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MPF e MPAM ‘miram’ Dedei Lobo e vereadores após promessa de doação de imóveis em Humaitá

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O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Promotoria Eleitoral da 17ª Zona Eleitoral do Amazonas, e o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da 1ª Promotoria de Humaitá, recomendaram ao prefeito de Humaitá, Dedei Lobo, que não doe títulos de imóveis em ano eleitoral. De acordo com a denúncia recebida pelos órgãos, em vídeo, o Chefe do Executivo Municipal prometeu a distribuição de pelo menos 160 imóveis à população. Tal conduta é proibida pela lei eleitoral que fala que em ano em que ocorram as eleições, como em 2024, é proibido que agentes públicos façam doações. 

Além disso, os ministérios recomendaram ao político seguir os parâmetros da lei, pois pode responder por abuso de poder político uma vez que é candidato à reeleição. 

Eles também levaram em consideração a possibilidade de uma lei municipal ser aprovada pelos vereadores que autoriza essa conduta vedada por lei federal. Ou seja, se isso ocorrer, os parlamentares da base aliada podem responder por abuso de poder político e por conduta vedada a agente público. Por isso, também foi emitida a recomendação ao presidente da Câmara de Humaitá, Manoel Domingos dos Santos Neves, para que não se abstenha de cumprir a lei, para que não aprove o projeto de Lei que autoriza doação de títulos de imóveis para 2024 e, ainda, fazer uma emenda parlamentar modificativa autorizando essas doações a partir de 2025. 

O promotor de Justiça e promotor eleitoral da 17ª Zona Eleitoral, Weslei Machado, pediu que as recomendações sejam expostas no site da Câmara Municipal e no da Prefeitura. Eles têm dez dias para cumprir o recomendado e caso não cumpram, responderão processos eleitorais, podendo ter o mandato cassado. 

Veja:

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Neto Ribeiro/Portal O Poder 

“Quem deve os professores é o governo” , diz David Almeida. Veja o vídeo

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Durante evento para assinatura da ordem de serviço para reforma da praça de alimentação e área esportiva no Armando Mendes, Zona Leste de Manaus, o prefeito de Manaus, David Almeida, foi direto quanto à situação da Educação na cidade.

“Quem deve os professores é o governo”, afirmou David Almeida.

Desde o ano passado, os professores cobram o pagamento de benefícios, como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), por exemplo.

 

 

Da Redação

PF faz buscas em endereços de pessoas ligadas a Luciano Bivar, ex-presidente do União Brasil

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) uma operação no inquérito que apura supostas ameaças feitas pelo deputado Luciano Bivar (PE) ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda.

O G1 apurou que as buscas não são sobre o caso do incêndio nas casas de praia da família Rueda, em março, mas sobre ameaças no contexto dessa disputa.

Duas pessoas ligadas a Bivar são alvo de busca nesta terça. O caso é relatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques.

A Operação Stasis cumpre cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no interior de Pernambuco.

As investigações tiveram início na Polícia Civil do Distrito Federal. Com declínio da competência para o STF, a investigação ficou a cargo da Policia Federal.

 

 

Com informações do G1

Wilson Lima reúne secretários para antecipação de ações de enfrentamento de estiagem em 2024

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O governador Wilson Lima (União Brasil) reuniu, na segunda-feira, 6, secretários de estado para alinhar ações de enfrentamento à estiagem prevista para este ano e a construção do plano de trabalho estadual para a questão. De acordo com o monitoramento realizado pelo Estado, os dados apontam a possibilidade de uma seca tão ou mais severa do que a ocorrida em 2023. O governador determinou que as secretarias trabalhem no planejamento prévio para minimizar os efeitos da estiagem, caso ocorra.

“Estamos fazendo essa reunião de alinhamento com todas as secretarias envolvidas diretamente nessas ações de combate à estiagem e também de ajuda aos nossos irmãos que poderão ser afetados na atividade econômica ou na questão ambiental com desmatamento e queimadas, para que todas as secretarias se antecipem nas suas ações”, afirmou.

Participaram da reunião coordenada por Wilson Lima, o vice-governador Tadeu de Souza e 30 secretários e gestores do Governo do Amazonas. O secretário executivo de Defesa Civil, coronel Francisco Máximo, apresentou o panorama e os indicadores climáticos para 2024.

“Os estudos hidroclimatológicos mostram que está praticamente descartada a possibilidade de termos uma enchente esse ano. O que nos deixa ainda mais preocupados porque os rios não vão se recuperar o suficiente para no período da vazante ter uma condição que garanta a trafegabilidade das nossas embarcações”, exemplificou o chefe de Defesa Civil.

A Defesa Civil tem realizado desde o mês de janeiro reuniões com setores como indústria e comércio, poderes públicos, empresas de telecomunicações e concessionárias de água e energia para fornecer informações e coordenar ações de prevenção diante da possibilidade de outra severa estiagem em 2024.

Os níveis dos rios em todas as calhas do Amazonas estão abaixo do esperado para o período, se comparado a anos anteriores. A cota do rio Negro, nesta segunda-feira, por exemplo, chegou à marca de 25,57 metros. Em anos anteriores as cotas nesse mesmo dia eram de 27,33 metros (2023); 28,99 metros (2022) e 29,30 metros (2021).

Entre as ações consideradas urgentes estão a dragagem dos rios, que será feita pelo Governo Federal por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit); manutenção de portos e aeroportos; controle de qualidade do ar; soluções para acesso à água potável; e medidas que evitem o desabastecimento de combustíveis, comércios e comunicações.

Reuniões com Governo Federal

O governador Wilson Lima, desde o mês de março, tem se reunido com o Governo Federal, a exemplo dos ministérios de Portos e Aeroportos, Integração e Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e Mudança do Clima solicitando apoio na antecipação de ações que minimizem os impactos da estiagem no Amazonas.

Em 2023, o estado enfrentou a estiagem mais intensa da história e o Governo do Amazonas atuou no envio célere de ajuda humanitária aos afetados, por meio da Operação Estiagem 2023, com envolvimento de 30 órgãos estaduais e investimentos diretos de R$ 100 milhões. Entre outras ações, foram entregues mais de 95,8 mil cestas básicas.

 

 

Da Redação, com informações da Secom

Foto: Divulgação

TRE desaprova contas do diretório estadual do PT

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) desaprovou as contas do Diretório Estadual do PT.

Segundo o parecer conclusivo, a agremiação partidária deixou de comprovar diversas despesas registradas na prestação de contas que, somadas, perfazem a quantia de R$ 319.213,66.

“No caso em comento, as despesas sem comprovação contaminaram percentual superior a 50% dos recursos movimentados”, diz trecho do documento.

 

 

Da Redação

MPAM recomenda a anulação de licitação milionária de veículos em Manicoré

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por intermédio do Inquérito Civil nº 187.2023.000017, acatou Recomendação contra o prefeito de Manicoré (a 331 quilômetros de Manaus), Lúcio Flávio (PSD), sobre possíveis irregularidades no Pregão Presencial com Registro de Preços nº 055/2023, cujo objeto é a eventual aquisição de veículos automotores para a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

O MPAM ainda recomenda ao gestor municipal, a anulação do Pregão Presencial tendo em vista as diversas irregularidades constantes na licitação, em especial sobrepreço e cláusulas restritivas.

A matéria ainda determina que “Fica o Excelentíssimo Prefeito de Manicoré devidamente informado,  desde já, que o não atendimento à presente Recomendação deixará evidenciado o propósito deliberado de desrespeitar normas legais, bem como princípios que regem a Administração Pública, tais como legalidade, competitividade e moralidade, afastando, pois, eventual e futura alegação de boa-fé, sujeitando-o  a responder judicialmente por suas ações ou omissões, que por ventura caracterizam a prática de atos de improbidade administrativa”.

Investigação

A investigação do MPAM foi baseada na matéria divulgada pelo Portal O Poder no ano passado, que denunciava que o prefeito de Manicoré iria gastar mais de R$ 4,1 milhões na compra de veículos automotores.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro

Justiça Eleitoral concede prazo para Dan Câmara quitar débito

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) concedeu um prazo de cinco dias para o deputado Dan Câmara pagar um débito com a Justiça Eleitoral. A Prestação de Contas Eleitorais (12193) nº 0600653-76.2020.6.04.0051 foi publicada no diário oficial. 

De acordo com o documento, o processo tramitou em Presidente Figueiredo. O parlamentar foi candidato a vereador pelo Republicanos e terá que devolver dinheiro ao Tesouro Nacional. A quantia não foi revelada neste documento. 

Veja:

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

PA: ‘Não comparem Dubai a Belém’, diz Helder

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O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse nesta segunda-feira , 06, que a Conferência Nacional das Nações Unidas (COP) 30 do ano que vem, que vai ocorrer no Pará, será “a maior experiência ambiental de todas as COP”.

“Não queremos fazer a COP como fez Dubai, com seus grandes prédios, as suas grandes avenidas. Quem queria hotel seis estrelas, hotel dos mais altos níveis globais, quem queria prédio de 50, 70 andares teve a oportunidade de viver essa experiência no ano passado, em Dubai”, provocou.

“Agora quem quiser ver os grandes rios, as grandes árvores e ver os povos da floresta será em Belém do Pará a COP das florestas, a maior experiência ambiental de todas as COP”, afirmou o governador.

Barbalho participa nesta manhã do anúncio de R$ 1,3 bilhão em investimento para melhoria da infraestrutura de Belém (PA). A cerimônia, que ocorre no Palácio do Planalto, conta com a presença dos ministros da Casa Civil Rui Costa, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o Meio Ambiente, Marina Silva, de Cidades, Jader Filho, Secretaria-Geral, Márcio Macêdo,além do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, diretores da Itaipu, representantes de órgãos públicos e autoridades federais, estaduais e municipais.

 

Da Redação com informações de Valor

Foto: Divulgação

Wilson Lima envia para Aleam Mensagem Governamental que garante reajuste salarial para servidores do Ipaam

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O governador Wilson Lima (União Brasil) enviou para avaliação dos deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), a Mensagem Governamental nº 44, referente ao Projeto de Lei que “Institui o Plano de Cargos, Carreira  e Remuneração dos servidores do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas Ipaam). A matéria vai passar pelas comissões especiais e será votada no plenário Ruy Araújo.

De acordo com o PL, o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração – PCCR é um instrumento das ações específicas do desenvolvimento e da valorização dos servidores do IPAAM, visando a disciplinar o sistema de cargos e da carreira de especialistas em meio ambiente que compõem o Quadro de Pessoal do IPAAM, mediante os seguintes
princípios norteadores:

I – os princípios básicos da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade,
eficiência e isonomia;

II – a profissionalização e a competência no desempenho de atividades,
objetivando a eficiência, qualidade e a transparência dos serviços;

III – o compromisso dos profissionais com a missão, os objetivos, as metas, a
responsabilidade social e ambiental do Governo;

IV – a manutenção permanente de uma programação sistemática de
capacitação, aperfeiçoamento e qualificação do servidor;

V – a garantia de incentivos remuneratórios mediante progressão funcional e
equivalência salarial, nos termos desta Lei;

VI – a normatização e regularização da situação funcional dos seus servidores,
norteando-se pelo Plano nos termos desta Lei.

As regras estabelecidas e os princípios observados no presente PCCR, objeto desta Lei, encontram-se em consonância com as regras estabelecidas pelo Estatuto dos Servidores Públicos do Estado do Amazonas, Lei n.º 1.762 de 16 de novembro de 1986, e pelas Constituições Federal e Estadual.

Remuneração

Segundo o artigo 8.º,  são devidas aos servidores ocupantes de cargo do quadro de pessoal do IPAAM, em efetivo exercício de suas funções, as seguintes gratificações, na forma a seguir especificada:

I – GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO A QUALIFICAÇÃO – GRAIQ: atribuída,
especificamente aos ocupantes de cargo dos níveis fundamental e médio do quadro
de pessoal do IPAAM, inclusive aos integrantes dos quadros adicional e suplementar,
que possuam escolaridade acima da mínima exigida para seu cargo, nos seguintes
percentuais, não cumulativos, calculados sobre o vencimento:

a) Nível Médio: 10%;
b) Nível Superior: 20%;
c) Especialização: 25%;
d) Mestrado: 30%; e
e) Doutorado: 35%.

II – GRATIFICAÇÃO DE CURSO: atribuída aos servidores ocupantes de cargo de nível superior, do quadro de pessoal do IPAAM, inclusive aos integrantes dos quadros adicional e suplementar, que possuam capacitação necessária ao exercício em determinada área de especialidade, de acordo com a legislação vigente no país, respeitando-se os interesses do serviço público, bem como a área de atuação do servidor, calculada sobre o vencimento, nos seguintes percentuais:

a) Especialização: 25%);
b) Mestrado: 30%;
c) Doutorado: 35%.

O projeto de Lei vai tramitar em regime de urgência e nas próxima semanas vai sr votado pelos deputados.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Alexandre de Moraes deixa o TSE e Carmem Lúcia o substitui na presidência da corte

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Em pouco menos de dois anos como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes teve de lidar com a eleição mais disputada desde a redemocratização e o aumento da violência política.

A passagem de Moraes pela Corte termina daqui a pouco menos de um mês, em 3 de junho.

Antes, na próxima terça-feira (7), haverá a eleição que definirá a ministra Cármen Lúcia como nova presidente do TSE, sucessora de Moraes no posto — ele permanece no cargo até o começo de junho. Caberá à ministra comandar as eleições municipais de 2024.

Integrante titular da Corte desde 2020 e presidente a partir de agosto de 2022, Moraes emplacou um endurecimento das normas contra a propagação de notícias falsas e desinformação nas redes sociais, diante de um cenário de falta de regulamentação sobre as novas tecnologias e de intensificação do uso da internet para ataques.

O ministro ainda conduziu aquela que seria a eleição mais disputada desde a redemocratização. O processo eleitoral de 2022 levou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao seu terceiro mandato e deixou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível até 2030.

O pleito foi marcado também por aumento da violência política, com casos de mortes relacionadas ao contexto eleitoral, uma relação conturbada entre militares e o TSE, pedidos de ruptura institucional e manifestações em quartéis.

Prestígio na posse

Cerca de 2 mil pessoas, entre as quais quatro ex-presidentes, 40 representantes de embaixadas estrangeiras, 14 ministros de governo, 20 governadores e autoridades dos Três Poderes da República participaram da cerimônia de posse de Moraes na presidência do TSE, em 16 de agosto de 2022. Faltavam então pouco mais de 40 dias para a eleição.

A demonstração de prestígio dada à solenidade foi a primeira marca da gestão do ministro no comando da Justiça Eleitoral.

Moraes herdou de seus dois antecessores, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, um ambiente já carregado de questionamentos à urna eletrônica e ao sistema de votação.

As duas gestões anteriores também alternavam altos e baixos na relação com o Ministério da Defesa pela atuação das Forças Armadas como uma das entidades autorizadas a fiscalizar as eleições.

Militares

Uma semana depois de empossado na presidência, Moraes recebeu o ministro da Defesa, Paulo Sérgio. Ex-comandante do Exército, o titular da pasta no governo Bolsonaro protagonizou um movimento de fazer reiterados questionamentos ao TSE sobre o processo eleitoral e de pressionar a Corte a atender sugestões das Forças Armadas para auditoria das urnas.

Ao fim das tratativas – que envolveu uma outra reunião com as respectivas áreas técnicas dos órgãos, Moraes acolheu uma das propostas dos militares como um “projeto piloto” para uso de biometria no teste de integridade da urna.

Quase um ano depois, em setembro de 2023, Moraes excluiu as Forças Armadas do rol de entidades aptas a participar da fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação.

“Não se mostrou necessário, razoável e eficiente a participação das Forças Armadas. Demonstrou-se absolutamente incompatível com as atribuições constitucionais, e também a participação na comissão de transparência eleitoral”, disse, na ocasião.

Fake news

Em um contexto turbulento nas redes sociais, com ataques e disseminação de desinformação, o TSE aprovou uma resolução ampliando seus poderes sobre conteúdos publicados na internet.

Proposta por Moraes, a norma foi votada e confirmada por todos os integrantes do tribunal a dez dias do segundo turno do pleito.

O texto endureceu o combate a notícias falsas nas redes sociais e deu mais agilidade ao processo de retirada de conteúdos falsos que pudessem comprometer o processo eleitoral.

A preocupação com o tema permanece. Em fevereiro deste ano, Moraes cobrou Congresso sobre uma regulação das redes sociais e disse que o TSE faria sua regulação de big techs.

Semanas depois, o tribunal aprovou resoluções para as eleições de 2024 com uma inédita regulamentação do uso de inteligência artificial (IA) e um aumento na responsabilidade das chamadas big techs.

O cerco ao compartilhamento de notícias falsas na internet não é de agora. Ainda antes de assumir a presidência da Corte eleitoral, Moraes teve participações importantes em julgamentos sobre o assunto.

Um dos mais emblemáticos foi o que cassou o mandato do deputado estadual do Paraná Fernando Francischini, o primeiro político a perder o mandato por divulgação de notícias falsas na internet, ainda em 2021.

No ano seguinte, o ministro fez uma espécie de alerta para o pleito de 2022 que se aproximava. Citando o precedente da Corte, declarou que “notícias fraudulentas divulgadas por redes sociais e que influenciem o eleitor acarretarão a cassação do registro” do candidato.

A preocupação com o uso da internet para ataques, discursos de ódio e manipulação do debate público com uso de mentiras foi central em 2022. Para Moraes, o mundo estava “desprevenido” para a atuação do que chama de “milícias digitais”.

Eleições

O processo eleitoral de 2022 foi marcado pelo aumento da violência. Ao menos cinco pessoas morreram no Brasil em situações relacionadas à política nos três meses que antecederam o pleito.

Segundo levantamento da Anistia Internacional divulgado na véspera do primeiro turno, no período, foram registradas 42 violações de direitos humanos em contexto eleitoral.

O dia definitivo da eleição presidencial, 30 de outubro, também guardou momentos de tensão pela ameaça representada pelas operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em ônibus que levavam eleitores às urnas, no dia do segundo turno.

Veiculados pelas redes sociais, vídeos mostravam blitze da corporação, principalmente no Nordeste, com bloqueios em rodovias de cidades onde o então candidato Lula teria vantagem contra Bolsonaro.

Moraes convocou o então diretor da PRF, Silvinei Vasques, para ir pessoalmente à sede do TSE explicar as operações.

Vasques foi preso depois pelo episódio e é investigado em um inquérito relatado por Moraes no STF.

O resultado do pleito foi confirmado pelo TSE pouco antes das 20h. Moraes deu uma entrevista coletiva na mesma noite ao lado de autoridades, como ministros do Supremo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Augusto Aras, então procurador-geral da República.

Sucessão

Amanhã, 7, o TSE elegerá sua nova Presidência da Justiça Eleitoral. A ministra Cármen Lúcia, de 70 anos, atual vice-presidente da Corte, assumirá o comando do órgão, sucedendo Alexandre de Moraes. Conforme estabelece a Constituição, o TSE escolhe seu presidente e vice-presidente entre os ministros do STF que fazem parte da Corte, que são três no total. No entanto, o processo é predominantemente simbólico.

Pela tradição, os ministros elegem para a Presidência o membro mais antigo da Corte que ainda não ocupou o cargo. Nesse contexto, a ministra Cármen Lúcia será a responsável por substituir Alexandre de Moraes, cujo mandato no TSE termina em 3 de junho. Somente no próximo mês é que ela assumirá a presidência do tribunal.

Outra Vez

Entre 2009 e 2013, Cármen Lúcia foi membro do plenário da Corte Eleitoral. Em 2012, alcançou um marco histórico ao tornar-se a primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral e a liderar uma eleição municipal no país. A magistrada integra o atual corpo do tribunal desde 2020, quando assumiu o cargo de ministra substituta, sendo confirmada na posição dois anos depois.

 

 

Com informações de agências