O Ministério Público do Amazonas (MPAM) iniciou uma investigação para averiguar a existência de créditos florestais fictícios na empresa Caupiúba Indústria e Comércio de Madeiras Ltda., localizada em Humaitá.
Em abril deste ano, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) realizou uma vistoria no pátio da empresa e cruzou os dados do estoque físico com o saldo disponível no sistema DOF+, sistema de rastreabilidade do órgão para controle de quantidade de madeira, carvão e outros produtos com origem das florestas nativas no Brasil.
Os agentes do IBAMA apontaram que havia 611,7886 m³ de créditos virtuais excedentes, madeiras que constavam apenas no sistema, mas fisicamente não estavam no pátio, e cerca de 89,96 m³ de madeira física sem cobertura de saldo no sistema.
A empresa foi multada pelo órgão no valor aproximado de R$ 167.680,60, por prestar informações falsas. Os créditos excedentes foram suspensos. O promotor de justiça Weslei Machado requisitou a instauração de um inquérito policial para apurar a autoria e o elemento subjetivo na inserção desses dados falsos no sistema.
Da Redação

