CPI da Saúde avança nas investigações e vai levantar os processos indenizatórios da Susam

As investigações da CPI da Saúde, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), serão voltadas a partir de agora para as irregularidades nos processos indenizatórios da Susam firmado com 16 empresas terceirizadas; dispensa de licitação, contrato de parceria público privada do Hospital Delphina Aziz; além de contratos superfaturados nos serviços de lavanderia do hospital de campanha da Nilton Lins e o aluguel da unidade hospitalar

Nesta quarta-feira, 1º de julho, a partir das 14h será ouvido o superintendente do Hospital Getúlio Vargas, Júlio Mário de Melo. Já às 14h30 está previsto o depoimento do presidente do Hospital Beneficente Portuguesa, Vitor Vilhena Gonçalo da Silva e, às 15h, Carlos Henrique Alecrim John, procurador da empresa Norte Serviços Médicos Eireli.

Na próxima sexta- feira, 3, às 10h, será a vez da consultora de imagem, Carla Pollake da Silva, a depor na CPI da Saúde.

O presidente do colegiado, deputado delegado Péricles (PSL), durante entrevista coletiva nesta terça-feira, 30, apresentou um vídeo com um resumo de todas as ações da comissão até o momento. Ele acrescentou que o caso dos respiradores superfaturados vai ser investigado pela Polícia Federal, que deflagrou na manhã de hoje a Operação Sangria.

“A operação da Polícia Federal, hoje, legitimou a metodologia e descobertas realizadas pela CPI até então no que diz respeito aos respiradores. Provou que temos de fato realizado trabalho isento e correto. Por respeito a todo o trabalho da PF, encerramos trabalhos direcionados à aquisição de respiradores e toda a fraude relacionada ao processo e seguimos para outras frentes, que posso garantir, são tão ou mais graves que essa situação”, afirmou.

Membro da comissão, Serafim Corrêa (PSB) afirmou que com os elementos que a CPI disponibilizava o caso da compra irregular dos respiradores foi elucidado e ajudou nas investigações da PF. “Nós demos o mapa da mina, nós revelamos o prejuízo, enfim chegamos ao banqueiro da operação, mas não chegamos a quem deu a ordem do pagamento que veio do escalão de cima. Pelo que aconteceu hoje em Manaus (Operação Sangria) a gente pode ter uma ideia do que aconteceu”, concluiu.

 

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

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