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Ex-prefeito de Nova Olinda do Norte é multado novamente por falta de transparência pública

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) julgou parcialmente procedente uma representação que apontava possíveis irregularidades na administração da Prefeitura de Nova Olinda do Norte e aplicou multas ao ex-prefeito, Adenilson Lima Reis, por ausência de transparência pública durante seu mandato.

A representação foi protocolada pelos vereadores Jorge William Biazze Campos e Guaracy de Jesus Miranda Dias Rebelo, que solicitaram a apuração de possíveis irregularidades na condução administrativa do município.

Ao analisar o caso, o TCE-AM reconheceu que os requisitos formais foram atendidos e decidiu conhecer a representação para análise do mérito.

Falhas na transparência

Segundo o acórdão nº 2247/2025, o Tribunal constatou que ausência de transparência, especialmente no que diz respeito à divulgação de informações relacionadas a procedimentos licitatórios.

De acordo com a decisão, houve descumprimento de dispositivos da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), da Lei de Licitações (Lei nº 8.666/1993) e da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), normas que estabelecem a obrigatoriedade de publicidade e acesso aos dados sobre o uso de recursos públicos.

Multas aplicadas

Devido às irregularidades, o Tribunal aplicou duas multas ao prefeito: R$ 13.654,39 por grave infração à norma legal relacionada à falta de transparência administrativa; e R$ 3.413,60 pelo não atendimento, sem justificativa, a diligência realizada pelo próprio TCE-AM durante a instrução do processo.

O ex-gestor terá o prazo de 30 dias para efetuar o pagamento das penalidades ao Fundo de Apoio ao Exercício do Controle Externo (FAECE). Caso não haja o recolhimento dentro do prazo, o débito poderá ser cobrado administrativa ou judicialmente, incluindo possibilidade de protesto do título.

Além das multas, o Tribunal determinou que a Prefeitura de Nova Olinda do Norte adote medidas efetivas para garantir ampla divulgação dos procedimentos licitatórios em seu Portal da Transparência.

Segundo o TCE-AM, a medida é essencial para assegurar o controle social e permitir que a sociedade tenha acesso tempestivo às informações sobre a aplicação dos recursos públicos.

Não é a primeira vez

Em agosto de 2023, o TCE já havia julgado procedente outra representação contra  Adenilson, à época prefeito, por descumprimento do dever de transparência em procedimentos licitatórios. Na ocasião, foi constatada a ausência de disponibilização de editais de licitações em andamento no município, e o gestor foi considerado revel após não apresentar defesa dentro do prazo, resultando na aplicação de multa de aproximadamente R$ 13,6 mil e na determinação para atualização do Portal da Transparência.

Em outras licitações, o ex-prefeito não divulgava informações essenciais, como no processo licitatório para aquisição de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar, nas quais não foram publicados os valores totais e quantidades contratadas, dificultando o controle público.

 

Da Redação
Ilustração: Portal O Poder

TCE-AM multa ex-prefeita de Beruri por usar Procuradoria em defesa particular

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), em parcial consonância com o Ministério Público Eleitoral (MPE), conheceu a representação apresentada pelo prefeito de Beruri, Emerson Melo. A representação é contra a ex-prefeita do município, Maria Lucir Oliveira, por omissão na prestação das informações sobre processos administrativos, financeiros e contábeis da gestão municipal.

Segundo a representação apresentada por Emerson, a ex-prefeita teria utilizado de maneira indevida a Procuradoria-Geral do Município em defesa de interesses particulares. Esse fato configura desvio de finalidade e afronta aos princípios da impessoalidade, moralidade e legalidade administrativa.

A ex-prefeita, Maria Lucir, foi multada no valor de R$ 13.654,39. Esse valor deve ser pago no prazo regimental de 30 dias. O não cumprimento do estabelecido no prazo legal pode contribuir para a cobrança administrativa ou judicial.

Vale ressaltar que a representação é um mecanismo de fiscalização e controle externo, utilizado para solicitar que a administração pública investigue eventos que possam resultar em falhas na gestão pública.

Confira a decisão do TCE-AM na íntegra:

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Vazamento de dados: auditor diz que foi alvo da PF por pesquisar ex de amigo

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Kleber Cabral, diretor da Unafisco Nacional, detalhou, em entrevista à coluna, o que teria colocado o auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes no centro da investigação que apura acessos ilegais a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares.

Segundo ele, o auditor teria acessado áreas restritas do sistema para verificar se uma conhecida era ex-esposa de um amigo dele, uma vez que os dois compartilham o mesmo sobrenome.

“Tanto que ele foi olhar em 2008, porque foi o período que o casal estava junto. Se fosse pelo vazamento, ele não iria olhar em 2008, se é um caso de 2026. Não deveria ter acessado, mas as medidas são desproporcionais”, disse.

Ele afirmou, ainda, que falou com Ricardo por ligação, após a operação, e que o auditor está abalado. “A Receita já havia comunicado, ele sabia que sofreria um processo administrativo, mas não esperava a Polícia Federal na porta dele às 6h.”

Críticas

Cabral criticou a forma como o caso tem sido tratado. Em sua versão, a apuração teria partido de questionamentos do ministro Alexandre de Moraes, que teria solicitado verificação de movimentações consideradas suspeitas envolvendo inclusive parentes de terceiro grau, sem indicar de forma precisa à Receita Federal quais dados teriam motivado a desconfiança.

“Se o ministro estava estranhando a imprensa dando informações, o normal seria ir à Receita verificar, a Receita iria apurar, faria uma apuração administrativa. O Flávio Bolsonaro já fez isso, e esse tipo de apuração é legítima; a Receita deveria ter questionado qual dado vazou”, afirmou Cabral.

Punições

Por decisão de Moraes, relator do caso no “STF”, o auditor foi alvo de mandado de busca e apreensão, teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados e está proibido de deixar a cidade onde mora.

Além disso, deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, teve o passaporte apreendido e passou a usar tornozeleira eletrônica.

Cabral relatou que conversou com o auditor no dia da operação e que ele está abalado. “Uma pessoa que nunca teve processo nenhum, de repente receber a PF em casa às 6h e se ver usando uma tornozeleira é desproporcional”, declarou.

Atualmente, Mansano está lotado na Delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto (SP), mas foi afastado das funções após a operação.

Servidor de carreira

Entre os investigados, ele é o que recebe o maior salário. Conforme apurado pela coluna, Mansano chegou a receber R$ 51 mil em dezembro de 2025.

Ele ingressou no serviço público em 27 de novembro de 1995 e, atualmente, recebe salário de R$ 38.261,86. No entanto, o valor pode aumentar significativamente em razão de indenizações e gratificações, como ocorreu em dezembro.

O nome dele consta em diversas edições do Diário Oficial da União (DOU), em atos de nomeação e convocação administrativa, desde a década de 1990.

Ao longo da carreira, atuou no Ministério da Fazenda e no Ministério da Economia.

Na mira do STF

Os outros três servidores na mira do inquérito são Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos.

O primeiro ocupa, desde 1981, o cargo de técnico do Serpro, com salário mensal de R$ 12.778,82.

Luciano Pery Santos Nascimento é técnico do Seguro Social, lotado na Delegacia da RFB em Salvador, e recebe R$ 11.517,49 mensais.

Ruth Machado dos Santos atua como técnica do Seguro Social na Delegacia da RFB em Santos (SP), ingressou no órgão em abril de 1994 e recebe salário de R$ 11.128,16.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação 

Dino reforça decisão e proíbe novas leis para garantir pagamento de ‘penduricalhos’ fora do teto

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, nesta quinta-feira, 19, que o funcionalismo público está proibido de publicar atos ou novas leis na tentativa de garantir o pagamento dos chamados “penduricalhos” ilegais.

A expressão ‘penduricalho’ é utilizada para se referir a verbas indenizatórias, gratificações e auxílios que são somados ao salário de servidores públicos. Essas gratificações servem para compensar gastos relacionados ao exercício da função ou ressarcir direitos não usufruídos.

Ou seja, o ministro quer evitar a utilização de normas específicas que tentem driblar a suspensão determinada por ele em 5 de fevereiro. Na ocasião, Dino determinou que os Três Poderes revisem e suspendam pagamentos acima do teto do funcionalismo.

Ele também decidiu que o Congresso Nacional deve criar uma lei para regulamentar a questão. Até lá, está vedada a publicação de novas normas sobre o tema.

O teto do funcionalismo é o limite máximo de remuneração que servidores e agentes públicos podem receber no Brasil. Previsto na Constituição, ele estabelece que nenhum salário pago pelo poder público pode ultrapassar o valor recebido pelos ministros do Supremo, que é de R$ 46.366,19.

O objetivo da regra é evitar supersalários e garantir equilíbrio nos gastos. Apesar disso, na prática, verbas indenizatórias e outros penduricalhos podem elevar os ganhos acima do teto, o que frequentemente gera debate sobre transparência e controle das despesas públicas.

Na determinação desta quarta, Dino também reforçou que está mantido o prazo de 60 dias para que Executivo, Legislativo e Judiciário tomem providências sobre essas verbas que vão além do determinado pela Constituição.

“É vedada a aplicação de qualquer legislação nova sobre parcelas remuneratórias e indenizatórias que ultrapassem o Teto Constitucional. Essa determinação vale inclusive para a edição de novos atos normativos pelos Poderes ou órgãos constitucionalmente autônomos”, diz a decisão.

E acrescenta: “É proibido o reconhecimento de qualquer nova parcela relativa a suposto direito pretérito, que não as já pagas na data da publicação da liminar” (decisão dele de 5 de fevereiro).

Isso significa que não podem haver decisões específicas com objetivo de garantir esses pagamentos, inclusive de forma retroativa, até que o Congresso reveja a regulamentação.

“No plano jurisdicional, caberá exclusivamente ao STF examinar a fixação de regime transitório, caso o Congresso Nacional não cumpra o seu dever de legislar e mantenha a omissão inconstitucional. Renova-se o já formulado apelo ao legislador”.

A determinação de Dino vale para órgãos a nível federal, estados e municípios. Mas não afeta salários determinados por lei.

Com isso, a decisão não vai valer para o reajuste dos servidores do Legislativo, sancionada nesta quarta pelo presidente Lula. Também não impacta as gratificações já pacificadas e previstas em lei.

A decisão foi monocrática, ou seja, tomada por ele sem a participação dos demais ministros. Ela será analisada pelos demais ministros do Supremo no plenário, em sessão marcada para a próxima quarta-feira (25).

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e outras 11 entidades entraram com recursos no Supremo contra a decisão de Dino. As medidas só serão analisadas depois que a determinação do ministro for apreciada pelos demais ministros, no dia 25.

Lula sancionou reajustes mas vetou ‘penduricalhos’

Nessa quarta-feira, 18, o presidente Lula sancionou parcialmente o projeto que previa reajuste salarial para carreiras da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU) para 2026.

Ao mesmo tempo, o presidente vetou trechos que previam:

  • aumentos salariais graduais para os anos de 2027, 2028 e 2029;
  • o pagamento retroativo de despesas permanentes; e
  • a criação de uma licença compensatória que poderia ser convertida em dinheiro, gerando valores que poderiam ultrapassar o teto salarial do serviço público.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

Argentina tem greve às vésperas de votação final da reforma de Milei

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Greves e mobilizações tornaram-se recorrentes na Argentina desde a posse do presidente Javier Milei, em dezembro de 2023, e devem ganhar novo capítulo nesta quinta-feira, 19. Centrais sindicais e organizações populares convocaram uma nova paralisação nacional em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo e em discussão no Congresso.

A  mobilização foi organizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical do país.

Sistemas de ônibus, metrô e trens de diversas cidades aderiram ao chamado, com maior impacto esperado em Buenos Aires, onde a pressão política sobre deputados tende a ser mais intensa às vésperas da votação do projeto na Câmara.

Esta é a quarta paralisação convocada pela CGT desde o início do atual governo. As entidades afirmam que a estratégia será escalonar os protestos caso a reforma avance, começando com uma greve de 24 horas e podendo evoluir para paralisações mais longas, inclusive por tempo indeterminado.

“[A reforma trabalhista de Milei] aprofundará a precarização do trabalho e degradará a qualidade de vida, eliminando direitos individuais e coletivos garantidos pela Constituição Nacional, no contexto de uma gigantesca transferência de recursos dos setores mais vulneráveis para os mais concentrados da economia”, afirmou a Confederação em comunicado.

Milei aumenta segurança e faz recomendação para jornalista

Sob a expectativa de protestos no Congresso, o governo de Javier Milei alertou ainda que poderá adotar medidas de segurança reforçadas diante das manifestações previstas contra a reforma trabalhista

Em comunicado, o Ministério da Segurança recomendou que a imprensa evite áreas de possível confronto e advertiu para situações de risco durante as mobilizações, afirmando que as forças de segurança poderão atuar em caso de episódios de violência e que haverá zonas específicas destinadas à cobertura jornalística nas imediações do Parlamento.

Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação. Diante de atos de violência, nossas forças agirão. Os jornalistas poderão permanecer em uma ‘zona exclusiva’”, diz a nota.

Artigo 44: o ponto mais contestado

Um dos pontos mais controversos da proposta era o artigo 44, que criava um novo regime de licença médica e alterava regras de afastamento por doença.

O dispositivo previa mudanças que, segundo críticos, poderiam reduzir salários e contribuições em casos de enfermidades graves, além de impor novos critérios considerados restritivos.

Após pressão política, o governo decidiu retirar o artigo do projeto.

O presidente do bloco de centro-direita PRO na Câmara, Cristian Ritondo, afirmou nessa quarta-feira, 18, que a exclusão demonstrou “capacidade de ouvir” por parte do Executivo e foi fundamental para destravar a tramitação.

Segundo ele, o texto apresentava problemas de redação e criava distorções no regime de licença médica.

Ritondo argumentou que, em outros países onde existem mecanismos semelhantes, há financiamento estatal complementar ou redes de proteção social mais amplas — o que, na avaliação dele, não estava garantido na proposta argentina.

Para o parlamentar, a retirada do artigo preserva a viabilidade de uma reforma que considera “fundamental” para modernizar o mercado de trabalho.

Com a exclusão do dispositivo, o partido governista convocou sessão para avançar com a votação do restante do projeto e enviá-lo novamente ao Senado para aprovação final.

Ritondo indicou que não estão previstas novas alterações substanciais, além de uma proposta defendida pelo PRO para permitir que trabalhadores recebam salários por meio de carteiras digitais, ampliando as formas de pagamento.

Segundo ele, os demais pontos — como regras de férias e indenizações — permanecem conforme o texto aprovado no Senado.

O que permanece no texto da reforma

Mesmo com a retirada do artigo 44, o projeto mantém mudanças estruturais.

Entre elas:

  • ampliação do período de experiência para até seis meses, podendo chegar a oito em alguns casos;
  • flexibilização da jornada, com possibilidade de até 12 horas diárias mediante sistema de compensação;
  • alterações nas negociações coletivas, permitindo maior peso a acordos por empresa;
  • mudanças nas indenizações por demissão, com possibilidade de parcelamento;
  • novas regras para o exercício do direito de greve em setores considerados essenciais, exigindo manutenção parcial dos serviços.

Sindicatos argumentam que o conjunto das medidas representa perda de direitos históricos e aumento da vulnerabilidade dos trabalhadores.

Já aliados do governo Milei sustentam que a reforma busca reduzir custos, formalizar empregos e adaptar a legislação a um novo contexto econômico.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução 

AC: Ex-prefeito e ex-secretária são condenados por irregularidades em compra de testes da Covid

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No interior do Acre, o ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, e a ex-secretária municipal de Saúde, Nildete Lira do Nascimento, foram condenados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por irregularidades na aquisição de testes rápidos IGG/IGM de antígeno de SARS-CoV-2, durante a pandemia de Covid-19.

A investigação iniciou a partir de denúncias que apontavam irregularidades em dois contratos firmados pela prefeitura com a empresa B&F Brasil Ltda, em 2025. Ambos, ex-prefeito e secretária, devem pagar multa no valor de R$ 20 mil cada.

Os contratos somados ultrapassam mais de R$ 2,5 milhões e previam a aquisição de testes rápidos. Segundo a análise do órgão, foram identificadas duas irregularidades: o superfaturamento e a ausência de autorização de funcionamento da empresa.

Na primeira irregularidade, o TCU identificou que a compra dos testes foi feita a preços superiores aos praticados no mercado na mesma época, principalmente na região Norte. Em alguns casos, os testes tinham o preço estimado entre R$ 95 e R$ 100, mas foram adquiridos por valores que chegaram até R$ 230, o que gerou um sobrepreço estimado em mais de R$ 700 mil;

A segunda irregularidade, que o órgão considera a mais grave, a empresa contratada não possuía a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de não possuir a licença sanitária estadual. A AFE foi obtida somente em dezembro de 2021, meses após o encerramento dos contratos.

Conforme o entendimento do TCU, a ausência da autorização compromete a regularidade do fornecimento, principalmente no contexto de emergência sanitária, pois não há garantia de que os produtos entregues ao município atenderam as exigências sanitárias legais.

O tribunal também identificou ausência de dados na documentação fiscal apresentada pela empresa, impedindo a verificação sobre as etapas da cadeia logística. O órgão aponta também que é desconhecida a motivação da busca de cotação dos preços com a empresa que atuava no setor de engenharia.

 

Com informações de G1 Acre

Enredo pró-Lula teve R$ 9,6 milhões e reuniões no Palácio do Planalto

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A escola de samba Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 9,6 milhões em verba pública para realizar seu desfile deste ano, que homenageou o presidente Lula (PT). Os pagamentos vieram da Prefeitura de Niterói (RJ), do governo do estado do Rio de Janeiro, do governo federal, por meio da Embratur, e da Prefeitura do Rio de Janeiro, via Riotur.

O governo federal se envolveu diretamente com o desfile. A primeira-dama Janja da Silva esteve duas vezes na escola, nos dias 7 de outubro de 2025 e 7 de fevereiro deste ano. Os deslocamentos de Janja são pagos com recursos públicos, assim como todo o staff de seguranças e assessores que a acompanham.

Na visita de fevereiro, Janja estava com uma ministra de Lula. Anielle Franco (Igualdade Racial) destinou sua agenda a acompanhar o último ensaio da escola.

Em vídeos postados nas redes sociais da ministra, Janja e Anielle aparecem ao lado do presidente da escola, Wallace Palhares, fazendo o “L” com os dedos. Anielle utiliza a mesma rede social para divulgar as ações de seu ministério.

O presidente da Acadêmicos de Niterói foi recebido pelo menos duas vezes no Palácio do Planalto, nos dias 16 e 2 de outubro de 2025. As agendas oficiais mostram encontros de Wallace Palhares com a ministra Gleisi Hoffmann, no 4º andar do Palácio. Como secretária de Relações Institucionais, o cargo de Gleisi não tem qualquer relação com atividades culturais.

A reunião do dia 16 teve ainda a presença de André Ceciliano, número dois da ministra. Ele é responsável por tratar com deputados e senadores sobre liberação de emendas e indicações para cargos. Também participaram do encontro, o namorado de Gleisi, o deputado Lindbergh Faria (PT-RJ), e o vereador petista Anderson Pipico, de Niterói.

Intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o enredo conquistou apenas 264,6 pontos, a menor nota entre todas as escolas do Grupo Especial do Carnaval carioca, e resultou no rebaixamento da Acadêmicos de Niterói.

Pagamentos da Embratur, da prefeitura e do governo do estado

Autarquia federal, a Embratur depositou R$ 1 milhão para o desfile da Acadêmicos de Niterói — o mesmo montante das outras 11 integrantes do Grupo Especial. A Embratur é comandada, desde janeiro de 2023, pelo ex-deputado Marcelo Freixo (PT), que construiu sua carreira política em Niterói.

Do governo do Rio vieram mais R$ 2,5 milhões. O montante faz parte de um contrato maior, de R$ 40 milhões, entre o governo estadual e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), para patrocinar o Grupo Especial.

Pela parte da Liesa, o contrato é assinado por João Felipe Drumond. Ele é diretor-tesoureiro da entidade e neto do bicheiro Luizinho Drummond.

O maior pagamento foi o da Prefeitura de Niterói, que contribuiu com R$ 4 milhões. À coluna, o prefeito Rodrigo Neves (PDT) disse que o mesmo valor foi destinado à outra representante niteroiense no Grupo Especial, a Viradouro, que se sagrou campeã neste ano.

Por fim, a empresa municipal de turismo do Rio de Janeiro, a Riotur, contribuiu com mais R$ 2,15 milhões.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação

Vorcaro e Toffoli tiveram mais de dez encontros presenciais, diz PF

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A Polícia Federal encaminhou relatórios ao Supremo Tribunal Federal (STF) que citam mais de dez ocasiões em que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria encontrado o ministro Dias Toffoli, ex-relator da investigação sobre o banco.

Os encontros aconteceram entre os anos de 2023 e 2024, e indicam uma relação de amizade além do que mostra a conversa entre os dois por meio do WhatsApp, na qual o ministro chama Vorcaro para sua festa de aniversário.

Na semana passada, Toffoli deixou a relatoria dos casos do Banco Master após a PF entregar a Edson Fachin, presidente do STF, um relatório sobre a relação de Toffoli com Vorcaro, réu no processo.

O ministro negou ter amizade com Vorcaro e defendeu que não havia margem para alegar sua suspeição. Na reunião entre ministros do STF após a entrega do relatório, segundo reportagem do Poder 360, o ministro Luiz Fux comentou que Vorcaro e Toffoli tinham “seis minutos de conversa” entre si.

A PF se embasou nas dez ocasiões em que o ministro, segundo a investigação, se encontrou com o banqueiro, a maioria delas, em eventos em Brasília, pelo que indicam as mensagens. 

O relatório da PF cita também repasses de R$ 35 milhões do fundo Arleen, ligado ao banqueiro, a uma empresa em que Toffoli é sócio com seus familiares, a Maridt. Chamou a atenção da PF o fato de os repasses ocorreram muito depois da venda da fatia do resort pela Maridt ao fundo Arleen, controlado por Zettel. A venda é de 27 de setembro de 2021.

Os inquéritos do Master no STF foram redistribuídos por sorteio para o ministro André Mendonça na última sexta-feira.

 

Com informações de Uol Notícias

STF julga ‘Escola Sem Partido’ nesta quinta

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Nesta quinta-feira, 19, em sessão plenária presencial, ministros do STF se reúnem para analisar pauta extensa e diversificada.

Entre os destaques estão o julgamento de lei municipal inspirada no movimento “Escola Sem Partido”, a discussão sobre a reorganização das regras da judicialização da saúde no fornecimento de medicamentos oncológicos e a análise da possibilidade de condenação do MP ao pagamento de custas e honorários quando derrotado em juízo.

A seguir, confira todos os processos pautados.

Escola Sem Partido 

O primeiro item da pauta é a ADPF 578, que questiona a validade de lei municipal que instituiu o chamado “Programa Escola Sem Partido” no município de Santa Cruz de Monte Castelo/PR.

A ação foi proposta pela CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – e pela Anajudh LGBTI, que alegam afronta a princípios constitucionais como a liberdade de ensinar, o pluralismo de ideias e a proteção de direitos humanos.

Na sessão, os ministros devem ouvir as sustentações orais das partes e as manifestações de amici curiae.

A relatoria é do ministro Luiz Fux.

Judicialização da saúde

Também está na pauta processo pendente de referendo do plenário.

Trata-se da homologação de acordo interfederativo firmado na CIT – Comissão Intergestores Tripartite (CIT), com possível alteração das teses fixadas no Tema 1.234 da repercussão geral, no âmbito do RE 1.366.243.

A controvérsia envolve:

  • ajustes estruturais na governança da judicialização da saúde no SUS, especialmente quanto ao ressarcimento entre União, Estados e municípios por medicamentos fornecidos por decisão judicial;
  • definição da competência – Justiça Federal ou Estadual – nas ações que tratam de medicamentos oncológicos; e
  • adequação das teses já fixadas diante da nova política pública instituída pela portaria GM/MS 8.477/25, que criou o AF-ONCO – Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia.

O caso começou a ser analisado no plenário virtual e conta com voto do relator, ministro Gilmar Mendes, que propõe a manutenção do ressarcimento de 80% pela União e a modulação dos efeitos das novas regras de competência, a fim de evitar o deslocamento de processos já em curso.

O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

Tradutores e intérpretes públicos

O plenário também retoma o julgamento da ADIn 7.196, que trata da constitucionalidade da lei 14.195/21. A lei alterou regras da atividade de tradutores e intérpretes públicos.

O relator, ministro Nunes Marques, votou pela validade da norma, mas determinou que o Congresso edite regras sobre a remuneração da categoria em até 12 meses, para evitar insegurança jurídica.

Já ministro Flávio Dino abriu divergência, entendendo que se trata de atividade privada, não delegada pelo Estado, e que não cabe ao STF impor tabelamento de preços ou obrigar o Legislativo a legislar.

O julgamento está suspenso por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

Plano Verão e aposentadoria de professores

Outro caso previsto é o MS 23.394, que questiona decisão do TCU que considerou ilegal a incorporação do reajuste de 26,05%, referente ao Plano Verão, e recusou o registro de aposentadoria de professores da UFPI – Universidade Federal do Piauí.

O caso era de relatoria do ministro Sepúlveda Pertence (falecido), e o julgamento será retomado com o voto da ministra Cármen Lúcia.

Honorários e custas contra o MP

Ainda, está na pauta a continuidade de julgamento do ARE 1.524.619 (Tema 1.382 da repercussão geral), que discute se o MP pode ser condenado ao pagamento de custas, despesas processuais e honorários advocatícios quando derrotado em ações ajuizadas para ressarcimento ao erário.

O caso envolve recurso do MP/SP contra decisão do TJ/SP que impôs sucumbência após improcedência de ação contra ex-presidente da Câmara de Jandira/SP.

Também está previsto para julgamento conjunto a ACO 1.560, em que o STF analisa se o MPF deve arcar com honorários periciais em ações civis públicas nas quais tenha requerido a produção de prova técnica.

O caso tem relatoria do ministro Cristiano Zanin e encontra-se com pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

 

Da Redação com informações de Migalhas

Foto: Divulgação

Câmara de Canutama deve exonerar servidores após MP apontar desproporção entre efetivos e comissionados

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) recomendou a exoneração imediata de servidores comissionados na Câmara Municipal de Canutama, após identificar possíveis irregularidades na criação e manutenção dessas funções. A medida integra a Notícia de Fato nº 040.2025.001929, instaurada para apurar a legalidade da estrutura administrativa do Legislativo municipal.

De acordo com a recomendação, assinada pela promotora de Justiça substituta, Maria Cynara Rodrigues Cavalcante, foram encontradas inconsistências relacionadas à natureza dos cargos e à proporcionalidade entre servidores efetivos e comissionados.

Desproporcional

Durante a apuração, a Presidência da Câmara confirmou a existência dos cargos questionados e a nomeação dos servidores mencionados na representação inicial. Conforme os dados apresentados, o quadro funcional possui 19 servidores efetivos e 24 ocupantes de cargos comissionados, cenário que, segundo o Ministério Público, evidencia uma “grave desproporcionalidade” e inversão da lógica constitucional, com predominância de vínculos precários.

No documento, o MP esclarece que cargos comissionados devem ser exceção e destinados exclusivamente a funções de direção, chefia ou assessoramento, conforme a Constituição Federal.

Cargos incompatíveis

A recomendação aponta que funções como auxiliar de serviços gerais, copeiro(a) e tesoureiro(a) possuem natureza técnica, administrativa ou operacional, com atribuições permanentes e rotineiras. Dessa forma, não se enquadrariam nas hipóteses constitucionais que permitem a livre nomeação.

Também foi observado que as resoluções legislativas que criaram os cargos não detalham atribuições específicas, limitando-se à indicação de nomenclaturas e quantitativos.

Servidores citados

O MP recomendou a exoneração dos seguintes servidores atualmente investidos em cargos comissionados:

  • Dassiano Gomes de Almeida – auxiliar de serviços gerais;
  • Kelison Mendes de Oliveira – auxiliar de serviços gerais;
  • Kiane da Silva Nogueira – auxiliar de serviços gerais;
  • Andressa da Silva Almeida – copeira;
  • Maria Raimunda Nascimento da Silva – copeira;
  • Masda Moraes Vieira – copeira;
  • Raimundo Rodrigues dos Santos – tesoureiro.

No caso do tesoureiro, que é servidor efetivo, a orientação é pela exoneração apenas do cargo comissionado, com retorno imediato à função de origem.

Outras recomendações

Além das exonerações, o Ministério Público orientou a Câmara Municipal a revogar a Resolução Legislativa nº 03/2024, que alterou o quadro de servidores comissionados; revisar integralmente a legislação que trata do quadro de pessoal; evitar a criação ou manutenção de cargos em comissão fora das hipóteses constitucionais; readequar a proporção entre cargos efetivos e comissionados; e realizar estudo técnico para eventual abertura de concurso público destinado ao provimento de funções permanentes.

Medidas judiciais

O MPAM destacou que a recomendação possui caráter preventivo e orientador, mas advertiu que o descumprimento injustificado pode resultar em medidas extrajudiciais e judiciais, incluindo ação civil pública.

A Câmara Municipal de Canutama tem prazo de 30 dias para informar oficialmente as providências adotadas.

Da Redação
Foto: Divulgação