O Ministério Público do Amazonas (MPAM) investiga danos ambientais e descumprimentos de embargos ambientais aplicados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) no município de Humaitá.
Segundo a notícia de fato n.º 001.2026.000305, a investigação tem como foco uma área de 258 hectares localizada na BR-320, onde estaria ocorrendo o exercício de pecuária extensiva sem licença ambiental.
O senhor Gilmar de Souza Silva é acusado de descumprir os embargos estabelecidos pelo IBAMA e impedir ou dificultar a regeneração natural da vegetação nativa. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) lavrou um auto de infração durante a “Operação Tamoitatá” com a aplicação de uma multa simples no valor de R$ 1 milhão, em razão da infração.
Foi determinada pelo MP a requisição de informações detalhadas ao IPAAM, IBAMA, ao Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM) e à Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (ADAF), para que verifiquem a movimentação de rebanho, a titularidade da área e a existência de gado no local embargado.
O MPAM também requisitou a instauração de um inquérito policial para apurar possíveis crimes ambientais. O investigado foi notificado para apresentar sua defesa e documentos como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD).
Confira o documento do MPAM:
Ludmila Dias, para o Portal O Poder

