Uma moradora denunciou a Companhia Humaitaense de Águas e Saneamento (COHASB) ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) após relatar que passou 15 dias em que a água da torneira saía com aspecto de lama.
A situação ocorreu no bairro Nova Esperança, na rua Dom José. Segundo a moradora Zuleide Alves Braga, a situação inviabilizou o consumo de água, o cozimento de alimentos e a higiene pessoal, pois a água que saía da torneira causava coceiras na pele.
A denunciante foi pessoalmente prejudicada devido à sua deficiência física, pois precisava de ajuda de terceiros para se deslocar a outro bairro para tomar banho. A Companhia justificou que oscilações elétricas desligaram as bombas de captação, ocasionando o acúmulo de sedimentos nos poços e, ao religar, os sedimentos passavam pela tubulação.
Em resposta ao MPAM, a COHASB admitiu que não realizou análises laboratoriais para comprovar as condições de água para utilização, alegou que não havia contratos com laboratórios credenciados e adiou laudos de agosto para setembro deste ano.
O MPAM promoveu o arquivamento da notícia de fato individual, mas ressaltou que não foi comprovado que a água esteja potável, nem que o problema foi solucionado. O Ministério Público reforçou que a Vigilância Sanitária realize coletas e análises laboratoriais, ordenou a cobrança de laudos prometidos pela concessionária e determinou que a promotoria contate a moradora para acompanhar a evolução do quadro de saúde e da qualidade da água no bairro.
A documentação foi publicada por meio do Diário Oficial do MPAM, publicado na última terça-feira, 29, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Humaitá, e foi assinada pelo promotor Weslei Machado.
Confira o documento do MPAM:
Da Redação

