O Grupo Norte de Comunicação promoveu nesta quinta-feira, 17, o debate com os candidatos ao Senado Federal. Estiveram presentes o Capitão Alberto Neto (PL), Eduardo Braga (MDB), Wilson Lima (União), Plínio Valério (PSDB), Ismael Munduruku (Rede) e a Professora Evany (PSOL).
O jornalista Alex Sampaio foi o mediador do debate, que contou com cinco blocos e buscou aprofundar temas como infraestrutura, saúde, educação e tema livre.
No primeiro bloco, os candidatos debateram o tema infraestrutura e apontaram soluções para o trânsito da capital, Manaus, e quais alternativas para melhorar a mobilidade no interior do Amazonas. A BR-319 se tornou uma questão central, sendo fortemente debatida.
O segundo bloco, com dois candidatos sorteados, debateu sobre o tema saúde para o Amazonas e quais medidas devem ser tomadas pelos senadores para destinar os recursos e fiscalizar se as emendas estão sendo enviadas pelo Senado e aplicadas de forma adequada. Ainda dentro deste bloco, foi debatida a saúde para as comunidades indígenas, que muitas das vezes não possuem acesso a um tratamento avançado nos municípios e precisam vir para a capital realizar tratamentos.
No terceiro bloco, a educação foi o tema da vez. Os candidatos debateram melhorias e apontaram as dificuldades da educação no Amazonas, desde a infraestrutura, como escolas precárias, sem investimentos adequados e valorização dos professores. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foi citado para que seja distribuído aos professores como prioridade.
No quarto bloco, a temática foi livre. O candidato Plínio Valério perguntou a Wilson Lima sobre a cassação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), se ele seria a favor ou contra. Wilson defendeu que qualquer cargo, desde prefeito até o Supremo, deve ser cassado se comprovados os crimes.
Outros temas discutidos incluíram a fome, políticas de diminuição da pobreza, dignidade de vida, auxílios para os amazonenses e políticas para cuidar do clima no estado, considerando a falta de investimentos voltados para a contenção de danos relacionados à seca, ao calor extremo e às queimadas.
No quinto e último bloco, cada candidato fez suas considerações finais, apontando os motivos de serem a melhor opção para o Amazonas. Em meio a acusações, propostas e prospecções para o futuro, caso eleitos ao Senado. Já os eleitores devem escolher dois senadores para o cargo no dia 4 de outubro, no primeiro turno das eleições de 2026.
Ludmila Dias, para o Portal O Poder

