Na última quarta-feira, 6, o ex-governador do Acre Gladson Camelí foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a 25 anos e 9 meses de prisão por organização criminosa e corrupção e, na quinta-feira, 7, ele se tornou réu em outro processo criminal.
O STJ aceitou uma nova denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) no chamado ‘Caso Colorado’, que investiga supostas irregularidades na contratação da obra de duplicação da rodovia AC-405, em Cruzeiro do Sul, no interior do estado.
Após decisão, o ex-governador passa a responder formalmente pelos crimes de fraude ao procedimento licitatório e desvio de recursos públicos. Segundo o MPF, o esquema ocorreu em 2020, no início do primeiro mandato de Camelí, e envolvia o direcionamento da licitação para beneficiar a construtora Colorado, empresa ligada à família do político.
O valor do contrato ultrapassou R$ 46 milhões e, segundo a subprocuradora-geral da República, Luiza Frischeisen, há indícios de atuação direta do então governador para garantir a vitória da empresa na concorrência pública.
Ainda de acordo com a acusação, a construtora estava formalmente registrada em nome de um primo de Camelí, mas seria controlada pelo pai do ex-governador, Eládio Camelí.
Além dos esquemas, Gladson utilizava a influência do seu cargo para indicar aliados em cargos estratégicos no Departamento de Estrada e Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), órgão responsável pelo contrato da obra que se estende até o aeroporto da cidade.
O MPF também sustentou que o ex-governador mantinha influência direta sobre os atos administrativos ligados ao contrato, incluindo cronogramas de pagamento e decisões internas relacionadas aos fornecedores.
Com informações de G1 Acre

