A Polícia Federal, em ação conjunta com a 60ª e 61ª Promotorias de Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp) do Ministério Público do Amazonas (MPAM), deflagrou, nesta terça-feira, 9, a Operação Piloto de Fuga, desdobramento das investigações que apuram o roubo de ouro ocorrido em outubro de 2025, na cidade de Manaus, com o objetivo de identificar e de responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso.
Na ação, foi identificado mais um envolvido no crime, que seria um policial, contra o qual foi cumprido um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na capital.
A operação dá continuidade às diligências iniciadas na Operação Auxílio Criminoso, deflagrada em 29 de maio, que apura a atuação de agentes públicos e de terceiros na estrutura criminosa voltada ao roubo e à ocultação de ouro extraído ilegalmente.
Os investigados poderão responder pelos crimes de roubo, associação criminosa, de usurpação de bens da União e de fraude processual.
As investigações seguem em andamento para completa elucidação dos fatos e para identificação de outros possíveis integrantes da organização criminosa.
Segundo o Ministério Público, a Operação Piloto de Fuga também dá continuidade às apurações desenvolvidas na Operação Auxílio Criminoso, deflagrada anteriormente para identificar outros envolvidos no esquema investigado e aprofundar a coleta de provas relacionadas ao caso.
No decorrer das investigações conduzidas pelas 60ª e 61ª Proceapsp, em razão do envolvimento de agentes públicos da segurança estadual, o promotor de Justiça Armando Gurgel Maia representou à Justiça Federal pelo cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um investigador da Polícia Civil e quatro mandados de busca e apreensão.
Mandados em condomínios de luxo
Moradores de condomínios de alto padrão de Manaus registraram o movimento de viaturas da Polícia Federal nas primeiras horas da manhã desta terça-feira. Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal nos condomínios Quinta das Laranjeiras, Copenhague e Residencial Amazonas e no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e nos condomínios Quinta das Laranjeiras, Copenhague e Residencial Amazonas.
Segundo o promotor de Justiça Armando Gurgel, titular da 60ª Proceapsp e responsável pelo requerimento das medidas cautelares, a operação tem como objetivo aprofundar a apuração sobre a dinâmica dos fatos, reunir novas provas e identificar a eventual participação de outras pessoas no esquema investigado.
A atuação prossegue sob acompanhamento do Ministério Público e da Polícia Federal para o esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.
Relembre o caso
A nova fase da investigação é um desdobramento do caso que envolveu a maior apreensão de ouro da história do Amazonas, ocorrida em outubro de 2025. Na ocasião, a polícia apreendeu 77 barras de ouro avaliadas em cerca de R$ 45 milhões, que haviam sido extraídas ilegalmente.
Três policiais (dois militares e um civil) e outros três homens foram presos em flagrante dentro de uma residência em Manaus suspeitos de tentar roubar o minério.
As investigações prosseguiram e, em 29 de maio, a PF deflagrou a Operação Auxílio Criminoso, mirando a atuação de agentes públicos e terceiros que faziam parte da estrutura voltada ao roubo e ocultação do ouro ilegal.
Da Redação com informações de Polícia Federal e do Ministério Público
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