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David Almeida deixa Prefeitura para entrar na disputa pelo Governo do Estado

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Na manhã desta terça-feira, 31, o então prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), deixou oficialmente o cargo para concorrer ao governo do Amazonas nas eleições de 2026. O evento ocorreu na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e foi realizada a transferência da prefeitura para o vice-prefeito Renato Júnior (Avante).

David já havia anunciado em fevereiro que iria concorrer ao cargo de governador pelo partido Avante. O político declarou que, no mês de abril, percorreria os municípios do interior para conhecer a realidade da população.

Ainda nesta terça-feira, às 18h, David irá lançar sua candidatura como pré-candidato ao Governo do Amazonas. O evento vai ocorrer no Studio 5, zona Sul de Manaus. O convite do evento foi feito por meio de vídeo publicado nas redes sociais.

O encontro reunirá lideranças políticas do Amazonas e aliados que acompanharam a construção desse ciclo administrativo, reforçando a articulação estadual e o alinhamento em torno de um projeto de desenvolvimento que tem como base a experiência de gestão implementada na capital. Ainda não há confirmação de quem será o vice e qual o nome da chapa.

 

Da Redação

Foto: Divulgação/Semcom

PA: Operação da PF bloqueia até R$ 27 milhões e afasta servidor por suspeita de fraude em licitações

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 31, a Operação Bico Duplo, destinada a aprofundar investigações sobre fraudes em licitações, corrupção passiva e frustração do caráter competitivo de certames em um município do Sul do Pará. As diligências ocorrem em Conceição do Araguaia (PA) e em Aparecida de Goiânia (GO), em cumprimento a decisões da Justiça Federal.

Ao todo, estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, comerciais e em órgãos públicos municipais. A Justiça também determinou o sequestro e o bloqueio de bens e ativos financeiros, a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados, além do afastamento cautelar de um servidor público de suas funções.

A operação conta com o apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU). A análise de editais e de contratos realizada pelo órgão identificou indícios claros de direcionamento e fragilidades na competitividade. Para assegurar o ressarcimento ao erário e descapitalizar o grupo criminoso, as medidas de constrição patrimonial podem alcançar o montante de até R$ 27 milhões.

Durante as buscas, foram apreendidos documentos, mídias e dispositivos eletrônicos. Todo o material foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Redenção (PA) para análise e para perícia técnica, a fim de subsidiar o prosseguimento das investigações e o completo esclarecimento dos fatos.

Da Redação, com informações da Polícia Federal
Foto: Divulgação

Lula confirma Alckmin como pré-candidato a vice-presidente

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em reunião ministerial nesta terça-feira, 31, que Geraldo Alckmin será pré-candidato a vice-presidente na sua chapa pela reeleição no pleito de outubro deste ano.

Ao discursar durante reunião ministerial, Lula disse que Alckmin deixará o comando do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio). Pela legislação, ocupantes de cargos no Executivo precisam deixar as funções até 4 de abril para disputar o pleito. A exceção são os cargos de presidente e vice-presidente.

“O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou o presidente.

Trocas ministeriais

Durante a reunião desta terça, Lula disse que ao menos 18 ministros devem deixar o governo. Segundo ele, a ideia é que os secretários-executivos assumam os cargos, para dar continuidade aos programas das pastas.

É o caso do Ministério da Fazenda, que agora é chefiado pelo antigo secretário-executivo da pasta, Dário Durigan, e da Casa Civil, que passará do comando de Rui Costa para a número dois da pasta, Miriam Belchior.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Nova operação da Polícia Federal mira ex-assessor do STJ com suspeitas de venda de sentença

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 31, nova fase da investigação que apura venda de decisões no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Os agentes cumprem busca e apreensão na casa do ex-assessor do tribunal Márcio José Toledo Pinto.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, foi quem autorizou a tomada de ações da PF. Segundo os investigadores, Márcio estaria tentando atrapalhar o andamento das investigações.

Segundo a PF, os metadados dos arquivos digitais compartilhados entre os investigados indicaram que o então servidor Marcio Pinto, à época lotado no gabinete da ministra Isabel Gallotti, teria sido o responsável pela elaboração das minutas indevidamente divulgadas.

Na semana passada, ele foi indiciado pela PF por exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e integrar organização criminosa. Na conclusão do relatório, a Polícia Federal afirma que “há robustos indícios da existência de uma organização criminosa estruturada para negociar decisões judiciais, com atuação dentro e fora de tribunais, lavagem de dinheiro e tráfico de influência”.

Apesar de servidores de gabinetes de ministros como Og Fernandes, Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Moura Ribeiro serem citados, nessa conclusão parcial a PF descartou a participação de qualquer magistrado.

Com informações de CNN Brasil

TCE-AM multa presidente da Câmara de Manacapuru por omitir dados de licitações, contratos e folhas de pagamento

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) multou o presidente da Câmara de Manacapuru, Jefferson Batalha do Nascimento, por graves falhas e irregularidades no Portal da Transparência.

Entre essas irregularidades, está a ausência de informações sobre diárias e passagens utilizadas, dados de atos administrativos e relatórios que estavam desatualizados desde 2022. Foi averiguada a inexistência de dados sobre licitações, contratos e termos aditivos.

O presidente da Câmara foi penalizado com multa no valor de R$22.771,43 e condenado por falta de transparência. A autoridade municipal foi penalizada por omitir esses dados.

Essas falhas violam o princípio constitucional da publicidade e a Lei de Acesso à Informação. Foi solicitado que a Câmara faça a correção e atualização do Portal no prazo de até 90 dias.

Confiro o documento do TCE-AM:

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Amom Mandel se une a Silas Câmara no Republicanos

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O deputado federal Amom Mandel filiou-se ao Republicanos, partido comandado pelo também deputado Silas Câmara na semana passada. O movimento é estratégico, uma vez que ambos buscam a reeleição.

Amom Mandel, que foi o deputado mais votado do Amazonas no pleito passado, traz o expressivo alcance digital e votos dos mais jovens para o Republicanos, atuando como um “puxador de votos”.

Silas, por sua vez, oferece uma estrutura partidária consolidada, apesar da saída de vários nomes importantes do Republicanos, com influência na camada conservadora, principalmente, a de líderes religiosos.

“A filiação não representa mudança de valores ou de posicionamento. O mandato seguirá pautado pela independência em relação a governos, pelo compromisso com resultados concretos e pela defesa dos interesses da população amazonense”, frisou Amom em nota.

 

Da Redação 

Foto: Divulgação

 

 

Lula faz reunião para oficializar trocas em ministérios antes da eleição

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reunirá na manhã desta terça-feira, 31, no Palácio do Planalto, o seu ministério para oficializar as trocas no comando das pastas antes da eleição. Está certo que haverá mudança em 18 dos 38 postos de primeiro escalão.  Os atuais titulares precisam se desincompatibilizar para estarem aptos a disputar a eleição de outubro.

Com as substituições, o governo passará a ser composto em grande parte por nomes de menor expressão política e rostos menos conhecidos. A maioria dos ministérios será comandada pelos atuais secretários executivos. Fazem parte desse grupo, por exemplo, a pasta da Educação, que deve ter Leonardo Barchini no lugar do ex-governador do Ceará Camilo Santana, e dos Transportes, com a promoção de George Santoro, para a vaga do ex-governador de Alagoas Renan Filho. 

Na Fazenda, onde Fernando Haddad antecipou a sua saída em 19 de agosto, a promoção do secretário executivo já ocorreu com a nomeação de Dario Durigan. O mesmo modelo de promoção do número 2 acontecerá na Casa Civil, ministério responsável por coordenar as ações do governo. Miriam Belchior, que foi ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff, assumirá o lugar de Rui Costa, que concorrerá ao Senado pela Bahia.

O vice-presidente Geraldo Alckmin também deixará o cargo de ministro da Indústria e Comércio (Mdic). Seja para permanecer como companheiro de chapa de Lula, hoje o cenário mais provável, ou para disputar uma vaga de senador por São Paulo, ele não pode permanecer à frente da pasta. O seu substituto deve ser o secretário executivo Marcio Elias Rosa. Há possibilidade, porém, de Márcio França, atual ministro do Empreendedorismo, ser deslocado para o Mdic.

Lula também usará as trocas para promover acomodações políticas. No cobiçado Ministério da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que sairá para concorrer ao Senado pelo Mato Grosso, será substituído por André de Paula (PSD), atual titular da pasta da Pesca. A mudança é um gesto do Planalto à bancada do PSD na Câmara, já que André de Paula é deputado federal licenciado. 

O presidente ainda aproveitará para testar um nome visto como proeminente dentro do governo em um posto de primeiro escalão.  O economista Bruno Moretti, que atualmente está à frente da Secretaria Especial de Análise Governamental, vinculada à Casa Civil, assumirá o Ministério do Planejamento em lugar de Simone Tebet.

Também são certas as saídas dos ministros Jader Filho (Cidades), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Anielle Franco (Igualdade Racial), Silvio Costa Filha (Portos e Aeroportos), André Fufuca (Esportes), Marina Silva (Meio Ambiente), Waldez Goes (Desenvolvimento Regional), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (Povo Indígenas). Todos esses devem ser substituídos pelos secretários executivos. Mas apesar da diretriz de privilegiar os números 2, ocupantes desses postos disseram ao longo da segunda-feira que ainda não tinham sido convidados oficialmente para assumirem os ministérios. 

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também irá deixar o cargo para concorrer ao Senado pelo Paraná. O seu substituto, porém, ainda segue indefinido. O plano era nomear o secretário do Conselho do Desenvolvimento Econômico Social, o Conselhão, Olavo Noleto, mas Lula decidiu optar por um político com mais experiência. Há possibilidade de o cargo ser ocupado interinamente até a escolha do substituto de Gleisi.

Além dos nomes certos, ainda podem deixar o governo Márcio França, Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) e Wolney Queiroz (Previdência).

 

Da Redação com informações de O Globo

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Cientista política afirma que ‘todo mundo perde’ com fim da CPMI do INSS sem relatório

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A cientista política Graziella Testa, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), afirmou que a rejeição do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que investigava fraudes milionárias no órgão, representa um enfraquecimento do Poder Legislativo e uma perda coletiva para a democracia brasileiro.

Segundo Testa, a ausência de um relatório final prejudica a configuração da relação entre os poderes. “O que é uma CPI? É um formato que o legislativo tem para fiscalizar a atuação do executivo. E quando esse legislativo está fragmentado da forma como ele está, está individualizado como ele está, é muito mais difícil se chegar a uma conclusão comum”, explica.

A cientista política aponta que o problema é sobretudo político e está relacionado ao formato de construção da política atual. “Se a oposição soubesse conversar de uma forma adequada com o governo, e se o governo soubesse abrir mão de determinados pontos para, junto com a oposição, chegar num acordo comum, todo mundo ganhava”, afirma Testa. Ela ressalta que a questão investigada é séria, envolvendo montantes relevantes e afetando uma população vulnerável.

Graziella Testa destaca que a falta de acordo em torno do mínimo que se pode concordar resulta em uma perda coletiva. “Todo mundo perde”, resume. A professora lembra que, mesmo sem o relatório final da CPMI, o indiciamento dos possíveis responsáveis não depende exclusivamente do Legislativo, podendo ser realizado por outros órgãos competentes, como o Ministério Público e a Polícia Federal.

“O que a CPI faz no final é fazer uma sugestão para que outros órgãos competentes vão fazer esse trabalho que é de investigação e de indiciamento efetivamente. Então isso ainda pode vir a acontecer e claro, o relatório não aprovado pode ser usado como referência”, explica.

 

Com informações de CNN Brasil

Juiz diz ganhar menos ‘que médico do SUS’ e que abandonará carreira; veja

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Após a decisão do STF, da última quarta-feira, 25, que suspendeu alguns “penduricalhos” na remuneração da magistratura, manifestações de insatisfação têm surgido entre juízes.

Em São Mateus do Sul/PR, um magistrado, cujo último contracheque líquido foi de R$ 120 mil, fez um desabafo público antes do início de sessão do Tribunal do Júri.

Afirmou que os vencimentos da carreira estariam abaixo dos pagos a médicos do SUS e declarou que pretende deixar o cargo.

Segundo o juiz, o cenário atual tem contribuído para a desvalorização da magistratura no Paraná e no país.

“A remuneração hoje de um magistrado é menor do que o médico do SUS. A hora paga para o médico generalista que atende o SUS, 40 minutos, 30 minutos, é superior à hora do magistrado. É isso que acabou com a carreira da magistratura no estado do Paraná e no Brasil.”

Depois, destacou a própria trajetória acadêmica e a carga de trabalho, indicando que não pretende permanecer na função.

“Eu tenho doutorado. Eu trabalho das sete da manhã às dez da noite. Eu não vou ficar. Eu vou embora.”

O magistrado também afirmou que poderá migrar para a advocacia, mencionando a possibilidade de abrir escritório e “defender Lava Jato”.

“Eu vou montar uma banca e eu vou defender Lava Jato”, acrescentou.

Ao longo do discurso, o juiz associou a valorização da carreira ao reconhecimento social do trabalho desempenhado, especialmente em situações sensíveis, como faço a concessão de medidas protetivas.

Nesse contexto, voltou a afirmar que poderá deixar o cargo caso não haja mudança no cenário atual.

“Porque aqui, defendendo vocês mulheres que sofrem agressão. Sou eu que dou a medida protetiva que vocês querem. Quando vocês caírem presos, porque vocês vão cair presos algum dia, às seis da tarde, de sábado. Eu não vou estar aqui para tirar ninguém. Porque se a sociedade não gosta, se a sociedade acha que está pagando muito, se a sociedade acha que o nosso trabalho não é importante, não vou ser eu que vou fazer esse trabalho.”

A manifestação ocorreu antes do início da sessão do Júri e não integra decisão judicial no processo em julgamento.

“Eu quero mais é ficar em casa”

Em outro momento, ampliou as críticas ao comparar a remuneração da carreira com outras atividades e afirmou que profissionais qualificados tendem a deixar a magistratura.

“E a minha remuneração vai ser menor que a de um cara que vende sorvete. Se a ordem quer juiz mal pago, se a ordem quer que juiz qualificado vá embora, o cara que tem formação, o cara que tem mestrado e consegue se garantir fora, vai sair. Ou você acha que vai ficar fazendo inspeção em cadeia?”

O juiz também questionou as condições de trabalho e indicou que não pretende permanecer na função diante do cenário atual.

“Você acha que eu vou fazer isso com esse salário? Eu quero mais é ficar em casa e f***-**.”

Corte nos penduricalhos

Na quarta-feira, 25, o STF fixou, por unanimidade, tese sobre quais verbas indenizatórias podem integrar a remuneração da magistratura e do MP, até que lei a respeito do tema seja editada.

A Corte estabeleceu que apenas parcelas expressamente previstas em lei Federal poderão ser pagas, vedando a criação ou manutenção de benefícios por atos administrativos, normas locais ou interpretações ampliativas.

Com isso, o Supremo manteve o teto constitucional em R$ 46.366,19 – valor correspondente ao subsídio dos ministros da Corte – e determinou a suspensão imediata de vantagens não autorizadas, como licenças compensatórias por acúmulo de acervo, auxílios diversos sem previsão legal e outras rubricas que vinham permitindo a superação do limite remuneratório.

A decisão também previu um regime de transição. Entre os pontos fixados, estão a padronização nacional das verbas admitidas por resolução conjunta do CNJ e do CNMP, limitação da soma dessas parcelas a 35% do subsídio dos ministros do STF e criação de uma parcela de valorização por tempo de antiguidade, também limitada a esse percentual.

Além disso, o Supremo determinou maior transparência na divulgação dos valores pagos a magistrados e membros do MP, com publicação mensal das rubricas e responsabilização de gestores em caso de inconsistências.

A nova sistemática valerá a partir da folha de pagamento de maio de 2026, com base no mês de referência de abril.

 

Da Redação, com informações do Migalhas
Foto: Reprodução

 

 

Ministros do STF irão julgar dia 8 de abril formato da eleição para mandato-tampão no Rio de Janeiro

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Na próxima quarta-feira, 8, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará as regras que irão ditar a eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. O ministro e presidente do Tribunal, Edson Fachin, foi quem marcou a sessão.

A decisão sobre como serão realizadas as eleições para escolher o governador será tomada pelos dez ministros do STF em um julgamento televisionado com debate e discussão.

O ministro Cristiano Zanin determinou na sexta-feira, 27, a suspensão das eleições indiretas para o mandato-tampão no governo do Rio até que o plenário analise o tema.

Zanin também interrompeu o julgamento que tratava do assunto no plenário virtual. Isso fará com que a análise seja reiniciada no plenário físico do tribunal. O ministro apontou uma possível contradição entre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou eleições indiretas, e o precedente do próprio STF.

Segundo esse entendimento, afirmou o ministro, quando a vacância decorre de causa eleitoral e há mais de seis meses restantes de mandato, a substituição deve ocorrer por eleição direta, com participação dos eleitores.

Zanin observou que, apesar da maioria já formada no plenário virtual sobre o mandato-tampão, o julgamento ainda não foi finalizado e poderá ter os votos revistos com o destaque. “Essa situação poderá viabilizar eventuais reajustes dos votos já proferidos”, afirmou.

A maioria dos ministros havia votado para garantir voto secreto em eleições indiretas e para manter o prazo de 24 horas para desincompatibilização de candidatos.

O julgamento foi iniciado poucos dias após o TSE decidir pela cassação e inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; do ex-vice, Thiago Pampolha, e do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

Enquanto não há eleição para o mandato-tampão, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro está interinamente no cargo de governador.

 

Com informações de CNN Brasil