Vice-governador Carlos Almeida pode ser convocado a depor na CPI da Pandemia

A convocação do vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho, para depor na CPI da Pandemia do Senado foi proposta pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) durante a oitiva nesta terça-feira, 29, do deputado estadual Fausto Júnior(MDB), relator da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

Randolfe Rodrigues ainda questionou Fausto Júnior sobre a nova variante da Covid-19 no Amazonas, que foi levada para outros Estados por falta de cuidado no transporte de pacientes. “O senhor sabia que foi dito pelo vice-governador Carlos Almeida que o Amazonas iria adquirir a imunidade de rebanho? Qual a sua opinião sobre as declarações do vice-governador?”, questionou.

Fausto Júnior concordou com o senador Randolfe Rodrigues. “Reconheço como uma declaração muito grave. Ele tinha conhecimento sobre as ações do governo do Estado, foi o coordenador na primeira onda de uma Força-Tarefa”, disse o deputado.

Randolfe Rodrigues afirmou que Carlos Almeida foi o coordenador da Força-Tarefa no Amazonas durante a primeira onda da Covid-19 no Amazonas. “Houve uma estratégia baseada em imunidade de rebanho e que o governador do Amazonas estava em concordância com o presidente Jair Bolsonaro. A cada informação fica mais claro que aconteceu uma omissão coordenada. Eu defendo a convocação do vice-governador na CPI do Senado”, afirmou.

O senador ainda fez várias perguntas ao deputado Fausto Júnior sobre a liberação do comércio no fim do ano passado e que, após uma semana, explodiram os casos de Covid-19 no Amazonas. Além disso, a crise do oxigênio ocorrida em janeiro também esteve nos questionamentos.

Randolfe citou que, em dezembro de 2020, o governador Wilson Lima (PSC) fechou o comércio para evitar aglomerações e, por ser criticado pelo presidente Bolsonaro e pelos protestos nas ruas, o governador revogou o decreto.

Fausto disse que acompanhou de perto a crise e visitou dois hospitais, mas que a segunda onda veio de surpresa. “Senador, com todo respeito eu só falo até o período do relatório. Houve um caos generalizado na cidade e uma pressão muito forte pela abertura do comércio. Pela minha percepção, o que eu observei naquele momento foi uma negação da necessidade do lockdow. Os donos de restaurantes se prepararam para atender a demanda do final do ano e subitamente se prorrogou o decreto. A falha foi que a Aleam não foi ouvida”, ressaltou.

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

Edição e Revisão: Alyne Araújo e Henderson Martins

 

 

 

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