fevereiro 7, 2026 03:48
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Justiça condena prefeito por fraude em concurso para beneficiar família e aliados

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A Justiça de Minas Gerais condenou o atual prefeito de Leandro Ferreira, Nivaldo Rodrigues (MDB), além de empresários, empresas e agentes políticos, por um esquema de fraudes em um concurso público e em um processo licitatório realizados no município em 2008. A decisão ainda cabe recurso.

A sentença é resultado de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e foi assinada pela juíza Rachel Cristina Silva Viegas em 13 de dezembro de 2025.

Segundo a magistrada, houve manipulação deliberada do certame para direcionar vagas a familiares do então prefeito, entre eles o filho e a nora, além de amigos próximos e aliados políticos

Favorecimento

O concurso público foi realizado em junho de 2008 após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que previa a regularização das contratações no município.

No entanto, logo após a aplicação das provas, denúncias chegaram ao Ministério Público apontando uma série de irregularidades.

Testemunhas relataram que um grupo específico de candidatos teve acesso privilegiado ao conteúdo das provas, recebeu respostas durante a aplicação dos exames e foi beneficiado por alterações indevidas nas notas de avaliações práticas.

Entre os casos destacados na sentença está o do filho do prefeito, aprovado em segundo lugar para o cargo de motorista mesmo sem cumprir integralmente os requisitos exigidos e respondendo a processo criminal à época.

Outra situação considerada grave envolveu uma candidata amiga da família do prefeito e já vinculada à administração municipal, que foi encontrada dentro da sala de provas antes da abertura oficial dos portões. Posteriormente, ela foi classificada em primeiro lugar para o cargo de cirurgiã-dentista.

Diante do volume de irregularidades, o próprio município acabou reconhecendo os problemas, e o concurso foi anulado por decisão judicial.

A investigação também revelou que a licitação para contratação da empresa responsável pela organização do concurso foi fraudada. De acordo com a Justiça, o procedimento serviu apenas para dar aparência.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
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Servidores pedem valorização e dizem que TJAM pagará R$ 600 mil a desembargadores

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O Tribunal de Justiça do Amazonas(TJAM) se tornou o epicentro de um impasse envolvendo o suposto desembolso de R$ 600 mil a magistrados e acusações de falta de valorização dos servidores da Corte. Por meio de nota pública, o Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Estado do Amazonas acusa o tribunal de ‘se apressar’ para garantir um pagamento retroativo a seus juízes referente à compensação financeira por assunção e redução de acervo processual.

Segundo a entidade, a compensação vai gerar o pagamento de até R$ 600 mil por magistrado e beneficiaria até quem não trabalhou o ano inteiro – o Tribunal do Amazonas mantém um quadro de 25 desembargadores e cerca de 170 juízes de primeiro grau.

Nesta terça-feira, 6, o Tribunal encaminhou nota de esclarecimento ao Estadão em que nega ordem de pagamento nesse montante. O tribunal classificou o caso como ‘especulação’ e garantiu que as informações divulgadas pelo sindicato “não encontram respaldo em qualquer documentação consolidada nos autos do procedimento administrativo citado”. (veja a nota na íntegra abaixo).

O procedimento a que o Tribunal se refere é o SEI TJAM 2025/000009649-00, que foi citado pelo sindicato como o caminho para pagamentos milionários. De acordo com os servidores, o processo discute a possibilidade de repasse integral da compensação, inclusive a magistrados que não atuaram durante todo o ano.

A entidade afirma que a própria Corte reconheceu dúvidas técnicas sobre a integralidade dos valores ao submeter o tema à Presidência do Tribunal, embora o procedimento continue em tramitação.

”Agora, nos últimos dois meses, esse novo processo de compensação por acervo passou a tramitar em ritmo extremamente acelerado, com diversos andamentos em curto espaço de tempo, indicando uma clara priorização para viabilizar mais um pagamento vultoso aos magistrados, enquanto os servidores continuam completamente invisibilizados”, afirma o sindicato, em nota.

Os servidores também apontam que, no fim do ano passado, magistrados receberam cerca de R$ 60 mil em valores retroativos relativos ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS), ao passo em que eles não tiveram ‘qualquer reconhecimento financeiro ou institucional’.

O Sindicato sustenta que os resultados que levaram o Tribunal a receber o Selo Diamante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ‘são fruto de trabalho coletivo, que envolve assessorias, secretarias e servidores das unidades judiciais’. O Selo Diamante é a principal distinção conferida pelo CNJ a tribunais que ostentam transparência e produtividade.

Segundo o Sindicato, ‘sem esse esforço conjunto não haveria redução de acervo nem cumprimento das metas institucionais’.

Em nota pública, o Sindicato declarou que não é contrário ao pagamento de direitos legalmente reconhecidos, mas cobra isonomia, transparência e valorização dos servidores.

“O pagamento retroativo pode beneficiar 153 juízes e desembargadores em atividade ou aposentadoria, entre eles, até um magistrado já falecido”, afirma o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Estado do Amazonas, Roberto Dávila. Segundo ele, ‘há desembargador que mesmo sem ter completado um ano de serviço após virar membro da Corte do Judiciário será beneficiado pela gratificação’.

“Nos Estados Unidos, por exemplo, a média salarial anual dos juízes americanos varia de US$ 141 mil a US$ 208 mil, que equivale na cotação de hoje entre R$ 761.400 a R$ 1.123.200”, diz.

Posicionamento

O TJAM divulgou uma nota oficial sobre o assunto e contestou as informações apresentadas pelo sindicato. Confira na íntegra:

“O Tribunal de Justiça do Amazonas, em respeito à sociedade amazonense e visando ao restabelecimento da verdade sobre informações veiculadas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Justiça (SINTJAM), esclarece:

1. Planejamento Estratégico e Responsabilidade Fiscal

O TJAM segue um planejamento institucional rigoroso, focado no fortalecimento da Justiça no interior do estado, na redução recorde do acervo processual e na quitação organizada de dívidas que compõem o passivo histórico da Corte junto a magistrados e servidores. Esta execução é técnica, transparente e pautada estritamente na disponibilidade orçamentária e financeira, sem comprometer a prestação jurisdicional.

2. Inexistência de Ordem de Pagamento do valor de R$ 600 mil

Sobre a especulação de pagamentos de até R$ 600 mil, o Tribunal informa a inexistência de ordem de pagamento, autorização ou sequer previsão de pagamento dos valores mencionados na nota sindical. As informações divulgadas não encontram respaldo em qualquer documentação consolidada nos autos do procedimento administrativo citado, que trata estritamente de um levantamento de passivo relativo à gratificação de assunção de acervo.

3. Isonomia e Valorização de Servidores e Magistrados

Não há tratamento desigual. Enquanto o processo de magistrados trata de recomposição de passivo legal, não existem direitos dos servidores pendentes de pagamento. A atual Presidência tem honrado mensalmente a fila de conversão de licenças em pecúnia para servidores ativos e inativos, sem distinções. Inclusive, no final de 2025, em reunião com a presidência do Sindicato, foi autorizado o pagamento de passivos adicionais, demonstrando o compromisso com a categoria.

4. Esclarecimentos sobre o “Abono”

O “abono” pleiteado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Amazonas não constitui um direito obrigatório do servidor. O

TJAM esclareceu à representação sindical que tal pagamento é inviável no momento por dois motivos: a ausência de autorização expressa do CNJ, e a prioridade orçamentária dada à quitação de dívidas legais e passivos já reconhecidos junto a todo o quadro de pessoal.

O Tribunal de Justiça do Amazonas permanece aberto ao diálogo equilibrado e respeitoso, zelando sempre pela correta informação e pela excelência do serviço prestado ao cidadão amazonense.”

 

Da Redação, com informações do Estadão
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Lei de Roberto Cidade incentiva inovação, qualificação de jovens e geração de oportunidades no interior do AM

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Com foco na qualificação profissional dos jovens e na geração de oportunidades além da capital, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), é autor da Lei nº 7.725/2025, que estabelece diretrizes para a criação de Centros de Inovação e Empreendedorismo no interior do Estado. A iniciativa busca fortalecer a economia regional, estimular o empreendedorismo e impulsionar o desenvolvimento sustentável nos municípios do Amazonas.

“Precisamos criar e fortalecer os meios para que o empreendedorismo seja, de fato, uma realidade em todo o Amazonas. Enquanto na capital os centros de inovação e empreendedorismo já estão mais estabelecidos, o interior ainda exige maior atenção. Se oferecermos as condições adequadas, em pouco tempo veremos o fortalecimento do empreendedorismo e, como resultado, uma economia estadual mais sólida e dinâmica”, afirmou.

A Lei busca interiorizar políticas públicas voltadas à inovação tecnológica e ao estímulo ao empreendedorismo, por meio da criação de uma rede estratégica de apoio à formação profissional, à geração de renda e à criação de negócios sustentáveis, alinhados às potencialidades de cada região.

Conforme a proposta de Cidade, os Centros de Inovação deverão incentivar a implantação de hubs tecnológicos em cidades-polo do interior, promover parcerias entre o poder público, a iniciativa privada, universidades e organizações sociais, além de fomentar negócios inovadores com foco em áreas como biotecnologia, agroflorestal, turismo e economia digital.

A lei também prevê ações de capacitação técnica e empreendedora, como cursos, workshops e treinamentos voltados a jovens e adultos, além do acesso a ferramentas tecnológicas essenciais, como internet de alta velocidade, espaços de coworking e laboratórios de inovação, ampliando as oportunidades de desenvolvimento profissional e econômico no interior do Estado.

A medida contempla ainda o fortalecimento da economia criativa e digital, com iniciativas que promovam a inclusão social e o desenvolvimento das comunidades. A coordenação e a supervisão dos Centros de Inovação e Empreendedorismo ficarão sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI).

 

Da Redação, com informações da Aleam
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União Europeia aprova acordo com Mercosul e forma maior zona de livre comércio mundial

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Os países da União Europeia aprovaram provisoriamente nesta sexta-feira,9, o acordo comercial com o Mercosul, segundo diplomatas ouvidos pelas agências France Presse e Reuters. A formalização dos votos, no entanto, ainda depende do envio de confirmações por escrito até as 17h no horário de Bruxelas (13h no Brasil), informaram as fontes.

A sinalização favorável abre caminho para a assinatura do tratado, após mais de 25 anos de negociações, que conta com apoio de setores empresariais, mas segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus — sobretudo na França (veja mais abaixo).

De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

Com o aval do bloco, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo na próxima segunda-feira, 12, no Paraguai. O tratado pode criar a maior área de livre comércio do mundo.

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e tem impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diferentes segmentos da indústria brasileira.

Mais de 25 anos de negociações

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial discutido desde 1999 pode avançar para sua etapa final dentro da União Europeia. O Conselho do bloco se reúne nesta sexta em Bruxelas para decidir se autoriza a aprovação do texto.

Mesmo diante da oposição declarada de países como a França, a expectativa é de que a Comissão Europeia consiga reunir o apoio da maioria entre os 27 Estados-membros.

Acordo sofre resistências

Segundo a AFP, a maioria dos 27 países da União Europeia votou a favor do acordo na reunião de embaixadores realizada em Bruxelas. Para que o tratado avançasse, era necessário o apoio de pelo menos 15 Estados-membros que, juntos, representassem 65% da população do bloco.

A decisão foi tomada apesar da oposição da França, da Irlanda e de outros Estados-membros que expressam preocupações com possíveis impactos sobre o setor agrícola.

Na véspera da votação, o presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou a posição de que Paris votaria contra o acordo. “Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”, escreveu em comunicado.

Entre produtores rurais da França, o acordo com o Mercosul é visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e submetidos a padrões ambientais diferentes dos exigidos pela União Europeia.

A Irlanda também se posicionou contra o tratado. Na véspera da votação, o primeiro-ministro Simon Harris anunciou que o país se juntaria à França, à Hungria e à Polônia na oposição ao acordo.

“A posição do governo sobre o Mercosul sempre foi clara: não apoiamos o acordo da forma como foi apresentado”, afirmou Harris em comunicado.

Itália tem papel decisivo

Nesta semana, a sinalização de que a Itália poderia apoiar o acordo reforçou a percepção de que a ratificação do tratado poderia ser destravada nesta sexta-feira,9.

A expectativa em torno da posição de Roma ganhou força após uma fonte do bloco indicar que o país deveria votar favoravelmente na reunião dos embaixadores da UE — movimento considerado decisivo para o avanço do pacto.

A sinalização ocorre após o governo italiano indicar abertura ao texto negociado, desde que fossem atendidas demandas do setor agrícola.

Em dezembro, durante debates no Conselho Europeu, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o apoio da Itália estaria condicionado à consideração dessas preocupações.

Nos últimos dias, esse posicionamento foi reforçado por uma comunicação enviada pela Comissão Europeia, que propõe acelerar a liberação de 45 bilhões de euros destinados aos agricultores. Meloni avaliou a iniciativa como um “passo positivo e significativo”.

Na mesma linha, o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, afirmou que a União Europeia passou a discutir o aumento — e não a redução — dos recursos voltados à agricultura italiana no período de 2028 a 2034.

Da Redação, com informações do G1
Foto: Reprodução 

Concurso da Prefeitura de Urucará é investigado por falhas em cotas raciais e vagas para PCDs

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Com falhas relacionadas a cotas raciais e quantidade de vagas insuficiente para pessoas com deficiência (PcD), o concurso público da Prefeitura de Urucará, referente à contratação de 150 servidores para cargos de professores e orientadores educacionais, está sob investigação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), que instaurou procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar o certame.

Conduzido pelo promotor de Justiça, Christian Anderson Ferreira da Gama, o procedimento visa apurar irregularidades no Edital nº 01/2025, como a ausência de cotas raciais e a destinação de apenas 8% das vagas para pessoas com deficiência (PCDs), contrariando a Lei Federal nº 8.112, que estabelece o mínimo de 20%.

“O concurso público constitui instrumento fundamental para efetivação do princípio constitucional da igualdade de acesso aos cargos públicos e deve observar rigorosamente os preceitos legais que asseguram a participação equitativa de todos os segmentos da sociedade, especialmente grupos historicamente vulnerabilizados”, destaca trecho do ofício de instauração. 

Como diligências iniciais, a promotoria requisitou o envio de cópia integral do processo de elaboração do certame, contendo todos os pareceres jurídicos, estudos técnicos e atas de reuniões da comissão organizadora que subsidiaram a formulação do edital. 

A prefeitura também deve prestar esclarecimentos sobre os critérios que fundamentaram a destinação de apenas 8% de vagas para PCDs, além de informações detalhadas sobre os motivos que levaram à falta de cotas para candidatos negros e indígenas no edital. A promotoria requereu, ainda, dados sobre a quantidade de pessoas que se declararam PCDs, negros e indígenas e o cargo pleiteado no ato da inscrição. 

Todas as informações devem ser encaminhadas em até dez dias, assim como uma manifestação sobre eventual retificação e republicação do edital com as irregularidades corrigidas. 

Da Redação, com informações do MPAM
Foto: Divulgação 

Justiça Eleitoral cassa mandatos de vereadores em Maraã por fraude à cota de gênero

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A Justiça Eleitoral cassou os mandatos dos vereadores eleitos e suplentes vinculados ao União Brasil e Avante no município de Maraã por fraude à cota de gênero nas eleições de 2024. A decisão foi proferida pela juíza Joseilda Pereira Bilio, da Justiça Eleitoral, no âmbito da 49ª Zona Eleitoral.

A sentença é resultado de Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) proposta por Ralciney Corrêa da Silva, Eldicley Bezerra de Souza, Ulisses Caldeira Madureira e Marcos Reis da Silva, que apontaram irregularidades no cumprimento do percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas, exigido pela legislação eleitoral.

Candidaturas femininas fictícias

De acordo com a decisão, ficou comprovado que quatro candidaturas femininas foram registradas de forma simulada, apenas para atender formalmente à cota de gênero, sem a intenção real de disputa eleitoral. São elas: Alyne Gisele Pereira do Nascimento, Jeiciane Medeiros, Dariney Pereira Dário e Maria Luciene Tavares da Silva, ligadas aos partidos Avante e União Brasil.

Entre os principais indícios reconhecidos pela Justiça estão: Votação extremamente baixa: candidatas com um, dois ou três votos, sendo que uma delas sequer votou em si mesma; Ausência de campanha eleitoral efetiva, sem atos públicos, divulgação ou pedido de votos; Prestação de contas sem movimentação financeira relevante; Filiação partidária realizada no prazo limite legal, sem histórico de atuação política; e contratações inconsistentes de cabos eleitorais, algumas com atuação em favor de outros candidatos.

A juíza destacou que os depoimentos colhidos em audiência reforçaram a inconsistência das versões apresentadas pelas candidatas, especialmente devido o tempo de residência no município e do vínculo comunitário, incompatíveis com o desempenho nas urnas.

Entendimento do TSE e Súmula 73

Na fundamentação, a magistrada citou o entendimento consolidado do Tribunal Superior Eleitoral, especialmente a Súmula 73, que define os critérios para caracterização da fraude à cota de gênero, como votação inexpressiva, ausência de campanha e contas eleitorais zeradas ou padronizadas.

Segundo a decisão, a prática compromete a lisura do processo eleitoral e desvirtua a política afirmativa criada para ampliar a participação feminina na política, violando princípios constitucionais como igualdade, pluralismo político e cidadania.

Efeitos da decisão

Com o reconhecimento da fraude, a Justiça Eleitoral determinou a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) dos partidos União Brasil e Avante em Maraã; a cassação dos diplomas de todos os candidatos eleitos e suplentes vinculados às chapas proporcionais; a Anulação dos votos recebidos pelos partidos envolvidos; e a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário, conforme o artigo 222 do Código Eleitoral.

A decisão tem cumprimento imediato, uma vez que recursos eleitorais não possuem efeito suspensivo.

Recurso ao TRE-AM

Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas no prazo de três dias, contados da publicação da sentença no Diário da Justiça Eletrônico que foi realizada nesta quinta-feira, 8. Até eventual reforma da decisão, permanecem válidos os efeitos determinados pelo juízo de primeira instância.

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Da Redação
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Em carta a Lula, Lewandowski diz que sai do Ministério da Justiça por ‘razões de caráter pessoal e familiar’; veja

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O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Lula nesta quinta-feira, 8, a carta de saída do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Na carta, afirma que a saída da pasta se dá por “razões de caráter pessoal e familiar” e que exerceu “as atribuições do cargo com zelo e dignidade”.

Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”, escreveu Lewandowski

Ricardo Lewandowski assumiu o cargo em fevereiro de 2024, após se aposentar do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele deixará a pasta nesta quinta. A demissão deve ser publicada no “Diário Oficial da União” desta sexta,9.

Lewandowski comunicou a auxiliares no início de dezembro de 2025 que iria antecipar sua saída do governo. Desde o começo desta semana, ele tem retirado seus pertences do gabinete no Palácio da Justiça.

Debate sobre segurança pública

A saída ocorre em um momento de protagonismo do tema da segurança pública no Brasil e na América Latina, e em meio ao avanço de organizações criminosas, e a episódios de violência associados a disputas entre facções.

Estão vinculados ao Ministério da Justiça: a Polícia Federal (PF); a Polícia Rodoviária Federal (PRF); e a Força Nacional, acionada para atuar nos estados em situações de crise e reforço da segurança pública.

Até a última atualização desta reportagem, o substituto de Lewandowski não tinha sido anunciado pelo governo. Secretário-executivo do MJ, Manoel Almeida, deve ficar como ministro interino.

Lewandowski deixa o Ministério da Justiça sem conseguir aprovar a PEC da Segurança Pública no Congresso.

Essa é a principal proposta do governo Lula na área e prevê maior participação da União em ações de combate ao crime organizado.

Entre os motivos que levaram Lewandowski a antecipar a sua saída do cargo, estaria a retomada das articulações no governo Lula para dividir a pasta que Lewandowski chefia em dois ministérios: um da Justiça e outro da Segurança Pública, como ocorreu no governo Michel Temer.

Leia a íntegra da carta de Lewandowski:

“Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

1. Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026.

2. Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos.

3. Ressalto que tive o privilégio de continuar servindo ao País – depois de aposentar-me como Ministro do Supremo Tribunal Federal – sob a inspiradora liderança de Vossa Excelência, sempre comprometida com o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros.

4. Agradecendo o permanente estímulo e apoio com que fui honrado ao longo desses quase dois anos à frente da Pasta, aproveito o ensejo para reiterar minha manifestação de elevado apreço e distinta consideração.

Respeitosamente,
RICARDO LEWANDOWSKI
Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública”

 

Da Redação, com informações do G1
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Lula veta integralmente PL da Dosimetria

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integramente, nesta quinta-feira, 8, o Projeto de Lei nº 2.162 de 2023, conhecido como PL da Dosimetria, aprovado em dezembro pelo Congresso Nacional. O texto prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado.

O anúncio foi feito durante ato, no Palácio do Planalto, que marca os três anos dos ataquesperpetrados por manifestantes apoiadores de Bolsonaro que, inconformados com o resultado das eleições, invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Todos eles tiveram amplo direito de defesa, foram julgados com transparência e imparcialidade. E, ao final do julgamento, condenados com base em provas robustas, e não com ilegalidades em série, meras convicções ou [apresentações de] Powerpoint fajutas”, disse Lula.

“Quero parabenizar a Suprema Corte pela conduta irrepreensível ao longo de todo esse processo. Julgou e condenou no estrito cumprimento da lei. Não se rendeu às pressões, não se amedrontou diante das ameaças. Não se deixou levar por revanchismo. Saiu fortalecida. Sua conduta certamente será lembrada pela história”, completou.

Ao citar o poeta hispano-americano George

Santayana, Lula concluiu: “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo. Em nome do futuro, não temos hoje o direito de esquecer o passado. Por isso, não aceitamos nem ditadura civil nem ditadura militar. O que queremos é democracia emanada do povo e para ser exercida em nome do povo”.     

Com o veto, o projeto volta para o Congresso. 

Entenda

O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”. O texto reduz também o tempo para progressão do regime de prisão de fechado para semiaberto ou aberto.

Tais mudanças poderiam beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

O projeto de lei também reduziria o tempo de progressão de pena para alguns criminosos comuns, segundo especialistas.

 

Da Redação, com informações da Agência Brasil
Foto: Agência Brasil 

PF investiga esquema de pagamentos via Pix para lotar eventos políticos

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira,8,  a Operação “Propositum Sine Filtrum” para apurar denúncia de possível corrupção eleitoral envolvendo integrantes de campanha eleitoral no município da região do Cariri cearense, em Juazeiro do Norte(CE), e principalmente, uso indevido de recursos de campanha. Documentos e registros de prestação de contas estão sendo analisados.

Segundo dados da investigação, teriam ocorrido transferências bancárias e pagamentos via PIX para pessoas, incluindo menores, com o objetivo de garantir presença em eventos políticos.

As apurações indicam que valores teriam sido oferecidos a jovens para participação em atividades de campanha, com indícios de repasses reiterados. Também foram identificadas mensagens que sugerem orientação para oferecer “incentivos” a participantes, incluindo menores de idade.

Os mandados de busca residencial, pessoal e veicular foram expedidos pela 70ª Zona Eleitoral de Brejo Santo/CE. O material apreendido será periciado e analisado, e os envolvidos poderão responder por crimes previstos no Código Eleitoral.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dispositivos eletrônicos nos quais foram encontradas imagens de abuso sexual infantil. O investigado foi preso em flagrante pelo crime de posse e armazenamento desse tipo de material ilícito. Os dispositivos serão submetidos à perícia para aprofundamento das investigações.

Da Redação, com informações da PF
Foto: Divulgação 

EUA devem ‘administrar’ Venezuela e extrair petróleo por ‘vários anos’, diz Trump

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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu governo deve seguir “administrando” a Venezuela e extraindo petróleo das reservas do país latino-americano “por muitos anos”.

Trump fez a declaração em uma entrevista ao jornal norte-americano “The New York Times” publicada nesta quinta-feira (8) (leia mais sobre a entrevista abaixo). O republicano disse ainda que o governo interino da Venezuela, assumido pela vice-presidente de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, “está nos dando tudo o que consideramos necessário por enquanto”.

“Só o tempo vai dizer”, disse o presidente norte-americano, ao ser questionado sobre quantos anos a ingerência de Washington sobre Caracas vai durar.

Mas vamos reconstruir a Venezuela de uma forma muito lucrativa. Vamos usar petróleo e vamos importar petróleo. Vamos baixar os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, que precisa desesperadamente disso”, afirmou Trump na entrevista.

Ao ser questionado por que preferiu apoiar a agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no lugar de incentivar que a oposição tomasse o poder no país, o presidente dos EUA negou responder.

Entrevista ao NYT

Segundo o “The New York Times”, a entrevista com Trump foi “notável e ampla” e tratou de diversos temas, como a Venezuela, suas investidas contra imigrantes nos EUA e também para tomar a Groenlândia, divisões em sua coalizão Maga, sua saúde, e “se o direito internacional se aplica a ele”.

Trump ficou sabendo da morte de uma moradora de Minneapolis por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) durante a entrevista. O presidente assistiu ao vídeo do incidente na frente dos repórteres no Salão Oval pelo notebook de uma assessora, segundo o jornal.

A morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, gerou revolta por todo o país e jogou luz sobre a truculência dos agentes do ICE no cumprimento das políticas repressoras contra imigrantes adotadas por Trump em seu 2º mandato.

Os repórteres do NYT também acompanharam a conversa telefônica que Trump teve com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, após semanas de rusgas públicas —o conteúdo da ligação, no entanto, não pôde ser reproduzido pelo jornal. De qualquer maneira, o líder norte-americano disse nas redes sociais que o diálogo foi produtivo e que convidou Petro para ir à Casa Branca em breve.

 

Da Redação, com informações do G1
Foto: Reprodução 

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