Início Site Página 339

Wilson Lima, Ministério das Cidades e Patrimônio da União assinam contrato para construção de moradias populares em antigo prédio da Receita Federal

0

O governador Wilson Lima (União Brasil) assinou nesta quarta-feira, 12,  em Brasília, com representantes do Ministério das Cidades (MCID), da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e da Caixa Econômica Federal, um contrato para a readaptação do primeiro prédio do Brasil na modalidade Retrofit, que será executado no antigo prédio da Receita Federal, no Centro de Manaus. O projeto acontece por meio do Minha Casa, Minha Vida e vai beneficiar famílias cadastradas pelo programa estadual Amazonas Meu Lar, ampliando a política habitacional com soluções de moradia definitivas para a população.

“Estamos trazendo uma solução importante para o Centro de Manaus, porque no momento que você tem um prédio ocioso como aquele, acaba sendo abrigo para vândalos. Agora vamos colocar famílias com moradia digna e inseridas na dinâmica da cidade com transporte público, segurança, educação e saúde”, afirmou o governador Wilson Lima.

O imóvel, que passará por uma requalificação estrutural fica localizado na rua Marechal Deodoro, vai receber 75 famílias cadastradas no Amazonas Meu Lar, com uma renda mensal bruta de até R$ 2.640, que fazem parte da Faixa 1 e estão cadastradas no programa Amazonas Meu Lar. O edifício foi doado pelo Governo Federal para a implementação do Retrofit, e foi oficializada no dia 20 de fevereiro de 2025, por meio do Diário Oficial da União (DOU).

Além do governador Wilson Lima, participaram da assinatura do contrato o secretário executivo do Ministério das Cidades, Hailton Madureira; a secretária da SPU, Carolina Stuchi; os deputados federais Átila Lins e Fausto Júnior; o diretor-presidente da Superintendência Estadual de Habitação (Suhab), Jivago Castro; e o secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), Marcellus Campêlo.

“É importante ressaltar as parcerias com o Governo do Amazonas, SPU, Ministério das Cidades e o setor construtivo, porque sem elas não conseguimos fazer um programa exitoso como esse. É o sonho da população morar na área central e revitalizar aquela área do Centro de Manaus. Vamos trabalhar para em 60 dias iniciar a obra e no máximo em 18 meses concluir esse empreendimento tão importante para Manaus”, destacou Hailton Madureira.

A secretária da SPU, Carolina Stuchi, reforçou que o imóvel faz parte de uma política do Governo Federal em promover habitação de interesse social em áreas bem localizadas em benefício da população.

“Essa entrega desse imóvel faz parte de uma parceria entre dois programas do Governo Federal, o Imóvel da Gente e o Minha Casa, Minha Vida. (O prédio) era um imóvel da União que estava subutilizado e vai ser aproveitado para habitação de interesse social. O Governo do Estado apresenta esse projeto e consegue esse financiamento com essa contrapartida para transformar esse imóvel e dar essa destinação em unidades habitacionais”, destacou Stuchi.

Projeto Retrofit

O projeto estava em tratativas desde 2023, envolvendo esforços do Governo do Amazonas, Ministério das Cidades, Secretaria de Patrimônio da União, Secretaria Nacional de Habitação (SNH) e Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Estão previstos recursos na ordem de R$ 18 milhões para a execução dos trabalhos, incluindo aporte do Governo Federal, pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e uma contrapartida do Governo do Estado.

O prédio de 17 andares conta com um terreno de cerca de 488 m² e uma área construída de 7.900 m², além de garagem e subsolo. Como se trata da requalificação de uma edificação já existente, a construtora interessada deverá submeter os projetos preliminares, arquitetônicos, complementares e de execução, garantindo que todas as especificações estejam de acordo com a Portaria nº 725 do MCID.

Novos projetos

Com a inclusão do Retrofit, o Amazonas contará com o total de sete projetos em construção que visam promover habitação digna para a população do Amazonas, todos em parceria com o programa Minha Casa, Minha Vida. Os acordos foram firmados desde agosto do ano passado.

Em Manaus, um novo residencial será erguido no bairro Petrópolis, na zona sul, com 32 unidades, enquanto outro será construído no bairro Novo Aleixo, com 48 apartamentos. O Governo do Amazonas também firmou contrato para construção de um conjunto habitacional no município de Iranduba, que contará com 144 unidades habitacionais.

Além disso, na zona oeste, serão construídas 176 unidades habitacionais no bairro Tarumã e 256 unidades habitacionais no bairro Compensa. No bairro Alvorada, na zona centro-oeste serão construídas 64 moradias populares. 

Amazonas Meu Lar

O programa Amazonas Meu Lar faz parte das políticas de habitação e regularização fundiária do Estado, em colaboração com o programa Minha Casa, Minha Vida. Com um investimento estimado de R$ 4,7 bilhões, que inclui recursos do Estado, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do FAR, o programa já beneficiou 25.037 famílias, sendo 18.505 com regularização fundiária e 6.532 com soluções de moradia.

Além disso, o Amazonas Meu Lar já entregou duas unidades habitacionais na capital: o Residencial Rodrigo Otávio, na zona sul, em 2023, que atendeu 32 famílias, e o Residencial Ozias Monteiro, entregue este ano para 192 famílias. Em Maués, um loteamento com 348 unidades foi inaugurado em agosto deste ano pelo Prosai Maués.

O programa Amazonas Meu Lar, que faz parte das políticas de habitação e regularização fundiária do Governo do Amazonas, é coordenado pela Sedurb e executado pela Suhab, além da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect).

Com informações da Secom

Foto: Divulgação 

PA: Helder consegue emplacar sua mãe na Comissão de Meio Ambiente

0

O MDB pretende presidir a Comissão de Meio Ambiente da Câmara pelo terceiro ano consecutivo. O colegiado terá importância para a legenda em 2025 em meio à realização da COP30, em Belém. Para presidir a comissão, o partido deve indicar a deputada Elcione Barbalho (MDB-PA), mãe do governador Helder Barbalho (MDB), do Pará, estado que sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

A deputada e o governador são do mesmo grupo político do prefeito de Belém, Igor Normando, que também concentra esforços na recepção para a COP30. O MDB presidiu a Comissão de Meio Ambiente em 2023, com José Priante, também do Pará e primo do governador, e em 2024, com Rafael Prudente (MDB-DF). Elcione também é mãe do ministro das Cidades, Jader Filho. O ministro e o governador são filhos também do senador Jader Barbalho (MDB-PA).

Elcione é uma das parlamentares que mais votam de acordo com a orientação do governo na Câmara. De acordo com o Radar do Congresso, ferramenta de monitoramento legislativo do Congresso em Foco, ela apoiou o Planalto em 99% das vezes em votações nominais. A deputada chegou à Câmara em 1995 e exerceu o mandato até 2003. Ela está ininterruptamente no Congresso desde 2007.

 

Da Redação com informações de Congresso em Foco

Foto: Divulgação

 

Alex Del Giglio participa de reunião na Fecomércio

0

O titular da Secretaria da Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM), Alex Del Giglio,participou da 3ª Reunião da Diretoria da Fecomércio, realizada nessa terça-feira, 11

“O comércio é responsável por por 380 mil postos de trabalho, ou seja, é um volume significativo. O Aderson Frota é muito aberto para discutirmos soluções conjuntas seja na crise do Covid, seja na estiagem, seja em momentos com desequilíbrio fiscal”, destacou Alex Del Giglio, lembrando que a parceria entre o comércio e a Sefaz é muito importante para superar desafios econômicos e trazer benefícios para a sociedade amazonense. 

Conforme o presidente da Fecomércio, Aderson Frota, informou que Alex Del Giglio falou de seu desempenho à frente da Sefaz e sobre a importância da Pasta na economia amazonense.  

 

Da Redação

Foto: Reprodução

Radinho fecha contrato de transporte escolar com empresa varejista

0

A Prefeitura de Barcelos (a 399 quilômetros de Manaus) fechou um contrato milionário para o serviço de transporte escolar. Radson Rogerton dos Santos Alves, o Radinho (União), prefeito do município, assinou o despacho no dia 17 de fevereiro, com publicação no Diário Oficial dos Municípios na última segunda-feira, 10.

O valor total do contrato é de R$3.524.680,00 milhões. O acordo contempla a empresa Josul da Amazônia LTDA, inscrita sob o CNPJ 18.481.161/0001-00, com sede em Manaus, no bairro Aleixo.

A contratada possui capital social de R$800 mil e tem como atividade principal o comércio varejista e, na Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAE), de forma secundária, atua nas atividades de transporte escolar.

O sócio-administrador da Josul Amazônia é Josivan Morais Rodrigues. A vencedora prestará serviço de transporte escolar para a zona rural e urbana dos municípios de Barcelos.

Contratos milionários

Esse não é o primeiro contrato milionário que o prefeito Radson, conhecido como “Radinho”, aprova. Na última segunda-feira, 10, o Portal O Poder divulgou um contrato de R$1,7 milhão para dedetização e limpeza.

Outro acordo foi divulgado na terça-feira, 11, no valor de R$1,5 milhão para a compra de merenda escolar, pagando o triplo no valor da água mineral. Em menos de dois dias, o prefeito de Barcelos fechou em R$ 3,304 milhões com dois pregões.

Com mais um acordo, o município vai para R$6.858.767,75 milhões gastos em apenas três contratos, isso apenas no início do mês de março.

 

Da Redação

Ilustração: Neto Ribeiro/O Poder

OAB vai lançar código anti-ostentação

0

Para evitar comportamentos de ostentação nas redes sociais e captação predatória de clientes pela internet, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pretende lançar ainda este ano um código de conduta para inibir essas ações.

Em entrevista à CNN, o presidente da OAB, Beto Simonetti, disse que há centenas de procedimentos abertos no Brasil para apurar posturas inadequadas dos advogados por meio das plataformas digitais.

O chamado “Plano de Marketing jurídico nacional”, regulamentado pelo Conselho Federal da OAB, não era atualizado desde 2022. A nova redação deve incluir as adequações de inovações tecnológicas.

Simonetti destacou que “não é natural que as redes sociais sejam usadas para prometer solução de grandes casos, nem para grande exposição de fortunas ou para transmitir uma sensação de riqueza”.

O presidente também afirmou que na internet os advogados devem “respeitar a dignidade da profissão”, sem “ofender o brio daqueles que ainda não conseguiram atingir a estabilidade financeira”.

Com informações da CNN

Foto: Divulgação

Ex-vice-prefeito de Apuí é preso pela PF por invasões e lavagem de dinheiro

0

A Polícia Federal, em ação conjunta com o Ibama, deflagrou nesta quarta-feira, 12, a Operação Máscara Rural, para reprimir os crimes de desmatamento ilegal, invasão de terras da União e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Apuí, e realizada prisão preventiva de um investigado, cuja identidade não foi revelada, que já exerceu o cargo de vice-prefeito no município.

A investigação teve início com o cruzamento de dados de alertas gerados por programas periciais avançados, indicando que o investigado movimentou valores expressivos acima de sua capacidade financeira. O relatório policial apontou transferências suspeitas para pessoas físicas e jurídicas sem justificativa plausível, saques e depósitos sem origem identificada, valores fracionados, operações com indivíduos suspeitos e movimentações de altos valores sem comprovação de atividade compatível.

As imagens de satélites apontaram que o imóvel rural de posse do investigado passou por um processo de desmatamento intenso em agosto de 2024, abrangendo tanto o perímetro embargado pelo IBAMA quanto as regiões adjacentes.

Conforme perícia e levantamentos realizados na área, apurou-se dano ambiental acima de R$ 19 milhões de reais. Assim, além do cumprimento dos mandados judiciais, serão sequestrados bens correspondentes ao valor do prejuízo ambiental estimado.

São apurados os crimes de desmatamento, invasão de terras da União e lavagem de dinheiro, dentre outros.

 

 

Da Redação, com informações da assessoria

Foto: Divulgação 

DNIT fecha contrato milionário para gerir rodovias

0

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amazonas (DNIT-AM) vai pagar mais de R$ 89 milhões por serviços técnicos especializados de apoio e assessoria em engenharia consultiva. A homologação da Concorrência Eletrônica nº 90417/2024-01 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), desta quarta-feira, 12.

O objetivo do DNIT é ter uma empresa à disposição no planejamento e gestão pública das demandas referentes aos empreendimentos da malha rodoviária sob jurisdição da Superintendência do órgão no Amazonas, além de atender às necessidades técnicas e operacionais das unidades locais subordinadas.

A empresa vencedora do certame foi a Siscon Engenharia e Consultoria Ltda, inscrita no CNPJ 42.565.325/0001-61, cuja sede é no Rio de Janeiro (RJ) e tem capital social de R$ 3 milhões. Dez pessoas fazem parte do quadro de sócios, conforme consta no site da Receita Federal.

Screenshot

Investimento equivocado

O valor exorbitante de R$ 89 milhões para serviços de assessoria teriam gerado uma economia de R$ 17.811.268,17 aos cofres públicos, representando um desconto de aproximadamente 16,61% em relação ao valor inicialmente estimado.

Apesar do investimento milionário em consultoria, as estradas do Amazonas continuam em estado precário, comprometendo a infraestrutura para mobilidade da população. O recurso poderia ser melhor empregado na recuperação e pavimentação das rodovias, garantindo a conexão do Estado com o restante do país e impulsionando o desenvolvimento regional.

A homologação foi assinada pelo superintendente regional do DNIT no Amazonas, Orlando Fanaia Machado.

 

 

Thaise Rocha, para o Portal O Poder

Foto: Divulgação 

CNJ analisa legalidade de pagamentos retroativos a juízes na Paraíba e compra de iPhones no Maranhão

0

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está analisando a legalidade do pagamento retroativo de R$ 234 milhões a juízes e desembargadores da Paraíba, referente à indenização por “acúmulo de acervo”. Além disso, o órgão também avalia a tentativa do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) de adquirir 50 iPhones 16 Pro Max para desembargadores, ao custo total de R$ 573 mil.

A indenização por acúmulo de acervo foi criada em 2015 para magistrados da Justiça Federal e do Trabalho, correspondendo a um terço do subsídio do juiz. Em 2020, o próprio CNJ reconheceu que os magistrados estaduais também tinham direito ao benefício e recomendou a regulamentação dos pagamentos pelos tribunais. O argumento utilizado foi a necessidade de manter a isonomia entre os ramos da Justiça.

O pagamento é concedido a magistrados que acumulam funções em diferentes órgãos jurisdicionais, como varas distintas, juizados especiais e turmas recursais, ou que enfrentam sobrecarga processual. Na Paraíba, os valores retroativos somam R$ 234 milhões.

No Maranhão, o TJ-MA lançou um edital para a compra de 50 iPhones 16 Pro Max, cada um com custo de R$ 11,4 mil, totalizando R$ 573 mil. A iniciativa gerou forte repercussão negativa, levando o tribunal a suspender a licitação. O corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, avalia a possibilidade de abrir uma investigação sobre o caso, podendo até impedir futuras aquisições semelhantes.

O TJ-MA justificou a compra alegando que os dispositivos representam uma “ferramenta de trabalho avançada e essencial para necessidades de serviço no âmbito do Judiciário”. No entanto, a justificativa não impediu críticas e questionamentos sobre os critérios adotados para a aquisição de equipamentos no tribunal.

 

 

Com informações do Polêmica Paraíba

Corregedoria do TJAM apura suposta má gestão de juíza em Manaus

0

A Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas instaurou sindicância para apurar indícios de possível má-gestão processual na 23ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho da Comarca de Manaus. A medida foi determinada pelo Corregedor-Geral de Justiça, Desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, por meio da Portaria n.° 159/2025-CGJ/AM, publicada na última segunda-feira, 10.

A sindicância tem como alvo a magistrada S. I. A. G. da S., enquanto foi titular da unidade, e visa apurar o desempenho abaixo de 80% no cumprimento das Metas 01 e 02 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), critérios que avaliam a produtividade e a tramitação célere dos processos judiciais.

A Resolução n.° 135/2011 do CNJ embasa a apuração, disciplinando a atuação correicional e o procedimento administrativo em casos que envolvem indícios de irregularidades na gestão processual.

O corregedor-geral designou o juiz corregedor auxiliar, Igor de Carvalho Leal Campagnolli, para conduzir os trabalhos investigativos. Conforme a portaria, a comissão encarregada da apuração terá o prazo de 60 dias para apresentar um relatório conclusivo, podendo haver prorrogação caso seja comprovada a necessidade.

A sindicância representa uma fase preliminar da investigação, sem implicar, neste momento, qualquer juízo definitivo sobre a conduta da magistrada. Caso sejam constatadas irregularidades, o procedimento poderá evoluir para um processo administrativo disciplinar, conforme prevê a legislação aplicável.

 

 

Com informações do Amazonas Direito

STF amplia foro privilegiado para investigações continuarem no tribunal após fim dos mandatos

0

Por 7 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ampliar o foro privilegiado para políticos investigados na Corte.

A maioria dos ministros votou para fixar que devem continuar a ser conduzidas, pelo Supremo as investigações de autoridades mesmo depois que elas deixarem as funções em que teriam cometido o crime.

O julgamento foi suspenso em setembro do ano passado pelo ministro Nunes Marques, que pediu mais prazo para analisar a questão. Na retomada do julgamento, Nunes Marques acompanhou a maioria formada para alterar a regra do foro. Já os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux votaram com a divergência para manter a atual regra do foro .

Regra atual

Atualmente, se um político com foro no STF – como ministros, senadores e deputados – comete um crime – como homicídio, furto, sequestro – sem relação com o cargo ou mandato, a investigação fica na primeira instância da Justiça.

Já se o crime tem relação com o mandato ou a função, qualquer que seja o delito, como corrupção, o caso fica no Supremo. Mas isso só enquanto durar o mandato.

A maioria dos ministros votou para fixar a seguinte tese: “A prerrogativa de foro para julgamento de crimes praticados no cargo e em razão das funções subsiste mesmo após o afastamento do cargo, ainda que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados depois de cessado seu exercício”.

Esse entendimento foi utilizado, por exemplo, pelo ministro André Mendonça para manter no Supremo inquérito que investiga acusações de assédio sexual contra o ex-ministro Silvio Almeida.

Por que o tema voltou ao STF?

A proposta foi levantada no julgamento de dois casos concretos:

  • O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) pediu para que uma denúncia contra ele, apresentada na Justiça Federal, fosse enviada ao STF.
  • A ex-senadora Rose de Freitas (MDB-ES) tentou encerrar uma investigação contra ela por corrupção passiva, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O ministro Gilmar Mendes, relator dos dois casos, propôs a nova interpretação para que crimes funcionais sigam no STF, mesmo após a autoridade deixar o cargo. Ele argumenta que a regra atual permite que investigados escapem do julgamento ao renunciar ou não se reelegerem.

“O parlamentar pode, por exemplo, renunciar antes da fase de alegações finais para forçar a remessa dos autos a um juiz que, aos seus olhos, é mais simpático aos interesses da defesa”, disse Mendes.

O ministro Flávio Dino, que acompanhou Gilmar Mendes, sugeriu um complemento:

“Em qualquer hipótese de foro por prerrogativa de função, não haverá alteração de competência com a investidura em outro cargo público ou sua perda, prevalecendo o foro cabível no momento da instauração da investigação.”

 

 

Com informações do g1