O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria da República, publicou a portaria nº 16, determinando a instauração de um Inquérito Civil para apurar graves violações de direitos humanos e territoriais contra comunidades indígenas na região do Alto Tiquié e Baixo Uaupés.
A investigação se deu por meio de um ofício da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), que noticiou a incursão e permanência de grupos armados, supostamente guerrilheiros de origem colombiana, atuando dentro de Terras Indígenas.
As áreas incluem o Rio Castanho, Comunidade São Felipe, Morro do Beija-Flor, Cachoeira Comprida e a região da Comunidade Cunurí.
O documento indica atos de violência e abuso por parte desses grupos estrangeiros, incluindo: invasão de roças de subsistência das comunidades, ameaças diretas aos moradores com uso de armas de fogo, impedimento e coação em atividades agrícolas e o livre trânsito de indígenas.
Houve também um agravante: o sequestro de uma liderança indígena da comunidade Cunurí, que foi forçada a servir de guia para os invasores.
O Procurador da República, Eduardo Sanches, determinou o envio de uma Recomendação urgente aos comandos do Exército, Marinha e Força Aérea Brasileira, assim como à Superintendência da Polícia Federal no Amazonas. O MPF exige patrulhamento e proteção territorial de forma imediata nas áreas afetadas.
Ludmila Dias, para o Portal O Poder


