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STJ decide afastar ministro Marco Buzzi após acusação de importunação sexual

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O Superior Tribunal de Justiça, reunido em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira, 10, decidiu, por unanimidade, pelo afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi.

Ele é investigado por importunação sexual após ser acusado por uma jovem de 18 anos. Uma nova denúncia foi feita ao Conselho Nacional de Justiça nesta segunda-feira, 9. A mulher já prestou depoimento à Corregedoria do CNJ. Ele nega.

Uma nova sessão foi marcada para 10 de março para deliberar sobre as conclusões da Comissão de Sindicância. Até lá, o ministro não pode atuar no cargo, mas continua recebendo o salário normalmente.

“O afastamento é cautelar, temporário e excepcional. Neste período, o Ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função”, afirmou o STJ em nota.

Nesta terça-feira, 10, Buzzi apresentou um atestado de uma psiquiatra solicitando licença médica por 90 dias, conforme apurado pela TV Globo. No último dia 5, o ministro já havia apresentado um atestado.

À época, a TV Globo apurou que Buzzi estava internado e sem previsão de alta. Interlocutores afirmam que o ministro colocou um marca-passo recentemente.

Carta aos ministros

Na segunda-feira, 9, o ministro enviou aos demais colegas uma carta em que nega as denúncias.

“Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência”, afirma Buzzi.

Caso da jovem de 18 anos

O caso da jovem de 18 anos foi revelado pelo site da revista “Veja” na manhã desta quarta-feira, 4, e confirmado pelo g1 e pela TV Globo. As investigações tramitam em sigilo.

  • A jovem registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que investiga o caso.
  • O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem direito ao foro privilegiado.

Em nota, o ministro Marco Buzzi diz que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” e repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

Já a defesa da mulher diz aguardar rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes.

O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.

Jovem relatou caso aos pais

Segundo apurou a TV Globo, a mulher relata ter sido assediada no mar no dia 9 de janeiro. A família passava uns dias na casa de praia de Marco Buzzi em Balneário Camboriú (SC).

A jovem de 18 anos contou aos pais que estava no mar quando percebeu a aproximação do ministro. Segundo o relato, Marco Buzzi puxou o corpo dela para junto do seu – e a agarrou pela lombar.

A mulher diz que tentou escapar pelo menos duas vezes, mas o ministro insistiu em forçar o contato. Por fim, quando conseguiu se soltar, a jovem afirma que saiu da água e foi pedir ajuda aos pais.

A família da jovem confrontou a família de Marco Buzzi e deixou o local no mesmo dia.

Pouco tempo depois, em 14 de janeiro, a família foi à Polícia Civil de São Paulo, acompanhada de advogados, para registrar a ocorrência.

Apuração simultânea e em sigilo

A Corregedoria do CNJ informou em nota que apura o caso e colheu depoimentos na manhã da última quarta-feira, 4.

A TV Globo apurou que a jovem que acusa o ministro e a mãe dela foram ouvidas. O conteúdo de toda a apuração é mantido em sigilo.

Quem é Marco Buzzi

Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011. Ele foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina, que teve sua aposentadoria compulsória decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Natural de Timbó, em Santa Catarina, Buzzi é mestre em Ciência Jurídica, com especialização em Gestão e Controle do Setor Público, Direito do Consumo e em Instituições Jurídico-Políticas.

O que diz a Corregedoria Nacional de Justiça

“Sobre as notícias envolvendo Ministro do Superior Tribunal de Justiça, a Corregedoria Nacional de Justiça informa que segue realizando diligências, com a oitiva, nesta data, de possível vítima de fatos análogos àqueles objeto de procedimento em curso, tendo sido aberta nova reclamação disciplinar para apuração destes novos fatos. Tais procedimentos tramitam sob sigilo legal, medida indispensável para preservar a intimidade e integridade das pessoas envolvidas e para a adequada condução das investigações.”

O que diz a carta do ministro

“Caros colegas,

Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado.

De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.

Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.

Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência.

Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.

Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura.

Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações.

Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.

De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos.”

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Luiz Silveira/CNJ

Justiça mantém condenação milionária da Amazonas Energia por retenção indevida da Cosip

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A Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) rejeitou recurso interposto pela Amazonas Distribuidora de Energia contra sentença proferida em ação popular contra a retenção de valores da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) feita pela empresa, sob a alegação de compensação de dívidas do Município de Iranduba.

A decisão foi por unanimidade, na Apelação Cível n.º 0600974-34.2018.8.04.0110, de relatoria da desembargadora Onilza Abreu Gerth, em consonância com o parecer do Ministério Público, na sessão de segunda-feira, 9, em que houve sustentação oral pela empresa apelante, mantendo-se a sentença de condenação da 2.ª Vara Cível de Iranduba na íntegra.

Em 1.º Grau, foram julgados procedentes os pedidos condenando a empresa ao ressarcimento em dobro dos valores indevidamente retidos da Cosip, no valor de R$ 3.940.945,54; ao ressarcimento em dobro das cobranças indevidas pela iluminação da rodovia estadual e aos moradores da zona rural; e ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

Em seu voto, a relatora traz cinco teses tratando das questões analisadas. Uma delas é de que “o Código de Defesa do Consumidor é aplicável às relações entre concessionárias de serviços públicos e os usuários de iluminação pública, inclusive quando representados pelo Município, sendo cabível a inversão do ônus da prova”. Esta inversão de prova, prevista no artigo 6.º, inciso VIII, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), não é automática e cabe quando verificada a verossimilhança das alegações ou a hipossuficiência do consumidor, segundo a magistrada.

“No caso em tela, a complexidade das informações sobre a arrecadação da Cosip e a gestão da rede de iluminação pública, aliada à evidente desvantagem do Município e dos cidadãos em relação à concessionária, justifica plenamente a medida. A concessionária detém o monopólio do serviço e o controle de todos os dados técnicos e financeiros, o que a coloca em posição privilegiada para produzir as provas necessárias”, acrescenta a desembargadora.

A segunda tese é de que “a concessionária não pode reter, a título de compensação de dívidas, valores arrecadados da Cosip, tributo vinculado ao custeio da iluminação pública”.

Nesse sentido, não se sustenta o argumento de que a retenção de valores foi uma “compensação” legítima de dívidas do Município, pois a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública possui natureza de tributo vinculado, com destinação específica e exclusiva para o custeio do serviço de iluminação pública, conforme o artigo 149-A da Constituição Federal.

“A conduta da concessionária, ao desviar recursos de um tributo vinculado, causou prejuízo direto ao erário municipal e, consequentemente, à coletividade, que ficou privada de investimentos e melhorias no serviço de iluminação pública. A alegação de ‘compensação’ sem a devida transparência e legalidade não pode ser acolhida”, afirma a magistrada.

A terceira tese afirma que “é indevida a cobrança ao Município de despesas de iluminação de rodovia estadual, cuja responsabilidade é do Estado, salvo previsão legal ou contratual”.

Quanto a este aspecto, não foi apresentada qualquer prova ou fundamento legal que justificasse a cobrança da iluminação da rodovia AM-070 (trecho “Cacau Pirera” à Ponte Rio Negro) do Município de Iranduba. Segundo a relatora, “a tentativa de imputar essa despesa ao Município de Iranduba, por meio da Cosip, é manifestamente ilegal e lesiva ao patrimônio público municipal”.

A quarta tese é de que “a retenção indevida de recursos públicos e a cobrança ilegal de valores caracterizam dano moral coletivo indenizável”. A sentença condenou a Amazonas Energia ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, cuja definição destaca que trata-se de lesão a valores e interesses fundamentais de uma comunidade, que transcende a esfera individual e atinge a coletividade em sua dignidade, honra ou bem-estar social, segundo a desembargadora.

“A conduta da concessionária de reter indevidamente valores da Cosip e de realizar cobranças indevidas, resultando na precariedade do serviço de iluminação pública em Iranduba, causou um grave prejuízo à coletividade. A falta de iluminação pública afeta diretamente a segurança, a mobilidade e a qualidade de vida dos cidadãos, gerando um sentimento de desamparo e indignidade”, observa a relatora.

De acordo com a magistrada, a conduta da Amazonas Energia, ao desviar recursos que deveriam ser aplicados na iluminação pública, contribuiu diretamente para a situação de escuridão e insegurança no Município de Iranduba.

“Essa omissão, que se prolongou por anos, gerou um abalo significativo à ordem social e ao bem-estar da comunidade, configurando a lesão a direitos transindividuais e justificando a indenização por dano moral coletivo. O valor fixado de R$ 1.000.000,00, embora expressivo, deve ser analisado sob a ótica da gravidade da conduta, da extensão do dano e do caráter pedagógico da medida, visando desestimular a reiteração de práticas semelhantes”, destaca a relatora.

E a quinta tese do julgamento afirma que “a repetição de valores cobrados indevidamente deve ocorrer em dobro, nos termos do art. 42, parágrafo único, do CDC”. Segundo o voto da desembargadora Onilza Abreu Gerth, a apelante buscava afastar a condenação à repetição em dobro, alegando boa-fé e a ocorrência de “engano justificável”, o qual é previsto no parágrafo único do artigo 42 do CDC. Mas, conforme a relatora, “a conduta da Amazonas Energia S.A. de reter 70% da arrecadação da Cosip, quando o convênio previa apenas 5%, e de realizar cobranças por serviços de responsabilidade estadual, não pode ser considerada um “engano justificável”. A reiteração da prática por anos (2012 a 2017) e a ausência de justificativas plausíveis para a retenção excessiva e as cobranças indevidas demonstram má-fé ou, no mínimo, uma conduta negligente e abusiva”.

No Acórdão, também foram mantidos os honorários advocatícios, fixados em 20% sobre o valor da condenação, considerados proporcionais e adequados diante da complexidade da demanda e do trabalho desenvolvido.

 

 Da Redação, com informações do TJAM
Foto: Divulgação 

Afastamento de ministro Marco Buzzi deve ser avaliado em reunião do STJ

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Nesta terça-feira, 10, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) se reúne para avaliar o afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi, alvo de denúncia por importunação sexual. O tema deve ser debatido na sessão extraordinária da Corte.

O tribunal é composto por 33 ministros. São necessários 17 votos, maioria simples, para que Buzzi seja afastado. O ministro não participa da votação. Uma sindicância foi aberta na última semana, de maneira unânime, para apurar a denúncia contra o ministro. Horas depois, Buzzi apresentou atestado e pediu licença médica de suas funções.

O ministro foi acusado de importunação sexual contra uma mulher de 18 anos em janeiro deste ano durante férias em Balneário Camboriú (SC). O episódio teria acontecido quando a jovem, filha de um casal de amigos do ministro, decidiu tomar um banho de mar. Conforme o relato, o ministro tentou agarrá-la três vezes.

“O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, afirmou em nota.

O CNJ apura uma nova denúncia de assédio contra o ministro. Nesta segunda-feira, 9, uma segunda suposta vítima prestou depoimento à Corregedoria Nacional de Justiça. A mulher foi ouvida pelo corregedor, ministro Mauro Campbell.

A defesa do ministro Buzzi disse que ainda não teve acesso aos autos e criticou o que chamou de vazamentos. E afirmou que o magistrado “não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbito dos procedimentos já instaurados”.

“O vazamento antecipado de informações não checadas, alheias aos canais institucionais e antes mesmo do acesso da defesa aos autos, revela um esforço deliberado de constranger o devido processo legal e influenciar indevidamente futuras decisões judiciais”, diz a nota.

A nota acrescenta que, mesmo após pedir acesso aos autos na semana passada, a defesa não teve acesso: “Não há, portanto, qualquer base jurídica ou factual que permita manifestações responsáveis sobre fatos ainda indefinidos, muito menos julgamentos públicos antecipados”.

Os advogados Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Pretta concluem ainda que “é preciso lembrar que a oitiva realizada sem a presença da parte reclamada fere frontalmente o artigo 62 do Estatuto Interno do Conselho Nacional de Justiça, o que compromete a própria regularidade do procedimento”.

 

Com informações de CNN Brasil

PF investiga homem por ameaçar juízes e servidores do INSS

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A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira, 10, mandado de busca e apreensão em Patos de Minas (MG), no curso de investigação que apura ameaças contra magistrados e servidores da Justiça Federal e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a PF, o alvo da operação é suspeito de enviar áudios com conteúdo intimidador, nos quais faz referências ao possível uso de arma de fogo contra os destinatários das mensagens.

Durante as diligências, agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e documentos que serão submetidos à perícia técnica. O material poderá ajudar a esclarecer a autoria, a motivação e a extensão das ameaças.

As apurações também apontam que o investigado possui histórico policial, com registros anteriores por lesão corporal, desacato e ameaça.

As condutas podem configurar crime de ameaça e outros delitos eventualmente identificados ao longo da análise do material apreendido.

 

Da Redação com informações de Metrópoles

Foto: Divulgação

TRE-AM multa candidato a prefeito de Coari por propaganda eleitoral antecipada

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) julgou pelo desprovimento do recurso eleitoral de Raione Cabral Queiroz em sentença referente à propaganda eleitoral antecipada.  Ele foi candidato ao cargo de prefeito de Coari nas eleições de 2024.

Segundo o parecer do Ministério Público Eleitoral, Raione teria entrado com pedido de recurso para reverter a sentença referente à propaganda eleitoral antecipada e à condenação ao pagamento de uma multa no valor de R$ 5 mil.

No documento, foi destacado que as publicações feitas por meio das redes sociais ultrapassaram os limites da pré-campanha ao veicular jingle com expressões de convocação do eleitorado referenciando o número de urna utilizado pelo então candidato.

Conforme o relator do caso, juiz Cássio André Borges dos Santos, foi constatada a propaganda eleitoral antecipada, “ferindo o princípio da paridade de armas, conferindo vantagem indevida ao candidato que se antecipa ao período legalmente estabelecido”.

A multa no valor de R$ 5 mil foi mantida e não houve nenhum reparo na sentença recorrida. O voto do relator seguiu em harmonia com o parecer ministerial, pelo desprovimento do recurso.

Confira a decisão na íntegra:

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

RR: Com investimentos milionários, Denarium promete escolas, não entrega e comunidade se une para construir unidade de ensino

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O governador de Roraima, Antonio Denarium, anunciou investimentos em janeiro de 2024, no valor de R$ 107 milhões, para reformar cerca de 54 escolas em todo o Estado. O investimento aconteceu, mas não foi visualizado nas escolas, tendo em vista a precariedade nas estruturas e o atraso nas obras.

Por esses motivos, a comunidade de São Matheus, em Uiramutã, se mobilizou para reformar a escola. As obras estavam paralisadas há mais de dois meses. Outra escola também foi afetada pelo mesmo problema, desta vez na comunidade indígena de Sauparú, que resolveu construir a sede da Escola Estadual Indígena Santa Rosa com seus próprios recursos.

 

Da Redação

Câmara e Prefeitura de São Paulo de Olivença entram na mira do MPAM por suspeitas em concurso e licitação

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou uma série de inquéritos civis para apurar possíveis irregularidades envolvendo a Câmara Municipal e a Prefeitura de São Paulo de Olivença. As portarias assinadas pela promotora de Justiça, Kyara Trindade Barbosa, foram publicadas no Diário Eletrônico do órgão, de sexta-feira, 6.

As medidas são baseadas em denúncias relacionadas a concurso público, processos licitatórios e seleção de pessoal.

Câmara Municipal é alvo de dois inquéritos

Entre os procedimentos instaurados, dois deles têm como foco a Câmara Municipal de São Paulo de Olivença.

O primeiro inquérito civil busca apurar supostas irregularidades relacionadas ao concurso público realizado sob o Edital nº 13/2024. O procedimento teve origem em um Procedimento Preparatório que analisava denúncias sobre o certame, e agora avança para uma fase mais aprofundada de investigação.

Já o segundo inquérito investiga possíveis irregularidades no Pregão nº 003/2025, destinado à contratação de serviços de internet para o Legislativo municipal. Segundo a portaria, há indícios de direcionamento do certame e pagamento antecipado à empresa B. Mendes Mafra, o que pode configurar violação às normas da administração pública e da legislação de licitações.

Prefeitura também entra na mira

Além das investigações envolvendo o Legislativo municipal, o MPAM também instaurou inquérito civil  para apurar supostas irregularidades nos Editais nº 03 e 04/2025, referentes a processo seletivo simplificado realizado pela Prefeitura de São Paulo de Olivença.

O foco da apuração está no cumprimento do percentual de vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCDs) e em outras medidas relacionadas à inclusão e acessibilidade nos certames. O procedimento teve origem em um Procedimento Preparatório que analisava possíveis inconsistências nos critérios adotados pela administração municipal.

Caso sejam identificadas irregularidades, o MPAM poderá adotar medidas extrajudiciais ou judiciais, incluindo recomendações, termos de ajustamento de conduta ou ações civis públicas.

 

Da Redação
Foto: Divulgação 

David Reis projeta ampliar produção legislativa da CMM em 2026

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O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador David Reis (Avante), afirmou que o Legislativo deve intensificar o ritmo de trabalho em 2026, ampliando a produção de propostas e a presença nas comunidades. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 9, após a leitura da Mensagem Governamental do prefeito David Almeida (Avante), na Sessão Solene de abertura dos trabalhos da 2ª Sessão do 1º Biênio da 19ª Legislatura.

David Reis (Avante) destacou o papel institucional do Legislativo municipal no acompanhamento das ações da prefeitura e na elaboração de propostas voltadas à população. Segundo ele, a expectativa é de intensificação do trabalho parlamentar ao longo do ano, tanto na produção legislativa quanto na atuação direta nas comunidades.

“A Câmara vai ‘imprimir’ um ritmo para que possamos ampliar ainda mais as proposituras de leis e as ações nos bairros, porque a Câmara tem o dever de auxiliar o Poder Executivo. Fiscalizar é um ofício. Considero um dever, até porque o prefeito David exerce um mandato com grande sinergia entre Câmara e Executivo, o que é importante para nós, detentores de mandatos, porque, na hora em que acionamos a prefeitura, temos, de pronto, a atenção para determinadas questões ou problemas e, dessa forma, vamos construindo, dia após dia, uma Manaus melhor para se viver”, disse o presidente.

Prefeito destaca metas

Durante a leitura da Mensagem Governamental, o prefeito destacou os principais pontos do primeiro ano do segundo mandato, evidenciando avanços na área do transporte coletivo que, segundo dados apresentados, alcançou 99,96% de eficiência operacional. Ele também mencionou que 96% dos contratos foram licitados, totalizando 1.489 processos e gerando economia estimada em R$ 2,5 bilhões, além de citar indicadores na área da saúde, com 97% de cobertura de atenção primária.

“Para 2026, nossas metas envolvem o Hospital Municipal, a Cidade do Autista, o aterro municipal e o início das obras das voçorocas. Além disso, vamos focar na drenagem do igarapé do Crespo, no viaduto Passarão e na construção do Parque Encontro das Águas Rosa Almeida. Temos também as moradias que estão prontas, as que estão sendo construídas, mais de 21 escolas para entregar, ecobarreiras para colocar, além de feiras, mercados e UBSs para serem entregues. Tudo isso é fruto de nosso trabalho, e em 2026 será um ano de muitas entregas”, relatou David Almeida.

Além do presidente da CMM, vereador David Reis, e do prefeito David Almeida, a sessão contou com a presença do vice-prefeito de Manaus, Renato Junior; secretários municipais; do defensor público-geral do Amazonas (DPE-AM), Rafael Monteiro; da presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Yara Lins; do 2º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), Abdala Fraxe; do comandante do VII Comando Aéreo Regional (COMAR), major-brigadeiro Kirsch Pinheiro; da procuradora-geral do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Leda Mara Albuquerque; e do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM), Jean Cleuter Mendonça, entre outras autoridades.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Fotos: Cleuton Silva e Eder França/Dicom

 

PT se divide e PSB luta por permanência de Alckmin na vice-presidência

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A disputa por uma vaga na chapa que concorrerá à reeleição junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se acirrar nesta semana após o petista dar uma declaração que lançou dúvidas se repetirá a dobradinha com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Apesar disso, parte do PT e integrantes do PSB defendem a manutenção do ex-governador de São Paulo no posto.

Na última semana, Lula sinalizou que tanto o vice-presidente, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), são nomes fortes para a composição de seu palanque em São Paulo (SP). O cenário no estado, o maior colégio eleitoral do país, ainda está indefinido, a cerca de oito meses para as eleições.

“Nós temos muito voto em São Paulo e condições de ganhar as eleições. Eu ainda não conversei com Haddad, nem com Alckmin, mas eles sabem que têm um papel a cumprir em São Paulo. A Simone também tem um papel para cumprir, e ainda não conversei com ela”, disse o chefe do Executivo em entrevista ao portal Uol.

A fala ampliou a corrida pela vaga de número dois do Planalto, a cadeira é cobiçada por outros partidos, como o MDB.

Uma ala do PT sonda a possibilidade de aliança com a sigla para compor a chapa à Presidência, mas divergências internas podem atrapalhar. A avaliação, de acordo com petistas ouvidos pela reportagem, é que atualmente, no MDB, a maioria seria contrária à costura. Ainda assim, se Lula manter o favoritismo diante dos adversários, o cenário pode mudar.

Nesse sentido, o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), é apontado como um bom nome para a chapa. Ele pretende deixar o governo até o fim de março, mas para concorrer ao governo de Alagoas. O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB-PA), também é cotado.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação 

RR: Denarium não aparece em comemoração de Mecias Jesus e especulações sobre possível rompimento aumentam

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No fim de semana, o senador Mecias Jesus fez uma festa de aniversário e o governador Antonio Denarium não compareceu. Havia uma expectativa alta para a presença do governador. Já havia especulações de que Denarium não participaria, com a confirmação, aumentam ainda mais as especulações de um possível rompimento entre eles. 

Outra expectativa sobre a festa seria um possível anúncio de desistência de Mecias de assumir a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O que não aconteceu. 

Durante o discurso, Messias somente reforçou que tem até o dia 15 de março para tomar posse. Isso porque ele foi nomeado dia 15 de janeiro e tem prazo de 30 dias, que pode ser prorrogado por mais 30 para assumir a cadeira. 

Inclusive, isso seria um dos motivos do desentendimento entre ele e Denarium, pois o governador assinou sua nomeação para o TCE, mas ele não assumiu o cargo e parece que a cadeira que lhe interessa é outra.

 

Com informações de Roraima em Tempo