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Moraes determina prisão de Carla Zambelli e acionamento da Interpol

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O ministro Alexandre de Moraes determinou, nesta quarta-feira, 4, a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli, após a parlamentar anunciar publicamente, em entrevista, que deixou o Brasil e que não pretende retornar.

A decisão atende a pedido da PGR – Procuradoria-Geral da República, que a considera foragida e alegou risco de reiteração delitiva, com objetivo de assegurar a aplicação da lei penal.

Segundo a PGR, a viagem de Zambelli demonstra “transgressão da decisão condenatória proferida pela mais alta Corte do país”, e a prisão preventiva se justifica diante da insuficiência de outras medidas cautelares.

A Procuradoria também solicitou, e teve atendido, o bloqueio de bens, direitos e valores da parlamentar, a inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol, a suspensão do passaporte e o sequestro de ativos para garantir a reparação dos danos relacionados à condenação.

Em declarações públicas, Zambelli afirmou que está na Europa para denunciar o que chama de “perseguição judicial, ditadura e censura”. Disse ainda que pretende seguir os passos do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, divulgando acusações contra ministros do STF a “todas as Cortes” europeias. Em vídeos, a parlamentar também voltou a questionar a lisura das eleições e a segurança das urnas eletrônicas.

Segundo Moraes, tais manifestações configuram “insistência nas condutas criminosas” já condenadas pelo STF. O ministro destacou que a fuga ocorreu às vésperas do julgamento dos embargos de declaração opostos à condenação, e da iminente decretação da perda de seu mandato parlamentar, indicando a intenção de frustrar a aplicação da pena imposta. Diante disso, determinou também:

  • bloqueio das redes sociais de Zambelli, com multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento pelas plataformas (Meta, X, YouTube, TikTok, Telegram, entre outras);
  • multa de R$ 50 mil por postagens que reiterem as condutas criminosas, mesmo que feitas por terceiros;
  • bloqueio de contas bancárias, ativos financeiros, veículos, imóveis, aeronaves e embarcações em nome da deputada;
  • bloqueio dos salários e verbas de gabinete para quitação da multa penal;
  • envio de comunicação à Interpol e às autoridades internacionais para localização e futura extradição.

Condenação

Zambelli foi condenada em maio, por unanimidade pela 1ª turma do STF, a 10 anos de prisão em regime fechado e ao pagamento de R$ 2 milhões em indenização por danos morais coletivos.

Segundo os autos, ela contratou e financiou o hacker Walter Delgatti Neto – também condenado – para invadir sistemas do CNJ – Conselho Nacional de Justiça e inserir documentos falsos, incluindo um falso mandado de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes.

O objetivo seria desestabilizar o Poder Judiciário, gerar repercussão midiática e alimentar narrativas políticas.

A condenação inclui a perda do mandato, que dependerá de decisão da Câmara dos Deputados após o trânsito em julgado.

A inelegibilidade por oito anos, no entanto, já é automática, nos termos da Lei da Ficha Limpa. A defesa da parlamentar apresentou recurso alegando cerceamento de defesa.

Além dessa ação, Zambelli é alvo de outros processos.

O que diz a defesa?

Zambelli nega todas as acusações e alega ser vítima de perseguição.

Seu então advogado, Daniel Bialski, afirmou que havia sido informado de viagem da deputada para tratamento de saúde, mas renunciou à defesa por “motivo de foro íntimo”.

Diante da renúncia de todos os advogados, Moraes nomeou a DPU para representá-la nos autos.

Câmara terá de decidir sobre manutenção da prisão, caso deputada seja detida

A Câmara dos Deputados terá de decidir sobre a manutenção da prisão caso a deputada seja presa. Segundo a Constituição, a prisão de um deputado precisa ser confirmada pelo plenário da Câmara com pelo menos 257 votos.

Casos semelhantes já aconteceram, por exemplo, com os ex-deputados Chiquinho Brazão e Daniel Silveira.

Integrantes da Mesa Diretora dizem que uma eventual prisão seria analisada já na primeira sessão da Casa após a detenção de Carla Zambelli.

Contudo, se não houver 257 votos a favor da determinação do Supremo, a prisão é revogada – o que, na avaliação de técnicos e parlamentares, pode gerar uma crise institucional com o STF.

 

Da Redação com informações de Migalhas e G1 

Foto: Divulgação

Na Semana do Meio Ambiente, Aleam reforça compromisso com a sustentabilidade e anuncia regulamentação do descarte de residuos

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A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) celebra a Semana do Meio Ambiente com ações voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Por iniciativa do presidente, deputado Roberto Cidade (UB), a Casa Legislativa vai regulamentar o descarte adequado de bens móveis inservíveis, por meio de Resolução Legislativa (RL), demonstrando seu compromisso com práticas ambientalmente responsáveis.

A iniciativa ganha destaque no contexto da Semana do Meio Ambiente, celebrada nacionalmente de 1º a 5 de junho, e reforça a importância de incorporar a sustentabilidade à gestão pública. A nova resolução visa garantir que o descarte de materiais obsoletos, incluindo equipamentos eletroeletrônicos, seja feito de forma segura e em conformidade com os princípios da economia circular.

“Essa abordagem busca maximizar o ciclo de vida dos produtos e minimizar os impactos negativos ao meio ambiente”, destaca o presidente Roberto Cidade.

A ação está alinhada à Política Nacional de Desfazimento e Recondicionamento de Equipamentos Eletrônicos, instituída pela Lei nº 14.479/2022, que estabelece diretrizes para o descarte sustentável de resíduos tecnológicos.

“O projeto de RL reflete a crescente preocupação do Parlamento Estadual com a gestão de resíduos sólidos e a necessidade de fomentar práticas de reuso e recondicionamento”, explica o procurador-geral da Casa, Robert Wagner. O setor está responsável de redigir o projeto de acordo com as normativas da legislação.

Além do impacto ambiental positivo, a medida pode contribuir para a universalização do acesso às tecnologias da informação, fortalecendo a educação digital e a inclusão social.

“Com essa iniciativa, a Aleam reafirma seu compromisso com a inovação na gestão pública e com a construção de um futuro sustentável para o Amazonas”, declara Roberto Cidade.

Da Redação, com informações da Aleam

Foto: Reprodução 

No Amazonas, mais de 72 mil eleitores tiveram seus títulos cancelados e não poderão votar nas eleições de 2026

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou que mais de 72 mil eleitores do Amazonas tiveram seus títulos cancelados após o fim do prazo de regularização determinado pela Justiça Eleitoral. Esses dados estão disponíveis na seção de Estatísticas no site do TSE.

Inicialmente, a Justiça Eleitoral manteve o prazo de regularização até 19 de maio. Após essa data, os títulos passaram por um período de revisão e os eleitores que não buscaram atendimento até o dia 29 tiveram o cancelamento do documento de forma definitiva. Os dados do TSE apontam ainda que cerca de 3,4 mil eleitores conseguiram regularizar seus títulos dentro do prazo.

Segundo o chefe de cartório da 70ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Aquino Souza, os cidadãos com o título cancelado enfrentam diversas restrições. “Quem está com o título cancelado não pode emitir CPF, passaporte, tomar posse em cargos públicos, receber benefícios sociais, entre outros”, disse.

Ainda assim, os eleitores podem regularizar a situação até o fechamento oficial do cadastro eleitoral, em 6 de maio de 2026. “É importante lembrar que, se você está com o título eleitoral cancelado, ficará impedido de votar nas eleições de 2026. Você só pode exercer seu direito ao voto se regularizar sua situação até o fechamento oficial do cadastro eleitoral”, explica.

Após o cancelamento, o processo se torna mais burocrático, exigindo apresentação de documentos adicionais. A regularização pode ser via online, pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (www.tse.jus.br), na opção “Autoatendimento do Eleitor”. Também é possível realizar o procedimento presencialmente nos cartórios eleitorais da capital, com agendamento prévio pelo site do TRE-AM (www.tre-am.jus.br), ou nos municípios onde não é necessário agendar.

 

Com informações do TRE-AM

Aposentadoria antecipada de Chalub deve intensificar corrida pela lista sêxtupla

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O desembargador Domingos Jorge Chalub antecipou sua aposentadoria do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Se antes a disputa pela vaga do Quinto Constitucional já estava tomando forma com movimentos sutis entre advogados, agora, com essa movimentação, ela irá se afunilar ainda mais até a lista sêxtupla ser formada.

Antecipação da aposentadoria 

Na segunda-feira, 2, por meio documental, Chalub solicitou à presidência da Corte a exclusão na distribuição de processos que tramitam no tribunal por ter dado entrada na aposentadoria por invalidez no final de maio. 

O movimento surpreendeu, uma vez que Chalub iria se aposentar apenas em agosto, quando fará 75 anos. O pedido não foi divulgado em Diário Oficial nem oficializado. Atualmente, o desembargador está de férias, portanto, a vacância só se dará quando ele voltar à Corte. 

Domingos Chalub ingressou em 2004 no TJAM pela vaga do Quinto Constitucional. Foi presidente da Corte, vice-presidente, atuou na Segunda Câmara Cível e coordenou a Escola de Aperfeiçoamento dos Servidores do Tribunal (Eastjam).

Veja documento:

Corrida dos ‘desembargaduráveis’

Em março, o Portal O Poder já havia se adiantado sobre as movimentações de advogados que tentam entrar na lista sêxtupla. Os desembargaduráveis participam e promovem eventos, como feijoadas, para alavancarem seus nomes na corrida pela vaga do quinto. Com a aposentadoria de Chalub, eles devem intensificar suas movimentações. 

Segundo bastidores,  os candidatos para entrarem na vaga que será deixada por Chalub são: Fabrício Marques, juiz eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) pelo quinto constitucional; Giselle Falcone Medina, que também é juíza eleitoral pelo quinto constitucional; Flávio Antony, secretário da Casa Civil do Governo do Amazonas e Marco Aurélio Choy, ex-presidente da OAB Amazonas.

Os ‘desembargaduráveis’, fazendo uma referência aos cargos disputados nas eleições, seguem em clima harmônico e respeitoso entre eles, fazendo dessa corrida, um processo saudável.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

 

Em Manaquiri, Partido Verde teve contas julgadas como não prestadas no TRE-AM

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) julgou como não prestadas as contas do Partido Verde (PV) em Manaquiri, referente às eleições de 2024. O caso foi apresentado pela Promotoria Eleitoral do Estado.

No parecer conclusivo, foi atestado que não foi identificada a recepção da prestação de contas final no Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), não foram abertas contas bancárias, não foi identificada a constituição de advogado para a prestação de contas, não foi identificada a constituição profissional habilitado em contabilidade.

O parecer técnico e ministerial optou pela não prestação das contas. O juiz eleitoral da 22ª Zona Eleitoral, Geildson De Souza Lima, julgou em consonância com o parecer ministerial como não prestadas as contas do PV e, em sua decisão, destacou que as prestações de contas é um instrumento que possibilita a transparência dos recursos arrecadados e gastos efetuados.

Confira a decisão do TRE-AM

Da Redação

Ex-prefeito de Anamã será investigado pelo TCE-AM por falta de informações sobre construção do estádio

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) admitiu pedido de representação contra Francisco Nunes Bastos, ex-prefeito de Anamã, e a ex-secretária de Infraestrutura, Elijane Gonçalves da Silva, por possíveis irregularidades da ausência de disponibilização de documentos e informações sobre a construção da primeira etapa do estádio na sede do município.

Conforme consta no documento, no dia 15 de outubro de 2024, após a divulgação do resultado das eleições, a atual gestora, Kátia Dantas, encaminhou um ofício ao ex-gestor, popularmente conhecido como “Chico do Belo”, solicitando da instituição de comissão de transição do Governo as documentações consideradas prioritárias.

As documentações solicitadas não foram entregues, por esse motivo, a atual gestão entrou com o pedido de representação junto ao TCE. Segundo consta no pedido, a ausência desses documentos prejudicou a realização da transição na prefeitura de Anamã.

Em outro trecho do documento, é explicitado que há diversas irregularidades e que dez obras municipais estão em andamento e não há qualquer informação sobre os processos administrativos, sobre as obras ou em que fase estão o andamento das construções.

O TCE pede para que tanto o ex-prefeito como a ex-secretária disponibilizem as informações cobradas, sob pena de multa no valor de R$ 14.894,73, caso não entreguem os documentos solicitados. A representação é de relatoria do conselheiro Mário Manoel Coelho de Mello e foi concedida pela conselheira-presidente Yara Amazônia Lins Rodrigues.

Confira a decisão do TCE-AM:

 

Da Redação

Serviços funerários de Carauari custarão R$ 1,4 milhão aos cofres públicos

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O prefeito de Carauari (a 780 quilômetros de Manaus), Airton Siqueira (MDB), assinou um contrato de R$ 1,4 milhão para contratação para prestação de serviços funerários e urnas funerárias para atendimento de falecimento de pessoas de família de baixa renda do município. O Despacho de Homologação foi assinado no dia 9 de maio, mas publicado na edição de 27 de maio do Diário Oficial da Associação Amazonense de Municípios (AAM).

Segundo a publicação, a licitação atenderá a Secretaria de Assistência Social da prefeitura. Quem irá fornecer o serviço é a empresa Wayni Wadle de Lima Figueiredo – EPP.

Veja:

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

Adail Pinheiro anuncia reajuste de 16% para professores e pedagogos em Coari

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O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, anunciou um reajuste salarial de 16% para todos os professores e pedagogos da rede municipal de ensino, na última segunda-feira, 02. O novo valor já será pago neste mês e supera o piso nacional da categoria, reforçando o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais da educação.

O anúncio foi feito durante uma reunião no auditório Silvério José Nery, com a presença de educadores que atuam na zona rural — entre eles, professores, vigias, merendeiras, auxiliares de serviços gerais, catraieiros e líderes escolares. O evento também marcou a entrega de kits pedagógicos para apoiar o trabalho em sala de aula e coletes salva-vidas aos catraieiros, garantindo mais segurança no transporte escolar.

Ao fazer o anúncio, o prefeito Adail Pinheiro destacou a importância do reconhecimento aos profissionais que atuam na base do sistema educacional. “É com muita satisfação que anunciamos esse reajuste para nossos professores e pedagogos. Eles são fundamentais na formação das futuras gerações e merecem ser valorizados. Nosso compromisso é seguir investindo em quem faz a educação acontecer, com dignidade e respeito”, afirmou.

O secretário municipal de Educação, Rodrigo Almeida, reforçou que a medida reafirma o compromisso da atual gestão com os educadores. “A valorização dos profissionais sempre foi prioridade. Já avançamos na reestruturação das escolas, no transporte escolar e na entrega de materiais pedagógicos. Esse reajuste é mais uma prova do respeito e do investimento contínuo na educação de Coari”, destacou.

Esta é mais uma das ações da Prefeitura de Coari para fortalecer a educação em todo o município e assegurar melhores condições de trabalho aos profissionais da área, tanto na cidade quanto nas comunidades mais distantes.

Da Redação, com informações da assessoria
Foto: Divulgação

Empresa de alimentos vence licitação para fornecer materiais esportivos em Canutama

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A Prefeitura de Canutama vai desembolsar quase R$ 200 mil por itens esportivos destinados a eventos e projetos de incentivo no município. Entretanto, o que chama atenção é a empresa vencedora do Pregão Presencial nº 015/2025, a JR Cunha Comércio de Produtos Alimentícios LTDA.

Conforme consta no site da Receita Federal, a principal atividade da empresa é comércio varejista de mercadorias com predominância de produtos alimentícios – minimercados, mercearias e armazéns. Kit esportivo consta como uma das atividades secundárias do estabelecimento.

De acordo com a ata assinada, a JR Cunha irá fornecer diversos itens esportivos como bolas, bombos, redes, coletes, entre outros materiais, os valores variam de R$ 1.100 a R$ 41.040,00 o item mais caro. O contrato foi firmado com base no critério de menor preço por item.

 

 

Da Redação

Foto: Divulgação

RR: MP recomenda que Sesau implemente centro cirúrgico da maternidade de Rorainópolis

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O Ministério Público de Roraima (MPRR) recomendou que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) adote medidas para humanizar os partos na Maternidade Thereza Money Montessi, em Rorainópolis. O documento está publicado no Diário Eletrônico do órgão dessa terça-feira, 3.

De acordo com o MPRR, a unidade não dispõe de centro cirúrgico adequado para que permita a presença de acompanhante durante a realização de cesáreas. O que é uma afronta direta aos direitos assegurados pela legislação.

“A Lei Estadual no 1.495/2021, que reafirma e regulamenta, no âmbito do Estado de Roraima, o direito da parturiente a um acompanhante de sua livre escolha nas unidades públicas de saúde estaduais”, justificou o promotor André Felipe Bagatin.

O promotor também considerou urgente a implementação de políticas públicas voltadas à humanização do parto. Assim como ao respeito à autonomia e dignidade das mulheres durante o processo de nascimento.

Centro cirúrgico compartilhado

Além disso, segundo o documento, a própria gestão da maternidade admite que o centro cirúrgico utilizado para realização de partos cesáreos é compartilhado com as demais especialidades que atuam no Hospital Regional Sul Otomar de Sousa Pinto.

A unidade também não possui salas adaptadas às práticas obstétricas preconizadas pela legislação. Isso porque não tem paredes e portas envidraçadas, área de reanimação equipada, uma para cada sala, dentre outras deficiências.

O MPRR deu prazo de 30 dias para que a Sesau apresente providências sobre o caso.

A reportagem procurou a Sesau. Por meio de nota, disse que não recebeu notificação do MPRR até o momento. Contudo, esclareceu que, desde fevereiro deste ano a unidade faz parto humanizado com acompanhante dentro do centro cirúrgico durante o procedimento e que cumpre o que preconiza a Lei.

 

 

Com informações do Roraima Em Tempo