Depois de meses trocando farpas públicas, Donald Trump recebeu Lula na Casa Branca com direito a elogios, risadas e clima de parceria. O presidente americano chamou Lula de “dinâmico”, disse que a reunião foi “muito boa” e ainda destacou que os dois discutiram comércio, tarifas e futuros acordos entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto isso, parte da ala bolsonarista deve ter precisado conferir se a conta de Trump havia sido hackeada.
O encontro, que durou cerca de três horas, teve passeio pelos jardins da Casa Branca, almoço oficial e até fotos dos dois sorrindo diante dos retratos dos ex-presidentes americanos. A coletiva conjunta prevista para o Salão Oval acabou cancelada sem explicações, o que só aumentou o suspense diplomático. Lula tentava evitar novas tarifas contra produtos brasileiros e conter a ideia americana de classificar facções brasileiras como organizações terroristas. Já Trump quer carne brasileira mais barata e acesso privilegiado aos minerais estratégicos do país.
Mas o bastidor mais curioso veio antes da viagem. Segundo fontes do governo, o telefonema que destravou o encontro aconteceu pelo celular do empresário Joesley Batista, durante uma conversa informal no Alvorada. Lula comentou a dificuldade de conseguir agenda com Trump, Joesley sugeriu ligar na hora e o papo durou cerca de 40 minutos. No fim da chamada, Trump teria encerrado com um descontraído “I love you” para o presidente brasileiro.
A política internacional, definitivamente, entrou em modo aleatório: Trump, símbolo da direita bolsonarista, agora troca elogios com Lula enquanto tenta ampliar negócios com o Brasil.
No fim das contas, entre ideologia, tarifas e minerais raros, até antigos adversários descobrem que uma boa cordialidade política pode render bons negócios.
Da Redação


