Amom vai enviar drone para apurar prejuízo causado pela Sovel da Amazônia em lago

O vereador Amom Mandel (Podemos) irá enviar um drone ao Lago da Colônia para verificar o tamanho do prejuízo ambiental causado pela Sovel da Amazônia LTDA que, conforme denúncias, está despejando resíduos de papel. O local fica no bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste de Manaus.

A afirmação foi feita por Amom, que é vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Naturais, Sustentabilidade e Vigilância Permanente da Amazônia (Commaresv) do Parlamento Municipal, em suas redes sociais.

No último domingo, 4, ele esteve no bairro conversando com moradores da área. O drone servirá para coletar uma amostra de água do lago que será enviada para análise.

 

O Poder mostrou que a Sovel da Amazônia LTDA tem 20 processos acumulados no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Do total, um diz respeito a crime ambiental e os demais são relacionados à dívida ativa municipal.

Comissão de Meio Ambiente 

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Naturais, Sustentabilidade e Vigilância Permanente da Amazônia (Commaresv), da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Kennedy Marques (PMN), e o vereador Rodrigo Guedes (PSC) foram ao lago averiguar a situação, na tarde desta segunda-feira, 5.

Em uma lancha, os vereadores foram por dentro do rio até a entrada do lago, onde identificaram um material espesso, que segundo Kennedy Marques, se trata de produtos químicos. “O que vimos é um dano ao meio ambiente, e algo precisa ser feito com urgência para que esse lago não morra como tantos outros em Manaus”, alertou o parlamentar.

Denúncia

De acordo com a denúncia dos moradores em vídeo nas redes sociais, a Sovel da Amazônia LTDA escoa todo o material químico usado na produção de papel higiênico no local, que integra a microbacia hidrográfica do lago do Aleixo, e está em perímetro tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, ambos rios federais.

Não é a primeira vez que a Sovel da Amazônia LTDA é denunciada por moradores. Em 2013, representantes da empresa assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para o Ministério Público Federal (MPF) para tratar os resíduos antes de lançá-los ao lago.

“Esse já é um problema antigo. Aqui temos cerca de 500 pescadores que foram prejudicados por essa empresa, além de banhistas que utilizavam o lugar para lazer e não podem mais por conta dos produtos que são lançados lá”, reclamou o presidente do bairro, Estevam Júnior.

O vereador Rodrigo Guedes explicou que as denúncias serão encaminhadas novamente para o MPF, para a Delegacia do Meio Ambiente e para o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, para que providências sejam tomadas.

 

Priscila Rosas, para O Poder, com informações da assessoria

Foto: Divulgação

 

 

 

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