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Vereadores de Manaus visam novos cargos nas eleições de 2026

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Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) estão num período de decisão para a eleição de 2026. Diferente de cargos como prefeito, vice-prefeito e governador, que precisam renunciar seis meses antes das eleições, os vereadores podem se candidatar a outros cargos, sem necessidade de desincompatibilização.

O fim da janela partidária foi um ponto de partida importante para que os vereadores pudessem traçar novos rumos em seu histórico político, vislumbrando um cargo na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) ou na Câmara dos Deputados.

No cenário da CMM, vale destacar campanhas bem-sucedidas, como a de Amom Mandel, que saiu de vereador para ocupar o cargo de deputado federal. Em menos de dois anos do primeiro mandato de vereador, foi eleito com 288.555 votos, sendo o candidato mais votado para o cargo no Amazonas em 2022.

Esse histórico promissor faz com que outros vereadores sonhem com resultados promissores no pleito que se aproxima. Há expectativas de que boa parte da CMM dispute as eleições esse ano. 

Alguns vereadores, como o Diego Afonso (UB), não devem disputar nenhum cargo neste pleito. A informação veio da assessoria de comunicação do político.

Foco na Aleam

O vereador Aldenor Lima (União Brasil), esposo da deputada estadual Joana Darc (UB), deve se candidatar à Aleam. Outro concorrente ao cargo é o Capitão Carpê, que é pré-candidato pelo Partido Liberal (PL). O presidente da CMM, David Reis (Avante), anunciou sua pré-candidatura em julho do ano passado para a vaga de deputado estadual.

Outro vereador que é postulante à vaga na Aleam é Eurico Tavares (PSD), confirmado pelo pré-candidato ao governo do estado, Omar Aziz (PSD). O vereador Rodrigo Guedes, que filiou-se ao Republicanos recentemente, também concorrerá à vaga.

Rumo à Câmara Federal

O vereador Amauri Gomes, em ato de filiação ao Partido Social Democrático (PSD), anunciou sua pré-candidatura a deputado federal. O vereador Coronel Rosses é pré-candidato a deputado pelo PL.

O Sargento Salazar também confirmou sua candidatura para deputado federal pelo PL. Outra vereadora que irá concorrer ao pleito é Thaysa Lippy, pelo partido União Brasil. O vereador do Partido dos Trabalhadores (PT), Zé Ricardo, foi confirmado pelo presidente do PCdoB, Yann Evanovick, como pré-candidato a deputado federal.

O recuo de Rodrigo de Sá

O vereador Delegado Rodrigo Sá (Progressistas) lançou sua pré-candidatura ao Senado, ao lado do então governador Wilson Lima (UB), que no dia 4 de abril renunciou ao cargo de governador para concorrer ao Senado. Com esse movimento, Sá declinou da candidatura. 

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto: Reprodução

Eduardo Bolsonaro sobre Nikolas: “Não posso aceitar ser humilhado”

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) se manifestou sobre uma suposta rusga nas redes sociais entre ele e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

“Não queria seguir neste ponto, mas não posso aceitar ser humilhado. Então aqui vai, se Deus quiser, meu último comentário sobre este assunto”, escreveu na rede social X, na terça-feira, 7.

Eduardo respondeu um questionamento feito pelo jornalista e influenciador de direita Rodrigo Constantino. “O Nikolas se elegeu com votos bolsonaristas. Eu o recebia quando ainda era estudante. Depois, virou assessor de um deputado, passou a trabalhar com outro – pesquise os motivos disto. Fui a Belo Horizonte fazer campanha para ele a vereador, percorri Minas Gerais falando do seu nome com o Direta Minas”, disse.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda comentou que quando Nikolas precisou de apoio em Brasília, o parlamentar mineiro foi acolhido pela família Bolsonaro. Para Eduardo, o momento é que políticos de direita se unem em prol da candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto, “mesmo que por interesse próprio “.

Mas não vou deixar você me expor, humilhar, sem reagir, se não vai virar rotina vocês virem aqui no X escrever seus argumentos fracos e depois correr no meu entorno para tentar me bloquear e, assim, posarem de vencedores.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

Escritório de esposa de Moraes recebeu R$ 80 milhões do Banco Master, apontam dados da Receita

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O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu mais de R$ 80 milhões do Banco Master. Esses pagamentos foram declarados pelo banco na Receita Federal nos anos de 2024 e 2025.

O jornal Folha de S. Paulo publicou inicialmente que o banco declarou 11 pagamentos de R$ 3.646.529,72 ao escritório ao longo de 2024, totalizando R$ 40.111.826,92. Os registros foram enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Congresso após a comissão notar que os dados não haviam sido entregues na primeira remessa de informações solicitada ao Fisco.

Procurado pela reportagem, o escritório Barci de Moraes afirmou que “não confirma as informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos”.

Em dezembro de 2025, o banco de Daniel Vorcaro havia contratado o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados. Segundo documentos do celular do banqueiro, seria pago o valor de R$ 3,6 milhões mensais por 36 meses.

Os dados da Receita Federal mostram que o banco declarou pagamentos que totalizaram R$ 80.223.653,84. Eles começaram em fevereiro de 2024 e, considerando o valor fixo mensal de R$ 3.646.529,72, duraram por 22 meses, até novembro de 2025.

Segundo o escritório, a empresa foi contratada entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 pelo banco Master, “para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica”. O serviço foi prestado por uma equipe composta por 15 advogados e, no período da consultoria, foram realizadas 79 reuniões na sede da instituição financeira.

 

Com informações de G1

André Zogahib e Katia Couceiro são empossados nos cargos de reitor e vice-reitora da UEA

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Eleitos pela comunidade acadêmica para mais um mandato à frente da gestão superior da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), André Zogahib e Katia Couceiro foram empossados, na noite desta terça-feira, 7, nos cargos de reitor e vice-reitora, respectivamente. A cerimônia foi realizada no Teatro Amazonas, reunindo autoridades públicas, gestores, familiares e docentes.

Após uma gestão marcada por importantes avanços e conquistas históricas para discentes, docentes e servidores, o professor doutor André Zogahib e a professora doutora Katia Couceiro assumem a Reitoria da UEA para mais um mandato referente ao quadriênio 2026-2030. A chapa única, inscrita no pleito realizado em 18 de novembro de 2025, recebeu 4.446 votos válidos, consolidando a continuidade da gestão.

A cerimônia de posse foi conduzida pelo controlador-geral da Controladoria do Estado do Amazonas (CGE-AM), Jeibson Justiniano, no ato representando o governador interino do Amazonas, Roberto Cidade, e contou com a presença de pró-reitores, diretores e coordenadores de qualidade das unidades de ensino da capital e do interior do Amazonas.

“Para mim, é emocionante estar participando dessa festa, dessa ‘solenidade da nossa comunidade, da querida UEA. Eu tenho uma admiração pela UEA profunda. Primeiro porque ela tem políticas afirmativas que impactam. São políticas afirmativas de coragem e que, realmente, trazem resultados de levar ensino superior não somente para a capital, mas, sobretudo, para o interior”, declarou o controlador-geral.

Na ocasião, o reitor André Zogahib reforçou que a educação é a base para que se tenha uma saúde melhor, uma segurança pública mais eficiente e uma economia mais desenvolvida.

“Nós precisamos entender que o custo da educação não é custo, é investimento, e esse investimento, quando bem aplicado, dá resultados como a UEA vem mostrando nos últimos quatro anos. Claro, nós estamos encerrando o primeiro mandato: eu, André Zogahib, e a professora Katia Couceiro. O resultado é que a gente conseguiu cumprir com as nossas promessas de campanha, renovamos essas promessas, agora, para que tenhamos uma universidade ainda melhor”, afirmou o reitor.

Para a vice-reitora Katia Couceiro, o momento é especial para a comunidade acadêmica, para o estado do Amazonas e para a universidade.

“Fico muito feliz com essa renovação da nossa chapa ao lado do professor André Zogahib. Obviamente, hoje dá aquela sensação de dever cumprido, mas, ao mesmo tempo, a gente cria uma grande responsabilidade, porque temos mais quatro anos para entregar ainda mais para a universidade e para toda a sociedade. Eu agradeço muito a colaboração de todos. Tudo foi feito com a ajuda de colaboradores, que são nossos pró-reitores, todo o nosso time, porque, senão, nada disso seria possível, e a gente só fica feliz, agradecido. É uma noite especial”, ressaltou a vice-reitora.

Avanços

Atualmente, a UEA conta com mais de 26 mil alunos matriculados. Somente em 2025, foram formados 3.827 profissionais.

A gestão superior da universidade investiu, fortemente, na estrutura acadêmica e suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão. Entre os feitos, destacam-se a construção da biblioteca da Escola Normal Superior (ENS), equipada com um amplo acervo bibliográfico, e a implantação da Escola do Futuro, que reforça o compromisso da universidade com a inovação e o uso de tecnologias educacionais.

A Escola de Ciências da Saúde (ESA) foi reformada, com um ambulatório e um laboratório de anatomia em construção na unidade. A Escola Superior de Tecnologia (EST) passou por um amplo processo de revitalização, com melhorias estruturais internas e externas que modernizaram a unidade. A iniciativa não se restringiu à EST, outras unidades da UEA, tanto na capital quanto no interior, também receberam novas fachadas e espaços revitalizados, fortalecendo o ambiente de ensino e aprendizagem.

No campo da infraestrutura, foram entregues laboratórios estratégicos, como o de Pesquisa, Extensão e Práticas Contábeis, além de espaços como o Nexus, o Stem Makerspace e o Math4Green. Os ambientes foram concebidos para estimular a inovação, a prática acadêmica e novas metodologias de ensino.

Interiorização

A UEA mantém presença no interior, com centros instalados em Itacoatiara, Lábrea, Parintins, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Tefé, além de núcleos distribuídos em 18 municípios. A universidade ampliou o Centro de Estudos Superiores de Itacoatiara e implantou o Restaurante Universitário em Tefé.

Em uma ação inédita, foi inaugurado o primeiro Polo Indígena Rural do Alto Solimões, no município de Tabatinga. A iniciativa, considerada um marco histórico, amplia o acesso ao ensino superior para povos originários, promovendo a valorização de saberes tradicionais, o fortalecimento das identidades culturais e a geração de novas oportunidades.

No processo de interiorização, novas unidades foram entregues nos municípios de Apuí, Barcelos e Tapauá, ampliando o acesso ao ensino superior público de qualidade em regiões distantes dos grandes centros urbanos, uma medida que reafirma o compromisso institucional com a democratização da educação no Amazonas.

Valorização de servidores

A UEA garantiu um aumento salarial de 14,1% para mais de 1.400 docentes e técnicos administrativos concursados, com o pagamento das datas-bases de 2019, 2020 e 2021. Após 17 anos sem reajuste, também foi possível avançar com os servidores comissionados, que tiveram seus salários equiparados aos de outros órgãos da administração direta, com um aumento de 10%.

A universidade ainda implantou o plano odontológico e reajustou duas vezes o valor do vale-alimentação, que saiu de R$ 500 para R$ 1.000, além do pagamento do 13º e 14º do vale-alimentação. Outro feito inédito histórico foi o plano de saúde para os servidores da capital e do interior.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Fotos: Gustavo Rodrigues/UEA

 

EUA e Irã vão se reunir na sexta no Paquistão para negociar fim da guerra

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Delegações dos Estados Unidos e do Irã vão se reunir no Paquistão na sexta-feira, 10, para negociar um fim definitivo da guerra entre os dois países — o conflito também envolve Israel, aliado dos EUA.

Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chanceler do Irã, Abbas Araqchi, o acordo de não agressão terá uma validade de duas semanas. Durante o período, o Estreito de Ormuz permanecerá aberto. 

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou a participação do Irã nas negociações, disse Sharif nesta quarta. Agências estatais iranianas afirmaram que a delegação do país será liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. O regime, no entanto, ainda não decidiu a composição do restante da equipe.

Os Estados Unidos ainda não informaram oficialmente quem participará da delegação nas conversas no Paquistão. No entanto, os EUA disseram anteriormente que o vice-presidente J.D. Vance estava participando das negociações com o Irã, assim como o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner. É possível que essas três autoridades participem da nova rodada de tratativas.

Vance disse nesta quarta-feira que o presidente dos EUA, Donald Trump, está “impaciente” por progresso nas negociações com o Irã, e que os dois países conseguirão chegar a um acordo para pôr um fim definitivo à guerra caso Teerã negocie “em boa fé”. O vice-presidente norte-americano, no entanto, não especificou o que quis dizer com isso.

Trump fala em ‘objetivos cumpridos’

O presidente norte-americano, Donald Trump, alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já foram cumpridos e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão avançadas.

Segundo ele, os EUA receberam uma proposta de plano de paz do Irã com 10 pontos, considerada uma base viável para negociação (veja quais são abaixo). Trump declarou que quase todos os pontos de divergência já foram acordados entre os dois países.

“Um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído”, disse.

Segundo autoridades da Casa Branca, Israel também fará parte da trégua. Na mesma linha, a mídia israelense disse que o cessar-fogo também inclui o Líbano.

O Paquistão confirmou que as conversas entre negociadores de EUA e Irã começarão na próxima sexta-feira, 10, em Islamabad.

Irã confirma

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que um acordo entre os dois países havia sido fechado. Segundo ele, Teerã vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos.

Araghchi disse ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com algumas condições.

“Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas.”

O ministro iraniano também declarou que os Estados Unidos pediram negociações com base em uma proposta de 15 pontos e aceitaram o plano de 10 pontos do Irã como base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira, 10, no Paquistão.

A TV estatal do Irã classificou o acordo como um “recuo humilhante de Trump” e disse que os EUA aceitaram os termos de Teerã. A mídia iraniana também afirmou que a trégua não representa o fim da guerra.

Segundo Teerã, a proposta de paz enviada pelo país exige o fim das sanções dos EUA contra o Irã, o pagamento de compensação integral e a liberação de todos os ativos iranianos congelados.

Segundo a agência Mehr, do governo iraniano, os 10 pontos que Teerã apresentou aos EUA são:

  • Não agressão
  • Permanência do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz
  • Aceitação do enriquecimento de urânio por parte do Irã
  • Suspensão de todas as sanções primárias ao Irã
  • Suspensão de todas as sanções secundárias ao Irã
  • Revogação de todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU
  • Revogação de todas as resoluções do Conselho de Governadores da AIEA
  • Pagamento de indenização ao Irã
  • Retirada das forças de combate dos EUA da região
  • Cessação da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano.

Tensões

As ameaças de Trump elevaram a tensão na comunidade internacional e levantaram alertas sobre possíveis crimes de guerra em caso de ataques dos Estados Unidos a alvos civis iranianos. O impasse também aumentou o temor de uma escalada no conflito, com possíveis impactos globais.

  • Um eventual ataque dos EUA a usinas iranianas poderia interromper o fornecimento de energia para milhões de pessoas e provocar um colapso elétrico e econômico no país.
  • Também havia temores de que ataques a instalações nucleares provoquem um acidente radiológico grave, com impactos que poderiam ultrapassar as fronteiras do Irã.
  • O governo iraniano indicou que poderia retaliar bombardeando usinas de energia de países vizinhos, incluindo refinarias de petróleo, o que poderia pressionar ainda mais os preços.
  • Teerã também afirmou que poderia atingir usinas de dessalinização em países do Golfo, colocando em risco o abastecimento de água para milhões de pessoas na região.

Horas antes do prazo dado por Trump expirar, bombardeios foram registrados no Oriente Médio. Os Estados Unidos atacaram a estratégica ilha de Kharg, que concentra cerca de 90% do petróleo produzido no Irã, mas poupou áreas petrolíferas.

Já Israel afirmou ter realizado “amplos ataques” no território iraniano, atingindo pontes, ferrovias, aeroportos e edifícios. Entre os alvos está uma ponte em Qom, uma das maiores cidades do país. Uma petroquímica também foi atingida.

O Irã reagiu, convocou a população a formar escudos humanos ao redor de usinas e afirmou que a fase de “boa vizinhança” com países do Golfo chegou ao fim. Ataques foram lançados contra países como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein.

Anúncio de Trump

“Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e com o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva que seria empregada esta noite contra o Irã, e condicionado ao fato de a República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!

A razão para isso é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares, e estamos muito avançados em um acordo definitivo voltado para a PAZ de longo prazo com o Irã, e para a PAZ no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela representa uma base viável para negociação. Quase todos os pontos de divergência do passado já foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído.

Em nome dos Estados Unidos da América, como presidente, e também representando os países do Oriente Médio, é uma honra ver esse problema de longa data próximo de uma solução. Obrigado pela atenção a este assunto!

Presidente DONALD J. TRUMP”

 

Da Redação com informações de G1 Amazonas 

 

 

Após diálogo, PL apoiará Roberto Cidade em eleição na ALEAM

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Com a renúncia do ex-governador Wilson Lima (UB) e do vice, Tadeu de Souza (PP), e o início da transição do governo interino de Roberto Cidade (UB), os últimos dias foram marcados por intensas conversas para definir nomes viáveis para candidatos do “governo tampão”. Ganha a eleição quem conquistar o maior número de votos dos 24 deputados estaduais. 

Até o momento, alguns nomes surgiram nos bastidores. O mais forte é do governador interino Roberto Cidade, que iniciou a sua gestão sendo aberto ao diálogo e dando continuidade aos serviços prestados pelo Estado. 

Após conversa com a presidência do Partido Liberal (PL), todos os deputados da sigla devem apoiar Roberto Cidade na eleição para governo tampão.  

O atual presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Adjuto Afonso, deu início ao processo da eleição com a análise das leis que fundamentam o rito, mas não definiu a data para a eleição.

 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

STF decide hoje se eleição no RJ será direta ou indireta

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O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta quarta-feira, 8, o formato da eleição para o mandato-tampão do governo do Rio de Janeiro, após a renúncia de Cláudio Castro (PL). A Corte vai decidir se a escolha do novo governador será feita por voto direto da população ou de forma indireta, pela Alerj (Assembleia Legislativa). 

O tribunal chega ao julgamento sem um consenso consolidado para nenhum dos modelos. Nos bastidores, ministros intensificaram as negociações diante do risco de um placar apertado. 

Até agora, quatro ministros — Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino — já se manifestaram a favor da eleição direta. Por outro lado, há uma ala do STF que considera a eleição indireta mais viável por causa do calendário eleitoral de 2026. 

A PGR (Procuradoria-Geral da República) também já defendeu ao STF a realização de uma eleição direta para o governo do RJ. Nesse cenário, os votos de Dias Toffoli e Luiz Fux podem ser decisivos para o desfecho do julgamento, formando maioria para que o novo governador seja escolhido através do voto popular. 

O caso ganhou complexidade após decisão de Zanin que suspendeu a eleição indireta e determinou que o tema fosse analisado pelo plenário. Com isso, o julgamento que ocorria no plenário virtual sobre as regras para a eleição do mandato-tampão foi interrompido e os votos anteriores desconsiderados. 

O xadrez político no Rio

No centro desse impasse está a renúncia de Castro, em 23 de março. O PSD sustenta que o ex-governador deixou o cargo para evitar uma cassação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, assim, forçar a realização de uma eleição indireta, hipótese que, em tese, favoreceria seu grupo político na Alerj. 

Por outro lado, Castro afirma que a renúncia ocorreu para viabilizar sua candidatura ao Senado dentro do prazo de desincompatibilização. 

Ao suspender o pleito, Zanin argumentou que quando há dupla vacância por causa eleitoral — como cassação —, a eleição deve ser direta. Nos demais casos, a regra é a escolha indireta. Por isso, o ministro apontou uma possível contradição na decisão do TSE. 

Zanin também determinou a manutenção do presidente do Tribunal de Justiça do estado no exercício do governo fluminense até que o plenário da Corte decida sobre o tema.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

 

MPF investiga instalação de porto por empresa privada em comunidade no AM

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Inquérito Civil para investigar a instalação de um porto na comunidade ribeirinha Centenário, em Itacoatiara. A medida foi assinada pela Procuradora da República, Jéssica Mascarenhas,  e publicada no Diário Eletrônico dessa terça-feira, 7.

Em 2024, a empresa Super Terminais instalou um Píer Flutuante na comunidade e, segundo o MPF, há previsão de novas obras para construção de um estrutura portuária próxima à região gerando impacto direto nos moradores.

Para a procuradora, como a Centenário qualifica-se como comunidade tradicional ribeirinha conforme o Decreto 6.040/2007, a Super Terminais tem por obrigação fazer consultas prévias e informar os moradores sobre possíveis obras.

Diante disto, o MPF instaurou o inquérito para apurar a violação ao direito de consulta prévia, livre, informada e de boa-fé sobre a instalação do porto. Como providências iniciais, a procuradora determinou que se identifique os dados essenciais para fins de autuação e o envio dos documentos para Coordenadoria Jurídica e de Documentação da PR/AM para registro.

 

Da Redação 
Foto: Divulgação

Município fica sem comando após prisão de prefeito e briga com vice

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A prisão do prefeito de Guanhães, Evandro Lott Moreira (Republicanos), em Minas Gerais, no início deste mês, abriu uma crise política no município e deixou a administração sem definição clara de comando. Dias após a detenção, ainda não há confirmação oficial sobre quem responde pela chefia do Executivo, já que houve um desentendimento entre Moreira e o então vice, Dr. Paulo de Tarso (Republicanos), que seria o primeiro na linha sucessória a assumir o cargo.

O prefeito foi preso na última semana em uma investigação conduzida pela Polícia Civil que apura suspeitas de violência doméstica. Como a ocorrência envolve a Lei Maria da Penha, o caso tramita sob sigilo.

Em nota enviada, a Câmara Municipal de Guanhães disse que o vice-prefeito foi eleito pelo voto popular e regularmente empossado juntamente com o prefeito, conforme determina a legislação vigente.

“De acordo com o artigo 91 da Lei Orgânica do Município, em caso de impedimento do prefeito, cabe ao vice-prefeito assumir o cargo, sendo este o substituto legal e natural do chefe do Poder Executivo”, diz a Câmara.

A posse do vice, porém, não consta em nenhum documento oficial.

Vice pediu afastamento do grupo político do prefeito

A indefinição ocorre em meio a um cenário de ruptura política. Em abril de 2025, o vice-prefeito, Dr. Paulo de Tarso, anunciou publicamente o afastamento do grupo político do prefeito, alegando divergências “morais e administrativas” com a gestão. Na ocasião, ele afirmou que permaneceria no cargo, mas deixaria de apoiar a condução do governo municipal.

“Não se trata de disputa de poder, mas de uma questão de princípios. A discrepância entre o que foi prometido à população e as decisões que afetam diretamente a vida de cada guanhanense me levou a adotar essa postura. Continuarei exercendo o cargo com responsabilidade e vigilância constante”, disse o vice na época.

O posicionamento levantou dúvidas sobre a relação institucional entre os dois e, agora, amplia a incerteza sobre a sucessão diante da prisão do titular. No site oficial da Prefeitura de Guanhães, Tarso não aparece no quadro administrativo e, até o momento, não houve publicação oficial sobre a troca de comando.

Pela legislação, em caso de impedimento ou afastamento do prefeito, cabe ao vice-prefeito assumir o cargo. Caso isso não ocorra, a responsabilidade passa ao presidente da Câmara Municipal, que pode ser convocado a exercer interinamente a chefia do Executivo. Procurado pelo Metrópoles, Mauro Caneco (Republicanos) ainda não informou se assumirá o comando municipal.

Inércia da Câmara

Após a prisão de Moreira, a Câmara Municipal divulgou uma nota afirmando que os vereadores se reuniram para fazer uma “análise técnica e responsável do caso e das providências cabíveis”, mas não voltou à público para informar quais medidas foram tomadas. Sem respostas, os moradores reclamaram da inércia a respeito do caso.

Na segunda-feira, 6, os parlamentares fizeram uma reunião para discutir a abertura de uma comissão de investigação sobre o caso envolvendo o prefeito. No entanto, não houve discussão sobre a sucessão no Executivo.

Sem definição formal e atos publicados, o município vive um cenário de incerteza administrativa, com questionamentos sobre a condução dos projetos oficiais e a continuidade da gestão pública.

A Prefeitura de Guanhães foi acionada para informar quem responde atualmente pelo comando da gestão e quais medidas serão adotadas diante da ausência do prefeito. Contudo, não houve retorno até a publicação da matéria.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

Do Executivo às urnas: secretários estaduais e municipais entram na corrida eleitoral

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Além da dança de cadeiras provocada pelas saídas de Wilson Lima (UB) e David Almeida (Avante) do Executivo Estadual e Municipal, respectivamente, para disputar novos cargos, secretários municipais e estaduais também se movimentaram para deixar suas funções e se viabilizar eleitoralmente. Pela legislação, gestores que pretendiam concorrer às Eleições 2026 precisaram se desincompatibilizar do cargo até seis meses antes do pleito, prazo que se encerrou em 4 de abril.

As mudanças provocaram ajustes nas estruturas administrativas tanto no governo do Estado quanto na Prefeitura de Manaus e também revelaram nomes interessados em testar força nas urnas. Entre os que deixaram o Executivo estavam desde políticos com trajetória consolidada até gestores que ganharam visibilidade recente na administração pública e passaram a enxergar na disputa eleitoral uma oportunidade de ampliar seu espaço político.

Mudanças na Prefeitura de Manaus

Na Prefeitura de Manaus, algumas mudanças recentes já sinalizam possíveis movimentações políticas.

O ex-prefeito David Almeida exonerou a secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, e o secretário municipal de Cultura, Jender Lobato. As saídas foram oficializadas por meio de decretos publicados no Diário Oficial do Município (DOM).

Shádia Fraxe estava à frente da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), responsável pela gestão da rede de atenção básica e outros serviços de saúde da capital. Já Jender Lobato comandava a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), pasta responsável por políticas culturais e promoção de atividades artísticas na cidade.

Outro nome que deixou a administração municipal foi o deputado federal, Saullo Vianna, que ocupava a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania e decidiu deixar o cargo para disputar a reeleição à Câmara Federal.

Marcos Rotta, que estava à frente da Casa Civil, também foi exonerado para disputar uma vaga no Senado Federal. Já Junior Mar deixou a Secretaria Municipal de Educação (Semed), ampliando a lista de mudanças no primeiro escalão da administração municipal.

Movimentações no governo

No governo estadual, a reorganização também atinge diversas áreas da administração pública, com gestores que podem entrar na disputa eleitoral de 2026. Entre os nomes apontados nos bastidores estão:

  • Joana Darc, que ocupava a Secretaria de Estado de Proteção Animal e deve disputar uma vaga de deputada federal;
  • Therezinha Ruiz, coordenadora-geral da UGP-PADEAM, também apontada como pré-candidata à Câmara dos Deputados;
  • Patrícia Lopes, atualmente supervisora de calha da Secretaria de Governo e pré-candidata a deputada federal;
  • Serafim Corrêa, titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • Marcellus Campêlo, coordenador executivo da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), responsável por projetos estruturantes como o Prosamin+;
  • Marcus Vinicius Almeida, pré-candidato a deputado estadual;
  • Kely Patricia Paixão Silva, titular da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome;
  • Marcel Alexandre da Silva, responsável pela política de turismo do Estado;
  • Fábio Albuquerque, à frente do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas;
  • Diego Américo Costa Silva, titular da secretária de Desporto e Lazer;
  • David Fernandes dos Santos, Diretor presidente do Detran-AM.

Dentre os nomes citados, quatro já confirmaram a intenção de disputar as eleições para deputado federal: Serafim Corrêa, Patrícia Lopes, Joana Darc e Therezinha Ruiz.

Serafim Corrêa é pré-candidato pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), enquanto Patrícia Lopes, Joana Darc e Therezinha Ruiz devem disputar a eleição pelo União Progressista.

Entre veteranos e novatos

Nos últimos anos, o cenário político amazonense tem demonstrado que a ocupação de cargos estratégicos no Executivo pode funcionar como uma vitrine para a construção de novas lideranças ou para a retomada de projetos eleitorais. Secretarias e funções de gestão acabam se tornando espaços de visibilidade pública, permitindo que gestores ampliem sua presença política e consolidem bases eleitorais.

Um exemplo recente desse processo é a trajetória de Tadeu de Souza, que ganhou projeção ao assumir o posto de vice-governador, chegou a ser cotado para o Governo e hoje aparece entre os nomes que ensaiam disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Situação semelhante ocorre com Renato Junior, que tentou uma vaga na Câmara Municipal no passado, não obteve êxito, mas ampliou sua presença política ao compor chapa com David Almeida. Com a eventual saída de David para disputar o governo estadual, Renato assumiu a Prefeitura de Manaus, consolidando sua posição no cenário político local.

Dentro desse movimento, alguns nomes que já deixaram cargos no Executivo para disputar as eleições de 2026 carregam trajetórias já consolidadas na política. Entre eles está Serafim Corrêa, que já foi prefeito de Manaus e deputado estadual. Com forte trânsito político e prestígio acumulado ao longo da carreira, Serafim permaneceu no Executivo estadual e agora articula o retorno ao Legislativo, desta vez mirando uma vaga na Câmara Federal.

Outro nome com histórico político é Saullo Vianna, que iniciou sua trajetória como deputado estadual, avançou para a Câmara dos Deputados e, posteriormente, assumiu a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania em Manaus. Agora, deixa o Executivo para disputar a reeleição como deputado federal.

Também aparecem nesse grupo figuras que alternam entre Executivo e Legislativo ao longo da carreira. Therezinha Ruiz, por exemplo, já foi vereadora e deputada estadual. Após não conseguir a reeleição, migrou para funções administrativas no Executivo e agora tenta retornar ao Legislativo federal.

Situação semelhante é vivida por Patrícia Lopes, que administrou Presidente Figueiredo, não conseguiu a reeleição e passou a integrar a estrutura do governo estadual como supervisora de calha da Secretaria de Governo. O novo projeto político da ex-prefeita é disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Joana Darc também possui força política sendo a mulher mais votada no último pleito para o cargo de deputado (no ranking geral, ela ficou em segundo lugar), chegou a assumir a Secretaria de Proteção Animal e saiu, no período de descompatibilização, para concorrer ao Legislativo Federal.

Novos nomes que ganharam visibilidade 

Além dos políticos mais experientes, a movimentação também envolve gestores que ganharam projeção a partir da atuação em secretarias e cargos estratégicos.

É o caso de Shádia Fraxe, que comandou a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e ganhou visibilidade pública durante sua gestão. Esposa do deputado estadual, Abdala Fraxe, Shádia chegou ao cargo com apoio político, mas acabou se destacando pela condução da pasta, ampliando sua projeção no cenário político local.

Outro exemplo é Marcel Alexandre da Silva, que já foi vereador em Manaus por vários mandatos. Após não conseguir a reeleição em 2024, passou a ocupar função no Executivo por integrar a base política do prefeito David Almeida. Agora, o nome é apontado como possível candidato a deputado estadual.

Também aparece nesse grupo Marcellus Campêlo, coordenador executivo da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e responsável por programas estruturantes como o Prosamin+. Com atuação destacada em projetos de habitação e urbanização, ele é apontado como possível nome para migrar do Executivo para o Legislativo. Marcellus também possui vínculos familiares com a deputada estadual, Alessandra Campêlo (PSD), o que reforça sua inserção no meio político.

Eleições futuras

Mais do que a disputa imediata de 2026, a presença desses nomes também indica um processo de formação de lideranças que podem ganhar protagonismo em ciclos eleitorais futuros.

Historicamente, cargos estratégicos em áreas como saúde, assistência social, infraestrutura e programas estruturantes têm servido como trampolim político para gestores que, inicialmente pouco conhecidos do grande público, acabam se consolidando como atores relevantes na política estadual.

Nesse contexto, a movimentação atual pode revelar não apenas candidatos para o próximo pleito, mas também novas lideranças em construção para as eleições municipais de 2028 e estaduais de 2030, repetindo estratégias já observadas em ciclos políticos anteriores no Amazonas.

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Foto: Ilustração