Condenação

Por maioria de votos, Bolsonaro se tornou o primeiro presidente do Brasil a ser condenado por golpe de Estado.

O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhando por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux votou pela absolvição. O placar final foi de 4 a 1.

Ele foi condenado pelos seguintes crimes:

  • organização criminosa armada;
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • dano qualificado pela violência e ameaça grave (com exceção de Ramagem); e
  • deterioração de patrimônio tombado (também com exceção de Ramagem).

Mesmo com a definição da pena, ainda cabe recurso da decisão, o que significa que Bolsonaro e os outros réus não serão presos de imediato.

 

Da Redação com informações da CNN Brasil

Foto: Divulgação

 

Com voto de Zanin, STF condena Bolsonaro por plano de golpe de Estado

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Por maioria de votos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado nesta quinta-feira, 11,  na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Bolsonaro é o primeiro presidente do Brasil a ser condenado por golpe.

O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhando por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux votou pela absolvição. O placar final foi de 4 a 1.

Além de Bolsonaro, o STF condenou outros sete réus que integravam o “núcleo crucial” da trama golpista:

  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
  • Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro; e
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022.

Por quais crimes os réus foram denunciados?

Bolsonaro e outros réus respondem na Suprema Corte a cinco crimes. São eles:

  • organização criminosa armada;
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • dano qualificado pela violência e ameaça grave (com exceção de Ramagem);
  • deterioração de patrimônio tombado (também com exceção de Ramagem).

Fux votou pela condenação de Cid e Braga Netto no crime de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Nestes, o placar foi de 5 a 0.

A única exceção é Alexandre Ramagem. Por ser deputado, a Câmara pôde suspender a tramitação dos crimes cometidos após a diplomação dele no cargo. Com isso, Ramagem foi condenado apenas por: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Os ministros agora devem iniciar a análise de dosimetria, ou seja, calcular a pena de cada um dos réus. No caso de Mauro Cid, há possibilidade de perdão judicial por ele ter assinado delação premiada.

Mesmo com a definição da pena, ainda cabe recurso da decisão, o que significa que Bolsonaro e os outros réus não serão presos de imediato.

No Brasil, as penas só podem ser executadas depois que o caso transita em julgado, ou seja, depois que acabam todas as possibilidades de recurso.

Como votou cada ministro

Alexandre de Moraes: Dedicou cinco horas ao voto e apontou Jair Bolsonaro como líder da organização criminosa que planejou um golpe de Estado. Segundo ele, o grupo usou a máquina pública e apoio de militares para atacar o Judiciário, desacreditar o sistema eleitoral e impedir a posse do governo eleito em 2022. Moraes citou a minuta do golpe discutida com militares, a reunião de ministros em 2022, o financiamento de acampamentos em quartéis, o Plano Punhal Verde e Amarelo e a coordenação dos atos de 8 de janeiro. Para o ministro, as ações mostraram a recusa de Bolsonaro e aliados em aceitar a alternância democrática de poder e quase levaram o Brasil de volta a uma ditadura.

Flávio Dino: Acompanhou Alexandre de Moraes e votou pela condenação de Jair Bolsonaro e outros sete réus. Para ele, Bolsonaro e Walter Braga Netto exerceram liderança sobre a organização criminosa e devem receber penas mais altas, enquanto Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Alexandre Ramagem tiveram participação menor e devem pegar penas reduzidas. O ministro ressaltou que a tentativa de golpe não se tratou apenas de preparativos, mas de atos executórios que colocaram em risco o Estado Democrático de Direito, incluindo com a invasão violenta das sedes dos Três Poderes.

Luiz Fux: Foi o único a divergir no julgamento. Em um voto de 14 horas, defendeu a absolvição completa de Jair Bolsonaro e de outros cinco réus. Em relação a Mauro Cid e Walter Braga Netto, votou pela condenação apenas pelo crime de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, rejeitando todas as demais acusações. Ao contrário dos outros ministros, Fux analisou separadamente cada crime e cada réu. Também acolheu quase todas as preliminares apresentadas pelas defesas, argumentando que houve cerceamento do direito de defesa e que o STF, assim como sua Primeira Turma, não teriam competência para julgar o caso. Logo no início de sua manifestação, ainda enviou um recado indireto a Alexandre de Moraes, afirmando que juízes não têm função investigativa e devem agir com distanciamento.

Cármen Lúcia: Concluiu que a PGR apresentou provas sólidas de uma empreitada criminosa organizada por uma “milícia digital” para atacar o Judiciário e as urnas eletrônicas, liderada por Jair Bolsonaro, apontado como responsável por planejar a ruptura institucional e a permanência forçada no poder. Para ela, as ações foram coordenadas, contaram com participação efetiva de Mauro Cid e envolveram violência, grave ameaça e até cogitação de assassinatos de autoridades. Rejeitando a tese de Luiz Fux, defendeu que os réus devem ser condenados separadamente pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Cristiano Zanin: Surpreendeu ao acompanhar integralmente o voto de Alexandre de Moraes e votar para condenar todos os réus pelos cinco crimes imputados pela PGR. Para ele, ficou comprovada a existência de uma organização criminosa armada e estruturada para manter Bolsonaro no poder. Segundo o ministro, as ações envolveram uso de estruturas do Estado, ameaças a autoridades e violência, evidenciada nos atos de 8 de janeiro de 2023. Zanin afirmou que não foram apenas opiniões políticas ou atos preparatórios, mas um conjunto de estratégias coordenadas que atacaram a democracia, e que a responsabilização é fundamental para consolidar o Estado Democrático de Direito.

Relembre o caso

Em 8 de janeiro de 2023, manifestantes vindos de várias cidades e do acampamento em frente ao quartel general do Exército invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF. Obras, estruturas e peças históricas foram destruídas.

O ex-presidente Jair Bolsonaro estava nos Estados Unidos quando os ataques ocorreram, mas já estava na mira da Polícia Federal como possível mentor de um plano golpista.

As apurações avançaram com a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Ele relatou reuniões do presidente com ministros, embaixadores e chefes militares antes das eleições de 2022, nas quais o então mandatário colocava em xeque a credibilidade das urnas.

No segundo turno, a PRF teria sido mobilizada para dificultar o acesso de eleitores em cidades mais favoráveis a Lula. Após a diplomação do petista, em dezembro, vândalos incendiaram carros e ônibus e tentaram invadir a sede da PF em Brasília, e dias depois foi encontrada uma bomba perto do Aeroporto da capital.

Ainda em dezembro, investigações apontaram a elaboração de uma minuta golpista e do plano “punhal verde-amarelo”, que previa os assassinatos de Lula, Alckmin e Moraes. O inquérito da PF foi concluído em novembro de 2024.

Bolsonaro e outros 36 aliados foram indiciados e denunciados pela PGR, que os dividiu em cinco núcleos de atuação. O núcleo central, liderado por Bolsonaro, teria planejado impedir a posse de Lula. A denúncia foi aceita pelo STF, e os réus passaram a responder a uma ação penal.

Segundo a acusação, Bolsonaro liderou a organização criminosa, articulou ataques às urnas, difundiu desinformação e incitou a intervenção militar. Em junho, os réus foram interrogados e negaram a tentativa de golpe.

As defesas questionaram a imparcialidade de Alexandre de Moraes e a validade da delação de Cid, marcada por contradições e descumprimentos do acordo. Anular a delação, porém, significaria invalidar parte das provas nas quais se baseia a denúncia.

O caso repercutiu internacionalmente. Em julho, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump defendeu Bolsonaro, chamou o processo de “caça às bruxas” e impôs sanções a Moraes, que reagiu afirmando que não recuaria “nem um milímetro”.

Com a entrega das alegações finais, o ministro Cristiano Zanin marcou o julgamento. Após cinco sessões, a Primeira Turma do STF decidiu condenar Bolsonaro e outros sete réus.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação 

STF tem maioria para condenar Bolsonaro por organização criminosa

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A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), formou maioria na Primeira Turma da Corte para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por organização criminosa, devido à participação no que seria um plano de golpe contra o resultado das eleições de 2022.

Com o voto da ministra, proferido nesta quinta-feira, 11, o placar está em 3 a 1 em relação ao crime.

Resta apenas o voto de Cristiano Zanin, mas já não há como reverter na Primeira Turma do STF o resultado pela condenação dos réus por organização criminosa.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

Fé e Direito em Diálogo: Manaus recebe I Seminário de Direito Eclesiástico

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A Comissão de Direito Eclesiástico realiza, no próximo dia 17, às 15h, o I Seminário de Direito Eclesiástico, no Auditório Rubi da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB/AM), (Av. Humberto Calderaro, 2000 – Adrianópolis). O evento será realizado no Auditório Rubi da OAB/AM, localizado na Av. Humberto Calderaro, nº 2000, bairro Adrianópolis, e contará com certificação de 15 horas complementares.

O seminário terá a presença de importantes nomes ligados ao diálogo entre fé e legislação. Estão confirmados como palestrantes o Pr. Jonatas Câmara, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas; Gilson da Silva, juiz do Tribunal Eclesiástico, coordenador e assessor canônico da Comissão Metropolitana; e o Rabino Shaliach roe Ícaro, fundador do 1º Fórum da Torá Judaico-Cristão no Brasil e especialista em Teologia Judaica.

De acordo com o presidente da Comissão de Direito Eclesiástico da OAB/AM, advogado Raphael Asafe, o encontro marca um momento histórico para a advocacia amazonense e para as instituições de fé. “Este evento não é apenas uma formalidade, é uma ponte entre o Direito e a fé, entre a justiça dos homens e os princípios eternos do Reino de Deus. Vivemos um tempo em que a igreja precisa estar juridicamente consciente, doutrinariamente firme e socialmente atuante. E é exatamente por isso que estamos aqui: para fortalecer essa visão”, destacou.

Raphael também ressaltou que o seminário será uma oportunidade para aproximar diferentes públicos em torno de uma reflexão necessária. “A importância deste momento está em reunirmos profissionais do Direito, líderes religiosos, estudantes e membros da comunidade para dialogarmos sobre o papel da igreja na sociedade e o respeito à liberdade religiosa, às normas constitucionais e à boa governança eclesiástica”, afirmou.

O I Seminário de Direito Eclesiástico busca se consolidar como um espaço inédito de diálogo e aprofundamento sobre o tema, promovendo a troca de experiências e fortalecendo a atuação das instituições religiosas dentro dos marcos legais e democráticos. A expectativa da Comissão é que o evento contribua para ampliar a compreensão do Direito Eclesiástico e sua relevância para a sociedade e as comunidades de fé.


Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

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Pregão da Prefeitura de Novo Airão pode ser suspenso pelo TCE-AM por irregularidades 

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A Prefeitura de Novo Airão deve esclarecer possíveis irregularidades no edital do Pregão Presencial nº 29/2025 no Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM). O pedido de representação atendeu aos requisitos de admissibilidade e será julgado nesta quinta-feira, 11.

O pedido de medida cautelar foi apresentado pela empresa Prime Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda., que solicitou o pedido de suspensão imediata do procedimento licitatório. O intuito da suspensão é neutralizar qualquer dano ao erário.

A relatoria do caso ficou com o auditor Luiz Henrique Pereira Mendes e destacou no documento que a Corte é competente para prover cautelares a fim de neutralizar situações de lesividade ao interesse público.

Vale ressaltar que a representação é um instrumento de fiscalização e exercício do controle externo, com o objetivo de apurar supostas ilegalidades em procedimento administrativo.

Confira o documento na íntegra:

 

Da Redação

Relatório de Braga sobre segunda etapa da reforma tributária chega à CCJ

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) recebeu o relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM) ao projeto que dá continuidade à reforma tributária. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), concedeu vista coletiva, que significa mais tempo para os senadores analisarem, e informou que a comissão vai debater o relatório na próxima quarta-feira, 17.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024 cria definitivamente o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços, órgão especial responsável por coordenar o IBS, tributo que unificará os atuais ICMS (estadual) e ISS (municipal).

O texto também altera a primeira parte da regulamentação da reforma tributária (Lei Complementar 214, de 2024). Prevê, por exemplo, que taxistas e fretistas serão isentos de IBS e que o Imposto Seletivo será maior na medida em que uma bebida tiver mais açúcar. Segundo Braga, as mudanças são para corrigir distorções e esclarecer dúvidas.

Braga se comprometeu a atender os senadores durante a semana para eventuais alterações no relatório. Atualmente, o documento acata 96 das 379 emendas já apresentadas. Ele pediu que os senadores enviem sugestões até a terça-feira, 16, e afirmou que as discussões não devem retomar o que já foi superado na aprovação da Lei Complementar 214. Na ocasião, setores da economia buscaram tratamentos mais vantajosos para si na cobrança dos novos impostos, por exemplo.

“Peço que as emendas parem de ser apresentadas na terça-feira, porque senão eu não terei tempo. Nós estamos agora tratando de matérias que têm repercussão técnica, portanto teremos que ouvir os especialistas para que não cometamos nenhum tipo de equívoco”, disse.

Se o texto for aprovado no Senado, volta à Câmara dos Deputados em razão de Braga ter apresentado um texto alternativo (substitutivo).

Comitê Gestor

Os membros do Conselho Superior que conduzirá o Comitê Gestor passam a ter regras mais rígidas para se manterem no cargo, após as alterações de Braga. Caso sejam condenados a prisão ou por improbidade administrativa ou demitidos, por exemplo, perderão o cargo.

O relator também resolve temporariamente o embate entre duas associações de municípios que impediu a criação temporária do Comitê Gestor em 2025. Para isso, neste ano a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos concorrerá a 13 vagas de representantes dos municípios no Conselho Superior. Já a Confederação Nacional de Municípios será responsável por 14 vagas.

O Comitê Gestor será um órgão sem subordinação hierárquica a qualquer outro órgão do poder público, composto por representantes dos estados e municípios. Será responsável por arrecadar o IBS e distribuir o que for arrecadado entre os entes federados.

Histórico

O senador Efraim Filho (União-PB) afirmou que o aspecto técnico do PLP 108/2024 não o torna menos importante. O processo tributário do IBS será modernizado com o texto, o que tornará o Brasil mais propenso ao setor produtivo, segundo ele. 

“Aqui está o custo do Brasil, a questão da burocracia excessiva, que transformam nossa legislação no manicômio tributário”, reforçou.

A senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) apoiou a previsão de que no mínimo 30% dos julgadores nos processos tributários sejam mulheres. O mesmo vale para os diretores executivos do Comitê Gestor.

“ Como líder da Bancada Feminina, não poderia deixar de observar esse avanço. Há uma inovação presente nesse cuidado com a participação feminina”, afirmou.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) elogiou o trabalho de Braga e disse que espera que a votação ocorra em breve.

Veja outras alterações propostas por Braga:

  • Prevê situações que abrandam multas e aumentam descontos no pagamento de impostos — por exemplo, quando o penalizado contribui com o Fisco com o envio de informações
  • Impede as Secretarias de Fazenda municipais e estaduais de criarem obrigações acessórias — como exigir documentos — sobre o IBS
  • Cria uma Câmara Nacional de Integração do Contencioso Administrativo do IBS e da CBS, como último recurso sobre situações em que há divergência sobre as regras a serem aplicadas.

 

Da Redação, com informações da Agência Senado
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Prefeito de Maraã retira polo assistencial de comunidade e ignora cobrança do Ministério Público

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para apurar a retirada do polo assistencial da Comunidade Belo Monte, localizada na zona rural de Maraã (a 634 km de Manaus). A medida foi oficializada pelo promotor de Justiça, Marcos Túlio Pereira Correia Júnior, diante da ausência de justificativas da prefeitura, sob comando do Pastor Edir (UB), sobre a decisão administrativa.

De acordo com informações apuradas no procedimento preparatório nº 124.2022.000001, a desativação do polo impactou diretamente a população local e de comunidades vizinhas, resultando na suspensão de benefícios essenciais, como repasse de combustível, distribuição de cestas básicas e auxílio-transporte.

Segundo o MPAM, os polos assistenciais municipais desempenham papel fundamental na descentralização e acesso a programas sociais, sendo instrumentos para garantir direitos básicos previstos na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS).

O promotor destacou que, apesar da expedição de notificações e ofícios, a Prefeitura de Maraã não apresentou respostas para justificar a medida.

O inquérito terá prazo inicial de um ano, prorrogável, e deverá reunir documentos e informações que esclareçam as razões da retirada do polo e os impactos causados à comunidade.

Da Redação
Foto: Divulgação 

PA: Grupo empresarial é investigado por fraude e sonegar R$ 90 milhões de impostos

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A Receita Federal, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram a operação “Underbill” no Pará, na última quarta-feira, 10. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de bens avaliados em R$ 26 milhões.

A operação tem como alvo um grupo empresarial suspeito de sonegar cerca de R$ 90 milhões em tributos, facilitar a entrada irregular de produtos estrangeiros no país e realizar pagamentos internacionais por meio de câmbio ilegal. A identidade dos investigados ainda não foi informada.

A investigação, sob sigilo judicial, teve início a partir da análise de autuações fiscais realizadas sobre empresas importadoras. Segundo a Receita, foram identificados indícios irregulares contra as ordens tributária e aduaneira, cometidos por grupos empresariais que seriam assessorados por uma empresa prestadora de serviço de despacho aduaneiro.

As investigações apontam suspeitas de fraudes em importações de mercadorias. De acordo com a apuração, as cargas chegavam ao país pelos portos de Belém e Vila do Conde, na cidade de Barcarena, e eram distribuídas para estados como Amazonas, Maranhão, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo.

Segundo o delegado da PF Roger Morgado Carvalho, “as investigações indicam que o grupo importava produtos do exterior, principalmente provenientes da China, internalizavam no Brasil com a aplicação de métodos para sonegar impostos”.

“A gente pode citar o subfaturamento, a utilização de empresa de terceiros, o que gerava um prejuízo significativo para o erário e uma concorrência desleal no mercado que prejudicava as empresas nacionais e as empresas que importam de maneira correta”, disse.

Entre as irregularidades detectadas nas operações comerciais e nas finanças dos importadores, estão as suspeitas de que: os produtos eram declarados com um valor menor do que o real (o chamado subfaturamento); impostos federais não eram pagos (sonegação); ‘laranjas’ (pessoas ou empresas de fachada) eram usados para esconder os verdadeiros donos dos negócios; havia tentativas de dificultar o controle da Receita Federal na hora de identificar e contar os produtos; e as regras de órgãos reguladores eram desrespeitadas.

O esquema, segundo a investigação, contava com a participação de comerciantes estrangeiros, despachantes aduaneiros e empresas de comércio exterior.

O grupo é suspeito de praticar subfaturamento, interposição fraudulenta, sonegação fiscal, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, violação de direitos de propriedade intelectual e ocultação de patrimônio. A apuração continua com a análise do material apreendido e a identificação de outros possíveis envolvidos.

As análises fiscais e financeiras dos envolvidos também apontaram, de acordo com os agentes, indícios de movimentação financeira incompatível de diversas pessoas físicas e jurídicas, envio ou recebimento de dinheiro sem seguir as regras e leis do Banco Central e da Receita e ocultação de patrimônio.

A operação conta com a participação de 17 auditores-fiscais e analistas tributários da Receita Federal, além de 50 policiais federais.

Os responsáveis poderão responder pelos crimes de descaminho, contrabando, sonegação fiscal, evasão cambial e organização criminosa.

 

Da Redação, com informações do G1
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