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Começa nesta quinta-feira reembolso de descontos ilegais do INSS

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Começa nesta quinta-feira, 24, a devolução dos descontos indevidos feitos por entidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Estão aptos a receber o reembolso, os beneficiários que aderiram, até a última segunda-feira, 21, ao acordo proposto pelo governo federal. Aposentados e pensionistas que ainda não aderiram ao acordo têm até o dia 14 de novembro para fazê-lo.

O reembolso será feito na conta em que o benefício é pago, por ordem de adesão – quem aderiu primeiro, receberá primeiro. O pagamento será em parcela única, com correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país.

Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cerca de 714 mil aposentados e pensionista já aderiram ao acordo.

Na semana passada, o Ministério da Previdência Social contabilizava 1,4 milhão de pessoas aptas a receber o ressarcimento pelos descontos indevidos feitos pelas entidades associativas. 

Vantagens da adesão

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na semana passada, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacou algumas vantagens para quem aderir ao acordo.

A primeira delas é não ser necessário, ao aposentado, gastar dinheiro com advogado. Outra vantagem é a possibilidade de o aposentado entrar com ações contra as associações que fizeram a cobrança indevida.

“[Ao aderir ao acordo,] ele se compromete a não entrar na Justiça contra o governo, mas ele pode entrar contra as associações. Por exemplo, se ele acha que merece receber uma ação por dano moral, ele pode entrar regressivamente contra as associações para receber esse dinheiro”, disse ele durante o programa.

Ele explica que o governo está apurando para diferenciar as entidades associativas que são idôneas, das que não são. “Essas associações [não idôneas] só voltarão a funcionar após o pente fino que estamos fazendo. Vamos atrás de cada centavo dessas associações que fraudaram o INSS, para ressarcir o Tesouro. Inclusive já bloqueamos R$ 2,8 bilhões dessas associações, por meio de ações judiciais na justiça”. 

Quem pode aderir?

Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis. Atualmente, mais de 3,2 milhões de pedidos de 1,9 milhão de pessoas já superaram o prazo para receber resposta das associações e entidades que representam aposentados, por isso, podem aderir ao acordo.

A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber. A adesão pode ser feita exclusivamente pelos seguintes canais:

– Aplicativo ou site Meu INSS; 

– Agências dos Correios em mais de 5 mil municípios; 

A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo.

Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS?

1- Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;
2- Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);
3- Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;
4- Clique em “Enviar” e pronto. Depois, basta aguardar o pagamento

Como funciona o processo até a adesão ao acordo?

1- O beneficiário registra a contestação do desconto indevido;
2- Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda;
3- Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.

 

Da Redação com informações de Agência Brasil 

Foto: Divulgação

Líder do PT pede suspensão preventiva do mandato de Eduardo Bolsonaro

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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), pediu à presidência da Casa nesta segunda-feira, 21, a suspensão cautelar do mandato e o imediato bloqueio da remuneração do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), incluindo salário, cota parlamentar e verbas indenizatórias.

Lindbergh argumenta que Eduardo obteve uma licença de 120 dias em 20 de março de 2025 e desde então esteve fora do Brasil e desenvolveu atividades políticas nos Estados Unidos. O período da licença terminou no último domingo, dia 20 de julho.

Lindbergh Farias afirmou que, mesmo licenciado, Eduardo Bolsonaro continuou a usar o título e o prestígio político como parlamentar para atuar no exterior, fazendo “campanhas contra o Brasil”, aproveitando-se de uma “imunidade simbólica” e do “uso informal de seu mandato” para legitimar ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governo brasileiro.

O documento cita que essa atuação motivou a apresentação de duas representações contra Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética da Câmara, em 25 de maio e 11 de julho de 2025, ambas pedindo a cassação do mandato do deputado por violação ao decoro, traição à soberania nacional e abuso das prerrogativas constitucionais.

Outro lado

Eduardo Bolsonaro disse em uma live que não vai renunciar e deve pedir a Hugo Motta para participar das sessões do Plenário por votação virtual.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido fará tudo para que Eduardo Bolsonaro termine o mandato. “Eu quero garantir que ele vai terminar o seu mandato. Qual é a forma que nós vamos usar para isso, seja votando matérias legislativas ou com soluções políticas, nós veremos”, declarou Sóstenes, em entrevista coletiva da oposição nesta segunda-feira. “Logicamente que toda essa perseguição continuando dessa forma, ele exercerá esse mandato de onde ele mora hoje, que é nos Estados Unidos”, afirmou.

 

Da Redação com informações de Agência Câmara de Notícias

Foto: Divulgação

 

Justiça não atende pedido do CM7 e matérias ofensivas a Roberto Cidade continuam fora do ar

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O Portal de Notícias CM7 entrou com um recurso para tentar manter no ar uma matéria contra o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (União Brasil). Porém, o desembargador Yedo Simões do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) manteve a decisão da 1ª instância ao ser cauteloso nos próximos passos deste processo judicial. 

No domingo, 20, a juíza plantonista Maria do Perpétuo Socorro da Silva Menezes concedeu o pedido de tutela antecipada de urgência contra o CM7 para que ele retirasse as matérias ofensivas à Cidade do ar e não fizesse outras. O portal não obedeceu a decisão, tendo feito mais uma matéria difamatória contra o deputado. 

Para a magistrada, o CM7 ultrapassou os limites do jornalismo, com conotação tendenciosa com teor pejorativo e difamatório, invadindo a privacidade de Roberto Cidade, configurando violação aos direitos de sua personalidade. 

“No caso dos autos, notadamente o conteúdo das matérias publicadas pelo requerido, travestidas de liberdade de expressão e liberdade de imprensa, ultrapassam a finalidade precípua do jornalismo informativo, imprimindo conotação nitidamente tendenciosa, com teor pejorativo e difamatório e que invadem a esfera privada do requerente, em flagrante violação aos direitos de sua personalidade. Assim, tenho que em juízo de cognição sumária, se encontram presentes a probabilidade do direito e a urgência na remoção das publicações, considerando-se o notório alcance do Portal demandado”, escreveu a juíza.

 

Recurso

Para brecar a decisão, o Portal CM7 recorreu da decisão. Com isso, o processo foi distribuído ao desembargador Yedo Simões. Em continuidade a tramitação, o desembargador concedeu um prazo de 15 dias úteis para Roberto Cidade apresentar as contrarrazões ao recurso do agravo de instrumento interposto pelo CM7 se o deputado achar pertinente. 

No documento desta quarta-feira, 23, o magistrado ressalta que prefere se acautelar quanto à suspensão da decisão. Em outras palavras, as matérias continuam fora do ar enquanto o processo corre no TJAM.

 

Da Redação

TCE-AM admite representação contra Prefeitura de Urucará por possíveis irregularidades em licitação

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) acolheu a representação com pedido de medida cautelar por possíveis irregularidades em procedimento licitatório da prefeitura de Urucará.

Segundo consta na representação interposta pela empresa Prime Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda, há indícios de suposto ato de ilegalidade, requerendo apuração por parte do TCE.  Não há informações sobre qual edital possui irregularidades.

A conselheira e presidente da corte, Yara Amazônia Lins Rodrigues, foi quem assinou e admitiu a representação.

Confira decisão do TCE-AM:

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto: Divulgação

‘Não sou candidato’, afirma David Almeida ao lado de Omar Aziz

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Durante solenidade para a assinatura do recapeamento de 67 ruas da Zona Norte na manhã desta quarta-feira, 23, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), aproveitou o palanque político para reafirmar que não disputará as Eleições de 2026. Ao lado do senador Omar Aziz (PSD-AM), ele declarou apoio e informou que o grupo já está se articulando. 

“Eu não sou candidato. O candidato é o Omar e nós vamos estar juntos”, disse o prefeito à  imprensa. 

Também estiveram no evento com David Almeida e Omar Aziz, o vice-prefeito e secretário de Infraestrutura, Renato Júnior; o secretário de Assistência Social, Saullo Vianna; vereadores de Manaus e os prefeitos de Novo Airão e Boa Vista do Ramos. 

Como a pauta era sobre infraestrutura, David Almeida listou os projetos que estão em execução e os que serão realizados pela prefeitura, como o viaduto Passarão, no cruzamento da Avenida Brasil com a Avenida Coronel Teixeira. “São obras que precisam ser feitas, senão Manaus vai travar”, explicou o gestor. Na ocasião, o  prefeito agradeceu as emendas recebidas pelo senador Omar. 


Vice de Omar é cartada estratégica no grupo

Repetindo alianças anteriores com outros políticos, David Almeida destacou que já sugeriu o nome para o vice de Omar Aziz. O prefeito revelou que mesmo com a eleição ainda distante, o grupo político está definindo nomes e trabalhando para o avanço do Amazonas. “Há oito meses participamos de uma campanha vitoriosa junto com Omar e Eduardo Braga. Anteciparam muito o processo político. É só daqui a um ano e meio, mas nossa aliança já está firmada. Até sugeri o nome de vice porque não vou participar da eleição”, frisou. 

Como cartada estratégica, nenhum nome foi citado, mantendo certo mistério no ar. Apesar disso, um político não desgrudou de Omar na agenda: o vice-prefeito Renato Junior. Há quem diga que ele quer ser o indicado do Avante e de David Almeida para vice. Mas, assim como os outros nomes, esse “mistério” só se revelará ano que vem com a definição da chapa. 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Wilson Lima entrega telessalas em Autazes e consolida avanço do atendimento digital no interior

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O governador Wilson Lima inaugurou, na terça-feira, 22, duas novas salas de Telessaúde no município de Autazes (a 113 quilômetros de Manaus), ampliando para 64 o total de telessalas implantadas pelo programa Saúde AM Digital no Amazonas. Autazes é o 22º município a receber a estrutura, além da capital, que conecta a população a médicos especialistas por meio de tecnologia de ponta, reduzindo a necessidade de deslocamento e tempo de espera.

“São aquelas especialidades que na maioria das vezes os pacientes precisam sair do município e ir até a capital ou uma cidade polo. Essas pessoas vão ter esse atendimento aqui na palma da mão. Quem tiver dificuldade de mexer com o aplicativo, vai poder procurar a telessala na UBS São José. Além disso, falei com o prefeito para onde tiver um ponto de internet nas comunidades, nós vamos montar a sala”, afirmou o governador Wilson Lima, acompanhado do deputado federal Fausto Júnior, dos deputados estaduais Cabo Maciel e Mário César Filho e o prefeito Tomé Neto.

A ação integra a estratégia do Governo do Amazonas de interiorizar serviços especializados e modernizar o acesso à saúde pública. As telessalas oferecem atendimento em 12 especialidades médicas, como cardiologia, endocrinologia, neurologia, ginecologia, psiquiatria e dermatologia, entre outras. Os agendamentos são realizados via Sistema de Regulação (Sisreg) ou pelo aplicativo Saúde AM Digital.

As duas novas salas estão localizadas na Unidade Básica de Saúde (UBS) São José e contam com infraestrutura moderna, com equipamentos atualizados, conectividade estável e equipe capacitada. O serviço permite que o paciente seja acompanhado por profissionais locais durante a consulta com o especialista.

Com o avanço do programa, o Amazonas vem fortalecendo o acesso à saúde de forma integrada, ampliando a rede de atendimento em áreas remotas e reduzindo a sobrecarga dos centros urbanos. O uso da Telessaúde também garante mais agilidade nos diagnósticos e continuidade dos tratamentos.

O Saúde AM Digital já está presente nos 62 municípios, com pontos fixos em constante expansão. A implantação das salas de Telessaúde tem sido uma das ações prioritárias para melhorar a equidade no atendimento, principalmente nas regiões de difícil acesso.

“Antes, eu tinha que vir aqui para Autazes, pegar lancha e depois seguir de carro. Me senti feliz quando recebi a mensagem no celular avisando da consulta, porque pagar consulta particular é caro, mas vou conseguir tudo (consultas) aqui”, disse o morador da comunidade São João, Valmir Brandão, de 40 anos, após ser informado da consulta com um cardiologista.

Inauguração de UBS

Durante a inauguração da Telessaúde, também foi entregue oficialmente pela prefeitura de Autazes a nova sede da UBS São José, no bairro de mesmo nome. A unidade conta com 20 salas incluindo consultórios médicos, odontológicos e salas de procedimentos, e será responsável pela atenção básica de cerca de 3 mil famílias.

Além de ampliar a estrutura física e qualificar os serviços oferecidos, a UBS São José passa a ser a primeira do município a operar com salas dedicadas à Telessaúde, oferecendo uma experiência integrada entre o atendimento local e o acesso à especialização médica digital.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Divulgação/Secom

MPF apura suposto desvio de recursos federais em Itamarati após denúncia feita por vereadora

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Inquérito Civil para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos federais, em Itamarati. A Portaria nº 04/2025, assinada pelo procurador da República, Flavio Pereira da Costa Matias, foi publicada nesta quarta-feira, 23.

A medida é baseada em uma denúncia feita pela vereadora do município, Jackie Freitas (PSD), por meio de uma representação. Uma embarcação teria sido adquirida no Convênio nº 762773/2011, firmado com recursos federais, mas não estaria sendo usada para sua finalidade .

Na portaria, o procurador reforça que a investigação tem o objetivo de esclarecer indícios de desvio de finalidade no uso da embarcação comprada com verba pública.

O procedimento será instruído conforme as determinações do despacho PR-AM-00049927/2025.

 

Da Redação 
Foto: Divulgação 

 

Folha de São Paulo repercute eleição do PT Amazonas e cita vitória com margem ‘norte-coreana’ em eleição interna

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Na manhã desta quarta-feira, 23, a Folha de São Paulo veiculou uma matéria que compara a eleição interna do PT do Amazonas com resultados típicos de regimes totalitários como a Coreia do Norte. Sinésio Campos foi reeleito para a presidência do PT estadual com 100% dos votos em cinco cidades e mais de 99% em outras duas, levantando suspeita de fraudes.

As cinco cidades em que teve todos os votos contabilizados para Sinésio são: Guajará, Juruá, Maraã, Piauí e Tapauá. A matéria destaca que esses municípios são pequenos, em que menos de 200 eleitores votaram.

Dos sete candidatos que concorreram ao cargo de presidência do partido, nenhum deles recebeu votos e nem houve votos brancos ou nulos. Em Manicoré, foram 253 votos para ele, com 1 branco e 1 nulo, ou 99,2% do total. De novo, a oposição ficou zerada na cidade. Houve também maiorias expressivas para o presidente reeleito em Santa Isabel do Rio Negro (95%), Envira (93,6%) e Beruri (88,8%).

As margens levantaram suspeitas desde a eleição realizada no dia 6 de julho. O segundo colocado, José Ricardo (PT-AM), conseguiu 1.358 votos. Sinésio ganhou com uma vantagem de mais de 5.800 votos. O resultado foi contestado pelos fiscais de chapa do segundo colocado, e há suspeitas de irregularidades nas urnas.

Desde a eleição, grupos que fazem oposição ao atual presidente do diretório apresentaram recursos com indícios de irregularidades. Em São Gabriel da Cachoeira, a ala opositora Resistência Socialista, além de ter denunciado a concentração de votos em Campos, identificou caligrafias idênticas em assinaturas da lista de presença para diversos eleitores.

Já no município de Alvarães, onde o atual presidente teve 83% dos votos, a denúncia é de ao menos duas pessoas mortas que teriam votado. Os recursos foram negados pelo diretório estadual, controlado pelo próprio Campos.

 

Com informações da Folha de São Paulo

Decisões sobre Bolsonaro expõem rachas em Turma do STF e na Câmara

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Decisões recentes envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm exposto rachas tanto na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto na Câmara dos Deputados.

Com o placar de quatro a um, a Primeira Turma do STF manteve a decisão para que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica e cumpra outras medidas cautelares.

O voto contrário foi de Luiz Fux — também o único da Turma que teve o visto americano mantido. Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam o relator, Alexandre de Moraes.

Fux considera não haver provas concretas, como indícios de risco de fuga, para a aplicação das medidas contra Bolsonaro.

No voto, chega a afirmar que a amplitude delas “restringe desproporcionalmente direitos fundamentais”, como a “liberdade de ir e vir” e de “expressão e de comunicação”.

As defesas dos investigados passaram a ver em Fux a possibilidade de pelo menos um voto pela absolvição — o que poderia abrir margem para novos tipos de recurso. Isso porque Fux tem se firmado como um contraponto a decisões recentes de Moraes dentro da Primeira Turma.

Em março, quando Bolsonaro se tornou réu, Fux votou a favor do recebimento da denúncia, mas fez uma série de ressalvas.

Ele também discordou da competência do Supremo para julgar todos os casos do 8 de janeiro e indicou considerar algumas penas exageradas.

As divergências de Fux são insuficientes para melhorar a situação jurídica de Bolsonaro.

Diante do risco de ser preso, na terça-feira, 22, o ex-presidente optou pela cautela, sem movimentos públicos. Ele passou parte do dia na sede do PL (Partido Liberal), a portas fechadas, antes de ir para casa.

O ex-presidente não foi a uma coletiva da oposição na Câmara dos Deputados, como pretendia.

Divergências no Congresso

As decisões de Moraes e do STF também criaram divergências no Congresso entre representantes da centro-direita.

De um lado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Do outro, o PL de Bolsonaro.

Mesmo com o recesso extraoficial, congressistas do PL tentaram garantir o funcionamento de comissões comandadas por eles para votar moções de apoio a Bolsonaro.

O movimento foi barrado por Hugo Motta, que proibiu sessões até 1º de agosto.

“A única decisão que deveríamos nos submeter era pelo presidente em exercício [Elmar Nascimento], então essa decisão do presidente Hugo Motta, quero deixar clara, ela é antirregimental e ilegal”, declarou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).

À CNN, Hugo Motta disse que a Câmara é a Casa do povo e que convocar comissão em recesso restringe a participação de seus integrantes.

A ordem também atrapalha a vontade do PL de articular a votação da anistia e outros projetos contra o STF.

A oposição também se movimenta para manter o cargo de deputado federal de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que estava licenciado até domingo passado.

Algumas alternativas sob a mesa são tentar mudar o regimento da Câmara para garantir o mandato ou que ele seja nomeado secretário estadual de algum governador aliado – o que o PT já quer impedir no Supremo.

A avaliação é de que, se Eduardo perder o mandato, isso pode enfraquecer sua posição junto a autoridades americanas, além de prejudicar seu capital político.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

PF cumpre mandado no Amazonas durante investigação sobre fraudes em licitações do DNIT/AP

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A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU/AP), deflagrou nesta terça-feira,22, a Operação Route 156, com o objetivo de aprofundar investigações sobre um suposto esquema criminoso envolvendo fraudes em licitações e desvio de recursos públicos federais destinados à manutenção e recuperação da rodovia BR-156, no Amapá.

Entre os 11 mandados de busca e apreensão cumpridos em quatro estados, um deles aconteceu no Amazonas. Os demais mandados foram executados no Amapá (6), Minas Gerais (3) e Mato Grosso do Sul (1). As ordens foram expedidas pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amapá.

As investigações apontam a existência de uma organização criminosa estruturada dentro da Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amapá (DNIT/AP). O grupo teria fraudado o caráter competitivo de ao menos quatro pregões eletrônicos, que somam mais de R$ 60 milhões em contratos.

Segundo apurado pela PF e pela CGU, as licitações eram supostamente montados para simular concorrência, com propostas fictícias e cláusulas indevidamente restritivas nos editais. Além disso, foram identificadas omissões intencionais de servidores públicos no dever de fiscalizar e instaurar processos administrativos diante das irregularidades.

Como parte das medidas cautelares, a Justiça Federal determinou o afastamento por 10 dias do superintendente do DNIT/AP, Marcello Linhares, e de uma servidora da autarquia, não identificada, ambos suspeitos de participação ativa no esquema.

Também foi decretado o bloqueio de bens e valores dos investigados de mais de R$ 8 milhões, o valor correspondente a saques em espécie e movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Apreensões

Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu, em Macapá (AP), três pistolas, um fuzil calibre .556 e aproximadamente 250 munições.

Em Nova Lima (MG), também foram apreendidos três veículos da marca Porsche, joias, relógios de luxo e 13 obras de arte assinadas por Guignard e Portinari, em mais uma frente de cumprimento de ordem judicial. Já no Amazonas, a PF não divulgou detalhes sobre o mandado cumprido no estado.

Os envolvidos poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de fraude à licitação, organização criminosa, prevaricação, violação de sigilo funcional, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

 

Da Redação, com informações da assessoria
Foto: Divulgação