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Do Executivo às urnas: secretários estaduais e municipais entram na corrida eleitoral

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Além da dança de cadeiras provocada pelas saídas de Wilson Lima (UB) e David Almeida (Avante) do Executivo Estadual e Municipal, respectivamente, para disputar novos cargos, secretários municipais e estaduais também se movimentaram para deixar suas funções e se viabilizar eleitoralmente. Pela legislação, gestores que pretendiam concorrer às Eleições 2026 precisaram se desincompatibilizar do cargo até seis meses antes do pleito, prazo que se encerrou em 4 de abril.

As mudanças provocaram ajustes nas estruturas administrativas tanto no governo do Estado quanto na Prefeitura de Manaus e também revelaram nomes interessados em testar força nas urnas. Entre os que deixaram o Executivo estavam desde políticos com trajetória consolidada até gestores que ganharam visibilidade recente na administração pública e passaram a enxergar na disputa eleitoral uma oportunidade de ampliar seu espaço político.

Mudanças na Prefeitura de Manaus

Na Prefeitura de Manaus, algumas mudanças recentes já sinalizam possíveis movimentações políticas.

O ex-prefeito David Almeida exonerou a secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, e o secretário municipal de Cultura, Jender Lobato. As saídas foram oficializadas por meio de decretos publicados no Diário Oficial do Município (DOM).

Shádia Fraxe estava à frente da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), responsável pela gestão da rede de atenção básica e outros serviços de saúde da capital. Já Jender Lobato comandava a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), pasta responsável por políticas culturais e promoção de atividades artísticas na cidade.

Outro nome que deixou a administração municipal foi o deputado federal, Saullo Vianna, que ocupava a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania e decidiu deixar o cargo para disputar a reeleição à Câmara Federal.

Marcos Rotta, que estava à frente da Casa Civil, também foi exonerado para disputar uma vaga no Senado Federal. Já Junior Mar deixou a Secretaria Municipal de Educação (Semed), ampliando a lista de mudanças no primeiro escalão da administração municipal.

Movimentações no governo

No governo estadual, a reorganização também atinge diversas áreas da administração pública, com gestores que podem entrar na disputa eleitoral de 2026. Entre os nomes apontados nos bastidores estão:

  • Joana Darc, que ocupava a Secretaria de Estado de Proteção Animal e deve disputar uma vaga de deputada federal;
  • Therezinha Ruiz, coordenadora-geral da UGP-PADEAM, também apontada como pré-candidata à Câmara dos Deputados;
  • Patrícia Lopes, atualmente supervisora de calha da Secretaria de Governo e pré-candidata a deputada federal;
  • Serafim Corrêa, titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • Marcellus Campêlo, coordenador executivo da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), responsável por projetos estruturantes como o Prosamin+;
  • Marcus Vinicius Almeida, pré-candidato a deputado estadual;
  • Kely Patricia Paixão Silva, titular da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome;
  • Marcel Alexandre da Silva, responsável pela política de turismo do Estado;
  • Fábio Albuquerque, à frente do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas;
  • Diego Américo Costa Silva, titular da secretária de Desporto e Lazer;
  • David Fernandes dos Santos, Diretor presidente do Detran-AM.

Dentre os nomes citados, quatro já confirmaram a intenção de disputar as eleições para deputado federal: Serafim Corrêa, Patrícia Lopes, Joana Darc e Therezinha Ruiz.

Serafim Corrêa é pré-candidato pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), enquanto Patrícia Lopes, Joana Darc e Therezinha Ruiz devem disputar a eleição pelo União Progressista.

Entre veteranos e novatos

Nos últimos anos, o cenário político amazonense tem demonstrado que a ocupação de cargos estratégicos no Executivo pode funcionar como uma vitrine para a construção de novas lideranças ou para a retomada de projetos eleitorais. Secretarias e funções de gestão acabam se tornando espaços de visibilidade pública, permitindo que gestores ampliem sua presença política e consolidem bases eleitorais.

Um exemplo recente desse processo é a trajetória de Tadeu de Souza, que ganhou projeção ao assumir o posto de vice-governador, chegou a ser cotado para o Governo e hoje aparece entre os nomes que ensaiam disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Situação semelhante ocorre com Renato Junior, que tentou uma vaga na Câmara Municipal no passado, não obteve êxito, mas ampliou sua presença política ao compor chapa com David Almeida. Com a eventual saída de David para disputar o governo estadual, Renato assumiu a Prefeitura de Manaus, consolidando sua posição no cenário político local.

Dentro desse movimento, alguns nomes que já deixaram cargos no Executivo para disputar as eleições de 2026 carregam trajetórias já consolidadas na política. Entre eles está Serafim Corrêa, que já foi prefeito de Manaus e deputado estadual. Com forte trânsito político e prestígio acumulado ao longo da carreira, Serafim permaneceu no Executivo estadual e agora articula o retorno ao Legislativo, desta vez mirando uma vaga na Câmara Federal.

Outro nome com histórico político é Saullo Vianna, que iniciou sua trajetória como deputado estadual, avançou para a Câmara dos Deputados e, posteriormente, assumiu a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania em Manaus. Agora, deixa o Executivo para disputar a reeleição como deputado federal.

Também aparecem nesse grupo figuras que alternam entre Executivo e Legislativo ao longo da carreira. Therezinha Ruiz, por exemplo, já foi vereadora e deputada estadual. Após não conseguir a reeleição, migrou para funções administrativas no Executivo e agora tenta retornar ao Legislativo federal.

Situação semelhante é vivida por Patrícia Lopes, que administrou Presidente Figueiredo, não conseguiu a reeleição e passou a integrar a estrutura do governo estadual como supervisora de calha da Secretaria de Governo. O novo projeto político da ex-prefeita é disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Joana Darc também possui força política sendo a mulher mais votada no último pleito para o cargo de deputado (no ranking geral, ela ficou em segundo lugar), chegou a assumir a Secretaria de Proteção Animal e saiu, no período de descompatibilização, para concorrer ao Legislativo Federal.

Novos nomes que ganharam visibilidade 

Além dos políticos mais experientes, a movimentação também envolve gestores que ganharam projeção a partir da atuação em secretarias e cargos estratégicos.

É o caso de Shádia Fraxe, que comandou a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e ganhou visibilidade pública durante sua gestão. Esposa do deputado estadual, Abdala Fraxe, Shádia chegou ao cargo com apoio político, mas acabou se destacando pela condução da pasta, ampliando sua projeção no cenário político local.

Outro exemplo é Marcel Alexandre da Silva, que já foi vereador em Manaus por vários mandatos. Após não conseguir a reeleição em 2024, passou a ocupar função no Executivo por integrar a base política do prefeito David Almeida. Agora, o nome é apontado como possível candidato a deputado estadual.

Também aparece nesse grupo Marcellus Campêlo, coordenador executivo da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e responsável por programas estruturantes como o Prosamin+. Com atuação destacada em projetos de habitação e urbanização, ele é apontado como possível nome para migrar do Executivo para o Legislativo. Marcellus também possui vínculos familiares com a deputada estadual, Alessandra Campêlo (PSD), o que reforça sua inserção no meio político.

Eleições futuras

Mais do que a disputa imediata de 2026, a presença desses nomes também indica um processo de formação de lideranças que podem ganhar protagonismo em ciclos eleitorais futuros.

Historicamente, cargos estratégicos em áreas como saúde, assistência social, infraestrutura e programas estruturantes têm servido como trampolim político para gestores que, inicialmente pouco conhecidos do grande público, acabam se consolidando como atores relevantes na política estadual.

Nesse contexto, a movimentação atual pode revelar não apenas candidatos para o próximo pleito, mas também novas lideranças em construção para as eleições municipais de 2028 e estaduais de 2030, repetindo estratégias já observadas em ciclos políticos anteriores no Amazonas.

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Foto: Ilustração

Indicação de Jorge Messias ao STF foi calculada pelo governo

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Em meio à crise reputacional, com ministros envolvidos no Banco Master, e com a Corte do Supremo Tribunal Federal (STF) incompleta, o governo calculou o momento para encaminhar o pedido de indicação de Jorge Messias ao Senado.

O ministro Luís Roberto Barroso se aposentou em outubro do ano passado, desde então o STF está com 10 ministros. O presidente Lula escolheu Messias em novembro, mas só mandou na semana passada o nome dele ao Senado.

A sabatina e a votação do indicado ainda não foi marcada e também não há data definida. O Planalto não quer na sua conta a fatura de que estaria demorando para soltar a indicação em meio à crise.

A mensagem do governo ao STF é: enviamos o nome e agora cabe ao Senado fazer a sua parte para que a Corte volte a ter formação completa.

Outra preocupação do governo é o calendário. Como é ano de eleição, aliados de Messias e setores do Planalto defendem que é preciso resolver logo. O entendimento é que o Congresso trabalha menos em anos eleitorais e os parlamentares ficam focados em suas candidaturas.

Então, quanto antes votar a indicação de Messias, maiores as chances de aprovação.

Também causou alerta no governo o fato de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria cogitado deixar a sabatina para depois de outubro. Para evitar isso, o governo resolveu não adiar mais.

Nos bastidores do tribunal, diferentes grupos estão trabalhando para aprovar o nome de Messias. Segundo aliados dele, os ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e André Mendonça estão empenhados nisso.

Há uma disputa de grupos na Corte para que, se Messias for mesmo aprovado e virar ministro, vote com um dos respectivos grupos a depender dos temas de interesse de cada um.

 

Com informações de G1

Roberto Cidade nomeia André Zogahib como reitor da UEA nesta terça-feira

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Nesta terça-feira, 7, o governador interino Roberto Cidade (UB) realiza a cerimônia de posse do professor André Zogahib para reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da sua vice-reitora Kátia Couceiro.

As eleições para recondução do cargo ocorreram dia 18 de novembro de 2025, e a chapa 19 “União, Ética e Ação – Juntos Podemos +” foi eleita para permanecer na administração da instituição durante o quadriênio 2026-2030.

No pleito, a chapa única recebeu 4.446 votos válidos, consolidando a continuidade da atual gestão. O evento de posse será realizado no Teatro Amazonas, no Centro de Manaus. A cerimônia acontece às 18h e deve contar com autoridades locais.

O reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, afirma que o novo ciclo terá como foco o fortalecimento da pesquisa, da inovação e da produção científica em todas as unidades, ampliando a presença da UEA no cenário regional e nacional.

 

Da Redação

Irã rejeita acordo e prazo de Trump para reabrir Estreito de Ormuz termina nesta terça

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O Irã rejeitou a proposta de reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um “cessar‑fogo temporário”. Teerã avalia que Washington não demonstra disposição para negociar uma trégua permanente. A posição iraniana foi divulgada nesta segunda-feira, 6, horas depois de ataques aéreos de Israel matarem o chefe da inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Majid Khademi, fato confirmado pelo próprio corpo militar.

Em comunicado divulgado no canal oficial da IRGC no Telegram, o grupo afirmou que Khademi, comandante-geral e responsável pela organização de inteligência do exército ideológico iraniano, morreu em um ataque conduzido na madrugada desta segunda, atribuindo a ação ao “inimigo americano‑sionista”. As informações são da agência Reuters.

A tensão aumentou após uma sequência de declarações do presidente americano, Donald Trump, que intensificou as ameaças contra Teerã. Em sua plataforma Truth Social, o republicano afirmou que poderá ordenar ataques contra usinas de energia e pontes iranianas caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto, via estratégica pela qual transita cerca de um quinto do petróleo e gás exportado globalmente.

“Abram a porcaria do estreito, seus lunáticos, ou vocês vão viver no inferno – vocês verão!”, escreveu Trump, acrescentando “Glória a Alá””. Inicialmente, o presidente havia fixado um prazo até às 20h desta segunda, horário de Washington, para que o Irã retomasse o tráfego no estreito, “antes que eu desencadeie o inferno”. Durante entrevista à Fox News, porém, afirmou acreditar haver “uma boa chance” de se chegar a um acordo.

Horas depois, Trump voltou atrás e adiou o ultimato para às 20h desta terça-feira, 7, publicando apenas “Terça-feira, 20h, horário do leste dos EUA!” em sua plataforma.

Não é a primeira vez que o presidente altera o prazo: no fim de março, já havia prorrogado por dez dias a data-limite que venceria nesta segunda-feira.

“Crimes de guerra”

Em outra entrevista, desta vez ao Wall Street Journal, afirmou que, sem acordo, “pontes e usinas de energia vão desabar por todo o país”, acrescentando que o Irã levaria “20 anos para se reconstruir, se tiver sorte”.

Trump disse ainda que as negociações não envolvem o possível desenvolvimento de uma arma nuclear pelo Irã, alegando que Teerã teria desistido dessa hipótese. “O importante é que eles não terão armas nucleares. Eles nem estão negociando sobre isso. Já foi concedido”, declarou.

O governo iraniano reagiu acusando Trump de incitar publicamente crimes de guerra. “O presidente dos Estados Unidos, como principal autoridade de seu país, ameaçou cometer crimes de guerra”, afirmou no X o vice-ministro das Relações Exteriores para assuntos jurídicos e internacionais, Kazem Gharibabadi.

Execução

Mais cedo, o Judiciário iraniano anunciou a execução de um homem acusado de colaborar com Israel e os Estados Unidos durante os protestos antigovernamentais ocorridos no início do ano. Segundo o site Mizan Online, Ali Fahim foi enforcado após a Suprema Corte confirmar a sentença.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução

RR: Denarium não informou ao presidente do Progressistas sobre saída do partido

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O presidente do Progressistas, o senador Dr. Hiran (PP) afirmou que não foi informado de forma prévia sobre a saída do ex-governador de Roraima, Antonio Denarium, do partido. Segundo Hiran, ele foi informado sobre a filiação ao Republicanos somente no último domingo, 5.

“Foi uma decisão do ex-governador. Eu não tinha ciência, fui informado por ele agora de manhã”, afirmou Hiran pelas redes sociais, classificando a mudança de partido como uma decisão pessoal de Denarium.

Apesar da saída, o senador destacou que manteve apoio “incondicional” ao ex-governador durante toda a sua gestão. Ele relembrou momentos de instabilidade política e afirmou que atuou para dar sustentação ao governo.

“Ele sabe que eu apoiei o governo durante toda a gestão. Sabe das dificuldades que enfrentou, de quem tentou caçar o seu mandato, e espero que reconheça o trabalho que fizemos para dar estabilidade ao governo, no qual sempre acreditei”, declarou.

Hiran comentou a nova fase política de Denarium, desejou sucesso ao ex-governador no Republicanos e evitou críticas diretas à decisão.

“Quero desejar ao nosso querido ex-governador sucesso no Republicanos e que Deus abençoe essa decisão que ele está tomando, com muito sucesso no novo caminho”, completou.

Denarium renunciou ao cargo no dia 27 de março para concorrer ao cargo de senador. O ex-governador e pré-candidato teve seu mandato cassado quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR). A ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficou parada por mais de um ano e, até o momento, não houve julgamento, definindo cassação de mandato ou absolvição das acusações.

 

Com informações de Folha BV

Família de Moraes triplicou patrimônio em cinco anos, diz jornal

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, triplicaram o patrimônio imobiliário da família em cinco anos, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

O levantamento, ainda de acordo com a publicação, foi feito com base em contratos registrados em cartórios de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Só entre 2021 e 2025, o casal teria comprado, à vista, imóveis no valor de R$ 23,4 milhões em Brasília e em São Paulo.

Ao todo, o casal teria 17 imóveis avaliados em um total de R$ 31,5 milhões. O valor, conforme a reportagem, é três vezes superior aos R$ 8,6 milhões registrados até 2017, quando o ministro assumiu uma cadeira no STF.

A CNN entrou em contato com o gabinete de Moraes no STF e com a esposa do ministro, mas ainda não teve retorno.

A reportagem destaca que Moraes não é sócio da empresa, mas que é casado com a advogada sob o regime de comunhão parcial de bens, ou seja, os bens adquiridos durante o casamento integram o patrimônio do casal. Como ministro do STF, Moraes ganha o teto do funcionalismo: R$ 46 mil.

Dentre os imóveis adquiridos, estão uma casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília; um apartamento em Campos de Jordão (SP); e dois apartamentos no Jardim América, na área nobre de São Paulo.

A maior parte das compras de imóveis teria sido realizada pelo Lex Instituto de Estudos Jurídicos, sociedade de Viviane com os filhos do casal, Alexandre e Giuliana. A empresa também não se manifestou até a publicação desta reportagem.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Fim da Janela Partidária redesenhou alianças para as Eleições 2026

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Após o fechamento da janela partidária, na última sexta-feira, 3, e o período de desincompatibilização, no sábado, 4, o cenário político mudou. Esses prazos foram primordiais para entender quem fica e em qual partido, quais serão os próximos passos e os cargos que cada político vai concorrer.

Com essas alterações, é possível rascunhar o futuro, as alianças, quais serão as chapas e alinhamentos políticos nesse período de maturação pré-campanha.

CMM

Dois vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) trocaram de partido. Amauri Gomes trocou o União Brasil pelo Partido Social Democrático (PSD) e Rodrigo Guedes filiou-se ao Republicanos, deixando o Progressistas, após um convite do deputado Amom Mandel.

Aleam

Na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), houve dez mudanças de sigla. Alessandra Campelo deixou o Podemos e filiou-se ao PSD; Carlinhos Bessa saiu do Partido Verde e foi para o União Brasil (UB); Comandante Dan passou do Podemos para o Republicanos; Dr. Gomes saiu do Podemos para o União Brasil; Felipe Souza saiu do Partido Renovação Democrática (PRD) para o Podemos.

A deputada estadual Mayra Dias migrou do Avante para o PSD; Rozenha saiu do Partido da Mulher Brasileira (PMD-Democrata) para o PSD; Thiago Abrahim saiu do União Brasil para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB); Wanderley Monteiro saiu do Avante para o União Brasil e Wilker Barreto migrou do Mobiliza para o PSD.

O partido que mais recebeu políticos com mandato vigente foi o PSD, com quatro filiações, seguido do União Brasil, com três filiações. Na Aleam, o partido que mais perdeu políticos foi o Podemos, com três saídas.

Câmara Federal

Na Câmara dos Deputados, houve três mudanças: Amom Mandel deixou o Cidadania para filiar-se ao Republicanos, para se reeleger ao cargo; Adail Filho deixou o Republicanos para o MDB; Saullo Vianna deixou o União Brasil e se aliou ao MDB.

Governo do Amazonas

Na noite de sábado, 4, foi noticiado que o então governador Wilson Lima (UB) e o seu vice, Tadeu de Souza (PP), renunciaram ao cargo. O governo do Amazonas passou para as mãos de Roberto Cidade, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, que estava cotado como pré-candidato a deputado federal pela federação que une os partidos União Brasil e Progressistas.

Com essa mudança no governo, Cidade fica afastado do seu cargo e assume de forma interina o governo do Estado. Há expectativas de que ele consiga ser eleito de forma indireta para permanecer no cargo deixado por Wilson.

Para sucessão no Poder Legislativo, o deputado estadual Adjuto Afonso (UB) exerce interinamente o cargo deixado por Cidade. Essa substituição acontece automaticamente com a saída do presidente.

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto: Portal O Poder

Wilson Lima confirma pré-candidatura ao Senado

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O ex-governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), confirmou sua pré-candidatura ao Senado na manhã desta segunda-feira, 6, durante coletiva de imprensa na sede do Governo. No local, estavam o governador interino, Roberto Cidade (UB), o ex-vice-governador, Tadeu de Souza, e deputados aliados.

“Estou reformulando a minha agenda e entendendo quais serão os próximos passos, mas não tenha dúvida de que eu estarei sim muito presente no interior, como sempre estive e também na capital”, disse.

Veja o momento:

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Tunico Santos/Rios de Notícia 

MP arquiva investigação sobre médico divulgado como “cirurgião geral” sem especialidade registrada no AM

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) arquivou Procedimento Investigatório Criminal que apurava a atuação do médico, Marcio Esteves de França Marques, na Unidade Hospitalar Coriolano Cidade Lindoso, no município de Barreirinha, após concluir que não houve crime no exercício da medicina.

A investigação teve início a partir de uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do MP, apontando que o profissional vinha sendo apresentado à população como “cirurgião geral”, apesar de não possuir especialidade registrada no Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM). Materiais divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo hospital municipal também identificavam o médico com essa especialidade e informavam a realização de procedimentos cirúrgicos na unidade.

Durante a apuração, foram reunidos documentos que confirmaram que o médico possui registro regular no CRM-AM, porém sem especialidade registrada. Também foram analisados contratos de trabalho e registros hospitalares que indicam que o profissional atuava como médico clínico geral apto à clínica cirúrgica.

Segundo os documentos do hospital, o médico realizou diversos procedimentos cirúrgicos no período investigado, entre eles salpingectomias, vasectomias, retirada de cistos, herniorrafias, ooforectomias, cesarianas e apendicectomias, sem registro de intercorrências ou complicações nos pacientes.

Na manifestação apresentada ao MP por meio de defesa técnica, o profissional afirmou que é médico regularmente inscrito no conselho profissional e que a ausência de registro de especialidade não impede a realização de determinados procedimentos, desde que haja responsabilidade profissional e inexistência de danos aos pacientes.

Após análise dos elementos reunidos, a promotora de Justiça, Anne Caroline Amaral de Lima, concluiu que não houve configuração do crime de exercício ilegal da medicina, previsto no artigo 282 do Código Penal. Segundo o entendimento do Ministério Público, o caso envolve uma irregularidade na forma de apresentação do profissional como especialista, o que caracteriza possível infração ética ou administrativa, mas não necessariamente crime. O próprio Conselho Regional de Medicina informou ao MP que instaurou Processo Ético-Profissional para avaliar a conduta do médico sob a ótica do Código de Ética Médica.

Apesar do arquivamento, o MP expediu recomendação à Secretaria Municipal de Saúde de Barreirinha para que o município e os profissionais vinculados ao serviço público de saúde se abstenham de divulgar títulos científicos, especialidades médicas ou áreas de atuação que não estejam devidamente comprovadas e registradas no CRM, para não induzir a população ao erro.

Da Redação 
Foto: Ilustração

Irã e EUA recebem plano com cessar-fogo imediato, diz agência

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Irã e Estados Unidos receberam um plano para encerrar as hostilidades que pode entrar em vigor já nesta segunda-feira, 6, com possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Reuters.

Teerã disse já ter uma resposta, porém não disse qual é. O governo Trump, por sua vez, não aprovou nada e considera que proposta é “apenas uma das opções avaliadas” no momento, disse a Casa Branca à TV ABC News.

Segundo a agência, a proposta foi elaborada pelo Paquistão e compartilhada com os dois países durante a noite. O plano, segundo uma fonte com conhecimento da proposta, prevê uma abordagem em duas fases: um cessar-fogo imediato, seguido de negociações para um acordo que coloque um fim definitivo à guerra.

Pela proposta, o cessar-fogo entraria em vigor imediatamente e poderia permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, vital para o mercado mundial de petróleo e fechada há mais de um mês pelo Irã. Em seguida, as partes teriam entre 15 e 20 dias para concluir um acordo mais amplo. O site norte-americano “Axios” informou no domingo que EUA e Irã estavam discutindo um cessar-fogo de 45 dias que poderia levar a um fim permanente do conflito.

No entanto, a Reuters não mencionou Israel, que também participa do conflito contra o Irã ao lado dos EUA. Uma decisão de Washington pode ser transmitida e imposta a Tel Aviv, porém os israelenses têm seus próprios objetivos e reivindicações contra o regime de Teerã.

“Todos os elementos precisam ser acordados hoje”, disse a fonte à Reuters, acrescentando que o entendimento inicial seria estruturado como um memorando de entendimento finalizado eletronicamente com a mediação do Paquistão.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que o regime já formulou sua resposta diplomática à proposta paquistanesa, e a anunciará no momento oportuno. Horas antes, uma autoridade iraniana de alto escalão disse à Reuters que o país está revisando a proposta, porém adiantou que o Irã não vai reabrir o Estreito de Ormuz em um cessar-fogo temporário e não será pressionado por prazos para tomar uma decisão.

Os EUA não haviam se manifestado de forma oficial sobre a proposta de cessar-fogo até a última atualização desta reportagem. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse no domingo que esperava acordar um cessar-fogo com o regime iraniano até esta segunda-feira, porém não se sabe se ele estava se referindo ao plano sugerido pelo Paquistão.

Esse acordo final incluiria, segundo a Reuters, compromissos do Irã relacionados ao seu programa nuclear, em troca de alívio de sanções e liberação de ativos congelados.

O plano também é chamado provisoriamente de “Acordo de Islamabad” e pode envolver conversas presenciais na capital paquistanesa para definir os detalhes finais.

A fonte afirmou ainda que o chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, manteve contato “a noite toda” com o vice-presidente dos Estados Unidos JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araqchi.

A proposta surge em meio ao aumento das tensões na região e às preocupações com possíveis impactos no fluxo global de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

 

Da Redação com informações de G1 

Foto: Divulgação