MP vai investigar suspeita de empresas fantasmas no fornecimento de merenda escolar em Fonte Boa

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um Procedimento Preparatório, na quarta-feira, 24, para investigar possíveis irregularidades na contratação de empresas responsáveis pelo fornecimento de merenda escolar em comunidades rurais de Fonte Boa. A apuração envolve recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e contratos firmados entre os anos de 2023 e 2025.

A investigação teve origem em uma Notícia de Fato encaminhada pela Procuradoria da República no Amazonas e aponta suspeitas de inconsistências cadastrais e de localização de empresas contratadas pela Prefeitura de Fonte Boa, levantando a hipótese de que algumas delas possam ser empresas fantasmas.

O procedimento apura a regularidade das licitações, contratações e execução do fornecimento de merenda escolar por quatro empresas: WAP Representações e Comércio de Materiais Ltda; Malu Assessoria Financeira Ltda; Lotus Representante; e Dionnes das Gama Eireli.

De acordo com a portaria assinada pelo promotor de Justiça substitut,o Miguel Angelo da Silva Ribeiro, a prefeitura informou que não possui os processos licitatórios e contratos administrativos relacionados às contratações investigadas. A justificativa apresentada foi a ausência de transição governamental por parte da gestão anterior.

TCE-AM acionado

Entre as medidas determinadas pelo Ministério Público está o envio de ofício ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), solicitando documentos relacionados aos contratos firmados entre o município e as empresas investigadas, a serem enviados em até 20 dias úteis.

O órgão requisitou dados cadastrais, editais, notas de empenho, liquidações, ordens de pagamento e prestações de contas referentes aos exercícios de 2023, 2024 e 2025.

Também foi solicitado ao TCE-AM a abertura de procedimento de fiscalização, por meio de auditoria temática ou inspeção extraordinária, na Prefeitura e na Secretaria Municipal de Educação para apurar a aplicação dos fundos orçamentários.

Prefeitura terá que comprovar entrega dos alimentos

A Promotoria também determinou o envio de ofício ao prefeito, Dr. Lázaro(REP) e ao secretário municipal de Educação para que apresentem, em até 20 dias úteis, notas fiscais emitidas pelas empresas investigadas, além dos documentos que comprovem a entrega dos alimentos às escolas da rede municipal.

Entre os documentos solicitados estão termos de recebimento e certidões de entrega assinadas pelas direções das unidades de ensino.

Após o retorno das informações, os autos retornarão ao promotor para deliberação.

 

Da Redação
Foto: Divulgação/TJAM

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