fevereiro 6, 2026 22:10
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STF barra repasses de emendas a ONGs ligadas a parentes de parlamentares

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu a destinação de emendas parlamentares a organizações não governamentais (ONGs) e a demais entidades do terceiro setor que mantenham, em seus quadros diretivo ou administrativo, vínculo familiar com os parlamentares responsáveis pela indicação dos recursos. Também está vedada a destinação de verbas quando houver prestação de serviços ou fornecimento de bens por meio da contratação ou subcontratação de parentes.

As providências, determinadas na última, quinta-feira, 15, no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, vedam a destinação de emendas parlamentares a entidades do terceiro setor que envolvam cônjuges, companheiros ou parentes até o terceiro grau de parlamentares responsáveis pelas indicações, bem como de assessores parlamentares a eles vinculados, inclusive por meio de contratações indiretas. A decisão tem como base a Súmula Vinculante 13, que proíbe o nepotismo, e dispositivos da Lei 8.429/1992, que caracterizam o favorecimento pessoal como ato de improbidade administrativa.

Em 2023, o STF declarou a inconstitucionalidade do modelo de distribuição de recursos conhecido como orçamento secreto e estabeleceu parâmetros de transparência e rastreabilidade para as emendas parlamentares. Parte significativa dessas diretrizes foi posteriormente incorporada à legislação federal com a edição da Lei Complementar 210/2024.

Recorrência

O ministro observou que reportagens veiculadas pela imprensa apontam indícios graves de mau uso de verbas públicas na destinação de recursos a entidades dessa natureza, “prática que equivale à apropriação privada do Orçamento Público, em desvio dos critérios objetivos e impessoais que devem reger a atuação estatal”.

Essa circunstância soma-se a problemas já identificados por diversas auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), que concluíram pela incapacidade técnica e operacional de várias ONGs, além de persistentes déficits de transparência.

Segundo o relator, apesar dos avanços alcançados após providências voltadas à adequação da destinação de recursos públicos a essas organizações, os fatos recentemente noticiados indicam que ainda persiste a necessidade de aperfeiçoamento do modelo. “Não se revela compatível com o regime republicano que parlamentar possa destinar emendas a entidades vinculadas a familiares, direta ou indiretamente, transformando recursos públicos em moeda de afeto, conveniência ou lealdade pessoal”, enfatizou.

Ele acrescentou que tentativas de contornar a proibição por meio de interpostas pessoas, vínculos indiretos ou estruturas artificiais de autonomia afrontam o núcleo das normas constitucionais e legais que regem a matéria. “É proibido qualquer mecanismo que permita a submissão do interesse público a interesses privados, mediada por agentes políticos investidos de poder decisório sobre a destinação de recursos”, afirmou.

Falhas de fiscalização

Na mesma decisão, o ministro Flávio Dino abriu prazo de 60 dias corridos para que o Ministério do Desenvolvimento Regional, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e a CGU elaborem nota técnica conjunta avaliando a execução das emendas parlamentares pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

A medida, explicou o relator, surge do contexto de problemas crônicos de gestão, falhas de fiscalização e recorrência de obras de baixa qualidade, apontadas por operações policiais, auditorias e matérias de meios de comunicação relacionadas a emendas destinadas aos dois órgãos.

 

Da Redação, com informações do STF 
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RR: Mecias de Jesus é nomeado conselheiro do TCE quase 5 meses após indicação

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O governador Antonio Denarium (Progressistas) nomeou Mecias de Jesus como conselheiro do Tribunal de Contas (TCE-RR), na quinta-feira,15. A nomeação ocorre quase cinco meses após a Assembleia Legislativa (ALE-RR) aprovar a indicação do então senador para o cargo.

Assim, a Corte irá marcar a posse do substituto de Manoel Dantas, que se aposentou em junho passado. Durante o período, o tribunal permaneceu com seis conselheiros e um cargo vago.

Para assumir o cargo, Mecias precisou renunciar a um mandato de quase oito anos no Senado. Em seu lugar, irá assumir a primeira suplente Roberta Acioly. A cirurgiã dentista e ex-vereadora de São Luiz do Anauá (RR) poderá concluir o mandato em fevereiro de 2027.

Como conselheiro, Mecias de Jesus poderá permanecer no cargo até os 75 anos, limite legal para aposentadoria compulsória.

Ele receberá salário de R$ 41.845,49 para exercer a missão de fiscalizar as contas públicas para que o dinheiro público seja usado de forma correta e transparente.

Quem é Mecias de Jesus

Antonio Mecias Pereira de Jesus nasceu em 8 de fevereiro de 1962, em Graça Aranha (MA). Aos 12 anos, se mudou para Roraima, fixando residência em São João da Baliza.

Formado em Gestão Financeira, foi vereador do Município que o acolheu e deputado estadual por seis mandatos consecutivos. Foi o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) com mais mandatos, somando oito anos no cargo.

Em 2018, foi eleito senador com 85.366, deixando o arquirrival Romero Jucá (MDB) em terceiro e sem mandato após 24 anos.

Mecias de Jesus é pai do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e ex-deputado federal Jhonatan de Jesus, além de aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Da Redação, com informações da Folha BV
Foto: Divulgação 

Bolsonaro na papudinha pode influenciar dosimetria e candidatura de Flávio

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Lideranças da oposição no Congresso e aliados de Jair Bolsonaro (PL) avaliam que a transferência do ex-presidente para a Papudinha, no Complexo da Papuda, no Distrito Federal, nesta quinta-feira, 15, pode aumentar a pressão pela retomada da proposta que reduz as penas dos condenados pela trama golpista.

Parlamentares e dirigentes do PL também afirmam que o cenário pode ajudar a consolidar e impulsionar a candidatura ao Planalto do filho mais velho do ex-mandatário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido na tarde desta quinta para o 19º Batalhão da Polícia Militar, espaço conhecido como Papudinha. Condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ele cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde novembro de 2025.

Ao longo de meses, senadores e deputados de oposição tentaram aprovar projeto para perdoar as condenações dos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. A intenção era beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e livrá-lo da cadeia.

As articulações não prosperaram, e a cúpula do Congresso optou por apoiar proposta que abre caminho para a redução das condenações.

O texto, que ficou conhecido como PL da Dosimetria, poderia cortar o tempo de Bolsonaro no regime fechado e permitir que o ex-presidente progredisse ao semiaberto em cerca de dois anos, nos cálculos do relator na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). O projeto foi aprovado pelos deputados e pelos senadores, mas acabou vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última semana.

Membros da oposição afirmam que, antes mesmo da decisão de Moraes, já havia movimentação interna para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a convocar rapidamente a análise do veto. Depois da ordem do magistrado, a pressão aumentou.

O líder do grupo no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), afirmou que um ofício já foi enviado a Alcolumbre para cobrar a apreciação do veto de Lula. Segundo ele, o bloco aliado a Bolsonaro também vai intensificar a cobrança nos próximos dias.

O deputado Alberto Fraga (PL-DF), que lidera a chamada bancada da bala, avaliou que a oposição já tem os votos necessários para a derrubada do veto e a retomada do PL do Dosimetria.

Em dezembro, o texto foi aprovado por 291 votos a 148 na Câmara. O placar entre os senadores foi de 48 votos a favor e 25 contrários. Para derrubar um veto presidencial, são necessários 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

“Independentemente da decisão do ministro, já era certeza que o veto seria derrubado. Agora mais ainda”, disse o vice-presidente nacional do PL, deputado Capitão Augusto (SP).

“Essa proposta vai ganhar mais força agora. É uma avaliação nossa. Já estávamos trabalhando nisso, mas vamos nos dedicar mais agora. O presidente Bolsonaro precisa ir para a domiciliar”, afirmou Izalci Lucas.

 

 

Da Redação, com informações do Metrópoles 
Foto: Divulgação 

 

Geekzônia chega a Manaus com edição inédita focada em cultura local e experiência imersiva

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Nos dias 17, 18 e 19 de julho, o Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, recebe o Geekzônia, evento gamer e geek que estreia na capital com uma proposta inovadora: unir entretenimento, tecnologia, cultura pop e valorização dos talentos locais em uma experiência totalmente imersiva para o público.

Idealizado por Leandro Andrade, o Geekzônia se diferencia dos formatos tradicionais ao priorizar a participação ativa dos visitantes. A entrada é solidária: interessados podem adquirí-la com 1kg de alimento não perecível. “A ideia é ir além da atração pontual. Queremos que o público viva o evento ao longo do dia, interagindo com diferentes linguagens da cultura gamer, geek e pop”, explica Leandro.

O nome do evento traduz essa identidade ao conectar o universo geek à Amazônia, reforçando a valorização da cultura local, de artistas da região e de coletivos criativos que movimentam a economia criativa do Amazonas. A programação também é pensada a partir do diálogo com as comunidades, alinhando atividades aos interesses do próprio público.

Entre os destaques estão oficinas práticas de tecnologia, com foco em áreas como desenvolvimento de software, robótica, drones e inteligência artificial. As atividades têm caráter introdutório, aprendizado aplicado e oferecem certificação, ampliando o acesso à formação tecnológica.

A agenda cultural reúne atrações nacionais e regionais, shows musicais, apresentações de bandas e comediantes locais, além de competições gamers, cosplay, K-pop, Just Dance, board games, fliperamas, arcade e manifestações da cultura urbana, como break, graffiti e batalha de rima.

No eixo competitivo, o evento contará com torneios oficiais em formato de copa, com apoio da Confederação Brasileira de Desporto Eletrônico (CBDEL), contemplando modalidades de PC, mobile e consoles, e criando oportunidades para atletas da região.

O Geekzônia também aposta no fortalecimento da economia local, com estandes de empreendedores criativos, lojas especializadas, praça de alimentação, espaço kids e áreas comerciais voltadas ao público jovem. Ambientes inclusivos e espaços instagramáveis, inspirados em filmes, séries e animes, completam a experiência.

Com uma proposta interativa e conectada às transformações culturais e tecnológicas, o Geekzônia chega a Manaus como um evento que valoriza a identidade local e reconhece a cultura gamer e geek como ferramentas de desenvolvimento social, cultural e econômico.

 

Da Redação, com informações da organização e Band
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Moraes decide transferir Jair Bolsonaro para a Papudinha

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira, 15, transferir Jair Bolsonaro (PL) para a Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, a chamada Papudinha. Hoje, o ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

A determinação de Moraes é para que Bolsonaro cumpra pena privativa de liberdade de 27 anos e 3 meses por trama golpista, no novo local, onde estão presos o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres e o ex-chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Bolsonaro, no entanto, ficará em cela separada.

Condições impostas por Moraes a serem cumpridas na Papudinha:

  • assistência integral dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia;
  • deslocamento imediato para os hospitais em caso de urgência, devendo a defesa comunicar nos autos no prazo máximo de 24 horas da ocorrência;
  • a realização das sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao juízo;
  • entrega diária de alimentação especial, devendo a defesa indicar no prazo de 24h o nome da pessoa responsável pela entrega;
  • disponibilização, pelo sistema penitenciário, de atendimento médico em tempo integral, em regime de plantão;
  • visitação semanal permanente, respeitados os procedimentos do estabelecimento prisional, da esposa Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro; dos filhos Carlos Nantes Bolsonaro, Flávio Nantes Bolsonaro, Jair Renan Valle Bolsonaro e Laura Firmo Bolsonaro e da enteada Leticia Marianna Firmo da Silva, às quartas e quintas-feiras, nos horários de 8h às 10h; 11 às 13h; ou 14h às 16h;
  • assistência religiosa pelo Bispo Robson Lemos Rodovalho e pelo Pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, a ser realizada uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, individualmente, com duração 1h.

Motivações para a decisão

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o sistema prisional brasileiro enfrenta, há anos, um cenário de elevada população encarcerada e déficit estrutural de vagas, o que resulta em índices persistentes de superlotação e péssimas condições estruturais, especialmente no regime fechado

O ministro usou dados do sistema de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que apontam 941.752 pessoas sob custódia penal no primeiro semestre de 2025.

Frisou que a realidade do sistema carcerário brasileiro revela, ainda, que, historicamente, a execução da pena privativa de liberdade não ocorre de maneira uniforme para todos os indivíduos submetidos ao regime fechado, pois a maioria das pessoas privadas de liberdade enfrenta estabelecimentos marcados por superlotação, precariedade estrutural e restrição severa de direitos básicos.

Moraes, no entanto, ressaltou que Bolsonaro, por ser ex-presidente, estava em cela especial, na Sala de Estado Maior da
Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Condição diferente de todos os demais réus condenados à penas privativas de liberdade pelo atentado contra o Estado Democrático de Direito e Tentativa de Golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023, dos quais 145 réus estão presos, sendo 131 presos definitivos.

Ainda assim, diversas reclamações chegaram ao STF acerca da cela onde Bolsonaro estava até esta quinta-feira, 15. Moraes listou todas as reclamações da defesa e afirmou que mesmo diante da cela especial, a prisão não é “uma colônia de férias”.

As medias não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas Instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir, ao comparar a Sala de Estado Maior a um “cativeiro”, ao apresentar reclamações do “tamanho das dependências”, do “banho de sol”, do “ar-condicionado”, do “horário de visitas”, ao se desconfiar da “origem da comida” fornecida pela Polícia Federal, e, ao exigir a troca da “televisão por uma SMART TV”, para, inclusive, “ter acesso ao YOUTUBE”, diz Moraes.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
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Folha do Judiciário em SP ultrapassa R$ 546 milhões em 2025, com maioria dos magistrados acima do teto

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A remuneração líquida média dos desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo alcançou R$ 148.971,88 por mês ao longo de 2025, segundo levantamento com base em dados do Portal da Transparência e divulgados pelo jornal Estadão nesta quinta-feira,15. 

Em dezembro, 99,85% dos magistrados receberam valores acima do teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46 mil brutos, equivalente a cerca de R$ 35 mil líquidos pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal. No total, a folha salarial dos magistrados do tribunal paulista somou R$ 546.318.579,97 em valores brutos.

O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que realiza, de forma regular, o pagamento de valores retroativos a magistrados e servidores referentes a quantias que não teriam sido quitadas no momento adequado. De acordo com a Corte, esses repasses dizem respeito a diferenças salariais reconhecidas posteriormente e que não haviam sido recebidas à época em que foram devidas, sendo quitadas conforme a disponibilidade financeira da instituição.

Segundo o tribunal, os pagamentos dessas verbas são feitos de maneira parcelada, com observância da situação orçamentária e financeira. A Corte informou ainda que os valores pagos têm respaldo em decisões do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, abrangendo itens como férias não pagas e plantões efetivamente trabalhados pelos magistrados ao longo de períodos anteriores.

Os dados mostram que a média dos subsídios pagos em 2025 ficou abaixo do valor registrado em dezembro de 2024, quando a remuneração líquida média chegou a R$ 160.557,01. Ainda assim, considerando os pagamentos realizados em dezembro, houve uma redução de 7,22% em um ano, conforme apontam os registros oficiais disponíveis no sistema de transparência do tribunal.

O maior holerite de dezembro foi do desembargador Fábio Monteiro Gouvêa, que recebeu R$ 244.664,06 líquidos, com remuneração bruta de R$ 332.671,04 no período.

O chamado “abate-teto” aplicado ao magistrado foi de R$ 26,2 mil. Em seguida aparecem a juíza de direito Heliana Maria Coutinho Hess, com R$ 240.219,75 líquidos, e o desembargador José Carlos Gonçalves Xavier de Aquino, que recebeu R$ 237.782,96. As folhas salariais foram impactadas principalmente por vantagens eventuais e gratificações, que elevaram os valores pagos acima do teto constitucional.

 

Da Redação, com informações do Estadão
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Lei de Roberto Cidade cria marco legal para estimular empreendedorismo digital entre jovens amazonenses

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O Amazonas, a partir da atuação do presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), conta desde julho do ano passado com um novo marco legal voltado à inclusão produtiva da juventude por meio da tecnologia. Trata-se da Lei Ordinária nº 7.715, de 17 de julho de 2025, que institui diretrizes de incentivo ao empreendedorismo jovem no mercado digital, com prioridade para jovens amazonenses em situação de vulnerabilidade social.

A legislação tem como foco a promoção de oportunidades econômicas e profissionais para jovens de 18 a 29 anos, especialmente aqueles de baixa renda, estimulando a capacitação tecnológica, a inovação e o acesso a novas formas de geração de renda no ambiente digital. Entre os eixos contemplados estão áreas como comércio eletrônico (e-commerce), desenvolvimento de aplicativos, marketing digital e outros segmentos da economia digital.

“Estamos adotando uma política pública responsável e estratégica, voltada à formação dos nossos jovens e à ampliação de horizontes para o seu desenvolvimento pessoal e econômico. Ao criar novas oportunidades no ambiente digital, garantimos protagonismo, qualificação e acesso a nichos de mercado capazes de gerar renda, reduzir desigualdades e impulsionar o crescimento sustentável do Amazonas”, destacou o presidente da Aleam.

A lei estabelece diretrizes para a criação e o fortalecimento de incubadoras e aceleradoras de negócios digitais, a oferta gratuita de cursos de formação em tecnologia, gestão e inovação, além da disponibilização de linhas de crédito com condições diferenciadas para jovens empreendedores. Também incentiva parcerias entre o poder público, a iniciativa privada, universidades e organizações da sociedade civil.

Outro ponto relevante da lei é a previsão de uma plataforma digital estadual, que funcionará como vitrine para a divulgação e comercialização de produtos e serviços desenvolvidos pelos jovens participantes, contribuindo para o fortalecimento do ecossistema digital e da economia local.

“O empreendedorismo digital é uma ferramenta concreta de transformação social. Nosso compromisso é garantir que a juventude do Amazonas tenha acesso ao conhecimento, à infraestrutura e às oportunidades necessárias para prosperar nesse novo cenário econômico”, afirmou.

Da Redação, com informações da assessoria
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União destina R$ 56 milhões ao Amazonas para garantir piso salarial dos agentes de endemias

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O Amazonas vai receber mais de R$ 56 milhões em recursos da União para o cumprimento do piso salarial profissional nacional dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) e fortalecimento das políticas públicas vinculadas à atuação desses profissionais na área de vigilância em saúde. Os valores foram definidos em portaria publicada, nesta quinta-feira, 15, pelo Ministério da Saúde.

Do total destinado ao Amazonas, R$ 53.211.432,30 correspondem à Assistência Financeira Complementar (AFC), mecanismo criado para garantir o cumprimento do piso salarial nacional da categoria. Outros R$ 2.800.601,70 referem-se ao Incentivo Financeiro (IF), voltado ao fortalecimento das políticas de vigilância em saúde relacionadas ao trabalho dos ACE.

Critérios

De acordo com a portaria, os valores divulgados representam montantes anuais brutos, calculados com base no número de agentes devidamente cadastrados no Sistema de Cadastro de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) em outubro de 2025, multiplicado por 13, considerando 12 parcelas regulares e uma parcela adicional.

A Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente será responsável por monitorar mensalmente o cadastramento dos ACE no SCNES. Alterações no sistema podem impactar diretamente os valores repassados a cada município ao longo do ano.

Os recursos serão transferidos em parcelas mensais, equivalentes a 1/12 do valor anual, com parcela extra adicional no mês de novembro.

As transferências serão operacionalizadas pelo Fundo Nacional de Saúde, diretamente aos fundos de saúde dos entes federativos, conforme os processos de pagamento instruídos. As despesas correrão por conta do orçamento do Ministério da Saúde.

Veja quanto vai receber cada município:

PORTARIA GM:MS Nº 10.132, DE 7 DE JANEIRO DE 2026 - PORTARIA GM:MS Nº 10.132, DE

Da Redação 
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Suspensão da emissão de vistos dos EUA não afeta turistas

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou a suspensão, por tempo indeterminado, da emissão de vistos para 75 países, entre eles o Brasil. A medida não afeta os vistos para turistas. De acordo com informações da Agência Reuters, entre os países afetados estão Brasil, Somália, Irã, Rússia, Afeganistão, Nigéria, Iêmen e Tailândia. A medida entra em vigor a partir do dia 21 janeiro.

“O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis os imigrantes em potencial que se tornariam um encargo público para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano”, disse Tommy Pigott, porta-voz adjunto do Departamento de Estado.

“O processamento de vistos de imigrantes desses 75 países será pausado enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de processamento de imigração para evitar a entrada de estrangeiros que receberiam assistência social e benefícios públicos”, acrescentou.

Procurado, o Itamaraty não se manifestou até o momento. A Embaixada dos EUA em Brasília não se posicionou até o momento.

A decisão ocorre em meio à crise em torno do estado de Minnesota, onde a polícia anti-imigração ICE assassinou a estadunidense Renee Nicole Good, gerando uma onda com mais de mil protestos em todo o país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem atacado imigrantes do estado, governado por democratas, acusando-os de fraudarem sistemas de benefícios sociais.

Desde que retornou à Presidência, Trump tem adotada medidas de repressão à imigração, priorizando a fiscalização da imigração, enviando agentes federais para as principais cidades dos EUA e provocando confrontos violentos tanto com imigrantes quanto com cidadãos norte-americanos.

Na segunda-feira, 12, o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou ter revogado mais de 100.000 vistos desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo no ano passado.

 

Da Redação, com informações da Agência Brasil
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Desempenho de Flávio Bolsonaro surpreende e faz Centrão reavaliar estratégia para eleição

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Passado pouco mais de um mês desde que Flávio Bolsonaro (PL) lançou a sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, caciques partidários do chamado “Centrão” passaram a tratar a entrada do filho “01” de Jair Bolsonaro (PL) na corrida mais como uma realidade e menos como uma manobra para livrar o pai da prisão.

O senador de 44 anos foi escolhido por Bolsonaro para ser o nome do bolsonarismo no próximo pleito contra a provável candidatura do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio frustrou partidos que esperavam e se mobilizaram para emplacar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato.

Bolsonaro escolheu um nome da família para assegurar que seu espólio político não se dispersasse fora do núcleo duro bolsonarista— a contragosto do “Centrão”. De perfil mais pragmático que seus familiares e com cerca de 8 anos no Senado na conta, Flávio desbancou a madrasta e ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o irmão, Eduardo, ex-deputado que está nos Estados Unidos, na disputa intrafamiliar.

“Os Bolsonaros querem manter a hegemonia da direita com eles e isso afetará uma maior coalizão para vencer as eleições sem todo o centro junto. Eles têm esse direito e é legítimo, mas ganhar as eleições assim não creio que seja possível”, disse o deputado e vice-presidente do Progressistas, Claudio Cajado (BA).

De início e em meio às desconfianças, Flávio tentou convencer e ganhar o apoio de partidos como o PP, União Brasil e Republicanos, cujo afastamento com o governo Lula já havia se tornado público. O filho “01” de Bolsonaro chegou a convidar os presidentes das siglas para discutir a sua candidatura dias depois do anúncio.

O encontro, porém, não cessou as dúvidas a respeito da seriedade da intenção do senador em disputar o Planalto. À época, caciques partidários viram no anúncio uma tentativa de pressionar os partidos a dar andamento à dosimetria, que estava parada na Câmara — uma desconfiança que se viu confirmada quando Flávio disse, em sua primeira coletiva como pré-candidato, que havia um “preço” para retirar a seu nome da disputa, citando justamente o andamento do projeto da anistia que poderia beneficiar o pai, condenado a 27 anos e 3 meses.

“Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim e eu tenho um preço para isso, que eu vou negociar”, disse a jornalistas em 7 de dezembro, na saída de um culto evangélico em Brasília.

Surpresa nas pesquisas

A virada de mesa se deu a meados de dezembro, quando, pela primeira vez, pesquisas de intenção de voto colocaram Flávio como o opositor com o melhor resultado contra Lula em um eventual segundo turno. O levantamento da Genial/Quaest, divulgado em 16 de dezembro, colocou o petista com 46% e o senador bolsonarista com 36%.

O resultado animou a base bolsonarista rapidamente. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse que Bolsonaro é “uma máquina de transferir votos” e que, em janeiro deste ano, entraria em campanha “de guerra” para angariar votos do “Centrão”.

Presidentes de partidos de centro disseram, sob reserva, que o bom desempenho de Flávio nas pesquisas mudou o cenário, ainda mais com um desempenho igual ou melhor que o de Tarcísio, que era a principal aposta do grupo.

Na quarta-feira,14, Flávio despontou em segundo lugar na pesquisa de intenção de votodivulgada pela Genial/Quaest em um primeiro turno com 23% contra Lula, que desponta com 36%. Em terceiro, está Tarcísio, com 9%. Lula vence ambos em um segundo turno, mas o governador paulista tem uma menor diferença de pontos percentuais em relação ao petista.

Ao mesmo tempo, eles apontam que, apeesar de ter o melhor desempenho nas intenções de voto, Flávio Bolsonaro ainda registra uma alta rejeição — o que pode estrangular a possibilidade de crescimento do senador diante de um eleitorado que já é resistente ao seu sobrenome.


Da Redação, com informações do Metrópoles

Foto: Reprodução 

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