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Suspeito de acessar dados da esposa de Moraes é filho de ex-prefeito do RJ

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O empresário Marcelo Conde é procurado pela Polícia Federal por suspeita de comprar e vazar dados fiscais sigilosos de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ele é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, que morreu em 2015.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo próprio Moraes no âmbito da Operação Exfil, deflagrada nesta quarta-feira, 1º. Segundo apuração da CNN, Conde está foragido no exterior.

O empresário teria adquirido mais de mil dados fiscais de forma ilegal, entre eles informações da mulher do ministro.

A operação mira um esquema de obtenção e vazamento de informações sigilosas de autoridades públicas e seus familiares, com acesso indevido a sistemas da Receita Federal e do Coaf.

Segundo a Polícia Federal, foram identificados múltiplos acessos ilegais a dados fiscais, seguidos do compartilhamento das informações. Ao todo, teriam sido acessados dados de 1.819 contribuintes, incluindo pessoas ligadas a ministros do STF, do TCU (Tribunal de Contas da União), parlamentares e empresários.

As investigações apontam a existência de uma estrutura organizada de intermediação, que envolveria servidores públicos, funcionários terceirizados e despachantes.

De acordo com os autos, Conde seria o mandante do esquema. Depoimentos indicam que ele fornecia listas de CPFs e realizava pagamentos em dinheiro — cerca de R$ 4.500 — para obter as informações.

Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo. A investigação tramita sob sigilo.

A CNN não conseguiu localizar o contato da defesa do empresário Marcelo Conde até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para eventual manifestação.

A primeira fase da operação ocorreu em 17 de fevereiro. A ação foi deflagrada no âmbito de uma investigação aberta dentro do inquérito das fake news e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

O inquérito das fake news foi instaurado em 2019 pelo ministro Dias Toffoli, que à época presidia o STF, por iniciativa própria, sem que houvesse pedido da Polícia Federal e da PGR. Toffoli designou Moraes como relator da investigação.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

 

Messias defende harmonia entre Poderes e cita origem evangélica em carta ao Senado

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou em carta enviada ao Senado nessa quarta-feira, 1º,  que reúne os requisitos constitucionais para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a harmonia entre os Poderes e citou sua origem evangélica ao apresentar seus valores pessoais.

No documento que acompanha a mensagem presidencial, Messias sustenta que possui “notório saber jurídico e reputação ilibada”, como exige a Constituição, e afirma que o cargo exige “respeito absoluto à separação dos Poderes” e “equilíbrio entre os Poderes da República”.

Em um dos trechos, o indicado detalha sua visão sobre o papel do Supremo e os princípios que pretende adotar no cargo:

“Acredito firmemente que o fortalecimento das instituições, o respeito às leis e o diálogo entre os Poderes são os pilares da democracia e da harmonia institucional. Tenho absoluta consciência de que o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal exige distanciamento institucional, serenidade decisória e respeito absoluto à separação dos Poderes”.

Messias também faz referência à sua formação pessoal e religiosa:

“Meu compromisso, se aprovado por esta Casa, é o de exercer a jurisdição constitucional com independência, imparcialidade e fidelidade à Constituição e observância à Lei Orgânica da Magistratura Nacional, guiado pelos valores que me formam: a fé, a família, o trabalho, a ética no serviço público, a justiça e o amor ao Brasil”.

Ao apresentar sua trajetória, o indicado menciona a experiência na chefia da Advocacia-Geral da União (AGU) e em outros órgãos do Executivo e afirma que sua atuação foi voltada à “defesa do Estado e das instituições”.

Na documentação, ele também inclui, entre suas produções técnicas, trabalhos que tratam da participação de entidades religiosas na formulação de políticas públicas, um aceno ao segmento evangélico no Senado.

A carta segue o modelo protocolar das indicações ao STF e reúne ainda declarações formais exigidas pelo Senado. Messias afirma, por exemplo, não incorrer em hipóteses de nepotismo e estar em situação regular com suas obrigações legais.

O envio do documento ao Legislativo ocorreu mais de 24 horas após o anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que formalizaria a indicação. A demora surpreendeu aliados do governo, que atribuíram o atraso a trâmites internos da Casa Civil.

Nos bastidores, a combinação entre a menção à fé e à atuação envolvendo entidades religiosas é vista por interlocutores como uma tentativa de ampliar a aceitação do nome entre senadores de oposição e da bancada evangélica, considerada peça relevante para a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A indicação de Messias enfrenta resistências desde o anúncio, em novembro do ano passado, especialmente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia outro nome para a vaga. O Planalto segurou por meses o envio formal da mensagem como estratégia para reduzir a rejeição.

Com a documentação agora protocolada, a expectativa no governo é que o rito seja destravado e que Alcolumbre avance na marcação da sabatina. No entanto, ele tem indicado a aliados não ter pressa.

 

Da Redação com informações de Infomoney

Foto: Divulgação

Simão Peixoto é investigado por pagamento de R$ 9,2 milhões sem comprovação

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O ex-prefeito de Borba, Simão Peixoto, é alvo do Ministério Público do Amazonas (MPAM) por possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos no município de Borba. A instigação envolve o pagamento de R$ 9.255.073,50 sem comprovação da devida contraprestação de serviços ou fornecimento de produtos.

A medida foi assinada pelo promotor de Justiça, Alison Almeida Santos Buchacher, que atua na Promotoria de Justiça de Borba. Segundo o documento, há indícios de possível prática de ato de improbidade administrativa e dano ao erário.

De acordo com o Ministério Público, o caso envolve pagamentos realizados a diversas empresas, entre elas Du Primo Comércio de Gêneros Alimentícios, Mercadinho Du Primo LTDA-EPP, Taxi Aéreo Vale do Madeira Eireli, Auto Posto Vieira, M.M.B Lopes Comércio e Representações, M.L. Soares, F. G. Campos ME e Primecare Comércio de Medicamentos e Materiais Hospitalares.

As suspeitas surgiram a partir de análise realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), no âmbito do Processo nº 15323/2022, que apontou irregularidades relacionadas ao pagamento de valores sem a comprovação da efetiva prestação dos serviços ou entrega de produtos, conforme consta no Achado 2 do Laudo Técnico Conclusivo nº 10/2023 da Diretoria de Controle Externo de Aquisições, Contratações e Parcerias (DICAMI).

Como parte das diligências iniciais, o Ministério Público solicitou à presidente do TCE-AM, conselheira Yara Amazônia Lins, que encaminhe, no prazo de 15 dias, cópias dos procedimentos licitatórios analisados pelo tribunal. Caso não seja possível o envio integral, o órgão deverá indicar a quais processos licitatórios se referem as notas de empenho apontadas nas irregularidades.

Também foi requisitada cópia do inteiro teor do Processo nº 11187/2025, que trata de recurso de reconsideração apresentado por Simão Peixoto contra o Acórdão nº 2162/2024 do Tribunal Pleno do TCE-AM, relacionado ao mesmo caso.

A Promotoria também determinou o envio de ofício à Comissão Municipal de Licitação de Borba para que encaminhe, no prazo de 15 dias, cópia completa dos processos administrativos referentes às licitações vinculadas às notas de empenho citadas no laudo técnico.

Após o recebimento dessas informações, o Ministério Público deverá solicitar esclarecimentos às empresas beneficiadas pelos pagamentos, que terão prazo de 10 dias para apresentar documentos que comprovem o cumprimento das obrigações contratuais firmadas com o município.

Da Redação
Foto: Divulgação 

Inquérito das fake news deve prosseguir até pelo menos metade de 2027

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O inquérito das fake news deve seguir em tramitação até pelo menos o final do primeiro semestre de 2027, a despeito da mobilização de uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) para encerrá-lo ainda neste ano.

A tendência é a de que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, analise a possibilidade de concluir o inquérito quando estiver prestes a assumir a presidência do tribunal em setembro do próximo ano.

O ministro Edson Fachin, presidente do STF, afirmou a jornalistas nesta terça-feira, 31, que negocia o encerramento da investigação com Moraes e demais colegas da Corte.

Fachin afirmou que “está na pauta” a conversa sobre o fim da investigação. O ministro disse que o inquérito foi importante para a “salvaguarda” do STF e para a preservação da democracia e enalteceu o trabalho de Moraes.

O presidente do STF ponderou, no entanto, que “todo remédio, a depender da dosagem, pode se tornar veneno”. Fachin afirmou que este é um tema “prioritário” e que interessa a todo o tribunal.

O ministro lembrou que foi relator da ação discutida no plenário que validou o inquérito, mas disse que no julgamento ocorrido em 2020 já havia alertado sobre a “dosagem” da medida.

O inquérito foi aberto de ofício, sem provocação de órgãos de investigação, pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Moraes como relator, sem realização de sorteio, como costuma ocorrer.

Há uma interpretação de que o próprio presidente do STF poderia encerrar o inquérito, uma vez que ele foi aberto por Toffoli quando estava à frente do tribunal. Fachin, no entanto, disse que acredita que a “via possível” é o próprio relator dar fim à investigação.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

DNIT autoriza R$ 1 bilhão para obras estruturantes e manutenção das BRs 319 e 174

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) autorizou, juntamente com o Ministério dos Transportes, nessa terça-feira, 31, o início de ações estruturantes para a BR-319/AM e de serviços de melhorias na BR-174/AM. As ações visam a modernização e conservação das rodovias. No total, os investimentos, por meio do Novo PAC, devem ultrapassar R$ 1 bilhão nas duas vias.

A assinatura dos documentos ocorreu em cerimônia realizada no Ministério dos Transportes, com a presença do ministro Renan Filho, do secretário-executivo, George Santoro, e do diretor- geral do DNIT, Fabricio Galvão, e demais autoridades. Na ocasião, foi autorizado início das ações para a elaboração do projeto executivo de engenharia e execução da obra de construção de ponte de 320 metros de extensão sobre o Rio Igapó Açú, no km 260,7 da BR-319/AM. O valor total do empreendimento é de R$ 44,1 milhões, com contrato de 23 meses de vigência.

Ainda na BR-319/AM, foi autorizada a publicação da licitação para a execução de serviços de manutenção e conservação rodoviária, totalizando R$ 678 milhões em investimentos para atender 339,4 quilômetros da rodovia. Os serviços serão divididos em quatro lotes com prazo de execução de três anos. A previsão é de que as propostas sejam abertas até o final de abril.

A BR-319/AM é uma importante rota para desenvolvimento econômico e social para o Norte do país, ligando as capitais Manaus (AM) e Porto Velho (RO), e o trabalho realizado pelo DNIT é fundamental para garantir o pleno tráfego da rodovia ao longo de todo o ano, reduzindo a dependência de modais aéreos e fluviais pela população.

BR-174/AM 

Para a BR-174/AM, o DNIT autorizou o início dos serviços de dois contratos de manutenção rodoviária pelo Plano Anual de Trabalho e Orçamento (PATO), instrumento de planejamento utilizado para a execução das atividades de conservação da malha rodoviária federal, totalizando mais de R$ 366 milhões para a conservação de 255 quilômetros da rodovia.

O primeiro contrato tem início no km 884,5 e vai até o km 1.008,3, totalizando 123 quilômetros de serviços e um investimento de R$ 188 milhões. O segundo contrato vai do km 1.008,3 ao km 1.140,2, totalizando 131,9 quilômetros e R$ 178,1 milhões em investimentos.

A BR-174/AM tem grande importância para a Região Norte, principalmente por ser uma ligação rodoviária entre os estados do Amazonas e Roraima, no Brasil, e para os países da Venezuela e Guiana.

 

Da Redação com informações de Governo Federal 

Foto: Divulgação/Arquivo

PF mira magistrados por venda de sentenças e bloqueia R$ 50 milhões

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira, 1º, a Operação Inauditus para investigar um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Dois desembargadores foram afastados, são eles: Antônio Pacheco Guerreiro Junior e Luiz de França Belchior Junior

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a investigação, o grupo atuava para direcionar decisões judiciais em processos, com prioridade seletiva e distribuição estratégica.

A investigação aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias, especialmente ligadas a conflitos agrários.

 Os alvos da operação são:

• Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado)
• Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado)
• Douglas Lima da Guia – juiz de direito
• Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de direito
• Lúcio Fernando Penha Ferreira – ex-assessor
• Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora
• Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora
• Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor
• Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor do TJMA
• Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora
• Ulisses César Martins de Sousa – advogado
• Eduardo Aires Castro – advogado
• Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário
• Lucena Infraestrutura Ltda – empresa investigada
• Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado
• Aline Feitosa Teixeira – investigada
• Jorge Ivan Falcão Costa – investigado

A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras com indícios de triangulação e ocultação de recursos.

Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema, afastamento de cinco servidores, monitoramento eletrônico de seis investigados, proibição de acesso ao TJMA e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões.

As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas. As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na Paraíba. Segundo a PF, as penas somadas podem chegar a 42 anos de prisão.

O que diz o TJMA

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça do Maranhão informou que colabora com a Operação Inauditus, deflagrada nesta quarta-feira,1, pela Polícia Federal, em cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que inclui unidades do Poder Judiciário estadual.

“O TJMA informa que editou o ato do afastamento de um desembargador e efetivou a exoneração de quatro servidores comissionados, que foram afastados pelo STJ. O TJMA reafirma seu compromisso com o princípio da transparência, colocando a administração à disposição das autoridades no que for cabível.”

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

Eleições 2026: o que é cláusula de desempenho dos partidos e como isso impacta a disputa eleitoral; entenda

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As Eleições de 2026 será a quinta disputa eleitoral realizada desde que a cláusula de barreira para partidos em vigor e deve afunilar ainda mais a representação partidária no país. Essa regra, também chamada de cláusula de desempenho, estabelece que os partidos precisam atingir um percentual mínimo de votos válidos para a Câmara dos Deputados ou um número mínimo de deputados eleitos para ter acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na televisão e no rádio.

Isso faz com que os partidos se forcem a ter um desempenho nacional e não apenas regional.  A primeira consequência da implementação da regra foi a redução do número de partidos com representação na Câmara.

Na última eleição geral, em 2022, 15 partidos não atingiram a cláusula. Naquele ano, para superar a “barreira”, as agremiações precisavam: eleger ao menos 11 deputados federais distribuídos em pelos menos um terço das unidades da federação, nove estados ou oito estados e no Distrito Federal; ou conseguir ao menos 2% dos votos válidos, com um mínimo de 1% em nove estados.

Em 2026, as metas foram atualizadas para: eleger 13 deputados federais em pelos menos um terço das unidades da federação, nove estados ou oito estados e no Distrito Federal; obter pelo menos 2,5% dos votos válidos, com um mínimo de 1,5% em nove estados.

Para 2030, a cláusula de desempenho dos partidos será: eleger ao menos 151 deputados federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, nove estados ou oito estados e no Distrito Federal; ou conseguir ao menos 3% dos votos válidos, com um mínimo de 2% em nove estados.

Com a redução do número de siglas ocorre a redução da fragmentação partidária, além da fusão e incorporações, as federações partidárias também são uma ferramenta para manter o funcionamento das legendas, sendo essas cinco federações no Brasil: Cidadania-PSDB, PSOL-Rede, Brasil da Esperança:PT, PCdoB e PV, Renovação Solidária: PRD e Solidariedade, União Progressiva: União Brasil e PP.

Isso também impacta no tempo de TV. Se for confirmado o desenho atual dos postulantes à Presidência da República, apenas três candidatos terão direito a propaganda no rádio e TV. A busca por mais espaço na TV, inclusive, incentiva os partidos a buscarem apoio de outras siglas na disputa para presidência, principalmente do “Centrão”, já que o tempo de TV é calculado com base no números de deputados eleitos para a Câmara, o que ajuda a inflar o tempo.

 

Com informações de G1

Ex-prefeito de Anamã e filho são investigados por irregularidades em contratos hospitalares e transição de governo

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na contratação e execução de serviços de fornecimento e manutenção de equipamentos hospitalares no município de Anamã. Os fatos são referentes ao exercício de 2022.

A investigação tem origem em uma Notícia de Fato, que apontou possíveis problemas relacionados à contratação da empresa DMTECH Comércio Atacadista de Produtos Hospitalares Ltda. pela Prefeitura de Anamã.

De acordo com o procedimento, há indícios de que a empresa teria prestado os serviços contratados, mas não recebeu o pagamento correspondente, estimado em aproximadamente R$ 107.956,00.

O documento também aponta possíveis irregularidades na execução da despesa pública. Entre os problemas identificados estariam a ausência de empenho prévio, inexistência de processo regular de liquidação, falta de atesto de notas fiscais e ausência de comprovação de dotação orçamentária. Tais situações podem representar descumprimento da Lei nº 4.320/1964, que estabelece normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos públicos, e da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000).

Segundo o Ministério Público, essas circunstâncias podem caracterizar, em tese, a assunção de obrigação sem observância das normas legais, com possível impacto no equilíbrio fiscal do município e eventual prejuízo aos cofres públicos.

Os fatos envolvem, em princípio, a atuação de agentes públicos responsáveis pela gestão municipal à época, entre eles o então prefeito Francisco Nunes Bastos, o Chico do Belo, e o ex-secretário municipal de Administração, Planejamento e Finanças e filho do então gestor, Ruam Stayne Batalha Bastos.

Durante a fase inicial da apuração, o Ministério Público realizou diligências preliminares, incluindo tentativa de notificação do ex-prefeito. No entanto, ele não foi localizado no endereço registrado, havendo informação de que atualmente poderia residir em Manaus, mas sem endereço preciso.

Com o esgotamento do prazo da Notícia de Fato e diante da relevância e complexidade dos fatos, o promotor de Justiça substituto, Matheus de Oliveira Santana, determinou a conversão do procedimento em inquérito civil, para aprofundar as investigações.

Entre as primeiras diligências determinadas estão a solicitação de documentos à Prefeitura de Anamã, incluindo cópias dos processos administrativos referentes à contratação, comprovantes de empenho, liquidação e pagamento, além de contratos, ordens de serviço, notas fiscais e termos de recebimento.

Também foi determinada nova tentativa de notificação do ex-prefeito Chico do Belo, bem como a notificação do ex-secretário Ruam Stayne Batalha Bastos para que prestem esclarecimentos sobre os fatos investigados.

Além disso, a empresa DMTECH Comércio Atacadista de Produtos Hospitalares Ltda. deverá apresentar, no prazo de dez dias úteis, informações detalhadas sobre os serviços executados, forma de contratação, valores pendentes e documentação relacionada ao caso.

O Ministério Público também solicitou informações ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) sobre a regularidade da execução orçamentária e financeira do município de Anamã no exercício de 2022, especialmente no que se refere às despesas na área da saúde e ao contrato objeto da investigação.

Transição do governo

Outro ponto investigado pelo Ministério Público, por meio de inquérito, são possíveis irregularidades relacionadas à transição de governo no município de Anamã, ocorrida entre os anos de 2024 e 2025.

Segundo o MP, a investigação teve origem em duas Notícias de Fato que foram reunidas devido à conexão entre os fatos. As manifestações apontam que a gestão anterior do município não teria disponibilizado documentos, informações e processos administrativos essenciais para a continuidade da administração pública.

De acordo com o procedimento, a ausência de documentação envolveria contratos, convênios, processos administrativos e informações técnicas e financeiras, o que pode comprometer o controle interno e externo da administração e a regular prestação de contas.

Entre os casos citados na investigação estão obras públicas e convênios firmados pelo município, como a implantação do sistema de abastecimento de água na sede de Anamã, vinculada a convênio com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), no valor de R$ 3,9 milhões, além da construção da primeira etapa do estádio municipal, reformas em unidades de saúde, obras de pavimentação e a construção de escolas municipais em comunidades da zona rural. Também foram mencionadas obras vinculadas a convênios com a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).

Conforme o Ministério Público, até o momento não foram apresentados documentos essenciais, como processos licitatórios, contratos administrativos, termos de convênio, ordens de serviço, medições de obras, relatórios de execução física e financeira, notas fiscais, empenhos, liquidações, pagamentos e relatórios de fiscalização.

Para o órgão ministerial, essas omissões podem comprometer a transparência administrativa, a continuidade dos serviços públicos e o controle dos gastos públicos, podendo, em tese, configurar ilícitos administrativos e atos de improbidade administrativa.

O inquérito civil também prevê a notificação de Chico do Belo e do seu filho, e ex-secretário, Ruam Bastos, para que apresentem esclarecimentos e, caso possuam, encaminhem os documentos relacionados aos fatos investigados.


Da Redação

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UEA abre 106 vagas remanescentes para o curso pré-vestibular AprovENS 2026

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Estão abertas, até o dia 8 de abril de 2026, as inscrições e matrículas para preenchimento imediato das vagas remanescentes do AprovENS 2026, o pré-vestibular presencial oficial da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Em seu terceiro ano, o programa se consolida como a principal alternativa de preparação aos sábados para estudantes, trabalhadores e candidatos que desejam ingressar na UEA pelo Vestibular ou pelo Sistema de Ingresso Seriado (SIS).

O AprovENS oferece 106 vagas remanescentes, distribuídas entre os níveis SIS 1, SIS 2, SIS 3 Plus (novidade deste ano) e Macro. Do total, 20% das vagas são reservadas para Pessoas com Deficiência (PcD) e 10% para candidatos indígenas, conforme estabelece o edital n.º 09/2026 – Proex/UEA. As vagas eventualmente não ocupadas por esses grupos serão, automaticamente, redirecionadas ao público geral. Os novos matriculados poderão frequentar as aulas a partir do dia 11 de abril de 2026, sempre aos sábados, nas instalações da Escola Normal Superior (ENS/UEA), localizada na avenida Djalma Batista, 2.470, Chapada.

O diferencial do AprovENS está na realização do curso dentro da própria UEA, com um corpo docente altamente qualificado, material didático exclusivo, carteirinha de identificação e permissão para uso do Restaurante Universitário (RU) e da Biblioteca Setorial da ENS/UEA.

Os estudantes terão ainda acesso ao Laboratório de Redação com feedback, além da aplicação de três simulados presenciais nos espaços da própria UEA. O programa inclui, também, orientação psicoeducacional com profissionais da universidade.

As inscrições e matrículas devem ser realizadas no site da Fadect: www.aprovens.fadect-am.org

Acesse o edital em: https://selecao1.uea.edu.br/?dest=info&selecao=15324

Com o AprovENS, a UEA reafirma seu compromisso com a formação de qualidade, acessível e inclusiva, preparando candidatos de Manaus e região para alcançar o sonho de ingressar no ensino superior público.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Divulgação

Dois pesos, duas medidas: Castro virou ficha suja e Denarium, candidato

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O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ficou inelegível pelos próximos oito anos, por ter realizado contratações irregulares, obtendo vantagem eleitoral e gastando o valor de R$ 248 milhões.

Enquanto no Rio o governador é condenado e fica inelegível, o ex-governador de Roraima, Antonio Denarium, segue sem ser julgado no processo de cassação que aponta utilização dos programas “Cesta da Família” e “Morar Melhor”, utilizando a máquina pública nas eleições de 2022.

O processo ficou parado por mais de um ano no TSE. Mesmo com essa demora, o não andamento do processo favorece unicamente Denarium, que deixou o cargo de governador, na última sexta-feira, 27, para concorrer ao Senado, em busca de perpetuar seus benefícios políticos.

 

Da Redação