Irã executa jornalista dissidente condenado por protestos em 2017

O Irã executou um jornalista que teria motivado protestos contra medidas econômicas dos países em 2017. A televisão estatal iraniana e as agências de notícias Irna e Nour confirmaram que Ruhollah Zam foi enforcado na manhã deste sábado, 12.

Zam foi condenado à morte por “corrupção na Terra”, uma acusação frequentemente usada em casos que envolvem espionagem ou tentativas de derrubar o governo do Irã.

Em 2017, o site, canal e aplicativo de mensagens do jornalista publicavam os horários dos protestos e dados sobre autoridades, informações que desafiavam diretamente o governo iraniano.

As manifestações de 2017 foram o maior desafio para o Irã desde os protestos do Movimento Verde de 2009 e prepararam o palco para várias manifestações em novembro do ano passado.

Zam também foi acusado de “participar da destruição de propriedade, interferir no sistema econômico do país, trabalhar com o governo dos Estados Unidos, espionar para a inteligência francesa e espionar para o serviço de inteligência de um país da região”.

“Este indivíduo cometeu atos criminosos e corruptos contra a segurança e os meios de subsistência do povo iraniano por meio do canal do antagonista Amad News Telegram e da comunicação de espionagem com elementos ligados a serviços estrangeiros que são contra a segurança do povo iraniano”, informa o comunicado no Mizan, o site oficial de notícias do poder judiciário.

O comunicado do Mizan afirma que Zam confessou que liderou os protestos, segundo informou a Al Jazeera.

 

 

 

Conteúdo: Poder360

Foto: Ali Shirband/Mizan News Agency/AFP

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