Janela partidária muda cenário de bancadas na Aleam

Após o fechamento da janela partidária (quando os deputados podem trocar de partido sem perder o mandato), na última sexta-feira, 1º, o resultado foi a mudança do cenário político no Amazonas. As trocas partidárias começam a refletir diretamente no fortalecimento ou enfraquecimento das bancadas na eleição deste ano.

Na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), composta por 24 deputados, quem ficou com a maioria dos deputados foi o governador Wilson Lima (União Brasil), que poderá contar com o apoio de 17 deputados na bancada governista. Ao todo, 13 deputados estaduais e dois federais trocaram de sigla em busca de garantirem êxito no pleito de outubro.

Após a mexida no tabuleiro político, a oposição ao governador ficou ainda mais enfraquecida e continua somente com os deputados Wilker Barreto, que trocou o Podemos pelo Cidadania, do ex-governador Amazonino Mendes, além de Dermilson Chagas, que saiu do Podemos e ingressou no Republicanos e Ricardo Nicolau (Solidariedade), que é pré-candidato a govenador. A deputada Nejmi Aziz (PSD), em tratamento de saúde, não vai disputar a reeleição.

Entre os demais deputados que não mudaram de siglas estão Carlinhos Bessa (PV), Sinésio Campos (PT), Felipe Souza (Patriota), Nejmi Aziz (PSD), Serafim Corrêa (PSB) e Belarmino Lins (Progressista).

União Brasil

O primeiro deputado a entrar no “barco” do partido do governador Wilson Lima, o União Brasil, foi o presidente da Aleam, Roberto Cidade, que deixou o PV se filiando ao União Brasil. O ato foi seguido pelos deputados Adjuto Afonso, ex-PDT, Fausto Júnior, ex-MDB, Joana Darc, ex-PL, e Saullo Vianna, que trocou o PDT pelo partido do governador. Agora, a sigla tem a maior bancada da Aleam, com cinco deputados.

O União Brasil ainda deverá coligar nesta eleição com PTB, PSC, PMN, PP, PRTB, DC, Podemos, Republicanos, PL, Patriotas, PROS e PMB, podendo ficar ainda mais forte no processo eleitoral.

PL

A segunda maior bancada da Aleam agora é o PL, do presidente Jair Bolsonaro, com os deputados Cabo Maciel, delegado Péricles, ex-PSL, Tony Medeiros, ex-PSD e Therezinha Ruiz, ex-PSDB, do pré-candidato ao Senado, o ex-prefeito Arthur Neto.

Republicanos

O Republicanos, que antes só tinha o deputado João Luiz, agora passa a contar com os reforços dos deputados Dermilson Chagas, ex-Podemos e Mayara Pinheiro, ex-Progressista.

PSC

O PSC, ex-partido do governador Wilson Lima e que tinha apenas o deputado Dr. Gomes, se fortaleceu com a filiação de Alessandra Campelo, ex-MDB, do senador Eduardo Braga.

Patriota

O Patriota, do deputado Felipe Souza, continua isolado apenas com a sua representação. Apesar de ser o líder da bancada do governo na Aleam, o parlamentar preferiu marcar território continuando no Patriota.

Avante

O partido do prefeito David Almeida (Avante), que não tinha representantes no parlamento estadual, ganhou o reforço do deputado Abdala Fraxe, ex-Podemos, que ficou sem nenhum deputado na Assembleia Legislativa.

PV

O Partido Verde, do deputado Carlinhos Bessa, ganhou o reforço do deputado Álvaro Campelo, ex-Pogressista.

PT, PSB e PP

O presidente da CPI da Amazonas Energia na Aleam, deputado Sinésio Campos, continua nas fileiras do Partido dos Trabalhadores, a exemplo de Serafim Corrêa no PSB e Belarmino Lins no PP, que este ano já anunciou a sua “aposentadoria política”, ao confirmar que não vai mais participar da eleição.

Bancada federal

A janela partidária também mexeu com o cenário político da bancada do Amazonas em Brasília e fortaleceu o PSD, do senador Omar Aziz, com três deputados federais. O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos trocou o PL, após a filiação do presidente Jair Bolsonaro, e migrou para o PSD, que se fortaleceu com as filiações de Átila Lins, ex-PP, que se juntaram a Sidney Leite (PSD).

Ainda na dança dos partidos, o deputado bolsonarista Capitão Alberto Neto deixou o Republicanos e foi para o PL de Bolsonaro.

Com a fusão do DEM e PSL, o deputado Delegado Pablo, ex-PSL, agora é do União Brasil.

O deputado José Ricardo continua no Partido dos Trabalhadores, a exemplo de Bosco Saraiva, que permanece no Solidariedade e Silas Câmara, que continuou no Republicanos.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Acervo O Poder

Edição e Revisão: Alyne Araújo e Henderson Martins

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