Decisão do STJ contra Wilson Lima é a ‘mais fraca’, afirma Folha de São Paulo

Reportagem do jornal Folha de São Paulo publicada na sexta-feira, 10, apontou que as decisões judiciais que autorizaram as buscas e apreensões pela Polícia Federal (PF) na residência do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), durante a Operação Sangria, estão entre as mais fracas em relação às demais operações autorizadas em casa de governadores.

De acordo com a reportagem, especialistas em direito penal examinaram, a pedido da Folha, as decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que fundamentaram a operação e avaliaram que a mais fraca foi usada para permitir a entrada da Polícia Federal na casa de Wilson Lima.

Conforme a reportagem, as decisões deixam isso claro, “pois partem de indícios produzidos pelos próprios investigados, ou seja, manifestações que são feitas em redes sociais (…). Quando um governador vai noticiar a compra de aparelhos para o seu Estado, isso não quer dizer que ele participou do processo supostamente fraudulento de compra desses produtos. É necessário que sejam produzidos outros atos de investigação neste sentido”, afirma a conselheiro da OAB-SP (Ordem dos Advogados – Secional São Paulo), Ana Carolina Moreira Santos à Folha.

Segundo a reportagem, na Operação Sangria fica claro que que a PF chegou a defender a prisão de Wilson Lima e o motivo seria as declarações do governador em redes sociais e na imprensa, mas que não eram elementos suficientes para atribuir ao político a culpa e responsabilidade pela compra de 28 ventiladores pulmonares realizada pela Secretaria de Saúde (Susam).

Para a advogada ouvida pela Folha, esse tipo de decisão contra Wilson Lima e demais governadores é exemplo de um problema nas investigações que vem se agravando no país desde o início das grandes operações da Polícia Federal, a partir de ameados da década de 2000.

A advogada completa na reportagem da Folha que o Judiciário vem permitindo a adoção de medidas mais drásticas, como as buscas e apreensões em casas, sem que antes tenham sido usados métodos investigativos invasivos.

Leia aqui a matéria completa

 

 

 

Da Redação O Poder

Com informações da Folha de São Paulo

Foto: Secom

Últimas Notícias

MPAM dá prazo de 15 dias para que Prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro informe sobre irregularidades previdenciárias

Uma portaria de instauração emitida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça...

Mais artigos como este