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Desembargadora Vânia Marques toma posse no TRE-AM

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Na tarde desta quarta-feira, 19, a desembargadora Vânia Maria Perpétuo Socorro Marques Marinho foi empossada na classe dos desembargadores suplentes do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). A sessão ocorreu no TRE de forma presencial, transmitida ao vivo pelo YouTube.

Aclamada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), a desembargadora fez o juramento. Após ser empossada, Vânia foi parabenizada e recebida de forma amistosa pelos membros da Corte do TRE-AM, que destacaram seu excelente trabalho no âmbito jurídico.

 

Eleita pelo TJAM

A eleição para definir um substituto no TRE-AM foi realizada no dia 11 deste mês, no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM). Concorriam para a vaga as desembargadoras Mirza Telma de Oliveira Cunha e Vânia Marinho, que foi eleita com 20 votos dos membros da corte, após votação em sistema eletrônico.

Histórico

A desembargadora Vânia Marinho possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), tem especialização em Direito Civil, Processo Civil, Legislação Ambiental e mestrado em Direito Ambiental Penal. Com um currículo extenso, já atuou no Ministério Público do Amazonas (MP-AM), nas comarcas de Tefé e Silves. Representou também na 44º Promotoria de Justiça diante a 1º Vara da Fazenda Pública Municipal.

Trabalhou na 28º Promotoria de Justiça da Infância e Juventude – Infracional. Anteriormente ao cargo de suplente no TRE, a desembargadora compôs a Corte do Tribunal de Justiça do Amazonas.

 

Ludmila Dias, para Portal O Poder

Foto: Divulgação

Omar e Braga serão líderes do PSD e MDB no Senado

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Os senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) reafirmaram sua influência no cenário político nacional ao assumirem cargos de liderança no Congresso, que foram oficializados nesta quarta-feira, 19.

Aziz foi escolhido como líder da bancada do Partido Social Democrático (PSD), enquanto Braga assumiu a mesma posição no Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Os líderes partidários desempenham um papel estratégico no Senado, coordenando as ações de suas bancadas, articulando votações com outras lideranças e com o governo, além de defenderem os interesses de seus partidos. Eles também são responsáveis por indicar parlamentares para compor as comissões e por votar em nome da legenda em deliberações simbólicas.

Reforço político para o Amazonas

Os partidos dos senadores amazonenses são os maiores do Congressos e cada um ficou com duas comissões. O PSD está à frente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), uma das mais importantes da Casa, e da Comissão de Relações Exteriores (CRE), enquanto o MDB comandará a Comissão de Assuntos Econômico(CAE) e a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A CCJ será presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA) e a CRE pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Já a CAE será Renan Calheiros (MDB-AL) e a CAS fica sob o comando do senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Analistas políticos avaliam que a proximidade de Omar Aziz e Eduardo Braga com os presidentes das principais comissões do Senado beneficia os interesses do Amazonas, já que propostas que podem prejudicar a Zona Franca ou o estado não devem prosperar.

Desafios para o Governo Lula

Por outro lado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode enfrentar dificuldades com a eleição de senadores da oposição para cargos-chave no Senado. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi eleito presidente da Comissão de Segurança Pública e pode ter como vice o senador Sérgio Moro (União-PR), ambos opositores declarados do governo e com potencial para travar pautas na área de segurança nacional.

Além disso, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) assumiu o comando da Comissão de Direitos Humanos, enquanto Marcos Rogério (PL-RO) ficará à frente da Comissão de Infraestrutura, o que pode representar mais desafios para o Governo Federal na tramitação de projetos nessas áreas.

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Foto: Divulgação

Para Aneel, solução para Amazonas Energia pode levar à edição de nova MP ou acordo judicial

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O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, declarou que a solução para a Amazonas Energia pode eventualmente levar à edição de nova Medida Provisória ou a um acordo judicial sobre a concessão. Em entrevista ao Podcast MinutoMega, veiculada nesta segunda-feira, 17, Feitosa citou as possibilidades que serão tratadas com a Advocacia-Geral da União (AGU).

“O que está no imbróglio judicial não é adequado, não é o melhor dos caminhos. Temos que buscar superar essa discussão, seja na perspectiva de continuar o litígio, seja buscar uma solução legislativa, um acordo judicial sobre o tema, ou eventualmente uma nova Medida Provisória. Todas essas medidas terão sua factibilidade avaliada com a AGU”, declarou o executivo.

A efetivação da transferência do controle

societário envolve flexibilizações regulatórias que serão cobertas pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Foi apenas por determinação judicial que a Aneel aprovou o plano para a Âmbar Energia assumir o controle da concessionária, com custos aos consumidores na ordem de R$ 14 bilhões. O caso segue judicializado e a efetivação da transferência de controle ainda não ocorreu.

“Hoje o Amazonas tem uma concessão que está sendo mantida por uma liminar judicial e isso traz riscos para o suprimento daquele estado, uma dificuldade grande de políticas públicas, como o Luz Para Todos”, disse o diretor-geral.

Da Redação, com informações do O Dia
Foto: Divulgação 

PGR denuncia Bolsonaro por tentativa de golpe

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nesta terça-feira, 18, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por envolvimento numa trama golpista apontada pela Polícia Federal.

Bolsonaro é acusado pelos seguintes crimes:

  • organização criminosa armada;
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;
  • e deterioração de patrimônio tombado.

Esta é a primeira vez que Bolsonaro é denunciado criminalmente perante o Supremo Tribunal Federal (STF) desde que se tornou presidente. Assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, a denúncia foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes.

A acusação representa a etapa mais avançada de uma investigação contra o ex-presidente no STF. Ao longo dos últimos anos, a Polícia Federal concluiu que o político cometeu crimes em ao menos cinco investigações que tramitam no tribunal. Em três delas, Bolsonaro foi indiciado.

A PF concluiu que ex-presidente cometeu crimes e o indiciou na investigação que apura fraude em seu cartão de vacinação, na apuração que mira a venda de joias sauditas presenteadas ao governo e, posteriormente, negociadas nos Estados Unidos, e nesta sobre a trama golpista.

A denúncia contra o ex-presidente será analisada pela Primeira Turma do STF. O colegiado é presidido pelo ministro Cristiano Zanin, a quem cabe marcar a pauta de julgamentos.

A expectativa é a de que a denúncia seja recebida pelo colegiado e que o ex-presidente se torne réu ainda neste primeiro semestre. Compõem a Primeira Turma os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux Ministro e Flávio Dino.

 

Com informações da CNN

Foto: Divulgação

 

Roberto Cidade propõe Lei que estabelece medidas para monitorar e reduzir acidentes com crianças e adolescentes

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Em 2024, 456 crianças e adolescentes, de zero a 19 anos, morreram no Brasil vítimas de acidentes domésticos, conforme dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Os números alarmantes apontam para a maior necessidade de atenção com ações preventivas. Diante disso, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), apresentou o Projeto de Lei nº 94/2025, que obriga que acidentes domésticos e de lazer envolvendo crianças e adolescentes sejam notificados.

“Queremos, acima de tudo, proteger as crianças e os adolescentes. A criação de um sistema eficiente de notificação e monitoramento tende a aumentar a responsabilidade de pais ou responsáveis. Hoje, a ausência de dados sistematizados representa um obstáculo significativo na elaboração de políticas públicas eficazes. Por outro lado, com um sistema de notificação compulsória será possível identificar os fatores de risco predominantes em diferentes regiões do estado, permitindo a formulação de soluções personalizadas”, destacou o deputado presidente.

Conforme os dados do SIM, as principais causas de riscos de acidentes estão relacionadas à respiração. Do total de ocorrências registradas no ano passado, 104 estavam relacionadas a afogamentos e submersões acidentais; outras 33 ocorrências à exposição a corrente elétrica, radiação ou pressão extrema; 29 a quedas e 23 à exposição à fumaça, fogo ou chamas.

O que prevê o PL

Conforme o PL nº 94/2025, os estabelecimentos de saúde públicos e privados ficam obrigados a notificar, de forma compulsória, ao Sistema Estadual de Vigilância em Saúde todos os casos de acidentes domésticos e de lazer que resultem em morte, hospitalização ou atendimento de emergência de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos.

A notificação deverá ser encaminhada em até 48 horas após o atendimento ao Sistema Estadual de Vigilância em Saúde e à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), por meio de uma plataforma eletrônica disponibilizada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).

O Sistema Estadual de Vigilância em Saúde consolidará as informações em um banco de dados unificado, que servirá como subsídio para a formulação de políticas públicas de prevenção de acidentes infantis; a promoção de campanhas educativas junto à população; o monitoramento e avaliação de riscos em regiões específicas do Estado; e ainda para a publicação de relatórios trimestrais com análises detalhadas dos dados coletados, incluindo recomendações para a redução de acidentes.

Segundo levantamento realizado pela Aldeias Infantis SOS, em 2024, elaborado a partir de dados do DataSUS, a cada hora, cerca de 13 crianças são internadas por lesões não intencionais, sendo que 90% dos acidentes, poderiam ser evitados por meio de ações simples de prevenção e cuidado qualificado.

“A experiência de outros Estados que implementaram sistemas semelhantes demonstra que o monitoramento eficaz contribui para a redução significativa dos índices de acidentes. No Paraná, por exemplo, após a implementação de um programa estadual de prevenção de acidentes com crianças, os casos de internações devido a queimaduras diminuíram em 15% em três anos. Além disso, a publicação trimestral de relatórios detalhados pela SES-AM permitirá que os dados sejam utilizados na promoção de ações educativas e preventivas”, finalizou.

Com informações da Aleam

Foto: Divulgação 

Após mudança na lei da improbidade, processos contra agentes públicos têm queda de 42%, diz levantamento

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Com as mudanças na lei da improbidade administrativa, o número de processos contra agentes públicos caiu 42% entre 2021 e 2023, mostram dados do Anuário do Ministério Público, lançado nesta segunda-feira. No período analisado, o quantitativo de casos decaiu de 22 mil para 12.846. A redução é atribuída por membros MP como consequência de uma mudança na legislação sancionada em 2021, quando se passou a exigir, entre outros pontos, a comprovação da intenção de mau uso de recursos públicos para a tipificação de casos como improbidade administrativa.

Segundo o levantamento, dados registrados no ano passado também mostraram a continuidade da redução, com 9.752 casos contabilizados até outubro de 2024. A pesquisa também traçou o perfil das pessoas condenadas por improbidade entre 1995 e 2024, com base em banco de dados do CNJ. No período analisado, foram 28.216 condenações ao todo, incluindo condenações por um ou mais assuntos relacionados ao ilícito.

As condenações mais recorrentes dizem respeito a dano ao erário (36%) e violação dos princípios administrativos (34%); responsabilizações por enriquecimento ilícito chegaram a 10% das condenações judiciais.

Entenda o que é a lei da improbidade administrativa

Criada em 1992, a legislação teria sido elaborada para combater a sensação de impunidade, em meio ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. A lei, no entanto, foi flexibilizada em 2021, sob a justificativa de parlamentares de que seria preciso atualizá-la para evitar excessos, como um prefeito correr o risco de perder o mandato por atrasar uma prestação de contas. Na época, a mudança teve apoio tanto de governistas quanto da oposição no Congresso.

Sancionada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a nova versão modificou o entendimento sobre atos ilícitos contra a gestão pública. Desde então, a lei passou a prever punição apenas se for comprovado o dolo, ou seja, quando há a intenção de dano por parte dos gestores.

Na época, a mudança beneficiou membros e aliados do governo, como o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, absolvido no ano seguinte em uma ação que o responsabilizava pelo caos no sistema de saúde em Manaus, onde pacientes morreram asfixiados por falta de oxigênio durante a pandemia. Outro a usar a flexibilização da lei em um processo foi o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), aliado do Palácio do Planalto. Após a aprovação da norma, ele pediu o arquivamento de uma ação na qual já foi condenado em instâncias inferiores e atualmente está no Superior Tribunal de Justiça.

Procurada na época, a defesa de Lira afirmou que ele não foi o autor da proposta e nem votou na sessão. Ele foi acusado de desvios na Assembleia Legislativa de Alagoas quando era deputado estadual. Lira nega as acusações.

 

Da Redação com informações de O Globo 

Foto: Gustavo Moreno/STF 

PF e MPF lutam para coibir garimpo ilegal nos rios da Amazônia

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A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) atuam para coibir o garimpo ilegal nos rios da Amazônia. Os garimpeiros usam dragas que revolvem os sedimentos do leito do rio com maquinário pesado, resultando na destruição do leito fluvial, contaminação das águas por mercúrio e impactos severos nas comunidades ribeirinhas que dependem do rio para sua subsistência.

Recentemente, o Greenpeace Brasil descobriu, via satélite, um aglomerado de 130 balsas, mostrando a resiliência da atividade garimpeira no rio Madeira. A Bacia Hidrográfica já foi alvo de operações anteriormente. Dados do MapBiomas, de 2021, mostram que a área de garimpo terrestre na bacia do Madeira saltou de 3.753 hectares em 2007, para 9.660 hectares em 2020 – um aumento de 5.907 hectares, o equivalente a mais de 8.200 campos de futebol. 

Na Amazônia, que concentra 94% da área garimpada do Brasil, mais de 50% das operações ocorrem ilegalmente em Terras Indígenas e Unidades de Conservação. O garimpo no bioma cresceu 10 vezes nas últimas três décadas, com aumentos de 301% em Unidades de Conservação e 495% em Terras Indígenas. Por isso, a atuação da PF e do MPF tem sido firme para combater a atividade ilegal. 

 

Da Redação

 

RR: Roraima volta a importar energia da Venezuela e tem problemas com apagão

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O estado de Roraima voltou a utilizar energia importada da Venezuela, a informação foi repassada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O reinício da importação começou na última sexta-feira, 14.

Em janeiro, o ONS realizou três dias de teste, que foram autorizados pelo Ministério de Minas e Energia, para avaliar o sistema operando com a energia proveniente da Venezuela. A importação de energia para Roraima ocorre desde 2001 e teve sua suspensão em 2019, após uma série de apagões no país vizinho.

Roraima passa por apagão

Com a retomada recente da importação de energia, não foi diferente. No dia 15, um dia depois do reinício das operações, o ONS identificou o desligamento, que foi de 16h16 até às 22h08 do mesmo dia. Roraima é o único estado do Brasil que não faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), sendo assim, segue isolado, sofrendo com blecautes.

Uma reunião da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi marcada nesta terça-feira, 18. A pauta conta com o voto da diretora e relatora do processo, Ludimila Lima, que disponibiliza e prevê a autorização para a importação, mas necessita da autorização dos demais diretores.

A importação de energia pressupõe uma economia de R$42 milhões em recursos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), considerando máximo de 15 MW entre o período de janeiro e abril de 2025.

 

Da Redação

Foto: Divulgação

PF e Receita Federal realizam operação no Amazonas e Roraima

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A Polícia Federal, em ação conjunta com a Corregedoria da Receita Federal, deflagrou nesta terça-feira, 18, nos estados de Roraima, Santa Catarina e Amazonas, a Operação Publicanos, que investiga uma organização criminosa com atuação na fronteira entre o Brasil e Venezuela.

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Boa Vista/RR, Pacaraima/RR, Bonfim/RR, Itapema/SC e Manaus/AM. Além disso, a Justiça Federal determinou o afastamento do cargo de um funcionário público envolvido por 120 dias, o recolhimento do passaporte e proibição de deixar o país para outros dois investigados.

Segundo apurado, os investigados simulavam a exportação visando o recebimento de isenções fiscais, entretanto, os itens retornavam para serem vendidos em território nacional, ocasionando vultosos prejuízos aos cofres públicos e concorrência desleal com o mercado interno.

Os crimes investigados são corrupção ativa e passiva, contrabando, descaminho, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

Da Redação, com informações da assessoria
Foto: Divulgação 

TCE-AM multa ex-prefeito Anderson de Rio Preto da Eva

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) multou o ex-prefeito de Rio Preto da Eva, Anderson de Souza, por má gestão no controle e enfrentamento de queimadas durante a estiagem em 2024. O acórdão foi publicado no último dia 14 de fevereiro.

O Ministério Público de Contas (MPC-AM) ingressou com a Representação n° 33/2024 contra a Prefeitura de Rio Preto da Eva e órgãos estaduais responsáveis pelo controle ambiental. Para o MPC, a ausência de ações no enfrentamento de incêndios florestais resultou em uma crise ambiental no município.

O TCE-AM apontou negligência na fiscalização e na contenção de queimadas ilegais, contribuindo para o nível crítico de poluição atmosférica. Rio Preto foi um dos principais municípios com focos de fumaça em 2024.

Multas aplicadas

Os conselheiros do TCE-AM decidiram aplicar multas individuais no valor de R$ 13.654,39 para Anderson José de Souza, ex-prefeito de Rio Preto da Eva; Eduardo Costa Taveira, secretário de Estado do Meio Ambiente (SEMA); Juliano Marcos Valente de Souza, diretor do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM); Orleilso Ximenes Muniz, comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBMAM).

Eles têm um prazo de 30 dias para efetuar o pagamento, devendo encaminhar o comprovante autenticado ao TCE-AM. O não cumprimento resultará na cobrança administrativa ou judicial dos valores.

Determinações 

Além das multas, o TCE-AM determinou a adoção de medidas emergenciais para mitigar os impactos ambientais. A Prefeitura de Rio Preto da Eva, o CBMAM, a SEMA e o IPAAM deverão apresentar, no prazo de 30 dias, um plano estratégico voltado ao fortalecimento do combate às queimadas e à redução da poluição atmosférica na região.

A Prefeitura também terá 120 dias para elaborar um plano de educação ambiental, incluindo campanhas publicitárias e ações preventivas junto aos produtores rurais, além da implementação de um programa educativo em escolas e instituições públicas.

Já a SEMA e o IPAAM deverão de intensificar as ações de comando e controle, promovendo um planejamento integrado entre as esferas federal, estadual e municipal. As medidas devem incluir um cronograma e orçamento definidos, visando a redução do desmatamento e das queimadas ilegais.

 

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Ilustração: Neto Ribeiro