fevereiro 10, 2026 05:57
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Juiz acusado de humilhar e ameaçar servidores é punido com transferência

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Berros, humilhações, mensagens ameaçadoras e funcionários proibidos de entrar nas próprias salas são algumas das acusações feitas por servidores do TJPA contra o juiz Juliano Dantas, de Ourilândia do Norte, que em reunião pública chegou a chamar subordinados de “parasitas”.

Alguns relataram retaliações por recusarem convites pessoais do magistrado. O resultado: adoecimento psicológico e tratamentos médicos.

O assédio moral foi registrado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) julgado no dia 15 pelo tribunal. Reconhecida a gravidade dos fatos, a punição foi uma transferência. Dantas, afastado desde 2021, continuou recebendo seu salário de cerca de R$ 30 mil durante quatro anos.

Na sessão, os colegas desembargadores demonstraram generosidade. Amílcar Roberto Bezerra Guimarães sugeriu que uma servidora poderia ter se casado com Dantas se aceitasse um almoço e viagem com ele. As denúncias foram classificadas como “fofoca” e as atitudes de Dantas atribuídas à “instabilidade emocional, agravada por transtorno de ansiedade e depressão”.

Curiosamente, Guimarães já havia causado polêmica ao dizer em outro julgamento que há uma “epidemia de diagnóstico de autismo porque isso virou mina de enriquecimento”. Na ocasião, não houve punição.

Da Redação, com informações do Lauro Jardim
Foto: Divulgação

Senado será investigado pelo TCU por alugar 79 carros SUV de luxo com teto solar

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O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu processo para investigar o contrato de aluguel de 79 carros SUV de luxo com teto solar, modelo Equinox (Chevrolet), por parte do Senado Federal, revelado pela coluna. A locação, que inclui ainda uma minivan adaptada para pessoa com deficiência, custa R$ 796,5 mil mensais – mais do que o dobro pago no contrato anterior: R$ 377,8 mil por mês.

A apuração, aberta a pedido do subprocurador-geral Lucas Furtado, deve identificar se há irregularidades no contrato do Senado para alugar veículos de luxo em relação à economicidade e à efetividade do gasto de dinheiro público. Também tem o objetivo de avaliar a necessidade de itens de luxo e de conforto, como teto solar, nas atividades dos senadores.

Representante do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), Lucas Furtado pediu, ainda, que a Corte analise as possíveis justificativas econômicas da opção de compra das SUVs de luxo frente ao aluguel a partir do impacto financeiro a longo prazo.

“A administração pública tem o dever de zelar pela aplicação responsável dos recursos públicos, priorizando investimentos que tragam benefícios concretos à sociedade e respeitem os princípios administrativos que norteiam a gestão pública. Decisões como a contratação de veículos de luxo, especialmente em um contexto de restrições orçamentárias, devem ser amplamente debatidas e justificadas, garantindo que cada centavo gasto seja direcionado para atender às reais necessidades da população e promover o bem-estar coletivo”, escreveu Furtado.

Além do subprocurador-geral, o deputado estadual Guto Zacarias (União-SP) enviou notícia de fato à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a abertura de investigação sobre o caso. O pedido é para que o atual contrato seja anulado e “veículos compatíveis com a estrita necessidade do serviço público” sejam alugados.

A Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF) informou ao Metrópoles que recebeu a denúncia na última segunda-feira, 27. “A denúncia foi recebida no dia 27 de outubro e, por ser recente, ainda se encontra em fase de distribuição para um gabinete”, pontuou.

A escalada de preço veio acompanhada de uma mudança de categoria, já que os automóveis anteriores eram do modelo sedan. Os novos veículos apresentam acabamentos sofisticados, conectividade de última geração, Wi-Fi nativo, Google Assistente built-in, 177 CV de potência e motor 1.5 turbo com injeção direta

Ambos os acordos de locação (2023 e 2025) foram assinados com a Quality Aluguel de Veículos S/A, e incluem gastos com combustível, manutenções preventiva e corretiva, limpeza, seguros, taxas e impostos, sem serviços de motorista. O Senado desembolsará mais de R$ 47,7 milhões por 5 anos no contrato atual, enquanto o anterior foi fixado em valor global de R$ 11,3 milhões por 2 anos e 6 meses.

O Senado abriu a licitação em junho e firmou contrato no mês seguinte de R$ 9,5 milhões anuais. Em abril de 2023, a Casa fechou acordo de bancar R$ 4,5 milhões para o mesmo período de tempo.

Veja as diferenças entre os contratos:

– Contrato atual: 79 carros novos do modelo Equinox Activ Turbo 177cv 2025 ou Equinox RS Turbo 177cv 2025, da Chevrolet, e mais uma minivan adaptada T8, da JAC Motors;

– Contrato anterior: 79 carros de modelo Toyota Corolla, Nissan Sentra ou similar (versão 2025), além de uma minivan adaptada Kia Carnival ou similar.

Carro de Luxo é Segurança Institucional 

Em nota,  a Casa atribuiu a escolha à maior “segurança institucional”. Para o Senado, a altura, a robustez e a resistência desses veículos premium pesaram na decisão, pois, segundo o entendimento, esses pontos conferem mais proteção aos passageiros, ao mesmo tempo que diminuem riscos no trânsito.

“O SUV, por sua concepção, dificulta a visualização do interior e proporciona maior capacidade de resposta em eventual necessidade de manobra evasiva”, informou, em nota.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

PA: Por quase R$ 3 milhões, empresa é contratada para transportar autoridades em Belém

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Uma empresa especializada em transportes foi contratada pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OIE) para realizar a condução de autoridades durante a Cúpula de Líderes, que antecede à COP30, em Belém.

Segundo o governo federal, a decisão foi tomada após uma licitação, aberta em setembro, não receber nenhuma proposta. A informação foi divulgada na terça-feira, 28. Conforme a legislação brasileira, quando nenhuma empresa apresenta proposta é possível realizar a contratação direta.

No caso, a licitação que não teve interessados previa investimento de quase R$ 3 milhões para transportar autoridades por Belém durante a COP. Não foi detalhado os trajetos a serem percorridos, nem detalhes sobre a empresa contratada.

O serviço contratado inclui motoristas para o transporte das autoridades durante a Cúpula de Líderes, realizada nos dias 6 e 7 de novembro, além da disponibilização de equipes de coordenadores e supervisores, bem como o fornecimento de combustível e a limpeza dos veículos utilizados.

Segundo o governo federal, a contratação foi feita conforme normas da entidade, respeitando os limites do edital e garantindo a execução do serviço de forma transparente.

O orçamento da licitação inicial foi dividido em três lotes, que correspondem a diferentes partes do serviço:

  • Lote A – Transporte executivo: R$ 2.314.592,57
    Engloba os motoristas, supervisão da frota e transporte das autoridades durante todo o período de oito dias (de 1a 8 de novembro)
  • Lote B – Fornecimento de combustível: R$ 523.440,00
    Destinado a garantir o abastecimento contínuo dos veículos durante os eventos.
  • Lote C – Serviços de limpeza de veículos: R$ 80.173,80
    Responsável pela manutenção e higienização da frota utilizada.

 

Com informações de G1 Pará

Boulos toma posse nesta quarta com missão de ‘colocar governo na rua’

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O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), toma posse nesta quarta-feira, 29, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nomeado na semana passada, o ministro já iniciou a transição do cargo junto ao ex-titular Márcio Macêdo e começou a promover mudanças na pasta.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, Boulos demitiu o secretário nacional de Juventude, Ronald Sorriso, e deve trocar o comando de outras três secretarias: Participação Social; Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas; e Relações Político-Sociais.

Perfil

  • Psicanalista e professor, Boulos ganhou notoriedade ao liderar o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).
  • Com a ida para o governo, o ministro coloca em dúvida candidatura dele em 2026. Caso opte por concorrer, terá de deixar o cargo até abril.
  • Em 2020, Boulos foi eleito deputado federal com mais de 1 milhão de votos, sendo o mais votado no estado de São Paulo.
  • A expectativa do governo é usar a expertise e força de mobilização de Boulos para pavimentar o caminho para a reeleição do presidente Lula no próximo ano.

À frente da Secretaria-Geral, Boulos será responsável pela interlocução do Executivo com movimentos sociais e organizações da sociedade civil. A principal missão do ministro será a mobilização das bases visando a reeleição do presidente.

Em viagem à Indonésia, Lula admitiu pela primeira vez que vai disputar novo mandato no pleito do próximo ano. Recentemente, Boulos teve papel central na organização dos protestos contra a PEC da Blindagem e o PL da Anistia, que levaram milhares às ruas.

Governo na rua

O psolista se prepara para começar a viajar o Brasil e se reunir com representantes da sociedade civil para ouvir demandas. Nas palavras do ministro, o objetivo é “colocar o governo na rua”.

Outros focos da gestão de Boulos serão a articulação pelo avanço da proposta que dá fim à escala de trabalho 6×1 e a regulamentação do trabalho por aplicativo.

Conhecido por liderar o MTST e com grande experiência na militância, o ministro terá desafios como fortalecer a confiança do governo com os movimentos sociais nacionais, em que a influência de Lula sofre queda, e ampliar a interlocução com a juventude.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Ricardo Stuckert / PR

 

RR: Esquema de corrupção no Ministério da Agricultura é desarticulado em operação da PF

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Na manhã desta quarta-feira, 29, a Polícia Federal deflagrou a Operação Imperium Messis para desarticular um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo empresários e servidores públicos federais.

Segundo as investigações, denúncias apontaram que servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em Roraima, estariam cobrando taxas indevidas por serviços públicos de inspeção, com posterior repasse de valores a servidores públicos por meio de empresas de fachada.

As equipes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em diversos endereços residenciais e comerciais em Boa Vista e Cuiabá (MT). Além da suspensão das atividades da empresa responsável pelas atividades de fiscalização no âmbito do Entreposto Aduaneiro vinculado ao MAPA/RR.

Foram determinadas medidas cautelares, como afastamento de função pública e proibição de saída do país. A Justiça ainda bloqueou R$ 1,8 milhão de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

A operação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). A iniciativa teve como objetivo a coleta de provas, a preservação da integridade da investigação e a interrupção da continuidade das práticas ilícitas.

 

Com informações de Roraima em Tempo

Prefeito de Canutama é multado pelo TCE-AM por não pagamento de pensões

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O prefeito de Canutama, José Roberto Torres de Pontes, o Zé Roberto (União), foi multado pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), por não quitação de parcelas dos acordos firmados com o fundo de aposentadoria e pensões do município.

A representação foi apresentada pela Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex) e preencheu os requisitos de admissibilidade. O pedido foi julgado como procedente pela Corte de Contas, que por unanimidade seguiu o voto do conselheiro relator.

O Ministério Público de Contas (MPC) também conheceu a representação e julgou procedente, acompanhando o voto da Corte. Segundo a decisão, o prefeito deixou de adimplir as parcelas dos acordos de parcelamento firmados com o Fundo de Aposentadoria e Pensões do Município (FAPEMUC).

A situação comprometeu o equilíbrio financeiro e atuarial do regime próprio de Previdência Social da prefeitura. O prefeito recebeu multa de R$ 13.654,39 por conta da irregularidade, e esse valor deve ser pago em até 90 dias.

O TCE concedeu o prazo de 90 dias para que a prefeitura de Canutama encaminhe os relatórios demonstrando providências adotadas para solucionar a não efetuação dos repasses devidos aos acordos de parcelamento.

Confira a decisão do TCE-AM:

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto: Divulgação

Família denuncia negligência após morte de bebê prematuro em Ipixuna

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Um bebê prematuro morreu nessa segunda-feira, 27, após negligência da equipe médica no hospital Maria da Glória Dantas de Lima, em Ipixuna, no interior do Amazonas. De acordo com informações de familiares, a mãe entrou em trabalho de parto por volta das 10h e foi encaminhada ao local. Ela estava com 7 meses de gestação (32 semanas), 4 centímetros de dilatação e fazia o acompanhamento pré-natal. O caso gerou revolta no município.

“Eles já sabiam que a criança seria prematura e que o hospital não tinha incubadora. Mesmo assim, não transferiram a mãe para Cruzeiro do Sul (AC), onde há estrutura adequada. A criança nasceu viva, mas acabou não resistindo às 5h da manhã. Eles tiveram tempo suficiente para transferi-la para outra cidade e mesmo assim não fizeram”, contou a tia do bebê, que optou por não ter sua identidade revelada nesta matéria. 

O parto ocorreu por volta das 14h e o município de Cruzeiro do Sul está a menos de 1 hora de avião de Ipixuna.

Imagens nas redes sociais mostram o bebê numa incubadora improvisada, feita com material plástico, utilizado comumente em embalagens de bolo. O improviso foi feito para manter a criança aquecida e com oxigênio. A cena gerou comoção. 

No entanto, não faz muito tempo que a Prefeitura de Ipixuna entregou uma incubadora neonatal para o hospital regional. O objeto foi entregue em junho de 2023 e deveria estar em pleno funcionamento. Relatos dizem que a equipe médica não sabe operar o equipamento. 

Cobranças de melhorias na Saúde

Os moradores do município cobram melhorias urgentes na saúde. Eles denunciam falta de equipamentos, profissionais e suporte básico para atendimentos e cobram por melhoria na estrutura da saúde municipal. 

Nas redes sociais, a atual gestão da prefeita Paula Augusta (PSDB) e da vice Professora Rute (PL) não falou sobre o caso nem emitiu nota. O último vídeo fala, inclusive, sobre saúde. O hospital também não se pronunciou sobre o caso. 

Denúncia ao MPAM

As vereadoras do município, Ane Silverio (PSD) e Lia Farias (União), irão levar o caso de negligência para o Ministério Público do Amazonas (MPAM) para que as diligências sejam tomadas.

 

Da Redação 

Foto: Divulgação 

Bolsonaro e outros seis réus terão seus recursos julgados no STF a partir do dia 7 de novembro

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A partir do dia 7 de novembro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar os recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e outros seis condenados por envolvimento na trama de golpe que tentou reverter o resultado das eleições de 2022.

O julgamento dos recursos deve ser incluídos na pauta da Primeira Turma do STF a pedido do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. A decisão final sobre a data fica sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, atual presidente da Turma.

Os recursos contestam as decisões dos ministros do Supremo que condenaram os envolvidos pelos crimes de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e outros três crimes. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, apontado como líder da organização criminosa.

Dos oito condenados, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi o único que não recorreu. Ele conseguiu manter os benefícios da colaboração premiada e recebeu a pena de apenas 2 anos de prisão.

Também foram condenados o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno; o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Walter Braga Netto.

Segundo o acórdão do STF, o grupo formou uma organização criminosa armada que tentou abolir o Estado Democrático de Direito e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023.

 

Com informações de O Globo

Desembargador alvo da PF por suspeita de venda de sentenças ganha salários de até R$ 200 mil

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Investigado pela Polícia Federal por esquema de venda de sentenças, o desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) José James Gomes Pereira recebe penduricalhos que lhe garantem supersalários de até R$ 200 mil.

José James foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal no último dia 2 suspeito de integrar organização criminosa de grilagem de terras no Piauí por meio de compra de sentenças. O magistrado foi afastado do Tribunal de Justiça do Piauí pelo período de um ano e proibido de ter contato com advogados suspeitos de participação no esquema.

Um levantamento feito pelo Metrópoles no Portal da Transparência do TJPI mostra que José James ganhou, somente nos últimos dois anos, R$ 2,5 milhões em salários e penduricalhos, considerando valores brutos. A remuneração líquida no mesmo período foi de R$ 1,7 milhão.

Em média, o desembargador recebe R$ 72.109,73 líquidos por mês. A maior remuneração nesses últimos dois anos foi paga em dezembro de 2023, quando ganhou R$ 135.028,17 de uma só vez.

A maior parte da remuneração que cai na conta de José James se deve a penduricalhos. O subsídio de magistrado atualmente está em R$ 41.845,48. O restante é composto por auxílios, gratificações por acúmulo de acervo, pecúnias de licença-prêmio, adicional por tempo de serviço e abonos.

Venda de sentenças

Além de José James, são suspeitos de integrarem o esquema criminoso de venda de sentenças a filha dele, a advogada Lia Rachel de Sousa Pereira Santos, os empresários João Antônio Franciosi, Ubiratan Franciosi, Jacyr Pasternak e Suzana Pasternak Kuzolitz, os advogados Paulo Augusto Ramos dos Santos, Juarez Chaves e Germano Coelho, e o agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Francisco Jailson Holanda de Sousa.

José James Gomes Pereira vendeu diversas decisões judiciais, atos processuais no interesse de advogados do estado do Piauí, tendo recebido como contraprestação o pagamento de vantagem indevida direta e indireta, a exemplo da quitação da casa de sua filha Lia Rachel no Condomínio Aldebaran Ville, em Teresina”, diz relatório da PF, divulgado pelo site Metrópoles.

Filha do desembargador, a advogada Lia Rachel mandava e desmandava no gabinete do pai. Segundo a Polícia Federal, ela exercia influência significativa sobre os processos que tramitavam no gabinete, especialmente naqueles de interesse dela.

“Além dos valores recebidos em sua conta bancária pela venda das decisões judiciais, ocultou a origem ilícita dos pagamentos feitos pelas vendas dos atos processuais viciados assinados por seu pai, tendo recebido parte dos valores através de pagamento aos vendedores da casa que comprou no Condomínio Aldebaran Ville em Teresina”, detalha o relatório da PF.

Mansão milionária

A filha do desembargador teve uma casa de R$ 2 milhões quitada a título de propina em um esquema de compra e venda de sentenças no gabinete do pai. A informação também consta no relatório da PF.

“Da propina recebida pela venda de decisão judicial por seu pai, ao menos R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais) foram recebidos de forma dissimulada, visando ocultar a origem ilícita do dinheiro”, explica a polícia.

Um dos processos judiciais em xeque é o agravo de instrumento nº 0750602-73.2023.8.18.0000, de interesse do empresário do agro João Antônio Franciosi, que, por sua vez, é suspeito de pagar R$ 26 milhões em propina para comprar a sentença do desembargador. A Polícia Federal detalha que pessoas ligadas ao esquema criminoso quitaram a mansão de Lia Rachel em Teresina de forma progressiva, conforme as decisões eram vendidas e a ordem judicial era implementada.

Inicialmente, foi pago o valor de R$ 300 mil, em 30 de dezembro de 2022, como forma de entrada, antes de iniciar o processo 0750602-73.2023.8.18.0000, que teve a distribuição viciada para o desembargador José James.

“Após a distribuição por dependência ao desembargador José James (dia 31/01/2023) foi pago o valor de R$ 150.000,00 no dia 01/02/2023 para a vendedora da casa no Condomínio Aldebaran”, acrescenta a PF. Após a liminar de imissão na posse do desembargador, em 02/02/2023, foi pago mais R$ 350 mil. Os pagamentos foram feitos pelo advogado Juarez Chaves de Azevedo Júnior, apontado pela PF como intermediador do esquema criminoso.

Propina

Segundo a Polícia Federal, João Franciosi incumbiu ao advogado Paulo Augusto Ramos dos Santos o papel de se articular com os advogados Juarez Chaves e Germano Coelho para providenciar, com o desembargador José James e com sua filha, Lia Rachel, a venda de decisão judicial que lhe seria favorável.

O objetivo da propina era favorecer a Sundeck Holding Ltda no âmbito do agravo de instrumento, com o objetivo de que a empresa tivesse os direitos sobre uma fazenda de 22,5 mil hectares no Piauí.

Inicialmente, os repasses foram feitos por João a uma empresa de Paulo Augusto Ramos dos Santos, a Villa Bella das Furnas Participações e Negócios Ltda. No total, a companhia recebeu do empresário R$ 106,3 milhões, entre setembro de 2023 e agosto de 2024, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Em seguida, a Villa Bella transferiu parte desse valor, isto é, R$ 26 milhões, para os advogados Juarez Chaves e Germano Coelho, que, por sua vez, teriam intermediado a compra da sentença junto ao gabinete do desembargador José James.

Com o êxito da decisão, ainda segundo a Polícia Federal, Paulo Augusto intermediou a transmissão da fazenda da Sundeck Holding para sua empresa, a Villa Bella, e posteriormente a repassou para o grupo Franciosi. Os sócios da Sundeck Holding, Suzana Pasternak Kuzoiltz e Jacyr Pasternak, também são acusados de pagarem propina no esquema criminoso.

Posicionamento

Em nota, a defesa de José James informou que o magistrado nunca solicitou, autorizou ou compactuou com qualquer prática que violasse os princípios da legalidade, moralidade e ética que sempre nortearam sua trajetória na magistratura.

“A defesa técnica do desembargador e de sua filha, a advogada Lia Raquel, refuta qualquer juízo precipitado sobre os fatos. Como o processo está em segredo de justiça, neste momento, a defesa não poderá aprofundar qualquer análise técnica”, assinalou o escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados. João Franciosi preferiu não se manifestar.

Por sua vez, Paulo Ramos afirmou que atuou dentro da legalidade e que a movimentação financeira da empresa é lícita:

“O advogado e empresário Paulo Ramos reafirma que sempre atuou de forma transparente e dentro da legalidade, contratando parceiros em todo o Brasil com serviços formalizados e pagamentos devidamente declarados. Ele destaca que jamais participou ou compactuou com qualquer conduta ilícita. A movimentação financeira de sua empresa é lícita e integralmente declarada ao fisco. As transferências feitas a advogados investigados ocorreram após os fatos sob apuração e se referem a outros serviços sem relação com a investigação. Paulo Ramos reforça sua confiança nas instituições e está à disposição das autoridades para que a verdade prevaleça”.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação 

PA: 132 países estão com a hospedagem confirmada para COP 30

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Na segunda-feira, 27, a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 30) tem 132 países com hospedagens garantidas. A informação veio da Secretaria Extraordinária para a COP 30 (Secop). Outros 49 países estão em negociação para conseguir acomodações.

A divulgação dos países que já possuem hospedagem é bem maior que há duas semanas, quando apenas 87 países estavam confirmados e o evento não tinha quórum suficiente para decisões. Para a COP, é preciso um terço das delegações e para validar decisões oficiais, a participação precisa ser de dois terços.

A hospedagem foi um dos principais pontos de discussão para a COP meses antes de ela começar, com foco na falta de leitos e altos preços na capital paraense. A Justiça precisou intervir e determinou medidas contra plataformas para evitar preços abusivos durante a COP 30.

Motéis e escolas foram reformados e adaptados para servir de acomodação e a cidade também ganhou mais hotéis. Segundo a presidência da COP, Belém conta com 53 mil leitos disponíveis, distribuídos da seguinte forma:

  • Em hotéis na capital e região metropolitana: 14.547
  • Em navios: 6 mil
  • Em residências de temporada via imobiliárias: 10.004
  • Airbnb: 22.452

A COP30 será realizada do dia 10 a 21 de novembro de 2025, e tem como principal espaço o Parque da Cidade, onde estão a Blue Zone e a Green Zone. 

A Blue Zone é o espaço oficial das negociações climáticas internacionais, sob gestão direta da ONU (UNFCCC). É nela que ocorrem reuniões plenárias, sessões entre delegações governamentais, pronunciamentos de chefes de Estado e a definição de acordos multilaterais. O acesso é restrito a delegados credenciados, representantes de agências internacionais, imprensa e observadores reconhecidos pela ONU.

Já a Green Zone é administrada pelo país anfitrião e aberta ao público. Serve como vitrine de inovação, educação e engajamento da sociedade civil, reunindo ONGs, empresas, universidades e cidadãos em debates, exposições e apresentações culturais. O objetivo é democratizar o diálogo climático e aproximar a agenda ambiental das comunidades, complementando o trabalho diplomático da Blue Zone.

 

Com informações de G1 Pará

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