fevereiro 7, 2026 02:07
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MP investiga suposta autopromoção da prefeita de Manacapuru em outdoors no município

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou Inquérito Civil para apurar possível prática de promoção pessoal da prefeita de Manacapuru, Valciléia Flores Maciel, por publicidade institucional veiculada em outdoors instalados na entrada da cidade.

A medida foi adotada pelo promotor de Justiça, Vinícius Ribeiro de Souza, após a constatação, conforme relatório técnico, da existência de diversos outdoors contendo a imagem pessoal da prefeita e de outros agentes públicos, com claro caráter de enaltecimento pessoal, em desacordo com os princípios constitucionais que regem a administração pública.

De acordo com o Ministério Público, a Constituição Federal estabelece que a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, sendo vedada a utilização de nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

O entendimento é reforçado por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que já consolidou jurisprudência no sentido de que a publicidade oficial não pode vincular a imagem de agentes públicos ou partidos políticos, ainda que sob o argumento de prestação de contas à população.

Prazos

O MPAM determinou que, no prazo improrrogável de cinco dias, sejam removidos todos os outdoors que configurem promoção pessoal da chefe do Poder Executivo municipal, de outros agentes públicos ou de partidos políticos a que sejam filiados, existentes nas vias do município. A prefeita também deverá se abster de utilizar qualquer meio, físico ou digital, com essa finalidade.

O MP requisitou ainda que, no prazo de dez dias, seja encaminhada resposta escrita e fundamentada informando sobre o cumprimento ou não das recomendações. O não atendimento poderá ensejar a adoção de medidas judiciais cabíveis.

DiarioOficialMPAM-2026-01-12-24-31

Da Redação 
Foto: Divulgação

Trump vai taxar países que negociarem com Irã e Brasil pode ser afetado

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Na tentativa de aumentar a asfixia contra a economia do Irã, Donald Trump anunciou que qualquer país que negociar com a nação persa pagará uma tarifa de 25% no comércio com os Estados Unidos. A medida, anunciada pelo presidente norte-americano na segunda-feira, 12, poderá afetar diretamente o Brasil.

Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos”, disse o presidente dos EUA em um comunicado divulgado na rede social Truth. “Esta ordem é final e irrecorrível”, acrescentou.

Trump não deu mais detalhes sobre a medida, que se soma a outras retaliações econômicas de Washington contra Teerã. O Brasil, contudo, poderá ser afetado pela decisão de Trump.

Em 2025, o país exportou mais de US$ 2,9 bilhões em produtos para o Irã. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que, no último ano, o número de importações iranianas bateu a marca de US$ 84.594 milhões.

O anúncio do presidente norte-americano surge em meio a ameaças internas, e também externas, contra o governo iraniano.

Desde o fim de dezembro, o país enfrenta uma série de protestos contra a atual administração do país, sob o comando do aiatolá Ali Khamenei. Uma das principais reivindicações dos manifestantes diz respeito à crise econômica enfrentada pelo Irã, que há décadas é alvo de sanções internacionais.

Em meio ao caos que tomou diversas cidades iranianas, o governo teocrata também enfrenta pressões vindas dos EUA — país que Khamenei acusa de estar por trás dos protestos com o objetivo de desestabilizar o Irã.

Com o aumento da repressão contra manifestantes, que já resultou na morte de mais de 400 civis, segundo organizações de direitos humanos, Trump ameaçou intervir no país. Em declarações recentes, o presidente dos EUA se mostrou disposto a “ajudar” civis iranianos em busca de “liberdade”.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução 

PF deflagra nova fase de operação que apura desvios de emendas e tem deputado federal como alvo

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A Polícia Federal realiza, nesta terça-feira, 13, uma nova fase da Operação Overclean, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, além de corrupção e lavagem de dinheiro. O deputado Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) é o principal alvo.

A operação teve o apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal nas investigações.

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF) e nas cidades de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz, localizadas na Bahia. Esta é a nona fase da operação.

Deputado Félix Mendonça

Não é a primeira vez que o deputado é alvo da PF. Em junho do ano passado, na quarta fase da Overclean, policiais federais cumpriram mandados contra Félix Mendonça Jr, o assessor dele e prefeitos de municípios baianos.

Dois prefeitos afastados dos cargos foram presos em flagrante durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

Como funcionava 

O esquema funcionava da seguinte forma: recursos públicos de emendas parlamentares eram direcionados para licitações. Servidores públicos facilitavam a vitória de empresas que, ao executar os serviços contratados, superfaturavam os contratos e, desta forma, aconteciam os desvios do dinheiro.

O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. O objetivo é interromper a movimentação de valores de origem ilícita.

A PF cumpre mandados de busca e apreensão no apartamento de luxo do deputado federal, em Salvador, e em outros três endereços ligados a alvos da operação.

Os investigados poderão responder pelos crimes de:

  • organização criminosa
  • corrupção ativa e passiva
  • peculato,
  • fraude em licitações e contratos administrativos,
  • além de lavagem de dinheiro.

A primeira fase da Operação Overclean foi deflagrada em dezembro de 2024, quando 59 mandados judiciais foram cumpridos e 16 pessoas foram presas na Bahia, em São Paulo e Goiás.

O deputado ainda não se pronunciou sobre a operação.

Da Redação, com informações do G1
Foto: Divulgação 

Master: Banco Central concorda com inspeção do TCU

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O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, disse que o Banco Central concordou com a inspeção da Corte e dará acesso aos documentos sobre a liquidação do Banco Master.

Vital do Rêgo reuniu-se com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, nesta segunda-feira, 12, após a repercussão envolvendo a inspeção determinada pelo ministro Jhonatan de Jesus. O relator voltou atrás e mandou o caso ao Plenário, que deve julgar os embargos do BC na quarta-feira, 21, primeira sessão após o recesso.

“Hoje saio do Banco Central profundamente feliz com o resultado da reunião. O presidente Galípolo nos recebeu muito bem. Fizemos reunião com objetivos claros de dizimar qualquer tipo de dúvida sobre a nossa competência”, declarou o presidente do TCU. “O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU e a segurança jurídica que o TCU pode dar, porque esse processo é administrativo e criminal”, completou.

Segundo Vital do Rêgo, ficou decidido na reunião desta segunda-feira que a inspeção será realizada. “Ela já está acontecendo, pela reunião que fizemos hoje. Definimos que o TCU vai ter acesso aos documentos do Banco Central que foram base para o processo liquidatório – que só quem poderia liquidar era o Banco Central –, que estão à disposição já a partir de hoje. Nós temos um calendário que será ajustado pelas unidades técnicas”, informou o presidente do TCU.

Segundo Vital do Rêgo, o encontro afasta a possibilidade de determinação de uma medida cautelar contra o Banco Central. “O Banco Central entendeu que o TCU é um colaborador”, declarou.

O ministro disse que “o ato de liquidação é administrativo e regulatório”. “É um modelo técnico que o TCU está acostumado a fazer”, completou. Segundo o presidente da Corte de Contas, o BC manifestou que quer dar segurança jurídica à liquidação do Master.

“Vamos fazer um calendário muito rapidamente entre as nossas unidades. O compromisso da Corte é terminar esse processo o mais breve possível”, declarou. A previsão do presidente do TCU é de que a inspeção dure menos de um mês.

Da Redação, com informações do Metropoles
Foto: Agência Brasil

Após sucessivos contratos, DNIT firma novo acordo de R$ 572 milhões com mesma empresa

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) firmou um contrato no valor de R$ 572,6 milhões com a empresa Antonelly Construções e Serviços Ltda para a prestação de serviços de operação e manutenção de instalações portuárias nos estados do Amazonas, Rondônia e Roraima.

O extrato do Contrato nº 12/2026 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 12.

De acordo com o documento, os serviços estão subdivididos em seis lotes e abrangem a gestão operacional e a manutenção das estruturas portuárias sob responsabilidade federal na Região Norte. A vigência do contrato é de dois anos, com início em 9 de janeiro de 2026 e término previsto para 9 de janeiro de 2028.

Empresa já conhecida do DNIT

A Antonelly Construções e Serviços Ltda, inscrita no CNPJ nº 04.718.687/0001-56, possui capital social de R$ 43 milhões e integra o grupo Amazon Holding Empreendimentos e Participações. A empresa mantém histórico de contratos relevantes com o DNIT, especialmente na área portuária.

Entre eles, destaca-se a contratação para obras no porto de Fonte Boa (IP4) com investimento de R$ 13.999.999,00. O contrato prevê a elaboração dos projetos básico e executivo, além da execução de obras e serviços de recuperação naval e civil do terminal portuário.

Além do porto de Fonte Boa, a Antonelly Construções também foi responsável por obras emergenciais no Porto de Parintins, em contrato avaliado em quase R$ 7 milhões, e por serviços emergenciais de construção de apoios no município de Itacoatiara.

 

Da Redação 
Foto: Divulgação 

Trump faz ameaças a Cuba e presidente Miguel Diaz-Canel reage

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ameaças a Cuba neste domingo, 11, em sua rede social, o Truth Social. O mandatário norte-americano afirmou que a ilha não terá mais o petróleo que recebia da Venezuela.

“Cuba viveu muitos anos com uma grande quantidade de petróleo e dinheiro vindos da Venezuela. Em contrapartida, Cuba fornecia ‘serviços de segurança’ para os dos últimos ditadores venezuelanos. Agora isso acabou!”.

A Venezuela era o maior fornecedor de Petróleo para Cuba, mas houve um corte abrupto neste serviço após o sequestro de Maduro.

Em seu texto, Trump disse ainda que a maioria dos cubanos que eram seguranças pessoais de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foram mortos na operação que sequestrou o líder venezuelano no dia 3 de janeiro. “A Venezuela agora tem os EUA, a força militar mais poderosa do mundo (de longe!) pra protegê-los”.

Trump também mandou um aviso ao governo cubano: “Sugiro fortemente que eles façam um acordo antes que seja tarde demais”.

O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel foi às redes sociais e reagiu aos posts do mandatário norte-americano. Ele escreveu:

“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos e ela não ameaça, ela se prepara para defender a Pátria até a última gota de sangue”.

Diaz-Canel seguiu em seu texto e disse que quem culpa a revolução cubana pelas carências econômicas “deveriam se calar por vergonha, porque sabem e reconhecem que elas são fruto das medidas de asfixia extrema que os EUA nos aplicam há seis décadas e que agora ameaçam superar”.

Segundo o presidente cubano, os EUA “não têm moral nenhuma para apontar o dedo para Cuba, pois transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas. Aqueles que agora se revoltam histericamente contra nossa nação estão consumidos pela raiva da decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”, finalizou.

Da Redação, com informações da Agência Brasil
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PA: STJ volta a afastar prefeito suspeito de esquema de corrupção e fraude

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O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, restabeleceu o afastamento do prefeito de Santa Maria do Pará(PA), Alcir Costa da Silva, investigado por suposto esquema de corrupção e fraude à licitação na administração municipal. A decisão suspendeu liminar concedida em regime de plantão pelo TJPA, que havia autorizado o retorno do agente político ao cargo e revogado o monitoramento eletrônico.

A medida foi tomada em reclamação apresentada pelo MP-PA, que sustentou que a decisão do desembargador plantonista esvaziou liminar anteriormente concedida no STJ.

Em 19 de dezembro de 2025, o ministro Sebastião Reis Júnior, relator do HC 1.062.709, substituiu a prisão preventiva do prefeito e de outros investigados por medidas cautelares diversas, mantendo o afastamento do cargo, a proibição de acesso a prédios públicos e o uso de tornozeleira eletrônica.

Na reclamação, o MP-PA afirmou que as cautelares haviam sido fixadas de forma integrada e que a revogação do afastamento pelo plantão judicial representaria risco à persecução penal, com possibilidade de obstrução da instrução criminal e de recomposição do núcleo político-administrativo investigado.

Ao analisar o caso, Herman Benjamin destacou que o plantão judiciário tem atuação excepcional e não pode funcionar como instância revisional.

Segundo o ministro, não houve indicação de fato novo nem situação de urgência que justificasse a atuação do magistrado plantonista, em afronta à Resolução 71/2009 do CNJ. Para ele, o afastamento do prefeito era elemento estruturante da decisão do relator do habeas corpus no STJ.

O presidente do STJ afirmou que a recondução imediata do prefeito ao cargo expôs a administração municipal a um cenário incompatível com a finalidade das cautelares. Conforme registrado na decisão, a medida criou um contexto de instabilidade que compromete a preservação da persecução penal e o regular funcionamento da máquina pública.

Herman Benjamin também apontou que a modificação das cautelares configurou desvio do fluxo processual e violação ao princípio do juiz natural, por ausência de urgência real ou fato superveniente. Segundo o ministro, “no plantão judicial, assim, vale na sua plenitude a regra de ouro de prestigiar ao máximo a decisão original, mormente quando lastreada em fatos e provas eloquentes acerca de condutas ilícitas extremamente graves”.

Com isso, foi determinado o restabelecimento do afastamento do prefeito e das demais cautelares fixadas no STJ, para evitar efeitos irreversíveis decorrentes da instabilidade do status funcional do agente político. O mérito da reclamação ainda será analisado pela 3ª seção do STJ, mas, até nova deliberação, permanecem válidas as medidas cautelares impostas no habeas corpus.

 

Da Redação, com informações do STJ e Migalhas
Foto: Divulgação 

Veto de Lula ao PL da Dosimetria provoca divisão no meio político; saiba os próximos passos

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O veto total do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, ao chamado “PL da Dosimetria” repercutiu entre os políticos. O Projeto de Lei reduzia as penas dos condenados por envolvimento nesses atos.

O Veto 3/2026 impede que o projeto (PL 2.162/2023) seja transformado em lei, mas essa decisão presidencial ainda tem de ser votada pelo Congresso Nacional, que pode mantê-la ou derrubá-la. Se o veto for rejeitado, o Congresso promulgará o projeto, transformando-o em lei.

PL da Dosimetria

O projeto busca diminuir a pena final de condenados por diversos enquadramentos dentro do mesmo ato golpista, inclusive nos processos já julgados ou pendentes sobre as tentativas de golpe de Estado em 2022 e 2023. É o caso do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal, que cumpre pena de mais de 27 anos.

Em entrevista à Rádio Senado, o senador Esperidião Amin (PP-SC), que relatou o PL da Dosimetria no Senado, afirmou que nem mesmo a redução das penas seria a resposta mais adequada ao que aconteceu há três anos; ele defende a anistia. Para o senador, os ataques daquele dia aconteceram devido à omissão do poder público. Ele informou que vai apresentar um projeto de lei com o objetivo de anistiar os condenados.

“É uma proposta para a harmonia, para a pacificação do Brasil. (…) A nação merece pacificação. E é o Parlamento brasileiro, que representa a sociedade, o povo brasileiro, que pode e deve deliberar sobre isso”, disse Esperidião Amin.

Já o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), participou da cerimônia do veto, que aconteceu no Palácio do Planalto. Ele defendeu a decisão de Lula e destacou que agora caberá ao Congresso Nacional avaliar a medida. 

“É natural que todos que defenderam o projeto o sustentem. Vai ser natural, também, da nossa parte [a base aliada do governo], nos mobilizar para que o veto seja mantido”, enfatizou ele.

Em suas redes sociais, Randolfe declarou que o PL da Dosimetria é “outra forma de anistiar aqueles que tentaram dar um golpe de Estado contra a democracia e contra o povo brasileiro”.

Ele prometeu dialogar com os parlamentares “para que o Brasil supere a triste tradição de nossa história, em que todos aqueles que buscaram golpes contra a democracia foram anistiados”.

O líder da oposição no Senado, Rogerio Marinho (PL-RN), divulgou uma nota oficial: “Lula escancara sua hipocrisia ao vetar qualquer iniciativa de redução de penas para os condenados devido ao 8 de janeiro [de 2023]. Ele e os seus, que foram anistiados no passado, agora se recusam até mesmo a discutir clemência. Falta-lhes a grandeza que tiveram líderes da história do Brasil, capazes de reconciliar o país por meio de sucessivas anistias em momentos muito mais graves. (…) Não é justiça. É vingança. É perseguição. Democracia não se defende com arbitrariedade. Defende-se com lei, equilíbrio e reconciliação”.

Por sua vez, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ressaltou em suas redes sociais que “quem afronta a democracia não pode ser perdoado”. Ele também participou da cerimônia do veto.

Wagner salientou que, “há três anos, um bando de baderneiros destruiu o Supremo Tribunal Federal, o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. Que não se esqueça disso, para que nunca mais aconteça. E não foi pouca coisa. Tentaram golpe de Estado, negando a vontade popular, para instalar no Brasil um regime ditatorial e autoritário. (…) Sem democracia não há desenvolvimento. Sem democracia não há liberdade. (…) Os três Poderes, naquela triste data de 8 de janeiro de 2023, se uniram e esqueceram suas diferenças. E trabalharam com algo que é maior e fundamental para nossa pátria: a democracia brasileira”.

Próximos passos 

Para derrubar um veto presidencial, são necessários ao menos 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado Federal. A Presidência da República também deve encaminhar ao Congresso, em até 48 horas, uma mensagem formal com as razões e os argumentos que fundamentaram a decisão.

A partir do envio do veto, deputados e senadores têm prazo de 30 dias para deliberar sobre a matéria.

O texto deve ser incluído na ordem do dia e só pode ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta de deputados e senadores, em votação secreta.

Se o veto não for mantido, o projeto segue para promulgação. Caso o presidente da República não o faça no prazo de 48 horas, a responsabilidade passa ao presidente do Senado. Se, ainda assim, a promulgação não ocorrer no mesmo intervalo, caberá ao vice-presidente do Senado cumprir o rito.

Além disso, há a possibilidade de o PL da Dosimetria ser judicializado e chegar ao STF (Supremo Tribunal Federal). Nesse cenário, a ação é distribuída a um ministro relator e passa a tramitar na Corte – um processo que, na prática, pode se estender por anos, mantendo em vigor a regra aprovada enquanto não houver uma decisão.

 

Da Redação, com informações do Senado e ND Mais
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Promessa de Motta, reforma administrativa trava e frustra expectativa

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A expectativa do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa ainda em 2025 foi frustrada. Passou o ano, e o desejo de Motta parece distante até de 2026, que acaba de começar. O primeiro impasse está no calendário encurtado pelas Eleições Gerais, que terão o primeiro turno em outubro.

Líderes do Centrão avaliam que Motta terá apenas cerca de seis meses para articular e aprovar propostas. Depois desse período, o Congresso tende a se esvaziar, com parlamentares nos próprios estados para a campanha eleitoral. Nesse cenário, eles consideram difícil a aprovação de um texto com forte impacto na economia.

O próprio presidente da Câmara mudou o tom do discurso ao longo do ano. De otimista, no início do ano, passou a reconhecer, em dezembro, que o debate tende a ser mais demorado.

“Quando se fala em reforma, já dá um frio na espinha. Foram muitos anos de debate sobre a reforma tributária, muitos anos a reforma da Previdência, muitos anos a reforma trabalhista. Isso mistura com o ambiente eleitoral e acaba dificultando um pouco o debate”, afirmou.

O parlamentar, porém, argumentou que fazer reforma administrativa em ano de eleição era “muito desafiador, mas necessário”.

Reforma administrativa

  • Promessa frustrada: Hugo Motta reiterou que a PEC seria aprovada em 2025, mas a votação em 2026 é vista como improvável diante do calendário eleitoral;
  • Janela curta no Congresso: líderes do Centrão avaliam que há cerca de seis meses úteis para articulação; depois disso, o Legislativo tende a esvaziar;
  • Mudança de discurso: Motta saiu de um tom otimista e passou a admitir que o debate sobre a reforma administrativa será mais longo e difícil em ano eleitoral;
  • Conteúdo e trâmite da PEC: o texto prevê limitar supersalários, cortar privilégios e criar metas de desempenho; ainda passará por comissão especial e precisará de 308 votos em dois turnos no plenário.

O que a PEC precisa para ser aprovada

O primeiro passo é o texto ser analisado por uma comissão especial, que já foi criada por Motta. O relator é o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).

Em outubro, o parlamentar apresentou seu primeiro texto.

O texto limita os chamados “supersalários”, restringe auxílios, como alimentação, transporte e saúde, cria metas de desempenho para servidores e prevê o fim de privilégios, como férias acima de 30 dias e licença-prêmio.

No funcionalismo público, “supersalários” são remunerações que ultrapassam o teto constitucional, hoje equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), geralmente infladas por penduricalhos, como auxílios e indenizações.

Há impasse em torno do conteúdo do texto. Não há previsão de quando a PEC será votada pela comissão especial. De lá, o texto segue para o plenário, onde precisa ser aprovado com ao menos 308 votos dos 513 deputados, em dois turnos de votação.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
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Queda de Maduro encerra ciclo autoritário e lança Venezuela em cenário incerto

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A intervenção do Governo de Donald Trump na Venezuela é o desfecho, não muito agradável, de um ciclo político marcado pelo autoritarismo e pela ruptura institucional na Venezuela.

Durante anos, Maduro classificou como “ultraje” qualquer pressão internacional ou contestação interna. No entanto, foi sob sua gestão que o país mergulhou em uma crise humanitária profunda, com colapso econômico, repressão política e o êxodo de milhões de cidadãos.

A captura do presidente não encerra automaticamente os problemas estruturais da Venezuela, mas expõe o isolamento de um regime que perdeu legitimidade interna e externa.

O episódio inaugura um período de incertezas políticas e institucionais, cujo desfecho estará diretamente ligado à reconstrução democrática e ao respeito à soberania e à vontade popular. Contudo, a condução dos fatos sugere que o governo dos Estados Unidos não demonstra disposição em atuar apenas como garantidor da transição, uma vez que o controle político e econômico da região, especialmente em razão de seus recursos naturais estratégicos, desponta como elemento central da intervenção.

 

Da Redação 

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