Depois do impasse gerado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), que ontem anulou a eleição para os demais cargos da Mesa Diretora, os líderes partidários chegaram a um acordo para realizar a escolha amanhã. Agora, partidos de oposição terão pelo menos dois dos seis cargos disponíveis, além de metade das suplências.
A eleição está marcada para 10h. Pelo acordo fechado no colégio de líderes, a divisão dos cargos vai ficar da seguinte maneira: Primeira vice-presidência: PL – Marcelo Ramos (AM) Segunda vice-presidência: PSD – André de Paula (PE) Primeira secretaria: PSL – Luciano Bivar (PE) Segunda secretaria: PT – Marília Arraes (PE) Terceira secretaria: PSB – Marcelo Nilo (BA) Quarta secretaria: Republicanos – Rosângela Gomes (RJ) Suplentes: PDT, DEM, PV e PSC.
Os partidos com suplências têm até 20h de hoje para indicar os candidatos.
Na prática, a eleição será protocolar, apenas para cumprir esse acordo entre as lideranças partidárias. Não haverá nem candidaturas avulsas, segundo combinado.
Ao anular a eleição ontem, Lira argumentou que houve atraso no registro do bloco do adversário, Baleia Rossi (MDB-SP). O PT só conseguiu registrar a participação no bloco às 12h06. O prazo se encerrava às 12h.
Ontem, partidos da oposição ameaçaram judicializar a questão, entrando com um recurso no STF (Supremo Tribunal Federal). Hoje, após reuniões, os líderes decidiram tentar primeiro uma saída política para o impasse.
O tamanho dos blocos é importante porque influencia a divisão dos cargos na mesa, distribuídos proporcionalmente ao tamanho dos blocos. O acordo que está sobre a mesa é que o bloco de Baleia seria considerado, sem o PT, como um ato de “boa vontade” pelo bloco de Lira na distribuição de cargos da mesa.
Conteúdo: UOL
Foto: Divulgação/Câmara

