Suspensão das obras de recuperação da BR-319 é criticada na Aleam

A suspensão das obras de restauração de trecho da rodovia BR-319 (Manaus/Porto Velho), determinada pela Justiça Federal, repercutiu no pequeno expediente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira, 3.

O deputado Serafim Corrêa (PSB) criticou a decisão. “Por mais de dez anos a BR-319 funcionou. Mas, como a estrada não recebeu manutenção, ficava alagada e, quando secava, o rio levava parte da estrada, foi fechada de vez ainda na década de 1980. Já estamos com essa novela de recuperar ou não a estrada há 35 anos”, observou.

De acordo com Serafim, a discussão se a BR-319 é uma estrada nova ou se sempre existiu já dura 18 anos. “Nós do Amazonas e Roraima temos levado desvantagem porque convenceram a Justiça de que é uma estrada nova, sendo que ela sempre existiu. Eu andei nessa estrada várias vezes. Agora, quando se imaginava que todos os obstáculos ficaram para trás, houve uma decisão bem fundamentada pela juíza Jaiza Fraxe, mas a Justiça Federal sempre apela, dizendo que é uma obra nova”, criticou.

Na avaliação do parlamentar, a história da BR-319 poderia ser diferente. “Se o Brasil abandonasse a via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, e quando fosse recuperar a estrada saísse uma decisão desse tipo, dizendo que é uma estrada nova, as coisas seriam diferentes. Estou fazendo toda essa história para repudiar essa pressão que quer nos manter no isolamento. Sofremos a crise do oxigênio, que teria sido reduzida se tivéssemos a BR-319 em boas condições para tráfego”, concluiu.

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

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