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Exploração mineral no Amazonas por empresa chinesa pode ser paralisada pela Justiça

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A Justiça brasileira pode suspender a exploração mineral no Amazonas feita por uma empresa ligada à China. Em despacho nesta semana, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) cobrou explicações e garantias de que não haverá exploração de urânio pela companhia chinesa China Nonferrous Metal Mining e do governo brasileiro. Foram dados dez dias para resposta, sob pena de suspensão de toda a atividade.

A questão analisada pela 1ª vara cível versa sobre a exploração da Mina Pitinga, localizada a 300 km de Manaus. Considerada uma das mais ricas do mundo, com reservas de nióbio, tântalo, estanho, tório e resíduos de urânio, ela ocupa uma área área de aproximadamente 17 mil hectares. É o equivalente a 23,8 mil campos de futebol.

O local é explorado pela Mineração Taboca S.A.. No final de 2024, o controle acionário da companhia passou para a China Nonferrous Trade Co. Ltd., em operação estimada em R$ 2 bilhões. A partir de então, deflagrou-se uma disputa sobre a exploração dos minerais, que constitucionalmente pertencem à União.

A juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe determinou a apresentação de “informações concretas sobre tese de que não haverá exploração de urânio”. A Justiça explica que precisa de “provas eficazes de que não irá ocorrer a exploração”, além da explicação de “métodos de fiscalização, garantia de não ocorrência de dano ambiental, métodos de segurança de não escapamento de material radioativo e de não afetação aos povos indígenas das adjacências”.

A magistrada avisou que pode suspender a operação, caso não haja resposta. “A não comprovação dos itens anteriores ensejará a concessão da liminar e a consequente suspensão de qualquer avença que possa trazer prejuízos ambientais ao país, prejuízos decorrentes de exploração ilegal de minério e riscos de exposição de radiação à população local, indígena e não indígena”, diz o despacho.

Exploração pela empresa chinesa

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) contestou na Justiça a “transferência” da exploração da Mina Pitinga, que passou indiretamente para o controle da empresa chinesa através das ações. Ele aponta que a transação não foi submetida a análise e autorização prévia do Congresso Nacional, o que violaria a Constituição Brasileira em dois pontos.

Entre as competências constitucionais do Legislativo, estão:

  • autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais;
  • e aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares.

Além disso, o senador aponta que órgãos públicas se omitiram em fiscalizar e controlar a transação, comprometendo a soberania nacional e os recursos estratégicos. São especificamente citadas, além da União, a gerência regional da Agência Nacional de Mineração e a superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O advogado André Moraes, que representa Plínio, celebrou a primeira movimentação da Justiça. “A decisão é prudente e extremamente necessária. O Brasil precisa garantir segurança jurídica e respeito às regras constitucionais, especialmente quando estão em pauta riquezas do nosso país”.

O outro lado

Em nota enviada, a Mineração Taboca confirma que a transação comercial de mudança do controle acionário da empresa foi concluída em março de 2025. A empresa passou a fazer parte do grupo China Nonferrous Trade Co. Ltd., subsidiária da China Nonferrous Metal Mining Group Co. (CNMC), com a devida aprovação dos órgãos reguladores competentes,

Segundo a empresa, transação não altera a atividade que vem sendo exercida na área ao longo dos últimos anos. “Permitirá, dentre alguns aspectos, que a Mineração Taboca tenha a oportunidade de fazer investimentos em tecnologias mais modernas que servirão a aprimorar sua atividade em diversas frentes, inclusive da sustentabilidade”.

Veja a nota na íntegra:

“A empresa possui as concessões de lavra e respectivas licenças ambientais para explorar minério de tantalita-columbita e cassiterita, ligadas à produção de estanho e ligas ferrosas compostas por tântalo e nióbio, e cumpre rigorosamente todas as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

A Mineração Taboca não vende ou transfere urânio, uma vez que, de acordo com a lei brasileira, trata-se de recurso de uso exclusivo da República Federativa do Brasil, que não pode ser usado ou explorado para qualquer finalidade por terceiros. O que ocorre, em breves linhas, é que a Mina do Pitinga (AM) é caracterizada como uma mina poli metálica, ou seja, existem diversas substâncias presentes na rocha.

Após o processo de beneficiamento do minério, onde são extraídas a tantalita-columbita e a cassiterita, o urânio, juntamente com outros minerais, não é recuperado nem processado. Trata-se de resíduo do processo, descartado de acordo com as leis e regulamentos aplicáveis.

A Mineração Taboca reitera seu compromisso com o meio ambiente e prestará os esclarecimentos devidos à justiça federal do Amazonas, em espírito contínuo de cooperação”.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

No TSE, tempo atua como advogado de Denarium

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O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), respira aliviado, por hora. Isso porque o trabalho das ‘forças ocultas’ deu resultado e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, pediu vistas do processo, agindo como escudo e garantindo mais tempo ao político no cargo e na gestão do Estado. A manobra congela novamente a ação no TSE, onde o tempo, mais uma vez, serve de tábua de salvação.

Antes de ser julgado na última terça-feira, 26, o caso já havia colecionado 378 dias no limbo depois de Cármen Lúcia retirá-lo da pauta. Agora, mesmo com voto da relatora Isabel Gallotti pela cassação, Mendonça apareceu em cena apenas para adiar a decisão por pelo menos mais 30 dias, prazo que pode se arrastar ainda mais sob as regras da Corte.

Enquanto isso, Denarium segue no cargo, mesmo respondendo por uso da máquina pública em programas sociais como “Cesta da Família” e “Morar Melhor”. No TSE, a justiça tarda e, fica o questionamento se ela irá falhar. 

 

Da Redação

Gestão de Leôncio Tundis em Urucurituba afunda em ilegalidades, falta de transparência e nepotismo

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A administração do prefeito Leôncio Tundis (PT), em Urucurituba, enfrenta uma série de denúncias apresentadas pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). As acusações envolvem nepotismo, excesso de cargos comissionados, irregularidades em concursos públicos e falta de transparência na gestão. Os processos podem resultar em ações de improbidade administrativa contra a gestão municipal.

Tundis foi vice-prefeito do município de 2020 a 2024, e este ano assumiu o cargo majoritário.

Esposa, cunhado e parentes de políticos na prefeitura

O MPAM identificou pelo menos 24 servidores nomeados em cargos de confiança por serem parentes do vice-prefeito Francivaldo Libório, de secretários municipais e de vereadores. Entre os beneficiados estão a esposa do vice-prefeito, além de primos, cunhados e sobrinhos de autoridades locais.

Confira a lista com os nomes dos parentes nomeados na prefeitura.

Segundo o promotor de Justiça Kleyson Nascimento Barroso, a prática configura nepotismo e viola a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe nomeações de cônjuges e parentes em cargos de confiança.

O órgão recomendou a exoneração imediata dos funcionários e a suspensão dos pagamentos salariais. A prefeitura terá que apresentar cópias das exonerações.

Tio de secretária venceu licitações

O MPAM também trouxe à tona contratos firmados pela Prefeitura com o empresário Joel Mattos Aguiar, que possui laços familiares diretos com integrantes da própria gestão municipal. Ele é tio da Secretária de Finanças, Emily Ramos de Aguiar, e cunhado do pregoeiro Joilson Fernandes de Castro, servidor responsável por conduzir licitações e fiscalizar contratos. Segundo a Lei Federal nº 14.133/2021, esse tipo de vínculo configura impedimento legal e fere o princípio da impessoalidade, caracterizando nepotismo nas contratações.

Diante dessas irregularidades, o Ministério Público recomendou a anulação imediata de todos os contratos celebrados com Joel Mattos Aguiar desde janeiro de 2025.

“A ciência desta Recomendação torna evidente o dolo do gestor de violar a ordem juridica e de assunção dos riscos de dano, em caso de omissão injustificada de providências”, afirmou o promotor, Kleyson Barroso, na portaria.

Excesso de cargos comissionados sem funções estabelecidas

Outra irregularidade apontada pelo MPAM diz respeito ao inchaço da máquina pública com cargos comissionados que não se enquadram nas funções de direção, chefia ou assessoramento.

Um levantamento feito pelo órgão apontou a existência de 63 comissionados que exercem atividades como Chefes de Cultura Popular, de Projeto de Cultura, de Abastecimento de Mercado, de Divisão de Compras, de Fiscalização, etc. Além disso, existem 24 nomeados como gerentes, 18 como coordenadores e 18 como assessores. Muitos exercendo atividades técnicas e rotineiras que deveriam ser preenchidas por concurso público.

Para o promotor Kleyson Barroso, a manutenção desses cargos fere os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade, podendo configurar improbidade administrativa. O MPAM deu prazo de 45 dias para adequações, sob pena de ajuizamento de ação civil pública.

Concurso Público ilegal

O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) e o MPAM também apontaram graves falhas no concurso público realizado em 2023 pela Prefeitura de Urucurituba. O certame previa 128 vagas na saúde, 19 na assistência social e diversas vagas nas áreas administrativa e educacional, mas foi considerado irregular.

Dentre os erros na realização do concurso, estão a: ausência de divulgação adequada do edital; falta de isenção da taxa de inscrição para candidatos de baixa renda; inexistência de postos físicos de inscrição; reserva de vagas para pessoas com deficiência abaixo do mínimo legal; e não publicação do resultado final em diário oficial.

Diante disso, o MPAM recomendou a anulação total dos editais nº 002, 003 e 004/2023, determinando que uma nova banca seja contratada. O município terá 90 dias para iniciar novo processo.

Falta de Transparência

Mais um ponto crítico da administração é a ausência de informações obrigatórias no Portal da Transparência da prefeitura. O MPAM identificou falhas na publicação de despesas, receitas, informações sobre servidores, licitações e contratos.

De acordo com a recomendação expedida em junho de 2025, a gestão municipal deve disponibilizar em tempo real: gastos com diárias e passagens de servidores; lista completa de servidores ativos, inativos e comissionados; dados sobre remunerações e benefícios; relatórios de despesas com pessoal; extratos de todos os procedimentos licitatórios e contratações.

A falta de transparência pode ser enquadrada como ato de improbidade administrativa, com responsabilização do prefeito e secretários envolvidos. O prazo dado pelo MPAM para regularização é de 90 dias.

Repercussão

As recomendações do MPAM e as decisões do TCE-AM expõem uma série de fragilidades na gestão de Leoncio Tundis. Caso as medidas não sejam cumpridas, o Ministério Público poderá ajuizar ações civis públicas contra o prefeito e demais agentes públicos.

 

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Foto: Divulgação

Eduardo Bolsonaro pede a Motta para exercer mandato de deputado nos EUA

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enviou um ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), no qual pede autorização para exercer o mandato nos Estados Unidos. O documento, segundo aliados de Eduardo, foi protocolado ontem.

O que aconteceu

Eduardo pede que sejam criados mecanismos para assegurar o mandato a distância. No ofício para Motta, ele solicita que lhe seja garantido o “pleno gozo das prerrogativas parlamentares”.

“Ausências não são voluntárias, mas decorrentes de perseguições políticas”, declarou. No documento, Eduardo afirma estar sendo alvo de “perseguições ilegais” e acusa um ministro do STF de agir fora dos limites constitucionais, impondo um “regime de exceção”. Embora não cite nomes no ofício, o alvo de suas críticas tem sido Alexandre de Moraes.

A PF indiciou Jair Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro no último dia 15 de agosto. Pai e filho foram indiciados pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O deputado está nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro e atua para Trump impor sanções ao Brasil.

O período de afastamento de Eduardo chegou ao fim em julho. Em março, ele solicitou 122 dias de licença — dois por motivos de saúde e 120 por interesse pessoal. Sem possibilidade de renovação, as faltas injustificadas voltaram a ser contabilizadas pela Casa após o recesso em agosto.

“Não reconheço falta alguma, não renuncio ao meu mandato, não abdico das minhas prerrogativas constitucionais e sigo em pleno exercício das funções que me foram conferidas pelo voto popular”, disse Eduardo Bolsonaro.

‘Mais grave que a pandemia’

Eduardo citou o trabalho remoto durante a pandemia da covid-19 como justificativa para seu pedido. “A Câmara dos Deputados já criou precedentes claros para a participação remota de parlamentares durante a pandemia de covid-19, preservando a continuidade dos trabalhos em circunstâncias excepcionais”, escreveu. Contudo, o Congresso não vive, neste momento, circunstâncias excepcionais.

Apesar dos mais de 700 mil óbitos pela covid no Brasil, o parlamentar afirmou que “as condições atuais são muito mais graves”. “O risco de um parlamentar brasileiro ser alvo de perseguição política hoje é incomparavelmente maior do que o risco de adoecer gravemente durante a pandemia”, pontuou.

Ele também citou sua atuação em “diplomacia parlamentar”, prática que, segundo ele, faz parte de sua função como deputado. Afirma que deixou o Brasil em viagem aos Estados Unidos, inicialmente em caráter privado, mas que sua permanência no país é “forçada” diante da possibilidade de cassação de seu passaporte e da imposição de medidas restritivas.

Também destaca sua trajetória na área de relações internacionais, incluindo o período em que presidiu a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn). “Se não fosse minha permanência forçada nos Estados Unidos em razão de perseguições políticas, provavelmente hoje seria eu o atual presidente dessa Comissão”, afirmou.

A atuação do deputado foi um dos fatores que culminou no tarifaço de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros e nas sanções a ministros do STF. O objetivo de sua atuação é beneficiar o pai — réu por tentativa de golpe de Estado, dentre outros crimes — e conseguir a anistia para os envolvidos no 8 de Janeiro. Ele tem se reunido com representantes do governo americano e busca atingir diretamente instituições democráticas brasileiras, notadamente o STF e o Congresso, com interesses pessoais.

O filho do ex-presidente apela para que Hugo Motta não se torne “cúmplice de um regime ditatorial”. Entretanto, o Brasil vive um regime democrático.

 

Da Redação com informações de UOL 

Foto: Divulgação

Prefeitura de Tonantins é denunciada por ausência de informações no portal da transparência e possíveis servidores fantasmas

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) deve averiguar denúncia sobre a não disponibilização de informações apontando a utilização de servidores fantasmas na Prefeitura de Tonantins.

Conforme consta no acórdão 1198/2025, a representação foi proposta por Suelen Lofiego Ribeiro, Marinéia Vasques Nascimento e Raimundo Vieira da Silva, em face da prefeitura do município, que tem por prefeito Francisco Sales de Oliveira, o Sales (Republicanos).

Segundo o documento, houve deficiência na divulgação de informações referentes ao município, desrespeitando os princípios de publicidade e eficiência, sem observância da Lei Complementar e da Constituição.

Ao prefeito de Tonantins foi aplicada multa no valor de R$ 13.654,39, por ato de grave infração à norma legal. Também foi fixado o prazo de 30 dias para que haja o recolhimento da multa.

Foi estipulado o prazo de 90 dias para a prefeitura providenciar e comprovar a atualização do Portal da Transparência, corrigindo as irregularidades apontadas, sob pena de aplicação de sanções, caso não haja o cumprimento da medida estabelecida pela Corte.

A prefeitura de Tonantins foi recomendada para adotar protocolos e rotinas de atualização do respectivo portal, cumprindo a lei e respeitando os princípios da publicidade.

Confira a decisão na íntegra:

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto: Divulgação

Aleam entrega maior condecoração ao ministro amazonense Mauro Campbell

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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e atual Corregedor Nacional de Justiça, Mauro Luiz Campbell Marques, foi homenageado nesta quinta-feira, 28, no plenário Ruy Araújo, com a entrega da Medalha Ruy Araújo, a mais alta condecoração concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Na mesma cerimônia, o juiz Lizandro Garcia Gomes Filho também recebeu a comenda.

A sessão especial foi conduzida pelo presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (UB). A propositura foi de autoria do ex-deputado Marcos Rotta, em 2008, e a saudação ao homenageado foi feita pelo deputado Sinésio Campos (PT).

A solenidade contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o governador do Amazonas, Wilson Lima; os senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB); o deputado federal Adail Filho (Republicanos); o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Jomar Fernandes; a presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargadora Carla Reis; a procuradora-geral de Justiça, Leda Mara; o presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador David Reis (Avante); o conselheiro e corregedor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Josué Neto; e o vice-prefeito de Manaus, Renato Júnior.

Reconhecimento ao mérito

Em seu discurso, o ministro Mauro Campbell destacou a importância de valorizar os profissionais da região que ocupam cargos de relevância no cenário nacional.

“E naturalmente, nós temos um grave defeito, que é nos apequenarmos no Amazonas, no Acre, acharmos que somos sub-raça, que não somos brasileiros. E isto é que é, se não o desprezo, que é todo o peso da palavra, mas a desconsideração das autoridades do poder central para com a nossa terra. Aventureiros ou interesseiros passam a dar aulas sobre o que é o Amazonas, sobre as necessidades do povo amazonense. Deixamos de ter a visão de que precisávamos sair daqui, expor que esta terra tem pessoas, é este o papel que realizamos e desempenhamos também lá em Brasília, de mostrar que somos capazes no Amazonas. Eu quero mais uma vez agradecer o Parlamento do meu estado por esta honraria, que acrescenta ainda mais responsabilidade ao meu currículo, e dizer que vamos lutar para que todo o Brasil conheça a nossa terra e respeite o povo da Amazônia. Muito obrigado”, declarou.

O juiz Lizandro Garcia Gomes Filho, também agraciado com a comenda, ressaltou a importância do reconhecimento recebido.

“Eu fico enormemente honrado. Essa é a primeira vez que recebo uma comenda dessa natureza do parlamento local e eu fico enormemente agradecido. Toda essa caminhada, mais de duas décadas de magistratura, foi feita com muito esforço, mas sinceramente por conta da minha equipe. Eu rendo à minha equipe todos os números positivos que nós temos lá. Muito obrigado”, afirmou.

Autoridades exaltam trajetória

O governador Wilson Lima destacou que a trajetória dos homenageados é motivo de inspiração. “As trajetórias dos dois são uma inspiração, porque nós, que estamos no Norte do Brasil, mais distantes dos centros decisórios, enfrentamos muitas vezes insinuações que nos fazem parecer incapazes de alcançar posições de destaque. O ministro Mauro Campbell dispensa apresentações. Seu currículo fala por si, e esta homenagem é mais do que merecida”, disse.

Ao se referir diretamente ao ministro Campbell, Lima enfatizou a importância do posto que ele ocupa no cenário nacional.

“Apesar das atribuições que hoje o senhor tem como Corregedor Nacional de Justiça, um dos cargos mais importantes da nossa República, é motivo de orgulho ver um amazonense sentado numa cadeira como essa, juntamente com o presidente do Supremo, o presidente da República e o procurador-geral da República. O que acontece hoje vai além de uma questão protocolar: é um reconhecimento e uma gratidão do povo do Amazonas a quem coloca a vida a serviço da Justiça e da coletividade”, concluiu o governador.

Homenagem máxima

A Medalha Ruy Araújo é a maior honraria concedida pela Aleam e reconhece personalidades que prestaram relevantes serviços à sociedade amazonense e ao Brasil.

 

Da Redação
Foto: Divulgação

De esposa a sobrinhos: veja lista de parentes de políticos nomeados em cargos na Prefeitura de Urucurituba

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) revelou nesta quinta-feira, 28, os nomes e os graus de parentesco de 24 servidores da Prefeitura de Urucurituba que ocupam cargos comissionados apesar de serem parentes diretos do prefeito, do vice-prefeito, de secretários municipais e de vereadores. A prática configura nepotismo e fere os princípios da moralidade e da impessoalidade na administração pública.

De acordo com a recomendação expedida pelo promotor de Justiça Kleyson Nascimento Barroso, os vínculos familiares vão de cônjuges a sobrinhos, irmãos, cunhados e primos, ocupando funções que variam de secretarias executivas a cargos técnicos e chefias em diferentes setores da gestão municipal.

Dentre os nomes divulgados estão: Suelen Tavares de Araújo, secretária executiva de Assistência Social, esposa do vice-prefeito Francivaldo Libório; Victor Yan Tavares de Araújo, assessor de gabinete do vice-prefeito, cunhado de Francivaldo Libório; Andreia Simas da Silva, chefe da seção de Patrimônio e Acervo, esposa do secretário de Educação Rodino Zanes.

Confira a lista completa com os nomes:

Segundo o MP, o nepotismo representa “a forma mais nítida e cristalina de uso da máquina pública para o interesse pessoal”, sendo prática vedada pela Constituição Federal e pela Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF).

O promotor recomendou que o prefeito Leôncio Tundis (PT) exonere, no prazo de 30 dias, todos os servidores listados, com suspensão imediata de pagamento de remunerações. A recomendação também inclui a proibição de novas nomeações de parentes até o 3º grau de prefeito, vice, secretários e vereadores, salvo se houver processo seletivo regular.

Caso as medidas não sejam cumpridas, o MP poderá ajuizar ação civil pública por ato de improbidade administrativa, responsabilizando os gestores envolvidos.

 

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Foto: Divulgação

Por falta de acordo, votação da PEC da Blindagem é adiada

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A votação da PEC da Blindagem, que estabelece que investigações contra parlamentares deve ter o aval do Congresso, foi adiada na Câmara nesta quarta-feira, 27. Segundo o líder do PT, Lindbergh Farias , o texto não teve acordo entre os líderes partidários.

A discussão sobre o texto deve ser retomada na semana que vem. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniu os líderes em sua residência oficial às 19h30 para tentar destravar a votação. A reunião terminou as 22h20 sem acordo.

A oposição era a mais a favor da proposta. O movimento acontece às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

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Do ‘Filão dos Abacaxis’ ao país inteiro: PF mira rede criminosa do garimpo ilegal no AM com ramificações em quatro estados

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 28, a Operação Barões do Filão, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao garimpo ilegal e crimes correlatos, como lavagem de dinheiro e exploração de trabalhadores em condição análoga à escravidão.

Policiais federais cumprem 4 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em residências dos investigados localizadas em Itaituba (PA), Novo Progresso (PA), Sinop (MT), Porto Velho (RO) e Regeneração (PI). Também foi decretado o sequestro de bens e bloqueio de ativos até o montante de R$ 74.110.528,00, correspondente ao dano ambiental identificado.

A investigação teve início após levantamento de informações em campo, durante fiscalização no local denominado “Filão dos Abacaxis”, no interior do Amazonas, onde aproximadamente 50 trabalhadores foram resgatados em condição análoga à escravidão. Trata-se de uma das áreas de garimpo consideradas as mais rentáveis da América Latina.

De acordo com as apurações, o garimpo possuía um proprietário que administrava a região e arrendava “poços” de mineração a terceiros. Cada arrendatário arregimentava trabalhadores para a extração ilegal, utilizando cianeto e causando graves danos ambientais.

A Operação Barões do Filão é um desdobramento da Operação Mineração Obscura, iniciada em abril de 2024 com objetivo de investigar denúncias de atividade garimpeira ilegal na cidade de Maués, no sul do Amazonas, e resgatar trabalhadores em situação análoga à escravidão.

A operação contou com o apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), que congrega ações de integração dos nove Estados da Amazônia Legal Brasileira e dos nove países que também possuem a Floresta Amazônica em seus territórios.

 

Da Redação, com informações da assessoria
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Ato da OAB para filtrar concorrentes ao Quinto pode ser ilegal, segundo Constituição; veja vídeo

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Em vídeo divulgado nesta quarta-feira, 27, o especialista e professor em Direito Constitucional, Onetício Neto, afirmou que a nova regra do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) que exige 10 anos ininterruptos de advocacia para concorrer ao Quinto Constitucional pode ser inconstitucional.  

A Constituição Federal, em seu artigo 94, assegura que um quinto das vagas nos tribunais deve ser destinado a advogados e membros do Ministério Público (MP). Para isso, são exigidos três requisitos: mais de dez anos de efetiva atividade profissional, notório saber jurídico e reputação ilibada. O texto, no entanto, não define o que seria a atividade profissional. 

“Com isso, vamos descer o nível à norma infraconstitucional, chegamos até a lei 8.906 de 1994: o Estatuto da OAB, que também não diz o que é a efetiva atividade profissional. No entanto, no artigo 10, quando fala sobre inscrição suplementar, fala que o advogado que atua com habitualidade em um outro território, cujo qual não tem a inscrição, deve requerer a inscrição suplementar. Considera-se habitualidade, segundo disposto no artigo 10 e seus parágrafos, quando o advogado passa a atuar em mais de cinco causas por ano. Isso poderia ser entendido como efetivo exercício da advocacia”, explica Onetício. 

O especialista também cita dois dispositivos legais para fundamentar sua análise: o Estatuto da OAB e o provimento 102/2004, um ato normativo infralegal, que sofreu alterações em 2010, em 2013, em 2016, em 2018, em 2023 e pode mudar novamente com as alterações para esta eleição do Quinto Constitucional para o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

O artigo 58, inciso XIV, do Estatuto da OAB, determina que é da competência da seccional da OAB dispor sobre a eleição, nos termos do provimento do Conselho Federal da OAB, vedada a inclusão de membros do próprio Conselho e de qualquer órgão da OAB. Já o artigo 5º do provimento 102/2004 estabelece três requisitos: mais de dez anos de efetiva atividade profissional, que pode ser comprovada com habitualidade; mais de cinco anos de inscrição no conselho seccional que seja abrangido pelo tribunal cujo o qual a vaga será preenchida, este requisito foi objeto da ADI 6810, julgada em 19 de maio deste ano; e o terceiro é não ter mais de 70 anos.

Para o Onetício, qualquer alteração no provimento ou na lei que interfira no processo atual é inconstitucional, pois viola o artigo 16 da Constituição Federal, que dispõe que a lei que altera o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, contudo, não poderá ser aplicada na eleição que ocorra a menos de um ano da data de sua vigência. Assim, a nova exigência de 10 anos ininterruptos de advocacia não poderia ser aplicada à disputa do Quinto Constitucional no TJAM.

“Meus amigos, é o seguinte, pode alterar o que for no provimento e na lei. Isso, se for aplicado para a eleição deste ano para o Quinto é inconstitucional. Esse provimento, se publicado, tem que ser objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) por ser contrário à Constituição Federal. Se for publicado, de fato, este provimento é inconstitucional”, ressalta Onetício Neto. “Advocacia que seja exercida com lisura é uma advocacia que não permite esse tipo de comportamento inconstitucional que altera as regras do jogo durante o jogo. Não é assim que se faz Direito, não é assim que se advoga”, criticou.

Veja explicação completa:


Priscila Rosas, para Portal O Poder 

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