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MPAM pede esclarecimentos a respeito da Educação de Silves

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar, de forma continuada, as políticas públicas referentes à Educação e estabelecimentos de ensino em Silves. A medida é válida para este ano.

O órgão levou em consideração que todos os municípios devem oferecer, prioritariamente, ensino fundamental e educação infantil, permitida a atuação de outros níveis apenas quando as necessidades de exigência forem atendidas. Além disso, há necessidade de acompanhar as instituições de ensino do município.

A Secretaria de Educação de Silves deverá informar ao MPAM a quantidade atual de creches, previsão para entrega de fardamentos e creches e se há professores auxiliares para Pessoas Com Deficiência (PCDs).

 

 

Da Redação

Polícia Federal realiza operação em Manaus

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  1. A Policia Federal do Amazonas (PF) realiza uma operação na manhã desta quarta-feira, 5, pelas ruas de Manaus cumprindo operação. Dentro de instantes vamos informar os alvos e as prisões realizadas.

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Juíza amazonense será auxiliar de Cármen Lúcia no TSE

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A magistrada amazonense Andréa Jane de Medeiros, juíza titular da 5.ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, foi designada para integrar a equipe de juízes auxiliares da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o biênio 2024-2026. A nova gestão da Corte Eleitoral, que tem à frente a ministra Cármen Lúcia, tomou posse na tarde de segunda-feira, 3, em sessão solene no plenário do TSE, em Brasília.

“Estou muito honrada em ser designada pela ministra Cármen Lúcia como juíza auxiliar da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral e assumo a função imbuída de grande senso de responsabilidade e determinada a atuar com o mesmo afinco que sempre dedico aos desafios que a carreira da magistratura, a qual escolhi seguir há 26 anos, impõe”, afirmou a juíza Andréa Jane.

Ressaltando que caberá à ministra Cármen Lúcia coordenar as Eleições Municipais de 2024 e iniciar os trabalhos de preparação do próximo pleito geral, a juíza André Jane afirmou que a gestão do TSE e toda sua equipe técnica, incluindo os juízes auxiliares, têm pela frente um período de intensa atividade, com grandes desafios.

“Estaremos todos empenhados em preparar as próximas eleições, que são a expressão maior de nossa democracia. Temos um sistema de urnas eletrônicas que é o orgulho do país, por sua segurança, confiabilidade e modernidade, mas também vários desafios que esta mesma modernidade nos apresenta, como a questão do uso da Inteligência Artificial e das redes sociais no contexto dos processos eleitorais. Então, teremos um período de muito trabalho e estou muito motivada com isso”, acrescentou Andréa Jane.

Trajetória

Nascida em Parintins (AM) e graduada em Direito pela Universidade Federal do Amazonas em 1994, André Jane é especialista em Direito Penal e Processo Penal pela Ufam, e em Direito Eleitoral pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Escola Judiciária Eleitoral. É, também, mestra em Função Social do Direito da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp).

Ingressou na magistratura amazonense em 1998 e atuou como juíza de 1.ª Entrância no interior do Amazonas por 13 anos, nas comarcas de São Paulo de Olivença, Benjamin Constant, Juruá e Urucurituba, onde exerceu cumulativamente as funções de juíza eleitoral, presidindo os pleitos locais. Foi promovida em 2011, por merecimento, à capital, como titular da 5.ª Vara Criminal, ano em que foi eleita membro da Turma Recursal dos Juizados Especiais, no mandato de 2011 a 2015.

Em 2014, foi nomeada membro do Juizado do Torcedor, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o apoio da Fifa, para a Copa do Mundo daquele ano. No ano de 2015, presidiu a primeira Audiência de Custódia em Manaus. Em 2018, atuou como titular da 1.ª Zona Eleitoral, sendo nomeada Juíza da Fiscalização da Propaganda Eleitoral.

À frente da 5.ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, a magistrada atuou até meados do ano passado como juíza coordenadora das Audiências de Custódia do Amazonas, integrando o Grupo Permanente de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário.

É pesquisadora de Direitos Políticos dos Povos Indígenas. Foi uma das coordenadoras do Projeto de Tradução dos Cartazes Informativos do CNJ sobre Audiência de Custódia para as línguas indígenas Ticuna, Matis, Marubo e Kanamari e coordenadora-executiva do Projeto de Tradução da Constituição Federal para o Nheengatu.

Entre outras honrarias na carreira, a magistrada amazonense recebeu, em agosto de 2023, das mãos da então ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, o “Prêmio Igualdade de Gênero do Poder Judiciário Auri Moura Costa”, premiação conferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo CNJ como reconhecimento público à sua trajetória no Judiciário e pelo desenvolvimento de iniciativas como a que providenciou, no ano de 2021, a instalação de seção eleitoral na aldeia indígena Maronal, no Vale do Javari (no Oeste do Estado do Amazonas).

A providência, conforme destacado durante a solenidade de premiação, tem favorecido a participação, sobretudo, de mulheres indígenas no processo de votação. Antes da instalação da sessão eleitoral, os indígenas da etnia Marubo – que vivem na aldeia Maronal – tinham que se deslocar por até seis dias, de barco, até a Seção Eleitoral mais próxima.

 

Da Redação com informações do TJAM 

Foto: Divulgação

 

Presidente do Sinjor-AM, Wilson Reis tem contas reprovadas e tenta reverter decisão em ato ilegal

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O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (Sinjor-AM), Wilson Carlos Braga Reis, teve a prestação de contas do ano de 2023 reprovada em assembleia-geral realizada no dia 29 de abril deste ano, por 11 votos contra sete, e tenta reverter a decisão em ato ilegal. A reprovação das contas de Wilson Reis o deixa inelegível para a próxima eleição do sindicato, em 2026. Ele ocupa o cargo de presidente há mais de dez anos. 

Em reunião realizada com a diretoria executiva do Sinjor-AM, no qual Reis tem a maioria, o presidente anulou a assembleia e convocou nova assembleia para esta terça-feira, 4, às 19h, sem a publicação da ata da assembleia anterior, sem a publicação da ata da reunião executiva em cartório e fora do prazo legal para o julgamento da prestação de contas de 2023, que era até o dia 30 de abril de 2024, como prevê o artigo 67 do Estatuto do Sinjor-AM. 

Na convocatória do dia 29 de abril, Wilson Reis suprimiu do documento que todos os jornalistas sindicalizados precisavam estar com a anuidade de 2024 em dia. Os jornalistas que votaram no dia estavam com menos de um ano da anuidade de 2023 paga e não receberam notificações informando o atraso de pagamento relativo ao ano corrente. Na nova convocatória, Wilson Reis publicou que os sindicalizados aptos a votar as contas precisavam estar “quites com as obrigações estatutárias” sem dar detalhes.

As contas do presidente do Sinjor-AM de 2023 foram reprovadas por ilegalidades detectadas no balanço patrimonial do sindicato, como doações para o Sinjor-AM não contabilizadas, falta de documentos fiscais, notas fiscais com rasuras e apagadas, além de débitos sem identificação no extrato bancário. Em 2023, o Sindicato dos Jornalistas do Amazonas movimentou mais de R$ 157 mil, sendo a maioria do recurso oriundo de verba pública. 

Ao assumir o cargo de vice-presidente do Sinjor-AM, a jornalista Paula Litaiff se disponibilizou a contribuir para a captação de recursos voltados à reforma da sede do sindicato e com a realização de projetos de empreendedorismo para os jornalistas. 

Paula Litaiff foi eleita para ser vice-presidente do sindicato em dezembro do ano passado para o período de 2023–2026. O convite para formar chapa com o Wilson Reis foi aceito mediante promessa de que a nova gestão seria conjunta e transparente, visando auxiliar a categoria de jornalistas. 

Antes de iniciar a captação de receitas para o Sinjor-AM, Paula Litaiff pediu para ter acesso aos documentos fiscais do sindicato, o que lhe foi negado verbalmente e por documentos extrajudiciais nos dias 26 de fevereiro de 2024 e 10 de abril de 2024.

No dia da reprovação da prestação de contas de Wilson Reis, a contadora do Sinjor-AM, Rosana Valério, apresentou o Balanço Patrimonial e Financeiro e admitiu irregularidades no documento, como o não registro de doações para o sindicato no ano de 2023. A declaração da contadora foi questionada pelos jornalistas presentes na assembleia-geral, cuja maioria decidiu por reprovar as contas de Wilson Reis.

Em ato ilegal, Wilson Reis pretende anular arbitrariamente a decisão de 29 de abril da assembleia-geral – considerada soberana pelo Estatuto do Sinjor-AM –  em uma nova assembleia a ser realizada hoje, terça-feira, 19h, na sede do sindicato, localizada na Praça Santos Dumont, 15, no Centro da cidade. 

 

Da Redação com informações da assessoria 

Foto: Divulgação

Contaminação de água parintinense é alvo de investigação no MP de Contas

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O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) admitiu a Representação do Ministério Público de Contas (MPC-AM) em face da Prefeitura e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto  (Saae) de Parintins para apurar denúncia de má gestão e ilegalidade na gestão de abastecimento de águas do município. 

O MPC-AM, por meio do procurador de Contas Ruy Marcelo Alencar de Mendonça, ofereceu a denúncia, informando que recebeu o ofício Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), segundo o qual a Prefeitura de Parintins estaria se omitindo de enfrentar grave problema de contaminação das águas de abastecimento por metais pesados, “consoante atestado pelos relatórios técnicos elaborados pelas equipes da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), relativos às análises da qualidade da água ofertada à população do município. 

De acordo com o MPC-AM, requisitadas informações, a prefeitura inicialmente silenciou. Depois declarou situação emergencial sobre o abastecimento de água. Oficiada novamente, a prefeitura, por intermédio da procuradoria municipal, informou que antes desse decreto havia sido expedido em dezembro de 2023 um primeiro, para atender a constatação dos órgãos técnicos sobre a persistência da contaminação das águas de abastecimento. 

Em seguida, o Saae afirmou, por meio do Ofício n. 15/2023-SAAE/PIN, que teria providenciado uma contraprova para análise da água, que estaria firmando termo de cooperação técnica junto à UEA e que teria elaborado um plano de ação com a descrição de medidas e valores que devem ser adotados para resolução do problema em curto, médio e longo prazo.

“Entrementes, chegou a nosso conhecimento que o Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) flagrou a Prefeitura perfurando poço sem qualquer autorização ou licenciamento ambiental”, diz o procurador.

Ainda segundo a Representação, a Sedurb declarou publicamente haver abuso da Prefeitura, vez que estaria ajustado entre Estado e Município o projeto de obras do Prosai (Programa de Saneamento Integrado de Parintins que prevê investimentos na ordem de U$ 87,5 milhões, para modernizar e expandir o sistema de águas e esgotos em Parintins) e “não se tem conhecimento sobre a consistência, regularidade e legalidade das ações da prefeitura ao problema crônico da má qualidade das águas nem a observância aos ditames da Lei Complementar Estadual 214/2021 que institui a microrregião de saneamento do Amazonas, que tornou a gestão dos serviços compartilhada entre o Estado e o município, tornando, assim, irregulares atitudes precárias e unilaterais do Saae”.

O procurador diz que o assunto comporta instrução oficial para eliminar qualquer dúvida sobre a ilegalidade e má gestão em assuntos de interesse de toda a população da cidade de Parintins. E pede a instrução regular e oficial da representação, mediante apuração oficial e técnica, com garantia de contraditório e ampla defesa”.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Foto: Divulgação

Audiência pública discute mudanças de empresas que fazem travessia Ceasa-Careiro

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A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realizou uma audiência pública na manhã desta terça-feira, 04, no auditório do Senai, em Manaus. Os assuntos tratados giraram em torno de uma seleção pública que deve escolher apenas uma empresa para realizar a travessia de passageiros entre a capital amazonense, pelo porto do Ceasa, e o Careiro da Várzea, na Região Metropolitana. 

O Portal O Poder recebeu uma denúncia falando que o assunto tem sido pouco debatido e que a reunião desta terça-feira é para oficializar a mudança das empresas que, atualmente, fazem a travessia. 

O intuito da audiência pública era obter contribuições, subsídios e sugestões para o aprimoramento dos documentos relativos à esta seleção. Atualmente, cinco empresas atuam fazendo o serviço de travessia, mas, de acordo com a documentação, após a seleção, apenas uma realizará o serviço desempenhado. 

Tal fator tem gerado descontentamento aos que trabalham no local. Uma das opções dadas pelo técnico da Antaq é que as empresas que realizam o serviço podem fazer um consórcio e concorrer. Além disso, o órgão ressaltou que o serviço precisa ser melhorado para não gerar prejuízos à população. 

Outro ponto é que o valor da travessia sofrerá um possível reajuste. Como o edital está em processo inicial, ainda é precoce afirmar um valor, mas a Antaq afirma que será reajustado. 

Dragagem

O presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento da Navegação Interior (Abani), o empresário Dodó Carvalho, questionou se haverá o serviço de dragagem no trecho entre Manaus e Careiro da Várzea. 

Outro questionamento, levantado por Clinio Maurício Sounier, que estava representando as empresas que fazem a travessia,  é que existe uma questão política para colocar uma empresa que não é da região.  

Nem a Antaq nem o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que também estava no local, responderam os questionamentos levantados durante a audiência pública. Outras reuniões podem ser marcadas. 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

Impedimentos da Justiça Eleitoral podem tirar Renato Júnior da vaga de vice de David Almeida

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O trabalho que vem sendo feito há um bom tempo é viabilizar o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Renato Júnior, para ser o vice de David Almeida nas eleições deste ano pode ser frustrado. O secretário está inelegível por ser ficha suja junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

A inegabilidade é baseada em documentos eleitorais e na certidão emitida nesta terça-feira, 4. Dessa maneira, será colocado em pauta um julgamento para que Renato Júnior tente se livrar dessa condenação.

Porém, ao menos por enquanto, Renato Júnior está impedido pela Justiça Eleitoral de concorrer ao pleito deste ano. Além disso, o Ministério Público Eleitoral pede o indeferimento do pedido do secretário para quitação eleitoral por não ter prestação de contas.

Renato Júnior não entregou a documentação necessária quando foi candidato e o prazo foi perdido. Há muitas pendências, conforme o órgão ministerial.

“(…) a irregularidade é considerada como recurso de origem não identificada. Dessa forma, o valor irregular deve ser recolhido ao Tesouro Nacional para que então a irregularidade seja sanada. Pelo exposto, o MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL manifesta-se pelo
INDEFERIMENTO do pedido de regularização”, diz trecho da decisão.

 

 

Da Redação

David faz comparação com Moisés da Bíblia e dá indireta para povo ingrato; Veja vídeo

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Em seu discurso durante o lançamento da pré-campanha eleitoral, na noite de ontem, 3, David Almeida lembrou de Moisés, do Antigo Testamento da Bíblia. O prefeito relatou que o povo era ingrato, pois foi tirado da escravidão no Egito, levado para um lugar melhor e, mesmo assim, reclamava.

Malmente ou indiretamente, David Almeida usou essa analogia para o povo de Manaus, que, de acordo com o prefeito, vive seu melhor momento com a atual administração municipal. Mas o povo é ingrato e reclama.

David foi infeliz em seu discurso porque esqueceu que Moisés não entrou na Terra Prometida e, fatalmente, ele também não entrará.

Confira o vídeo do PORTAL O CONVERGENTE:

 

 

Da Redação

TCE-AM dá prazo para prefeitura de Itacoatiara explicar contrato de limpeza pública

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) deu 30 dias para que a Prefeitura de Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus) e Kessia Raiane Bezerra Sales, fiscal do contrato de serviço de coleta de lixo e limpeza púbica da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Itacoatiara, explicassem um contrato.

A fiscal deverá apresentar ao TCE-AM novas justificativas e documentos acerca dos aspectos meritórios suscitados no bojo da representação. A defesa deverá ser endereçada à Corte de Contas, à Diretoria de Controle Externo de Licitações e Contratos (Dilcon).

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Cármen Lúcia assume a presidência do TSE

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Em um cenário de violência e ódio usados como instrumentos para garrotear liberdades, o Tribunal Superior Eleitoral continuará a combater duramente a mentira. Os atos ilícitos serão investigados e, se provados, punidos na forma da lei. E o medo não terá lugar.

Essa promessa é da ministra Cármen Lúcia, empossada nesta segunda-feira (3/6) como presidente do TSE. Ela substitui o ministro Alexandre de Moraes, que se despede da corte após dois biênios, tendo passado um ano e nove meses desse período na presidência.

Cármen Lúcia foi empossada em cerimônia recheada de autoridades, incluindo o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O ministro Nunes Marques será seu vice-presidente.

Em seu discurso, a presidente destacou que o momento atual é peculiar porque ódio e violência são utilizados como instrumentos para sufocar liberdades, contaminar escolhas e aproveitar-se do medo como um vírus para adoecer a confiança dos cidadãos na democracia.

Ela afirmou que um dos maiores desafios do TSE é conter a mentira espalhada pelo ecossistema digital, que definiu como “um desaforo tirânico contra a integridade das democracias, um instrumento de covardes e egoístas”.

“A mentira continuará a ser duramente combatida. O ilícito será investigado e, se provado, será punido na forma da legislação vigente. O medo não tem acesso em casa de Justiça nenhuma. Até porque, como já lembrava Ruy Barbosa, não há salvação para juiz covarde.”

Confiança para as eleições municipais

Essa é a segunda passagem de Cármen Lúcia pela presidência da corte. Ela ocupou o cargo no biênio 2012-2013, quando comandou eleições municipais, missão que repetirá em outubro. A ministra foi elogiada nos discursos da cerimônia, com grande confiança em sua atuação.

Alexandre de Moraes destacou que sua sucessora garantirá neste ano eleições livres, seguras e transparentes. E exaltou seu histórico de defensora do Estado democrático de Direito e a luta contra todo e qualquer tipo de discriminação.

Em nome do TSE, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Raul Araújo, disse que, neste momento de particular inquietação ainda presente no cenário político, chega à presidência uma das ministras mais qualificadas e admiradas do Judiciário nacional.

“Está, hoje, ainda mais capacitada e experiente não apenas como administradora e julgadora, mas como possível articuladora de fundamental diálogo político e pacificador, algo aguardado e até ansiado pela maioria da população.”

Procurador-geral da República, Paulo Gonet destacou que, como diz o ditado, “ninguém se perde no caminho da volta”. Assim, segundo ele, Cármen Lúcia já vem mostrando no TSE seu compromisso com a democracia brasileira.

“A todos tornou evidente que os valores da moralidade, igualdade, integração social e eficiência continuam a ter, em Vossa Excelência, esteio e realização. Na sua volta à presidência, estaremos todos seguros de que a causa do bem continuará a ter refletido e enérgico esforço de que a democracia necessita para triunfar.”

Por fim, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, citou Juscelino Kubitscheck ao recomendar prudência e altivez à nova direção do TSE. “Estaremos lado a lado no combate às tentativas de desacreditar o sistema de votação com base em dados falsos e teorias conspiratórias sem fundamento na realidade.”

 

 

Com informações do Conjur