fevereiro 7, 2026 21:38
Início Site Página 23

Após renúncia, Zambelli terá pedido de extradição julgado na Itália

0

A Justiça de Roma decide, nesta quinta-feira, 18, sobre o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) ao Brasil. A parlamentar renunciou ao cargo na Câmara dos Deputados no domingo, 14. 

O julgamento ocorrerá na Corte de Apelação. Condenada a mais de 15 anos de prisão em duas ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF), Zambelli está presa na Itália desde julho.

A análise sobre a extradição da parlamentar ocorreria em 4 de dezembro, mas, devido a uma greve de advogados no país, a data foi remarcada para esta quinta-feira. O pedido de extradição do governo brasileiro será analisado às 14h no horário local (10h no horário de Brasília).

A defesa de Zambelli explicou que tentará postergar a extradição da parlamentar com o intuito de apresentar novas provas. “A defesa vai pedir para redesenhar a data dessa audiência, a fim de incluir mais provas, como foi no caso do Eduardo Tagliaferro”, explicou o advogado Fabio Pagnozzi.

A medida ocorre porque a Justiça italiana também adiou a extradição de Tagliaferro, ex-assessor de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e réu no STF por coação no curso do processo, violação de sigilo funcional, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Fuga

Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, após fugir do Brasil para tentar escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as apurações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga da deputada para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição dela para o Brasil. O pedido de extradição de Carla Zambelli foi oficializado no dia 11 de junho pelo STF. Em seguida, enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação 

Vice-líder de Lula é alvo da PF em operação sobre farra do INSS

0

Vice-líder do governo Lula no Senado, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) é um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 18.

A operação investiga a chamada farra do INSS, esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Segundo fontes da PF, Weverton é alvo de um mandado de busca e apreensão. Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva, bem como outras medidas cautelares.

As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e são cumpridas nas seguintes unidades da Federação: São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e Distrito Federal.

Senador é ligado ao Careca do INSS

Conforme o colunista do Metrópoles, Tácio Lorran, o senador tem ligações com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, com quem Weverton compartilhou o uso de um jatinho.

Além de vice-líder de Lula no Senado, Weverton é relator de matérias importantes para o governo. Ele relata a indicação do ministro da AGU, Jorge Messias, a uma vaga de ministro do STF.

Outro lado

Em nota, Weverton disse que recebeu “com surpresa” a operação em sua residência, e que irá esclarecer a situação assim que tiver acesso a íntegra da decisão.

“O senador Weverton Rocha informa que recebeu com surpresa a busca na sua residência , com serenidade se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral a decisão”, afirma a nota do senador.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação 

Secretário da Previdência vira alvo da PF e é exonerado pelo Governo

0

O secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, foi preso na manhã desta quinta-feira, 18, pela Polícia Federal, por possíveis irregularidades no pagamento de descontos associativos a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O Ministério da Previdência anunciou a exoneração do secretário da pasta após a prisão. Segundo o governo, a demissão de Portal foi uma determinação do ministro da Previdência, Wolney Queiroz.

O procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva, atual consultor jurídico do ministério, foi anunciado para a função de secretário-executivo. Até a última atualização desta reportagem, a demissão de Portal e a nomeação de Silva não haviam sido publicadas no DOU (Diário Oficial da União).

Adroaldo Portal foi um dos alvos da nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta. Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

As ações ocorrem nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.

A operação desta quinta tem como objetivo “esclarecer a prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”.

Relembre a operação Sem Desconto

A primeira fase da operação Sem Desconto foi deflagrada pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União) em 23 de abril deste ano. A ação revelou um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Na época, os investigadores estimaram que as fraudes podem chegar a cerca de R$ 6 bilhões. De lá para cá, ao menos 18 pessoas foram presas, entre políticos e empresários. Com a ação de hoje, já são nove fases da operação realizadas pela Polícia Federal.

 

Com informações de CNN Brasil

Lula anuncia saída de Celso Sabino do Turismo; União Brasil pediu cargo após expulsar ministro

0

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a saída de Celso Sabino do Ministério do Turismo ao final da reunião ministerial realizada nessa quarta-feira, 17, informaram fontes.

Segundo esses interlocutores, o União Brasil, que indicou Sabino, pediu o cargo após o ministro ser expulso do partido.

O indicado para substituir Celso Sabino é Gustavo Feliciano, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB). O nome foi confirmado pelo senador Efraim Filho (União-PB), líder do partido.

Damião Feliciano é um dos coordenadores da bancada evangélica e da bancada negra na Câmara. O nome para ocupar a vaga deixada por Sabino também foi negociado com a ala governista do partido.

A reportagem apurou que Gustavo Feliciano foi avalizado pelo presidente do partido, Antônio de Rueda – que havia anunciado o desembarque do partido do governo.

O movimento de colocar um evangélico no cargo é considerado mais um aceno de presidente Lula para esse segmento do eleitorado.

Sabino foi expulso do União Brasil no final do mês depois que dirigentes do partido entenderam que ele cometeu infidelidade partidária ao desrespeitar uma ordem e permanecer — contra a vontade da cúpula da legenda — à frente do ministério.

Segundo auxiliares do presidente Lula, o União pediu ao governo a cadeira do ministério de volta após a decisão de expulsar Sabino. O acordo foi negociado entre o partido e a ala política do Planalto.

A saída de Sabino do governo foi anunciada quando a reunião ministerial na Granja do Torto já havia terminado. Sabino deve sair candidato ao Senado nas eleições do ano que vem.

‘Desembarque’ do União

Em setembro, o União Brasil aprovou uma resolução exigindo que filiados ao partido deixassem cargos ocupados no governo de Lula.

Segundo o texto da norma, chancelada pela cúpula nacional da sigla, os membros que não abandonassem a gestão Lula poderiam ser punidos disciplinarmente.

Entre as punições previstas no estatuto do partido, está a expulsão. E foi o caso de Sabino, que optou por permanecer no comando do Turismo.

Embora tenha anunciado a medida dura, o partido e deixou brecha para que o partido continue influenciando decisões. A decisão não afetou os ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações). Embora as pastas sejam atribuídas ao partido, eles não são filiados à sigla.

Waldez Góes é ministro desde o início do mandato de Lula. Ele é filiado ao PDT, mas deixou as funções partidárias para assumir o ministério como indicado do União Brasil, mais especificamente de Davi Alcolumbre.

Frederico Siqueira foi nomeado e empossado ministro das Comunicações em abril. Ele assumiu a vaga deixada por Juscelino Filho (União-MA), que deixou o cargo após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostas irregularidades em emendas parlamentares.

Após a demissão de Juscelino, o cargo ficou vago por duas semanas. Durante esse período, o União Brasil chegou a indicar Pedro Lucas, deputado pelo Maranhão e líder do partido na Câmara.

Pedro Lucas foi anunciado como futuro ministro, no entanto, dias depois ele pediu desculpas a Lula em uma nota e disse que não aceitaria o convite.

Por trás da recusa, estava uma disputa interna no União Brasil, e o medo do grupo mais próximo a Rueda e a Pedro Lucas de perder influência na bancada da Câmara.

A exigência para que os filiados deixassem a gestão Lula foi aprovada após a veiculação de reportagens que apontam uma suposta conexão entre o presidente nacional do partido, Antonio de Rueda, e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Rueda nega.

Em nota à imprensa na época, o partido indicou enxergar influência do governo federal na divulgação das informações. A sigla afirmou que havia uma “percepção de uso político da estrutura estatal” para desgastar Rueda.

Além disso, o partido se juntou ao PP, cujo presidente é Ciro Nogueira (PP-PI) – ex-ministro e apoiador de Jair Bolsonaro (PL) – em uma federação partidária.

A avaliação interna União Brasil é de que a situação se tornou insustentável após o presidente Lula dizer que o presidente do partido não gosta dele, nem do governo. Lula disse que também não gosta de Rueda.

Após a fala de Lula, Antonio Rueda soltou uma nota rebatendo o presidente.

“A fala do presidente evidencia o valor da nossa independência e a importância de uma força política que não se submete ao governo”, dizia trecho da nota.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

TCE-AM determina prazo de cinco dias para Prefeitura de Uarini esclarecer sobre possíveis irregularidades em pregão

0

O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), por meio de decisão monocrática, deu o prazo de cinco dias para que a prefeitura de Uarini esclareça sobre possíveis irregularidades no pregão eletrônico nº 031/2025/CC.

Conforme apresentado no Processo de Representação com Pedido de Medida Cautelar, o objetivo é apurar se houve uma barreira técnica no sistema que supostamente restringiria a competitividade a somente empresas locais.

O relator e conselheiro substituto, Mario José de Moraes Costa Filho, questionou a competência do TCE na concessão de medida cautelar e decidiu por não acolher imediatamente o pedido devido à ausência de suporte probatório suficiente que comprove a falha sistêmica.

Foram notificados a prefeitura, na pessoa do prefeito Marcos Martins, e a Secretaria Municipal de Assistência Social de Uarini para apresentarem justificativas e documentos dias antes da decisão final sobre a suspensão da licitação.

Confira a decisão monocrática:

TCE-Uarini

 

Da Redação

Em Lábrea, Roberto Cidade recebe Título de Cidadão Labrense e reforça compromisso com o município

0

O deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), se tornou nesta quarta-feira, 17, Cidadão de Lábrea. Em solenidade realizada no plenário da Câmara Municipal de Lábrea (distante 712 quilômetros de Manaus), o deputado-presidente recebeu das mãos do ex-vereador e atual secretário municipal de Governo de Lábrea, José Hélio Camurça, o Título de Cidadão Labrense. A solenidade contou com a presença dos 13 parlamentares municipais, além de autoridades locais, como o prefeito Gerlando Lopes e secretários municipais.

“Recebi com muita honra e gratidão o Título de Cidadão de Lábrea, a maior honraria concedida pela Câmara Municipal. Agradeço ao presidente da Câmara, Regifrande Amorim Amâncio, ao secretário Hélio Camurça e ao prefeito Gerlando Lopes por esse reconhecimento, que fortalece ainda mais o meu compromisso com essa terra e com o seu povo. Seguimos trabalhando com presença, respeito e dedicação por Lábrea e por todo o interior do Amazonas. Contem comigo”, declarou o homenageado, o presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade.

Autor da homenagem, Hélio Camurça afirmou que a comenda é um reconhecimento à trajetória de Cidade, um parlamentar estadual sempre comprometido com o interior do Estado e, de maneira especial, com o município de Lábrea.

“Parabenizo o deputado estadual Roberto Cidade pelo trabalho sério, comprometido e sensível que vem realizando em favor do povo amazonense, especialmente com a população de Lábrea. Sua atuação é marcada pela presença, pelo diálogo e por ações concretas que contribuem para o desenvolvimento do nosso município e para a melhoria da qualidade de vida da nossa gente. Esse reconhecimento é fruto de um mandato que escuta, respeita e trabalha por quem mais precisa”, declarou.

Outras agendas em Lábrea

Após a oficialização do Título de Cidadão Labrense, Cidade cumpriu uma intensa agenda no município. Esteve reunido com produtores rurais, onde tratou sobre demandas do setor primário e ações de fortalecimento da produção local. Em seguida esteve na solenidade de lançamento do Programa Asfalta Amazonas. O investimento inicial para a recuperação da malha viária do município é de R$ 20 milhões.

O mais novo cidadão Labrense também participou da solenidade de reinauguração da Casa de Saúde Zacarias Xavier.

“Assumo, com ainda mais responsabilidade, o compromisso de honrar o título de Cidadão Labrense. Estarei sempre presente, seja em Manaus ou em Lábrea, atuando com diálogo, trabalho e dedicação para garantir avanços concretos e melhorias para o município. Podem contar com um mandato atento às necessidades da população e comprometido com o desenvolvimento de Lábrea”, finalizou.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Herick Pereira/assessoria Roberto Cidade

Senado Federal aprova projeto que reduz penas de Bolsonaro e condenados por tentativa de golpe

0

O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 17, a proposta que reduz as penas de Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados por atos golpistas, conhecido como PL da Dosimetria. Foram 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção.

Pela manhã, o texto recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 10 de dezembro, o projeto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pelas regras atuais, Jair Bolsonaro terá direito a pedir a progressão após cumprir cerca de sete anos no regime fechado. A previsão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal é de que o ex-presidente possa progredir ao semiaberto em 23 de abril de 2033.

A proposta estabelece:

  • um mecanismo para tornar mais rápida a progressão do regime de pena(quando um condenado sai de uma modalidade mais severa e passa para um regime mais brando) para quem cumpre pena por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
  • redução de até 2/3 da pena imposta aos vândalos comuns dos ataques de 8 de janeiro de 2023.
  • que o crime de tentativa de golpe de Estado (com penas maiores) vai absorver o de tentativa de abolição do Estado, em caso de condenação simultânea.

Relator do texto, o senador Esperidião Amin(PP-SC) utilizou manobra para evitar a volta do projeto à Câmara. O parlamentar mudou o conteúdo da proposta e direcionou a nova progressão de pena apenas para aqueles que cometerem crimes contra o Estado Democrático de Direito.

A medida foi uma resposta às duras críticas da opinião pública, de juristas e de parlamentares a brechas criadas pelos deputados que permitiriam que outros criminosos também fossem beneficiados pelo mecanismo.

No domingo, 14, manifestantes realizaram atos pelo país contra a anistia a envolvidos no 8 de Janeiro e o PL da Dosimetria. Houve manifestações em todas as capitais, de tamanhos diferentes.

Mudanças no texto da Câmara

Ao longo da semana, senadores cogitaram adiar o tema. Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), repetiam, porém, que o senador queria encerrar 2025 com o texto aprovado.
Amin disse aos parlamentares que as mudanças de seu parecer restringem os benefícios apenas aos atos golpistas de 8 de janeiro. O parlamentar também defendeu que a discussão do tema era urgente.

“Embora não configure a desejada anistia, busca corrigir distorções, a mão pesada. Há um consenso de que a mão foi pesada”, afirmou.

A sugestão de mudança no texto acatada pelo relator, dada pelo senador Sérgio Moro (União-PR), restringe o projeto aos crimes contra a democracia.

Amin e Moro afirmaram que a proposta que saiu da Câmara poderia diminuir a pena de condenados pelos crimes de favorecimento da prostituição e exploração sexual, coação (ameaça) durante o processo e até de obstrução de ações contra o crime organizado.

O texto aprovado estabelece que os condenados por envolvimento com os ataques de 8 de janeiro de 2023 terão direito a progredir ao regime semiaberto após o cumprimento de 16% da pena no fechado.

A legislação atual prevê que esses criminosos precisam cumprir ao menos 25% na modalidade mais severa para pleitear uma progressão.

A proposta também determina que:

  • em caso de condenação simultânea pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e de tentativa de abolição do Estado, prevalecerá a pena mais gravosa — e não mais a soma das penas;
  • nos crimes de tentativa de golpe de Estado e de tentativa de abolição do Estado cometidos em contexto de multidão — entendimento aplicado aos condenados pelo 8 de janeiro —, haverá redução da pena de 1/3 a 2/3, desde que o criminoso não seja uma liderança ou um financiador;
  • o tempo de estudo e trabalho em prisão domiciliar também sirva para reduzir a pena de condenados.

O relator do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados, deputado Paulinho da Força(Solidariedade-SP), afirmou que o projeto levaria Bolsonaro a cumprir apenas 2 anos e quatro meses em regime fechado.

O cálculo, segundo ele, também contabiliza reduções por estudo e o abatimento do período no qual o ex-presidente ficou preso em casa.

Pelas regras em vigor antes da aprovação do projeto, Jair Bolsonaro tem direito a pedir a progressão após cumprir cerca de sete anos no regime fechado. A previsão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal é de que o ex-presidente possa progredir ao semiaberto em 23 de abril de 2033.

O chamado PL da Dosimetria foi a saída encontrada pelas cúpulas da Câmara e do Senado e por líderes partidários para responder à pressão de aliados de Bolsonaro por um perdão integral das penas — a anistia.

Ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco(PSD-MG) narrou nesta quarta que uma proposta de revisão de penas era discutida desde o começo do ano por Alcolumbre e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Pacheco afirmou que há um entendimento, em diversos setores do Congresso, de que é necessário adequar a pena dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro. “Para se evitar uma anistia”, disse.

Acordo causa conflitos na base do governo

Parlamentares governistas e de oposição acusaram lideranças do Planalto de mudar a orientação ao longo dos últimos dias e se esquivar do embate contra o PL da Dosimetria para permitir o avanço de uma proposta que reduz benefícios tributários.
Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou, mais de uma vez, que o líder da bancada governista no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), topou que a dosimetria fosse pautada em troca da aprovação do projeto do corte de isenções.

Segundo o emedebista, o petista declarou entre os colegas que o presidente Lula poderia até sancionar a redução das penas. “Eu nunca vi, nas vésperas do Natal, um líder querer dar de presente um peru para os golpista”, criticou Calheiros.

Jaques Wagner rebateu dizendo que o governo fez obstrução e que o PT fechou questão, se posicionou contrário à medida.
“Como a lei não se encerra no 8 de janeiro, o projeto é um convite a novas badernas. Novas badernas que venham a ocorrer estarão abrigadas na dosimetria, na redução de penas. Estou à vontade porque a orientação do governo é ‘não’, meu partido fechou questão pelo ‘não’ e eu quero repelir a tentativa de imputar a este governo qualquer tipo de negociação”, respondeu.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), negou qualquer tipo de acordo e ainda disse que Lula vai vetar o PL da Dosimetria – informação compartilhada por interlocutores do presidente com o blog do Gerson Camarotti.

A maior bancada da Casa, o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi a favor da medida.

A segunda maior bancada, o PSD, não fechou posição. Dos 14 senadores, 6 foram a favor e 5 contrários.
Orientaram contra o projeto MDB, PT e PDT.

Mesmo diante da orientação, dos 11 parlamentares do MDB, 3 foram a favor da medida e 7 contrários.

Manobra do relator

Para evitar a volta do projeto à Câmara em caso de aprovação pelo plenário, Amin acolheu como um ajuste somente da redação a emenda apresentada por Moro para limitar o alcance da nova progressão de pena aos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Pelas regras do parlamento, se um projeto sofre mudanças na Câmara ou no Senado, a palavra final é da Casa onde o texto foi proposto inicialmente, ou seja, onde começou a tramitar. Neste caso, a Casa iniciadora é a Câmara.

Na prática, porém, há casos em que os senadores mexem no conteúdo e isso é interpretado somente como mudança de redação- a depender da vontade política para levar a matéria de forma mais rápida para sanção presidencial .

Essa manobra de Amin foi questionada por parlamentares da base durante a votação na CCJ, mas a maioria dos senadores aceitaram a estratégia do relator. E o projeto depois foi aprovado.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação 

Saullo Vianna anuncia mais de R$ 3 milhões em investimentos na saúde e assistência social de Manaquiri

0

O deputado federal Saullo Vianna (União-AM) esteve nesta quarta-feira, 17, no município de Manaquiri, onde apresentou as principais ações do seu mandato e os investimentos destinados à cidade nas áreas da saúde e da assistência social. Ao todo, os recursos destinados ao município somam R$ 3,1 milhões, aplicados para ampliar atendimentos e fortalecer a rede de serviços públicos.

Durante a agenda, o parlamentar destacou que os investimentos têm como objetivo garantir mais estrutura, dignidade e qualidade de vida à população, especialmente às famílias em situação de vulnerabilidade. As emendas contemplam tanto o fortalecimento da saúde básica quanto ações voltadas à assistência social, áreas consideradas prioritárias pelo mandato.

“São recursos para custeio de Média e Alta Complexidade e Atenção Básica, fortalecendo o hospital e os postos de saúde. Na área social, R$ 100 mil garantiram a distribuição de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade atingidas pelas enchentes”, resumiu Saullo Vianna.

A primeira parada da comitiva de Vianna foi na Feira Municipal que, na sequência, se reuniu para uma roda de conversa com mototaxistas do bairro da Torre. Em seguida, o parlamentar visitou a comunidade do Barro Alto, onde pode ouvir demandas da população.

Compromisso com construção de poço e ônibus

“Se não viesse aqui, jamais saberia pelo Tatá da necessidade de um poço artesiano. Nem ouviria a dona Laura falar que é preciso um ônibus para transportar a população daqui até a AM 070 e ter ramal em boas condições”, diz Vianna, ao mencionar moradores da comunidade.

Após a reunião, Saullo reforçou a importância da sua presença nas comunidades e se comprometeu, com o vereador Jander Lobato, de angariar recursos para o poço artesiano e, num segundo momento, para a construção de uma rede de distribuição de água. Sobre o ônibus, afirmou que irá atrás de mais investimentos, em Brasília, para tentar viabilizar a demanda.

Como deputado federal, além dos recursos, fruto de suas emendas parlamentares, Saullo Vianna demonstrou preocupação com Manaquiri, solicitando informações sobre as ações federais para combater a estiagem no município, em 2024, com requerimentos e cobranças frequentes aos órgãos federais.

 

Da Redação

AC: Pedido de vista salva Gladson Camelí de condenação no STJ

0

A ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Nancy Andrighi votou nesta quarta-feira, 17, pela condenação do governador do Acre, Gladson Camelí (PP), a 25 anos e 5 meses de prisão. Cameli é julgado pelos crimes de organização criminosa, corrupção nas modalidades ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação. Andrighi também votou pela perda imediata do cargo de governador.as pela defesa, está o pedido de elaboração de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre a movimentação financeira de pessoas e empresas ligadas ao governador e que não tinham ligação até então com a investigação, além de menção ao termo governador em interceptação de investigados.

Com o pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro João Otávio Noronha, o julgamento só voltará em 2026.

Para a ministra, o governador chefiou organização criminosa que desviava recursos públicos por meio de superfaturamento dos serviços de duas construtoras, contratadas sem licitações públicas. Andrighi considerou que o contrato da empresa Murano, que tinha ligação com outra companhia ligada ao irmão do governador, era utilizado para desviar recursos públicos e lavar dinheiro. 

A relatora disse que Cameli não apenas coordenava o esquema, mas também indicava pessoas de sua confiança para assegurar que as reformas e obras contratadas fossem aprovadas, mesmo diante de irregularidades. “Dos R$ 17 milhões pagos à Murano, R$ 11 milhões correspondem ao objeto totalmente estranho ao contratado, em claro desvirtuamento do princípio da economicidade”, afirmou a ministra.

A empresa que teria sido contratada para os serviços tinha ligação com a empresa dos irmãos do governador. Cameli é acusado de ter escolhido pessoas de confiança para atuar na Secretaria de Infraestrutura do Acre para operar o esquema de desvio de recursos. 

“No citado aparelho eletrônico, foi localizada planilha com os tratos de pagamento do apartamento, emitido pela empresa, bem como comprovante de transferência bancária efetuada em favor da imobiliária”, declarou a relatora.

O STJ aceitou a denúncia e tornou Cameli réu em 15 de maio de 2024. De acordo com a PGR (Procuradoria Geral da República), Gladson é o líder de um esquema de corrupção. O governador prestou depoimento em 5 de novembro de 2024 e negou as acusações.

O Poder360 já havia antecipado que a análise não seria concluída em 2025. O Judiciário entra em recesso no sábado (20.dez). O prazo para devolver o processo é de 60 dias, prorrogável por mais 30, mediante requerimento ao colegiado. Isso pode jogar o julgamento para o final do 1º trimestre de 2026, uma vez que o prazo fica suspenso durante o recesso.  Com o pedido de vista, Cameli pode não estar mais no cargo quando o julgamento for retomado. Deve deixar o governo no final de março para ser candidato a uma das vagas ao Senado pelo Acre. Pesquisa Real Time Big Data realizada de 11 a 12 de dezembro de 2025 mostra que ele lidera a disputa em todos os cenários em que seu nome foi testado.

Ao Poder360, o advogado de Gladson Cameli, José Eduardo Cardozo (ex-ministro da Justiça do governo Dilma), afirmou que eventual condenação pode ser anulada por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal). 

Críticas à relatora 

Cameli criticou recentemente a relatora do seu processo.

“Como é que eu posso me defender se não tenho acesso aos autos? […] Como é que posso me defender de uma situação que criaram por irregularidade, sem autorização do Superior Tribunal de Justiça? Porque isso é uma prerrogativa que cada governador tem. Investigaram minha ex-mulher, meu filho, sem autorização da Justiça do STJ. E agora vou dar credibilidade para um negócio desse? Aí depois que o Supremo se manifesta, aí que aparece esse circo da noite para o dia. […] Essa credibilidade quem tem que responder não sou eu. É a dona ministra Nancy”, declarou o governador em 19 de novembro de 2025. 

Em sua declaração, Cameli faz referência a um recurso apresentado por sua defesa em novembro de 2025, às vésperas do julgamento no STJ, originalmente marcado para 19 de novembro. Os advogados disseram que não tiveram acesso a todas as provas apresentadas pela acusação e citaram as comunicações oficiais sobre o repasse dos relatórios de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) com a PF. 

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acolheu o recurso. Para o magistrado, a ausência desses formulários nos autos da ação penal compromete o direito de defesa do governador. Determinou o envio dos dados antes do julgamento, para que seja possível um estudo pela defesa. O julgamento foi adiado para 3 de dezembro e depois para esta quarta-feira, 17. 

Apesar de estar no cargo, Cameli cumpre as seguintes medidas cautelares: 

  • vedação ao contato com testemunhas e demais investigados;  
  • proibição de deixar o país;
  • entrega do passaporte;
  • bloqueio de bens e valores.

Denúncia da PGR 

Eis o que diz a PGR sobre o esquema criminoso atribuído ao governador:

  • o esquema contou com adesão da Seinfra (Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano do Estado do Acre) a uma ata de registro de preços vencida pela empresa Murano, que tem sede em Brasília, e nunca tinha prestado serviços no Acre nem tinha estrutura física no Estado; 
  • o objeto da licitação foi feito pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano, do campus de Ceres (GO), para a prestação de “serviços comuns de engenharia referentes à manutenção predial”;
  • no Acre, a Murano ficou responsável por executar grandes obras rodoviárias por meio de companhias subcontratadas, uma delas a Rio Negro Construções, que tem como sócio Gledson Cameli.

Segundo a denúncia, a adesão à ata de registro de preços foi feita pelo secretário de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano, Thiago Rodrigues Gonçalves Caetano, em maio de 2019 –ele também foi denunciado. 

Uma semana depois, a Seinfra assinou o contrato com a vencedora do certame licitatório feito por pregão eletrônico, a Murano. No dia seguinte, a empresa firmou com a Rio Negro uma Sociedade em Conta de Participação. 

Para o subprocurador-geral Carlos Frederico Santos, o modelo de sociedade escolhido pela Murano teria sido para que o sócio da empresa, o irmão do governador, permanecesse oculto. A lei não permite que familiares de governantes firmem contratos com o poder público. 

“Aproximadamente 2/3 do valor pago correspondem a objeto totalmente estranho ao contratado, em claro desvirtuamento do princípio da isonomia”, diz a PGR.

 

Da Redação com informações de Poder 360

Foto: Divulgação

 

AC: 2ª Turma do STF tem maioria para anular provas contra Gladson Camelí em inquérito sobre corrupção

0

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quarta-feira, 17, maioria de votos para anular parte das provas produzidas contra o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), na Operação Ptolomeu, que investiga um esquema de desvios de recursos públicos.

Os ministros analisam um pedido da defesa de Cameli, que alegou ilegalidade na investigação já que medidas foram tomadas pela polícia local contra o governador sem o aval da Justiça, violando o foro por prerrogativa do cargo no Superior Tribunal de Justiça.

Entre as irregularidades apontadas pela defesa, está o pedido de elaboração de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre a movimentação financeira de pessoas e empresas ligadas ao governador e que não tinham ligação até então com a investigação, além de menção ao termo governador em interceptação de investigados.

São investigados os crimes de peculato, corrupção passiva, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Relator, o ministro Edson Fachin votou pela rejeição do pedido da defesa e não identificou violação do foro.

O ministro André Mendonça abriu a divergência e votou pela nulidade de provas produzidas entre 25/05/2020 e 12/01/2021 e as que tenham ligação com elas. Para o ministro, nesse período houve usurpação da competência do STJ nas investigações.

“Desse modo, autoridade policial atuou de forma deliberadamente indevida. De forma voluntária, buscou elementos de convicção em face do Governador, cujo potencial envolvimento já se apresentava, por meio de requisições de dados de pessoas de seu entorno, como empresas, esposa e até filho menor de idade. E mais, só depois da chegada desses relatórios é que, finalmente, representou pelo deslocamento da competência”, afirmou Mendonça.

O voto de Mendonça foi seguido por Nunes Marques e Dias Toffoli. Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Reprodução

 

error: Conteúdo protegido!!