Prefeito de São Luiz é cassado por distribuir cestas básicas e viagens em troca de votos em 2020

Roraima – O prefeito de São Luiz, James Batista (SD), teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE) devido ao abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2020. A sentença foi emitida pelo juiz eleitoral Marcelo Moreira, responsável pela 4ª zona eleitoral de São Luiz, e cabe recurso.

As acusações contra ele envolvem a distribuição de cestas básicas, dinheiro e viagens para idosos que faziam parte de um programa social municipal. As viagens, totalmente financiadas e promovidas usando a imagem pessoal de James, tiveram como destinos Presidente Figueiredo, no Amazonas, Tepequém, em Roraima, e Alter do Chão, conhecido como o “Caribe Brasileiro”, no Pará.

A cassação resultou de uma operação conduzida pela Polícia Federal, que apreendeu R$ 40 mil destinados à compra de votos no dia das eleições de 2020. O dinheiro estava escondido em embalagens de absorventes femininos. Além disso, James danificou seu próprio celular e chegou a fornecer informações falsas aos policiais, alegando que estava sem o aparelho há três dias.

Anteriormente, R$ 33 mil foram apreendidos em uma caminhonete em frente à praça da cidade. Para o juiz, essa quantia, combinada com listas de eleitores contendo mais de 200 nomes e seções eleitorais, evidencia a compra de votos às vésperas das eleições de 2020, totalizando mais de R$ 73 mil em dinheiro em espécie que ainda seria distribuído.

Além disso, o Ministério Público Eleitoral acusou o prefeito de usar um programa social voltado para idosos no município com o objetivo de obter votos, organizando grupos da terceira idade para viagens e passeios patrocinados por James. Em uma dessas ocasiões, um grupo de idosos foi levado até Alter do Chão, no Pará, popularmente conhecido como o “Caribe Brasileiro”.

Na decisão judicial, o juiz determinou que James Batista, o prefeito, e Francisco Servolo Barbosa, o vice-prefeito, fiquem inelegíveis por um período determinado. Além disso, dois funcionários municipais foram considerados inelegíveis por oito anos, e os mandatos e diplomas do prefeito e vice-prefeito foram cassados.

Foto: Divulgação 

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