Durante depoimento na CPI da Pandemia, o ex-ministro Nelson Teich afirmou que decidiu pedir demissão do cargo após o governo federal ter insistido no chamado “protocolo da cloroquina”.
“(Deixei o cargo) após constatação de que não teria a autonomia e liderança que imaginava indispensável para o exercício do cargo. Essa falta de autonomia ficou mais evidente em relação às divergências com o governo quanto à eficácia e extensão do uso do medicamento cloroquina para o tratamento Covid-19”, disse.
“Eu não diria fui enganado (ao assumir o Ministério), mas eu não precisaria de um período longo para perceber que eu não teria a autonomia necessária para conduzir as ações (da pasta)”, acrescentou.
Indicação de Pazuello
Além disso, o ex-ministro também informou que a nomeação do general Eduardo Pazuello para o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde estava na cota das indicações de Jair Bolsonaro.
“Eu parei para pensar (após a indicação), conversei com ele, ouvi o que ele tinha para falar. Me pareceu naquele momento em que eu precisava ter uma agilidade muito grande na distribuição, me pareceu que ele poderia atuar bem”, disse Teich.
“Embora ele não tivesse experiência em saúde, acreditava que ele iria acataria a nossa orientação”, complementou.
Conteúdo: O Antagonista
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

