Alcolumbre decide não receber Messias e influência dele deve definir destino de indicação ao STF

O senador e presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não receber Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo os bastidores, Alcolumbre tomou essa postura de cautela para “manter neutralidade”.

A base do governo vê como insuficientes os apoiadores de Messias na casa. 25 senadores são considerados votos fiéis, 35 senadores já se declararam contrários à indicação e outros 21 senadores estão indecisos; esses devem definir o resultado.

Apesar de afirmar publicamente que não atua nem a favor nem contra o nome indicado, Alcolumbre tem lembrado a interlocutores que já havia alertado Lula, no momento da indicação, sobre a resistência que Messias enfrentaria no Senado.

O clima no governo também mudou nos últimos dias. Se antes a projeção era de ao menos 46 votos favoráveis, agora o número caiu para cerca de 44 apoios, segundo aliados do presidente do Senado.

Nos bastidores, a leitura é que a semana começou de forma negativa para Messias, com sinais de insegurança política e tentativas de intensificar a agenda de articulação, incluindo uma aproximação com Alcolumbre.

Para as negociações, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), ex-líder do governo na Câmara, entrou para tentar reverter o cenário, negociando o empenho de emendas parlamentares como forma de atrair votos.

 

Com informações de G1

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