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Senador pede a Alcolumbre apuração de vazamento após foto em piscina

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O senador Weverton Rocha (PDT-MA) pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tome providências sobre o vazamento de dados extraídos de seu celular, apreendido pela PF (Polícia Federal) durante a Operação Sem Desconto, em dezembro do ano passado. 

O requerimento encaminhado à Mesa Diretora da Casa no último sábado, 8, foi feito após a divulgação de uma foto de Weverton e outros parlamentares na piscina de uma propriedade do advogado e empresário Willer Tomaz, em Brasília. A imagem teria sido registrada em abril de 2023 e foi publicada inicialmente pela revista “Piauí”.

No requerimento, o senador alega que a foto expôs congressistas de diferentes partidos que não são investigados no caso. Aparecem na imagem o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e os deputados Elmar Nascimento (União-BA), Paulo Azi (União-BA), Juscelino Filho (PSDB-MA), ex-ministro das Comunicações do governo Lula, e o hoje ex-deputado federal Alexandre Ramagem, do PL, condenado também por participação no plano de golpe.

Weverton afirma que, desde a apreensão do aparelho, mensagens, fotografias e informações de caráter pessoal vêm sendo divulgadas, inclusive conteúdos que, segundo ele, não têm relação com o objeto da investigação e envolvem terceiros alheios ao inquérito.

Para o senador, a divulgação de material protegido por segredo de Justiça viola a intimidade e a vida privada, o sigilo dos autos e a presunção de inocência. Ele sustenta ainda que o repasse dessas informações pode, em tese, configurar crime de violação de sigilo funcional.

“A seletividade com que os elementos são liberados, sempre de modo a maximizar a repercussão, não raro antes de qualquer contraditório, demonstra não se tratar de mero incidente, mas de prática que compromete a lisura da investigação e a dignidade das instituições”, argumenta Weverton no pedido.

O senador acrescenta que “a defesa da intimidade dos parlamentares e da higidez do segredo de justiça é, também, defesa da independência e do decoro do Poder Legislativo, competindo a esta Casa atuar em sua salvaguarda”.

No pedido a Alcolumbre, Weverton solicita que a Advocacia do Senado acione o ministro relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Corregedoria-Geral da PF para apurar a origem dos vazamentos e buscar a responsabilização de eventuais envolvidos.

O senador também pede a preservação dos registros que permitam rastrear quem acessou, extraiu, copiou ou compartilhou o material, inclusive por aplicativos de mensagens ou com assessorias de comunicação.

Weverton quer ainda que o Senado cobre do Ministério da Justiça e Segurança Pública informações sobre as providências adotadas para investigar os vazamentos e impedir novas divulgações, além de esclarecimentos sobre os responsáveis pela custódia do material e pela comunicação relacionada às diligências.

O parlamentar também quer que o caso seja levado à comissão competente e à Corregedoria/Ouvidoria do Senado para que sejam avaliadas medidas em defesa das prerrogativas dos parlamentares e da intimidade dos congressistas que, segundo ele, foram expostos indevidamente.

Weverton Rocha é alvo de investigação no âmbito do inquérito que apura as fraudes no INSS. Agora, a PF avança sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Na semana passada, Willer Tomaz e familiares foram alvos de busca e apreensão por suspeitas de ligação com o senador.

Em nota, Willer Tomaz repudiou a divulgação da fotografia, registrada em 2023 durante evento particular em sua propriedade e vazada do celular do senador. Segundo ele, a imagem não tem relação com sua atividade profissional nem com os fatos investigados. Tomaz reforçou ainda que não é investigado por fraudes previdenciárias no âmbito do inquérito que apura desvios do INSS.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Reprodução/Revista Piauí

Jornalistas da CNN analisam debates estaduais; leia os destaques

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Os jornalistas da CNN Brasil acompanharam o primeiro debate entre candidatos aos governos estaduais, realizado neste domingo, 9, e pontuaram que temas como segurança pública, corrupção e educação protagonizaram as discussões.

O debate entre os candidatos aos governos estaduais foi transmitido pela TV Bandeirantes e realizado em 11 estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Ceará e também no Distrito Federal.

Portanto, veja as análises dos analistas da CNN Brasil:

São Paulo

No primeiro debate de 2026 entre Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição ao governo de São Paulo, e Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda que volta a concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, segurança pública, qualidade da educação, serviços concessionados de saneamento e transportes foram temas colocados em discussão.

Segundo o analista Pedro Venceslau, sem outros postulantes na bancada, o confronto permitiu um embate direto, propositivo e com cara de 2º turno.

“Apesar do choque de números, dados e das posições contraditórias, o tom foi respeitoso e apenas tangenciou a polarização nacional entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”, escreveu.

O analista Iuri Pitta ainda citou que, mesmo em momentos de maior tensão, quando Tarcísio citou a presença de Haddad em um palco no qual também estava uma mulher ligada ao tráfico de drogas, o petista soltou um “baixa essa bola”, mas a poeira de fato passou.

“Para quem viu cadeirada, agressão e xingamentos no nível da disputa paulistana em 2024, o debate deste domingo não fez corar nenhum pai de família em pleno Dia dos Pais”, escreveu.

A relação institucional entre os governos federal e paulista esteve no centro dos primeiros blocos.

“Como já fazia quando ministro, Haddad voltou a cobrar gratidão de Tarcísio em relação a Lula em projetos como o túnel Santos-Guarujá. O governador apontou ‘falso republicanismo’ dos petistas e não titubeou, na primeira menção a [Jair] Bolsonaro feita em tom de provocação pelo adversário, ao mandar um abraço e dizer que sempre será grato ao ex-presidente”, conclui Pitta.

Para a analista Clarissa Oliveira, o debate antecipa o que pode ser uma disputa pelo Palácio do Planalto entre os dois candidatos em 2030.

“Foi um debate com cara de segundo turno. Mas, mais do que isso, foi um debate com cara de disputa presidencial. Uma espécie de ensaio para o que pode vir pela frente em 2030, já que ambos são cotados como potenciais candidatos ao Planalto no futuro”, escreveu Clarissa.

Rio de Janeiro

A analista Jussara Soares pontuou que a ausência de Paes o tornou alvo dos adversários. Enquanto isso, o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Douglas Ruas, candidato do PL, passou todo o programa tentando se desvincular do ex-governador Cláudio Castro e de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Casa Legislativa fluminense, que está preso.

“O púlpito vazio de Paes foi explorado ao longo de todo o debate. [André] Marinho chamou o adversário de ‘fujão’ e ‘homem de geleia’ e chegou a imitá-lo durante uma resposta sobre saúde”, escreveu. “[Anthony] Garotinho questionou o patrimônio declarado pelo ex-prefeito e ironizou a ausência do adversário ao dizer que ele poderia explicar como mantém os filhos estudando em Nova York.”

“O presidente da Alerj, chamado por Siri de ‘pupilo’ de Bacellar e Castro, evitou responder diretamente sobre seus vínculos políticos”, acrescentou.

Maior preocupação no estado, a segurança pública foi o principal tema do debate. Cada candidato apresentou sua proposta para a segurança do estado.

Outros temas, como saúde, educação e mobilidade urbana, tiveram espaço menor.

Bahia

De acordo com o analista Gustavo Uribe, o debate eleitoral na Bahia priorizou uma discussão sobre propostas para o combate à violência e promessas de parcerias com o governo federal, sobretudo em uma eventual reeleição do presidente Lula.

“O presidente petista, aliás, foi um dos protagonistas no debate baiano. Na Bahia, Lula teve, em 2022, larga vantagem sobre o então presidente Jair Bolsonaro, do PL, na disputa ao Palácio do Planalto”, escreveu.

O nome do senador Jaques Wagner (PT-BA), investigado pela Polícia Federal no âmbito do escândalo do Banco Master, só foi mencionado três vezes.

“Em todas elas, pelo candidato petista (Jerônimo Rodrigues) para agradecer o apoio do congressista, sem citar as suspeitas de irregularidades.”

Distrito Federal

Segundo a analista Isabel Mega, a sucessora de Ibaneis Rocha (MDB) no comando do Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP), foi escolhida como o principal alvo dos adversários.

Na berlinda durante três blocos, estiveram a situação financeira dos cofres do GDF e as relações escusas do BRB (Banco de Brasília) com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, que deixaram um rombo com valores ainda imprecisos, mas que podem chegar a cerca de R$ 8,8 bilhões.

“O assunto pressionou Celina, que tentou se vacinar logo na largada, antes mesmo de ser perguntada, ao dizer que herdou uma grave crise do BRB, que não participou da operação com o Banco Master e que foi contrária à época”, escreveu.

Ceará

No primeiro debate como candidatos ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) deixaram claro que têm estratégias diferentes para o confronto nas urnas, segundo a analista Tainá Falcão.

“O petista buscou nacionalizar a eleição e colar no adversário a pecha de bolsonarista. Ao se referir a Ciro como ‘Cironaro’, Elmano demonstrava que usaria na disputa estadual vantagens que enxerga em ser um candidato com palanque à Presidência”, escreveu.

“Ciro Gomes nem criticou diretamente o presidente tampouco fez a defesa de Jair Bolsonaro e aliados (PL). A estocada foi direcionada a Elmano, buscando voltar o debate às questões e diferenças locais.”

Entre os assuntos do debate, a seara da segurança pública foi a mais ruidosa, com Ciro apontando as deficiências da inteligência policial e Elmano devolvendo com a chegada do Comando Vermelho (CV) ao estado em 1993, quando Ciro era governador.

“Ao fim, o debate deixou paralelas duas eleições possíveis no Ceará: uma está nacionalizada, com Elmano e Lula; outra tem Ciro e sua própria biografia.”

Rio Grande do Sul

O debate no Rio Grande do Sul teve como foco a discussão de questões regionais, como educação, saúde, enchentes, infraestrutura, segurança pública e dívidas do estado.

“A gestão do governador Eduardo Leite, personificada no candidato que é também vice-governador, Gabriel Souza (MDB), foi o principal alvo de ataques dos três outros concorrentes, que alegaram falta de articulação com o governo federal em prol do estado, demora em obras para lidar com inundações e descontentamento com o sistema de progressão parcial na educação pública, em que alunos passam de ano mesmo reprovados em três disciplinas”, escreveu a analista Débora Bergamasco.

Segundo a analista, os embates mais acirrados foram entre Brizola e Gabriel. O candidato mais competitivo, Zucco, correu praticamente fora da linha de tiro. Apoiado pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), Zucco sequer citou o nome ou o sobrenome do colega de Parlamento e candidato a presidente pelo seu partido.

Paraná

O debate para governador do Paraná foi marcado pela ausência de Moro (PL), líder nas pesquisas de intenção de votos, e pelo duelo entre o ex-deputado Sandro Alex (PSD) e o deputado estadual Requião Filho (PDT).

“Ambos os presentes trocaram farpas e disputaram a narrativa sobre o legado de cada um de seus padrinhos políticos (…) O único ponto que uniu os dois foi a crítica à ausência de Moro”, escreveu o analista Matheus Teixeira.

De acordo com o analista, em indireta ao ex-juiz da Lava Jato, Alex disse ser o verdadeiro representante da direita nas eleições e que, para assumir esse papel, é necessário ter “coragem” e não ser “covarde”, enquanto Requião chamou o ex-juiz da Lava Jato de “fujão”.

 

Da Redação com informações da CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Atalaia do Norte tem três licitações suspensas pelo TCE-AM por possíveis irregularidades

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A prefeitura de Atalaia do Norte teve três licitações suspensas pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) por possíveis irregularidades nos editais referentes a urnas funerárias, suprimentos e equipamentos de informática.

A empresa J.C.G. da Costa-EPP formulou o pedido de representação, questionando o item 7.3.5 dos editais, que proibia a participação de empresas impedidas de licitar com qualquer esfera da Administração Pública, seja federal, estadual ou municipal.

Segundo a decisão do TCE, o impedimento de licitar é limitado apenas ao ente federativo que a aplicou. A empresa, que possui uma sanção aplicada pelo Comando do Exército, não pode ser impedida pela prefeitura de participar em um certame municipal.

O conselheiro-relator do caso, Érico Xavier Desterro e Silva, identificou que a cláusula do edital extrapola os limites legais, podendo transformar qualquer impedimento local em uma sanção de alcance nacional.

Para não prejudicar a competitividade nos certames, ficou determinada a suspensão imediata dos três pregões, até que a Corte de Contas julgue o mérito da questão. A Prefeitura de Atalaia do Norte tem prazo de 10 dias para prestar informações e encaminhar a cópia integral dos processos administrativos ao Tribunal.

Confira a decisão do TCE-AM na íntegra:

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Band realiza primeiro debate entre candidatos ao Governo do Amazonas

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Na noite deste domingo, 9, a Band Amazonas realizou o debate entre os pré-candidatos ao governo do estado do Amazonas. Estiveram presentes no debate David Almeida (Avante), Isael Munduruku (Rede), Omar Aziz (PSD) e Profª Maria do Carmo (PL). O governador Roberto Cidade não compareceu ao debate por decisão estratégica de campanha.

As regras dos debates estaduais foram ajustadas para ampliar a flexibilidade dos candidatos e o espaço para o confronto de ideias. Por ordem de sorteio, todos responderam a perguntas programáticas feitas pelo âncora, com dois minutos para cada resposta.

O debate contou com cinco blocos, em que os candidatos puderam debater suas ideias. O primeiro bloco foi para que cada participante explicasse os motivos de suas candidaturas e o que os incitou a tomar essa decisão; no segundo bloco, cada candidato teve direito de realizar uma pergunta, com direito de resposta.

No terceiro bloco, os candidatos responderam a perguntas feitas pelos jornalistas, com direito de comentário de outros candidatos. Os temas debatidos no quarto bloco foram perguntas dos eleitores tópicos voltados ao combate à violência contra a mulher, educação nos municípios do interior, se os candidatos irão cumprir suas promessas de campanha e agricultura na zona rural do Amazonas.

O quinto e último bloco foi destinado às considerações finais; cada candidato teve três minutos para expor os motivos pelos quais devem ser escolhidos para governar o Amazonas na eleição que ocorre em outubro deste ano e define os gestores para os próximos quatro anos.

Cidade não compareceu

O governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade, não participou do debate da Band entre os concorrentes ao Governo do Amazonas. O primeiro motivo é jurídico. A campanha decidiu que Roberto Cidade não participará de debates ou sabatinas antes de 16 de agosto, quando começa oficialmente a campanha eleitoral. A avaliação é de que a cautela é necessária enquanto ainda está em curso o processo de registro e confirmação das candidaturas pela Justiça Eleitoral.

Há, porém, uma segunda razão, de natureza política. A coordenação de Roberto Cidade avalia que Omar Aziz, David Almeida e Maria do Carmo, apesar das diferenças políticas e eleitorais que afirmam ter, passaram a concentrar ataques ao governador.

“Roberto Cidade não participará de jogo combinado nem de espetáculo de ataques. Debate deve ser espaço para discutir propostas, comparar ideias e apresentar soluções para os problemas do Amazonas”, afirmou a coordenação de campanha por meio de nota divulgada à imprensa.

Da Redação

Patrimônio de Salazar vai de R$ 290 mil a R$ 2,2 milhões em cinco meses

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Em apenas cinco meses, o patrimônio declarado pelo candidato a deputado federal, vereador Sargento Salazar (PL), passou de R$ 290 mil para R$ 2,2 milhões. A informação é do site Radar Amazônico.

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A diferença de R$ 1,916 milhão aparece na comparação entre os documentos entregues por ele ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em agosto de 2024, e à Câmara Municipal de Manaus (CMM), em janeiro de 2025.

Durante a campanha eleitoral, Salazar informou possuir somente um apartamento financiado no bairro Flores, avaliado em R$ 290 mil.

Após ser eleito e assumir o mandato, a lista aumentou para uma casa de R$ 1,7 milhão, três veículos, o mesmo apartamento e participação em uma empresa. O total declarado chegou a R$ 2.206.000,00. Os veículos foram declarados pelo valor total de R$ 191 mil: um Volkswagen Nivus, avaliado em R$ 119 mil; um Volkswagen Gol, de R$ 42 mil; e um Chevrolet Celta, de R$ 30 mil.

Salazar também informou possuir 25% da empresa Escudeiro Serviços Terceirizados Ltda., participação avaliada em R$ 25 mil.

Em fevereiro de 2025, a Câmara republicou a declaração de bens do vereador informando que a versão anterior havia saído com “omissão de bens”. Entre os itens incluídos estava a participação de 25% na empresa Escudeiro. Documentos societários apontam que Salazar entrou formalmente na empresa em novembro de 2024, cerca de um mês depois de ser eleito.

Salto patrimonial

A trajetória chama atenção: em 2020, Salazar declarou não possuir nenhum bem. Em 2022, informou patrimônio de R$ 290 mil, valor repetido na eleição de 2024.
Poucos meses depois, já eleito vereador, apresentou uma relação patrimonial superior a R$ 2,2 milhões.

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O canal mantido por ele no YouTube reúne mais de 1 milhão de inscritos e centenas de milhões de visualizações, mas os documentos públicos analisados não mostram quanto o parlamentar recebe da plataforma nem se essa renda explica o crescimento registrado.

Os documentos analisados registram a mudança patrimonial, mas não informam a origem dos recursos nem as datas de aquisição de todos os bens.

 

Da Redação com informações de Radar Amazônico

Primeira-dama Thaisa Cidade reforça importância da proteção às mulheres durante abertura do Agosto Lilás

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A primeira-dama e presidente de honra do Fundo de Promoção Social (FPS), Thaisa Cidade, participou, nesta sexta-feira, 7, no Parque Rio Negro, no bairro São Raimundo, zona oeste de Manaus, da abertura da programação do Agosto Lilás, campanha dedicada ao combate à violência contra a mulher. A iniciativa, realizada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), ganha um significado especial neste ano com a celebração dos 20 anos da Lei Maria da Penha.

Durante todo o mês, a Sejusc promoverá uma série de ações itinerantes, palestras educativas e atividades de conscientização, levando informação acessível às mulheres e fortalecendo os canais de denúncia, acolhimento e atendimento especializado.

A programação contou também com a participação da presidente do Fundo de Promoção Social, Adriana Pimentel, e integra as ações da rede estadual de proteção.

Para Thaisa Cidade, iniciativas de conscientização como as realizadas durante o Agosto Lilás são fundamentais para ampliar o acesso à informação e contribuir para a proteção das mulheres.

“Esse tipo de iniciativa é muito importante porque leva informação, conscientiza e ajuda a fortalecer os mecanismos de proteção à mulher. Quando a mulher conhece seus direitos e sabe onde buscar ajuda, ela se sente mais segura para romper o ciclo da violência e procurar apoio”, destacou.

A secretária da Sejusc, Jussara Pedrosa, também participou da programação e ressaltou a importância da mobilização permanente da sociedade para o enfrentamento à violência contra a mulher. A orientação é que denúncias de violações aos direitos das mulheres sejam feitas pelo Disque 180. Em situações emergenciais, a população pode acionar o 190.

Acolhimento e assistência especializada

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, divulgado neste semestre, o estado registrou a maior queda percentual do Brasil nos índices de feminicídio, com um recuo de 31,7%, passando de 29 casos para 20 no período avaliado. Na capital, Manaus, a redução foi ainda mais expressiva, atingindo 47% de diminuição nos registros.

A procura por atendimento especializado também cresceu. Apenas no primeiro semestre de 2026, a rede realizou 6.795 atendimentos técnicos totais. Entre os destaques da atuação da Secretaria está a assistência especializada, que registrou 5.150 atendimentos a mulheres em situação de violência doméstica no primeiro semestre de 2026 — uma alta de 10,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 4.643 atendimentos.

Além disso, o acolhimento da Casa Abrigo Antônia Nascimento Priante (Caanp) teve um crescimento de 50% nos atendimentos emergenciais e no abrigamento seguro, saltando de 18 para 27 casos acolhidos no comparativo semestral de 2025 e 2026. O abrigo funciona de forma sigilosa, com o objetivo de preservar a segurança das mulheres em situação de violência.

20 anos da Lei Maria da Penha

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340) transformou o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no país. Antes da legislação, esse tipo de violência era tratado como infração de menor gravidade.

A lei descreve as diferentes formas de violência: física, caracterizada por agressões corporais ou lesões; psicológica, que envolve intimidação, humilhação, isolamento e controle; sexual, relacionada a atos sexuais não consentidos; patrimonial, que inclui a destruição, retenção ou subtração de bens e documentos; e moral, que contempla condutas como calúnia, difamação e injúria.

Além de classificar essas formas de violência, a legislação consolidou as Medidas Protetivas de Urgência (MPU), que contribuem para resguardar a vida e a integridade das vítimas ao possibilitar medidas como a retirada do agressor do lar, a proibição de aproximação da vítima, a apreensão de armas e o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

 

Com informações da assessoria

Em Canutama, MPAM investiga caso de nepotismo e favorecimento pessoal em escola 

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) converteu um procedimento preparatório em um inquérito civil para investigar um caso de nepotismo com suposto favorecimento pessoal e irregularidades na distribuição de carga horária em uma escola de Canutama.

A denúncia indica que uma professora teria sido beneficiada com a designação de “pontas de carga”, equivalente a seis horas, da disciplina de Sociologia por ser, supostamente, irmã do Coordenador Regional de Educação do município, Ulysses Castro da Silva.

Está sendo investigada a possível ingerência irregular e ofensa ao princípio da impessoalidade por parte do coordenador na escolha da professora Socorro Castro.

Das diligências determinadas, o coordenador Ulysses Castro foi notificado para esclarecer presencialmente sobre sua participação na distribuição de carga horária e confirmar o vínculo de parentesco com a professora. Também foi solicitado que a Secretaria de Educação do Amazonas forneça a ficha funcional completa da professora, contendo os atos formais de sua lotação.

Confira o inquérito civil aqui:

Da Redação

MPAM recomenda que prefeito e vice de Tabatinga parem de usar verba pública nas redes pessoais

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Após denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Tabatinga, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) recomendou que o prefeito Plínio Souza da Cruz e o vice-prefeito Edvaldo Paula da Silva não utilizem recursos municipais para a produção de conteúdos em seus perfis pessoais nas redes sociais.

Segundo a denúncia, divulgada na terça-feira, 4, pelo Portal O Poder, o MP iniciou uma investigação para apurar irregularidades acerca da publicidade institucional, após suspeitas de que os gestores estariam utilizando recursos da prefeitura para autopromoção, ferindo o princípio da impessoalidade na administração pública.

Houve também indícios de utilização de verbas de contratos de publicidade, do trabalho de servidores durante o horário do expediente, equipamentos e veículos da prefeitura de Tabatinga.

Na recomendação, o MP destacou a necessidade de fazer distinção absoluta entre os canais oficiais da prefeitura e as contas de uso privado dos gestores, com revisão e remoção de conteúdo que indique caráter pessoal nos canais oficiais do município.

O MP recomendou 15 dias úteis para que prefeito e vice manifestem-se com apresentação de relatórios com as devidas providências adotadas, esclarecendo sobre o uso de recursos públicos em publicações anteriores.

Essa recomendação foi baseada na Constituição Federal, Artigo 37, que visa assegurar a moralidade e a eficiência na gestão do patrimônio público.

Confira a recomendação do MPAM:

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

PIM fatura R$ 121,8 bilhões no primeiro semestre

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O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou faturamento de R$ 121,76 bilhões no primeiro semestre deste ano. Em moeda americana, o faturamento do PIM no acumulado de janeiro a junho totalizou US$ 23.53 bilhões.

No primeiro semestre de 2026, as exportações do PIM somaram US$ 391.04 milhões, sendo que, somente no mês de junho, as vendas externas totalizaram US$ 51.56 milhões.

Com relação à mão de obra, o PIM registrou a média mensal de 130.903 empregos no período de janeiro a junho deste ano.

Segmentos

Até junho, o segmento de Bens de Informática liderou a participação no faturamento do PIM com uma fatia de 22,01% do total, seguido por Duas Rodas (19,77%), Eletroeletrônico (15,90%) e Químico (10,87%). Outros setores com participação relevante foram Termoplástico (10,49%), Metalúrgico (8,78%) e Mecânico (6,33%).

Em termos de crescimento percentual de faturamento no período, o setor de Bebidas registrou a maior variação entre os segmentos do PIM, com um crescimento de 48,05%.

Produção

No topo das linhas de produção do PIM ficaram as motocicletas, motonetas e ciclomotos, com 1.152.715 unidades produzidas, e os telefones celulares, com 6.226.893 unidades.

Registrou-se o crescimento na linha de produção no período em questão, como, por exemplo, os home theaters, com 24.465 unidades produzidas (crescimento de 30,70%); as lâminas e cartuchos, com 46.121.608 unidades produzidas (crescimento de 28,00%); e os microcomputadores desktop, com 5.813 unidades produzidas (crescimento de 19,73%).

Balanço

A Suframa avalia que os números do primeiro semestre confirmam a manutenção do nível de produção no PIM. Repetem o padrão de produção observado nos períodos anteriores.

A distribuição do faturamento manteve-se concentrada nos segmentos de Bens de Informática, Duas Rodas, Eletroeletrônico e Químico, conforme já registrado em períodos anteriores.

 

Da Redação com informações da Suframa

 

Dino aciona PF para investigar ‘emendas PIX’ após auditoria do TCU apontar prejuízo de R$ 55,4 milhões e fraudes

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 07, que a Polícia Federal (PF) analise a existência de indícios de crimes na execução das chamadas “emendas PIX”, de transferências especiais.

A decisão se fundamentou em um relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU), enviado ao STF em 31 de julho de 2026, que aponta graves irregularidades e danos ao erário.

Na decisão, Dino destacou que, apesar de medidas anteriores para aumentar a transparência, os dados atuais revelam a “persistência de um estado de inconstitucionalidade”.

“Todavia, a despeito da adoção de tais medidas, os dados apresentados pelo TCU, em Relatório Técnico enviado em 31/07/2026, demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de transparência e rastreabilidade”, afirmou o ministro.

Dino determinou ainda que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, priorize a análise dos casos onde o TCU já identificou prejuízos diretos aos cofres públicos (entenda mais abaixo).

As emendas individuais de transferência especial, conhecidas como “emendas PIX”, foram criadas em 2019 e ganharam esse apelido pela dificuldade de fiscalização. Nesse modelo, os recursos são transferidos diretamente por parlamentares para estados e municípios, sem exigência de projeto, convênio ou justificativa prévia, o que dificulta o controle sobre a destinação final do dinheiro.

Transferências analisadas

A decisão cita que o Plano Especial de Auditoria do TCU fiscalizou 100 transferências especiais destinadas a 74 entes federados entre 2020 e 2024, totalizando R$ 198,1 milhões em recursos fiscalizados.

Os auditores dividiram os problemas encontrados em quatro grandes grupos:

  • comprometimento da transparência e rastreabilidade dos recursos: movimentação de recursos em contas não específicas, gerando prejuízo de R$ 26,3 milhões;
  • irregularidades nas execuções financeiras das transferências especiais: pagamentos sem comprovação fiscal ou para finalidades estranhas à emenda, somando danos de R$ 14,9 milhões;
  • irregularidades e/ou impropriedades no procedimento licitatório: identificação de licitações com indícios de fraudes e contratação de empresas inidôneas;
  • irregularidades na execução física e contratual: obras e serviços não executados ou com superfaturamento, totalizando R$ 14,1 milhões em prejuízos.

Esse montante representa algo em torno de R$ 55,4 milhões em prejuízo. 

Plataforma do governo

O relatório também apontou fragilidades na plataforma “Transferegov.br”, que permitiria a aceitação de informações genéricas e a alteração irrestrita de metas nos planos de trabalho.

Além da determinação geral para a PF, Dino também solicitou manifestações sobre fatos noticiados envolvendo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A suspeita, levada aos autos pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO), envolve emendas do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) destinadas à compra de alimentos.

Segundo a denúncia, os recursos teriam sido usados para adquirir produtos de cooperativas situadas fora do estado pelo qual o parlamentar foi eleito.

Ainda de acordo com a decisão, Lindbergh e a Câmara dos Deputados terão 10 dias para se manifestar.

O ministro ainda estabeleceu prazos para uma série de outros órgãos, entre eles:

  • Ministério da Gestão e Inovação: tem 10 dias para explicar as falhas de rastreabilidade no “Transferegov.br”;
  • Poderes Executivo e Legislativo dos estados, do Distrito Federal e dos municípios: a partir de 2027, deverão obrigatoriamente utilizar uma codificação contábil padronizada para identificar as emendas, conforme norma do Tesouro Nacional;
  • Controladoria-Geral da União (CGU): deve apresentar informações sobre auditorias em equipamentos e emendas para o terceiro setor;
  • Advocacia-Geral da União (AGU): tem 10 dias para informar sobre pareceres técnicos em emendas da saúde (2014-2024), listar manuais de orientação a parlamentares, detalhar o monitoramento da eficiência dos gastos e atualizar as ações no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).;
  • Ministério da Saúde: deve apresentar, no prazo de 10 dias, informações atualizadas sobre o plano emergencial para recompor a capacidade de trabalho do Denasus (auditoria do SUS);

Dino reforçou que é necessário saber com clareza para onde vai o dinheiro das emendas e como ele é gasto, para garantir que os recursos públicos atendam de fato a população.

A decisão de Dino se soma a uma série de medidas adotadas pelo STF para aumentar a transparência na execução das emendas parlamentares. 

 

Da Redação com informações de G1