fevereiro 7, 2026 19:49
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PF apreende R$ 430 mil em quarto de hotel de líder do PL na Câmara

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A Polícia Federal (PF) apreendeu, nesta sexta-feira, 19, cerca de R$ 430 mil, em espécie, em um flat alugado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, na área central de Brasília (DF). O parlamentar é alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da operação Galho Fraco, que tem como objetivo aprofundar as investigações sobre desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.

Outro alvo de busca e apreensão da oepração é o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).

De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública.

Os parlamentares do PL tiveram os celulares apreendidos durante a operação.

A ação da PF é desdobramento de operação deflagrada em dezembro de 2024 e investiga os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação 

INSS: Operação Sem Desconto avança e mira 24 alvos, entre eles um senador

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Nesta quinta-feira, 18, a Polícia Federal realizou nova fase da Operação Sem Desconto, para apurar desvios de aposentadorias. Os alvos dessa operação entraram no radar dos investigadores a partir de materiais apreendidos em abril com Antônio Carlos Antunes, o careca do INSS, principal operador do grupo.

Foram 24 alvos de medidas como prisão preventiva, busca e apreensão e instalação de tornozeleira eletrônica. Estão na lista um senador da República, a dona de uma agência de publicidade que atuava em campanhas do PT e um ex-diretor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspeito de desvios desde o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Quando as fraudes vieram à tona em abril, a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) calculavam que os desvios de aposentadorias e pensões, entre 2019 e 2024, podem chegar a R$ 6,3 bilhões, lesando dezenas de milhares de idosos.

Os principais investigados nessa nova fase de investigação são: o senador Weverton Rocha (PDT-MA) tinha “posição de liderança política e possível posto de comando dentro da organização criminosa” criada pelo Careca do INSS; Adroaldo Portal foi assessor do senador Weverton de 2019 a 2023. De maio de 2023 a maio deste ano, ele foi secretário do Regime Geral de Previdência Social do Ministério da Previdência Social.

A empresária Roberta Luchsinger é apontada como membro do núcleo político do esquema por ser “pessoa com acesso a estruturas de poder capazes de influenciar decisões de natureza política”. Ela nega irregularidades; Alexandre Guimarães foi diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS de maio de 2021 a abril de 2023, durante o governo de Jair Bolsonaro.

Com informações de G1 

Eduardo e Ramagem são cassados: saiba os próximos passos

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A Câmara contornou na quinta-feira, 18, um dos focos de tensão com o Supremo Tribunal Federal (STF) ao cassar os mandatos dos deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em decisão proferida pela Mesa da Casa, Ramagem, foragido nos Estados Unidos, perdeu o cargo eletivo por ter sido condenado por uma tentativa de golpe de Estado. Sem direito a recursos e com o processo encerrado, ele tinha contra si uma ordem do STF pela perda do mandato sem deliberação pelo plenário. Já Eduardo foi cassado por ultrapassar os limites de faltas no momento em que responde a um processo por tentar coagir o Poder Judiciário. Ao articular sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo Donald Trump, o então parlamentar buscava constranger ministros do STF que julgaram tanto Ramagem quanto seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao costurar o caminho pela cassação da Mesa, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenta distensionar as relações entre os Poderes, que se deterioraram ainda mais na semana passada, quando Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália, teve a cassação rejeitada pelo plenário da Casa.

Contra a ex-deputada também há uma condenação em processo encerrado no STF por invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Próximos passos

  • O PL tentará algum recurso?

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (foto), afirmou ontem que a bancada do partido vai tentar recorrer contra a decisão da Mesa Diretora da Casa que cassou os mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem. De acordo com o parlamentar, ainda não se sabe como o recurso será feito, mas a equipe jurídica da bancada irá estudar quais medidas podem ser tomadas.

  • Eduardo e Ramagem ficam inelegíveis?

Embora ambos tenham perdido os mandatos, apenas Alexandre Ramagem ficará inelegível. Eduardo Bolsonaro teve o mandato declarado vago por um ato administrativo, em razão do acúmulo de faltas às sessões deliberativas, o que não suspende elegibilidade. No caso de Ramagem, a condenação criminal transitada em julgado acarreta perda dos direitos políticos.

  • Quem assume as vagas?

O suplente do deputado Alexandre Ramagem é o ex-deputado federal Dr. Flávio (foto). Veterinário, ele afirmou ontem que pedirá exoneração do cargo de secretário estadual de Agricultura do Estado do Rio para assumir o mandato. Já José Olímpio ocupará a cadeira deixada por Eduardo Bolsonaro. Missionário evangélico e político veterano, Olímpio retornará à Câmara após dois mandatos.

Ordem judicial

Tanto no caso de Zambelli quanto de Ramagem, havia uma determinação expressa do STF por uma declaração da Mesa de cassação. No caso da ex-deputada, após ter o mandato preservado em plenário, a solução encontrada para o impasse foi a renúncia ao mandato.

Na quinta-feira, os atos administrativos foram assinados pelo presidente da Câmara e demais integrantes da Mesa, e publicadas em edição extra do Diário da Câmara.

Motta tenta uma reaproximação com o Supremo, especialmente com o ministro Flávio Dino, responsável por investigações sobre possíveis desvios de emendas parlamentares.

Na quinta-feira, logo após a decisão ser oficializada, Motta foi ao Palácio do Planalto, onde participou da apresentação do novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, uma indicação que teve sua participação (leia mais na página 10).

Após a cassação, Eduardo afirmou que a ida aos EUA “valeu a pena por ter conseguido levar, pela primeira vez, consequências reais” a autoridades brasileiras.

— Cassaram meu mandato exatamente por eu ter feito o que meus eleitores esperam de mim. (…) Para mim o que fica é uma medalha de honra. Não é a perda de um mandato. Eu tenho certeza de que essa história ainda não acabou — disse nas redes sociais.

Com a decisão sobre a cassação de Eduardo Bolsonaro, toma posse o suplente Missionário José Olímpio (PL-SP). Ele já havia assumido a vaga por alguns meses no mandato anteriormente.

— Já fui formalmente comunicado pela Câmara dos Deputados para assumir o mandato, conforme os trâmites regimentais — afirmou Olímpio.

Já Alexandre Ramagem será substituído pelo suplente Dr. Flávio (PL-RJ), atual secretário do governo do Rio de Janeiro. Na quinta-feira, o sucessor lamentou a situação, mas também disse que irá assumir após conversar com o governador Cláudio Castro (PL).

— Convivi pouco com o Ramagem, mas ele sempre foi cordial comigo e me deu orientações nos quatro meses que passei na Câmara. Não temos relação de amizade, mas gostava dele — afirmou.

Ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão, em processo encerrado, o que inviabiliza o exercício do mandato parlamentar.

Mais cedo, Ramagem apresentou sua defesa à Câmara. No ofício destinado a Motta, o parlamentar sustentou que a Casa não poderia cumprir automaticamente a decisão do Supremo, alegando que o caso deveria ir ao plenário. Ramagem alegou que o rito via Mesa viola o devido processo legislativo, suprime garantias de ampla defesa e fere a soberania popular.

Além de pedir que a Câmara rejeitasse a cassação, o agora ex-deputado defendeu que parlamentares condenados à prisão — ou que estejam fora do país — pudessem exercer o mandato de forma remota, com direito a voto eletrônico.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido vai tentar recorrer contra a decisão da Mesa. De acordo com ele, ainda não se sabe como o recurso será feito nos casos de Ramagem e Eduardo.

— Mais um episódio triste dessa democracia que não se respeita. Agora o mandato parlamentar, se toma a decisão, ao meu ver, totalmente ao arrepio do regimento. Estou reunindo agora com a parte jurídica do nosso partido para avaliar as possibilidades de todos os recursos. Nós lutaremos pelo mandato de todos os parlamentares até a sua última instância e não vamos nos dobrar aos caprichos de alguns ministros do STF.

Extradição de Zambelli

A Corte de Apelação de Roma adiou para 20 de janeiro de 2026 a decisão sobre a extradição de Zambelli, como mostrou o blog da coluna de Malu Gaspar, do GLOBO. O adiamento atendeu a um pedido da defesa de Zambelli.

A extradição tem o aval do Ministério Público (mp) italiano, que considera que a medida preenche todos os requisitos exigidos pela legislação. Na avaliação do MP, a ex-parlamentar não foi alvo de perseguição política nem sofreu cerceamento à defesa no processo que resultou na sua condenação no STF.

Para convencer as autoridades italianas de que Zambelli não corre riscos no sistema penitenciário nacional, o governo brasileiro enviou informações sobre em qual prisão ela seria detida e como são as condições gerais das mulheres presas — e se existem seções e cuidados especialmente dedicados a elas.

 

Da Redação com informações de O Globo

Foto: Divulgação

PF mira desvios de cotas parlamentares; deputados do PL são alvos

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, 19, a operação Galho Fraco, com objetivo de aprofundar as investigações sobre um esquema de desvio de recursos públicos vindos de cotas parlamentares.

A TV Globo apurou que os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados, e Carlos Jordy (PL-RJ) são alvos de mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, os deputados são suspeitos de desviar verba pública para empresas de fachada, entre elas, uma locadora de veículos.

De acordo com o blog da Camila Bomfim, no g1, a PF chegou aos parlamentares após análise do material colhido em operação que mirou assessores deles, em 2024. Mensagens de celular, depoimentos e quebras de sigilo levaram aos indícios contra os parlamentares.

ota parlamentar é um valor mensal em dinheiro que deputados e senadores recebem do orçamento público para cobrir despesas ligadas diretamente ao exercício do mandato, como passagens aéreas, hospedagens, alimentação, manutenção de escritório e contratação de consultorias, por exemplo. É um recurso extra, além do salário.

O g1 entrou em contato com os parlamentares e ainda não obteve retorno. O deputado Carlos Jordy publicou nas redes sociais que é vítima de perseguição, e que a empresa citada é usada por eles desde o início do mandato (veja mais abaixo).

De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio dos valores do orçamento público e posterior ocultação de verba pública.

A ação desta sexta é um desdobramento da operação Rent a Car, deflagrada em dezembro do ano passado, e apura os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Outro lado

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais nesta manhã, confirmando ser alvo dos mandados da PF e alegando que é vítima de perseguição. Ele negou qualquer irregularidade com a empresa citada nas investigações.

Jordy alegou que, além de endereços ligados a ele, a PF também cumpriu mandados em endereços de familiares.

“Eles dizem que chama muita a atenção o número de veículos dessa empresa, dizendo que as outras empresas tem mais de 20 veículos na sua frota, e que a empresa de veículos que usamos tem apenas cinco, por isso, seria uma empresa de fachada”, afirmou.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

Autazes sem Fundeb: a omissão que agora cobra respostas

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Depois de deixar Autazes fora do Fundeb por falhas graves no envio de relatórios obrigatórios, o ex-prefeito Andreson Cavalcante agora tenta vestir o figurino de fiscal da educação. Em público, questiona a ausência de recursos; na prática, ignora que o cofre vazio é resultado direto de sua própria gestão.

A ironia é que não se trata de mistério nem de perseguição política, mas de erro administrativo básico, apontado pelos órgãos de controle. Enquanto alunos sentem na pele a falta de investimentos, o responsável pelo problema aponta o dedo como se não tivesse sido ele quem deixou a porta aberta para o prejuízo. Em Autazes, a conta chegou — e quem paga é a educação.

 

Da Redação 

 

STF forma lista tríplice de juristas para ministro substituto do TSE

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O STF definiu, nessa quarta-feira, 17, os nomes que compõem a lista tríplice destinada ao preenchimento de uma vaga de ministro substituto do TSE, reservada à classe dos juristas. Foram selecionados Eduardo Silva Toledo, Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo e Engels Augusto Muniz, que obtiveram as maiores votações.

Com a definição da lista, os nomes serão encaminhados ao presidente da República, responsável por escolher e nomear o futuro ministro substituto da Corte Eleitoral.

Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo é advogado e cientista político, formado pela Universidade de Brasília, com especialização em Direito Público pela Escola Superior da Magistratura do Distrito Federal. Engels Augusto Muniz já atuou como secretário-executivo do Ministério dos Direitos Humanos e integrou o CNMP – Conselho Nacional do Ministério Público.

Eduardo Silva Toledo, por sua vez, exerceu o cargo de diretor-geral do STF durante as gestões de Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso.

Paridade de gênero

Durante a divulgação do resultado, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, afirmou que a formação da lista observou o critério de paridade entre homens e mulheres e que, com a atual composição do tribunal, o equilíbrio de gênero previsto nas normas da Justiça Eleitoral e na Resolução 540 do CNJ.

Diante disso, a ministra assinalou que a próxima indicação deverá, obrigatoriamente, recair sobre uma mulher.

A Constituição e o Regimento Interno do TSE estabelecem que o tribunal é composto por três ministros do STF, dois ministros do STJ e dois integrantes da classe dos juristas, escolhidos pelo presidente da República entre seis nomes indicados pelo Supremo, todos com notável saber jurídico e reputação ilibada.

 

Da Redação com informações de Migalhas e STF

Foto: Divulgação

 

TCE-AM premia órgãos públicos por excelência em transparência no Amazonas

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Em reconhecimento ao bom desempenho em transparência pública, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) premiou, na manhã desta quinta-feira, 18, órgãos estaduais e municipais que se destacaram no Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP). A solenidade reuniu representantes dos três Poderes, instituições de controle, gestores públicos e autoridades convidadas no auditório da Corte de Contas.

O PNTP é uma iniciativa da Atricon (Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil) para avaliar e melhorar a transparência ativa dos portais de órgãos públicos no Brasil usando uma metodologia padronizada para verificar se informações sobre gastos e gestão são claras e acessíveis ao cidadão, fortalecendo o controle social e a democracia.

Ao abrir o evento, a conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, destacou que a transparência vai além de uma exigência legal e representa um compromisso ético com a sociedade. Em seu pronunciamento, ela ressaltou que a publicidade dos atos públicos é essencial para o fortalecimento da democracia e da confiança nas instituições.

“Vivemos em uma República, e, em uma República, não há o privilégio do mistério. Tudo aquilo que diz respeito à gestão dos recursos públicos deve estar sujeito ao escrutínio da sociedade. Quanto mais o cidadão conhece, acompanha e fiscaliza, mais fortes se tornam as instituições”, afirmou a presidente.

Yara Amazônia Lins também enfatizou que os resultados alcançados pelo Amazonas refletem um esforço coletivo e contínuo das instituições públicas para ampliar o acesso à informação e aprimorar a gestão pública. Segundo ela, a transparência é o ponto de partida para o fortalecimento de outros princípios constitucionais, como a legalidade, a moralidade e a eficiência.

Resultados e premiações

Ao todo, foram avaliados 134 portais de transparência, correspondentes a 134 unidades gestoras do Amazonas. Desse total, 10 órgãos conquistaram certificação, distribuída entre os selos Diamante, Ouro e Prata. Com esse desempenho, o Amazonas alcançou índice geral de 92,90% de transparência, reconhecimento conferido pela Atricon.

O Tribunal de Contas do Amazonas e o Governo do Estado foram destaque ao atingir 100% de transparência. Ambos obtiveram o Selo Diamante pelo desempenho elevado, juntamente da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (97,34%), o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) (96,41%) e o Ministério Público do Estado do Amazonas (95,51%). A instituição Processamento de Dados do Amazonas (Prodam) alcançou índice de 92,90%.

O Selo Ouro foi concedido à Prefeitura Municipal de Manaus (85,94%) e à instituição Processamento de Dados do Amazonas – Prodam (92,90%). Já na categoria Prata, receberam reconhecimento as Câmaras Municipais de Manaus, de Presidente Figueiredo e de Carauari.

Reconhecimento

Representando as unidades gestoras premiadas, o governador do Amazonas, Wilson Lima, ressaltou o papel do Tribunal de Contas no estímulo às boas práticas administrativas e no fortalecimento da cultura da transparência no Estado.

“O Tribunal de Contas do Amazonas exerce uma função fundamental ao orientar, fiscalizar e induzir os órgãos públicos a adotarem padrões cada vez mais elevados de transparência. Esse reconhecimento demonstra que, quando há controle técnico e compromisso institucional, os resultados chegam para a sociedade”, afirmou o governador.

Na avaliação do presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), desembargador Jomar Ricardo Fernandes, o reconhecimento concedido pelo PNTP reforça a importância da transparência como instrumento de legitimidade do Poder Judiciário e das demais instituições públicas.

“Receber o Selo Diamante é o reconhecimento de um trabalho permanente voltado à abertura de dados, ao respeito ao cidadão e à prestação de contas. Transparência é um valor que fortalece a Justiça e aproxima as instituições da sociedade”, destacou o magistrado, que também foi agraciado durante a solenidade com o Colar do Mérito de Contas.

Colar do Mérito de Contas

A solenidade também foi marcada pela entrega do Colar do Mérito de Contas, honraria concedida pelo TCE-AM a personalidades que se destacam pela contribuição ao fortalecimento da gestão pública e da cidadania. Foram agraciados o presidente do TJ-AM, desembargador Jomar Ricardo Saunders Fernandes, o desembargador Jorge Manoel Lopes Lins, a desembargadora Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura e o secretário de Estado da Fazenda, Alex Del Giglio.

Autoridades presentes

Além da conselheira-presidente Yara Amazônia Lins, do governador Wilson Lima e do presidente do TJ-AM, participaram da solenidade os conselheiros do TCE-AM Érico Desterro, Fabian Barbosa e Josué Cláudio Neto, o procurador-geral do Ministério Público de Contas, João Barroso, além de representantes da Defensoria Pública, do Poder Legislativo, das forças de segurança, gestores estaduais e municipais, servidores da Corte de Contas e representantes da sociedade civil.

 

Da Redação com informações do TCE-AM

Foto: Joel Arthus/TCE

 

Tribunal de Contas admite pedido de representação contra Companhia de Águas e Saneamento Básico de Humaitá

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) admitiu pedido de representação com pedido de medida cautelar interposta em desfavor de Renan Castro Maia, presidente da Companhia Humaitaense de Abastecimento e Saneamento Básico (Cohasb), para apurar possíveis irregularidades.

No despacho de nº 1989/2025-GP, é solicitado o afastamento do gestor de forma imediata, nos termos da legislação vigente. A representação foi aceita por atender aos requisitos de situação que precisam de apuração de ilegalidade ou má gestão pública.

O caso analisado apresenta irregularidades acerca de atos praticados que configuram grave violação aos princípios da Legalidade e Moralidade Administrativa. O TCE admitiu o procedimento a fim de neutralizar situações de lesividade ao interesse público.

A relatoria do caso ficou com o conselheiro Érico Xavier Desterro e Silva e o documento de despacho foi assinado pela conselheira-presidente Yara Amazônia Lins Rodrigues.

Confira a decisão do TCE-AM:

TCE-Humaitá

 

Da Redação

RR: Juíza cita crise Yanomami e danos do mercúrio em condenação de empresário que transportava 103 kg de ouro

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A Justiça determinou a condenação do empresário Bruno Mendes de Jesus, a 8 anos e 11 meses de prisão em regime fechado por transporte de ouro ilegal. A fundamentação da sentença embasou que essa prática é um dos motivos da crise humanitária que atinge o território Indígena Yanomami.

A juíza federal Mirna Brenda de Magalhães argumentou que os indivíduos que transportam o minério são peças fundamentais para o garimpo ilegal existir e continue a devastar comunidades indígenas, por esse motivo, devem ser punidos com o mesmo rigor aplicado à extração ilegal.

Bruno foi preso em agosto deste ano com 103 kg de ouro escondido em uma caminhonete, na maior apreensão de minério já realizada no país, por meio da Polícia Rodoviária Federal. Dividido em barras, a carga foi avaliada em R$ 61 milhões pela cotação do Banco Central. Bruno teve o direito de recorrer em liberdade negado.

Segundo a sentença, a exploração mineral na terra indígena “maltrata os recursos naturais e a população indígena, que já se encontra altamente fragilizada pela ausência de tutela do Estado”. A juíza considerou que o transporte da carga é necessário para transformar o crime ambiental em lucro.

Embora a decisão não afirme categoricamente que o ouro apreendido foi extraído da Terra Indígena Yanomami, a juíza considerou que o transporte de ouro com características da extração ilegal, confirmadas em laudo da perícia, fomenta a atividade criminosa.

Bruno foi condenado pelos crimes de transporte ilegal de matéria-prima da União e transporte de substância tóxica (mercúrio, presente no amálgama de ouro), mas foi absolvido da acusação de receptação.

A condenação também se baseou no crime ambiental devido à presença de mercúrio no ouro apreendido. A perícia da Polícia Federal confirmou que as barras eram uma mistura de ouro com mercúrio, típico de garimpos ilegais.

 

Com informações de G1 RR

Simão Peixoto acumula nova investigação por violência política após tentar prejudicar candidata

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou Procedimento de Investigação Criminal (PIC) para apurar o crime de violência política de gênero cometido pelo ex-prefeito de Borba, Simão Peixo. A Portaria PRE-AM nº 03/2025 assinada pelo procurador regional eleitoral, Edmilson da Costa Barreiros Júnior, foi publicada nesta quinta-feira, 18.

A investigação tem como base denúncia de que Simão teria praticado atos com o objetivo de prejudicar a candidatura de Elizabeth Maciel de Souza durante as eleições municipais de 2024.

Os fatos são apurados sob a tipificação do artigo 326-B do Código Eleitoral, que trata especificamente da violência política de gênero.

De acordo com o MPE, o procedimento foi instaurado a partir de um processo extrajudicial iniciado de ofício pela 2ª Câmara de Coordenação e Revisão, por meio da Portaria nº 129/2024, decorrente da Representação nº 02.2024.00003966-4. Como o prazo inicial de tramitação se esgotou e ainda restam diligências pendentes, o órgão decidiu converter o caso em investigação criminal formal.

O procurador regional eleitoral fixou o prazo de 90 dias para a conclusão do apuratório, podendo haver prorrogação caso sejam necessárias novas diligências.

Histórico de violência

Embora a investigação atual trate de fatos relacionados às eleições de 2024, o nome do prefeito de Borba já havia sido associado a episódios semelhantes anteriormente.

Em novembro de 2022, a então presidente da Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputada Alessandra Campêlo (PSC), anunciou que apresentaria representações contra Simão Peixoto no Ministério Público do Estado (MPAM) e no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) por violência política de gênero.

Na ocasião, durante um comício, o prefeito teria ameaçado ‘dar uma ripada’ na vereadora, Enfermeira Tatiana Franco (PTB), em referência a críticas feitas por ela à gestão municipal na área da saúde. A fala gerou forte repercussão e foi classificada como tentativa de intimidação e silenciamento de uma parlamentar eleita.

A deputada Alessandra Campêlo chegou a classificar Simão Peixoto como “o prefeito mais violento do Brasil”, relembrando outros episódios envolvendo agressões verbais e físicas, incluindo um conflito com o presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), e um desafio público de MMA a um adversário político.

Próximos passos

Com a instauração do Procedimento , o Ministério Público Eleitoral dará sequência às diligências necessárias para esclarecer os fatos.

 

Da Redação 
Foto: Divulgação 

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