RR: À CPI, ex-secretária de Saúde tenta explicar contratos com indícios de irregularidades

Roraima – Em depoimento concedido nessa quarta-feira (8) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), a ex-secretária estadual de Saúde Cecília Smith Lorezom alegou desconhecer a existência de um contrato emergencial para a aquisição de medicamentos da empresa Calmed.

Por este motivo, ela abriu uma nova licitação na  Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). O processo, sob o nº 4513/2019, se iniciou como emergencial e depois transformou-se em indenizatório. Ele era para a compra de 137 medicamentos. Segundo Cecília, que esteve como titular da pasta de de junho de 2019 a janeiro de 2020, os valores da Calmed foram os mais baixos em relação aos demais apresentados e ainda faltaram 29.

“Na época, estávamos na transição de secretários e não fomos informados de que havia um pregão eletrônico em curso, que tratava de solicitação de material para o centro cirúrgico. Desta forma, a natureza do pedido perdeu a emergência, pois os dois processos estavam em andamento ao mesmo tempo. Por isso, converti o emergencial em indenizatório”, explicou a ex-secretária.

CPI

A CPI da Saúde foi instaurada em 2019 na ALE-RR para apurar possíveis irregularidades nos contratos da Secretaria Estadual de Saúde e, até o momento, fez várias investigações, que incluíram quebras de sigilos bancários, telefônicos e fiscais de empresas, e diligências em unidades de saúde do Estado.

Participaram da reunião de forma presencial os deputados Coronel Chagas (PRTB), Nilton Sindpol (Patriota), Jorge Everton (sem partido), Renato Silva (sem partido) e Lenir Rodrigues (Cidadania), e o deputado Evangelista Siqueira (PT), de maneira remota.

Estava previsto para ser ouvido também nessa quarta o ex-secretário Francisco Monteiro Neto, que enviou, por meio de um advogado, uma justificativa da ausência por estar com Covid-19, solicitando 30 dias para depor. A próxima reunião da CPI deve ocorrer na terça-feira (14).

 

Da Redação O Poder

Foto: Divulgação/Supcom

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