fevereiro 10, 2026 15:56
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Prefeitura de Manaus celebra contrato de R$ 7 milhões para implantar ciclovias

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A Prefeitura de Manaus vai pagar quase R$ 7 milhões para a empresa SR Empreendimentos e Serviços Eireli implantar duas ciclovias e duas ciclofaixas recreativas em duas zonas da cidade. A licitação para aplicação de um novo modal foi realizada na Comissão Especial de Licitação de Obras e Serviços de Engenharia (CEL/CC) e homologada no início deste mês.

Conforme pesquisa em site especializado sobre CNPJs, a empresa SR Empreendimentos tem sede em Boa Vista, no Estado de Roraima.

Segundo contrato nº 011/2020, celebrado no dia 19 de março de 2020, o valor total da obra é de R$ 6.874.817,52 para a implantação da ciclovia entre a Ponta Negra, na Zona Oeste, e Boulevard Álvaro Maia, na Zona Centro-Sul. No Boulevard, inclusive, já existe uma ciclovia.

Outra ciclovia será implantada na avenida Governador José Lindoso, a avenida das Torres, na Zona Norte da cidade. As ciclofaixas serão implantadas na avenida das Torres e na avenida Itaúba, na Zona Leste. O contrato tem vigência de 150 dias corridos.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) respondeu, por meio de nota, que serão 47 novos quilômetros de ciclovias e ciclofaixas implantados na cidade. O contrato está em processo de tramitação e os trabalhos deverão ser iniciados no próximo mês.

Segundo a secretaria, atualmente a capital do amazonense conta com, aproximadamente, 38 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. “Alguns parques e praças da cidade também contam com espaço delimitado para os ciclistas. O Parque Ponte dos Bilhares, gerido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), é referência para os ciclistas da cidade. A ciclofaixa existente no local tem 1.450 metros nas duas etapas. Os ciclistas contam, ainda, com duas bike station (estações de reparos para bicicletas, contendo ferramentas de utilidade)”, diz a nota.

 

Álik Menezes, para O Poder

Foto: Divulgação

José Ricardo vai ao TCE para suspender contrato de R$ 19 mi da Prefeitura de Manaus

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Deputado José Ricardo no plenário da Câmara
José Ricardo (PT-AM), apresenta projeto de criação de Comitê Nacional de monitoramento ao covid-19

O deputado federal José Ricardo (PT-AM) ingressou nesta quinta-feira, 26, no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e no Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), com uma representação para suspender um contrato de publicidade no valor de R$ 19 milhões firmado entre a Prefeitura de Manaus e empresa Agência de Interatividade e Marketing Ltda.

O documento foi protocolizado na ouvidoria do TCE-AM e, na descrição da representação, José Ricardo alega que “é uma prática recorrente do Prefeito Arthur, em aumentar exorbitantemente, a verba com publicidade principalmente em ano eleitoral, contrariando seu próprio ato normativo”. O deputado por meio de seu gabinete, pontuou os históricos de gasto com publicidade na gestão tucana na Prefeitura de Manaus.

Na representação, o deputado sugere a possível destinação do valor, investido em publicidade, para investimento na saúde do município e em campanhas de prevenção e isolamento, como combate ao novo coronavírus. A manifestação de José Ricardo já foi registrada e recebida pelo conselheiro ouvidor do TCE, Érico Xavier Desterro.

 

Ericles Albuquerque, para O Poder

Foto: Divulgação/Assessoria

‘Não se combate o Covid-19 com decretos’, diz Arcebispo de Manaus

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Em uma entrevista coletiva on-line nas redes sociais da Igreja Católica, o arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, afirmou que o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em relação ao coronavírus é “equivocado”. A declaração foi dada na tarde desta quinta-feira, 26, se referindo às críticas do presidente em relação à quarentena.

À primeira vista, ressaltou o líder religioso, é positivo, para que as pessoas não criem alarmismo, mas, por outro lado, é um discurso equivocado, que preocupa se o chefe da Nação vai contra todas as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dom Leonardo Steiner explicou que o país não terá condições de atender os pobres se o vírus se expandir da maneira que está expandindo. “A vida está em primeiro lugar, não o dinheiro. O Estado deve ajudar as pessoas nesse momento e as pessoas devem ajudar as empresas. O Estado deve colocar dinheiro suficiente para que os empregos sejam mantidos e para que a economia volte a girar. É claro, a crise do vírus economicamente será grande. Mas, neste momento não podemos brigar com as vidas dos outros. Os governos têm que buscar ações e não podemos colocar no ombro dos trabalhadores as questões econômicas. Que o governo possa repensar e nós todos juntos temos que colaborar com o governo. Se passarmos o pico do vírus até o final do mês, poderemos repensar em abrir as igrejas”, disse.

Em seu comentário, o arcebispo voltou a afirmar que a Igreja Católica manterá as medidas de quarentena, com o objetivo de evitar a proliferação do coronavírus entre os fiéis. A medida contraria os anseios do presidente Bolsonaro, que pediu aos brasileiros que retomassem suas rotinas para a normalidade e publicou um decreto que autoriza o retorno das celebrações religiosas.

Ainda durante o discurso, o Arcebispo Metropolitano de Manaus explicou que não se combate o Covid-19 com decretos. “Os decretos ajudam implementar planos e ações para combater o vírus. Não vejo que manter as pessoas dentro das igrejas nos ajude no combate ao vírus. Por isso, continuaremos com as determinações já apresentadas para as nossas comunidades”, disse Dom Leonardo.

Ele ressaltou que a preocupação primeira não é com os padres, mas, com os mais necessitados. “É claro, orientamos para que os padres se cuidem, mas, não deixem de atender os frágeis “, ressaltou.

Para Arcebispo Metropolitano de Manaus, a igreja não é apenas essencial, mas, vital. “A igreja está ao lado do povo, temos procurados a comunidade e na medida do possível, transmitir o momento de oração e as celebrações, pois, a igreja tem uma responsabilidade com a pessoas”, disse.

Alteração

Segundo o Arcebispo Metropolitano, a programação da Semana Santa continua a mesma, e o que foi transferido foi a celebração do Santo Crisma.

“Normalmente, fazemos a celebração na quinta-feira pela manhã na presença de todos os padres da arquidiocese. Nós vamos fazer essa celebração em uma outra data, quando tivermos certeza que poderemos reunir o máximo de pessoas possíveis, para poder retomar as nossas celebrações”, adiantou.

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Divulgação

Comércio solicita ao governo do Estado retorno gradativo das atividades

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A Federação das Câmara de Dirigentes Lojistas no Amazonas (FCDL-AM) enviou nesta quinta-feira, 26, um ofício ao governador Wilson Lima (PSC) solicitando a abertura gradativa do comércio de rua para a próxima segunda-feira, 30, e dos shoppings centers para o dia 7 de abril, desta forma suspendendo a quarentena dos comerciantes.

De acordo com o ofício, a reabertura do comércio de ruas, centros e feiras, seriam no horário de 9h à 15h, e funcionariam por apenas seis horas no dia. Para as atividades dos shoppings, o funcionamento seria das 15h às 21h, também no período de seis horas. O documento observa ainda que só retornarão os funcionários não pertencentes ao grupo de risco.

“O documento já foi enviado e nós estamos pedindo  para que no final do decreto principal, seja feita aos poucos a abertura dos centros comerciais até chegar ao shopping, mas isso claro, conforme for o caso de pessoas infectadas com coronavírus”, declarou Ralph Assayag, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus).

O pedido foi assinado pelo presidente da CDL e por representantes da Fecomércio, Fieam, Cieam, Aca, Codese, Associação de Empresários do Vieiralves (AEV), Associação dos Notários e Registradores do estado do Amazonas (Anoreg), ADEMI, , Abrasel, Creci e Rede das Imobiliárias de Manaus (Rimam).

Medidas 

Na última segunda-feira, 23, Wilson Lima assinou um decreto que determinava o fechamento de todos os estabelecimentos não essenciais, como forma de prevenção no combate ao Covid-19. Contra a corrente de quarentena nos Estados do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), usou seu pronunciamento para pedir o retorno de todos às atividades normais.

Perguntando se a iniciativa do comércio de Manaus teria alguma influência do discurso do presidente Bolsonaro, Ralph respondeu que, não e, também não tem a intenção de atrapalhar o combate do coronavírus.

“Nós já tínhamos discutido sobre isso antes (o retorno). O maior problema é o número de lojistas e pessoas que não vão ter recursos para a sobrevivência pessoal, assim como os camelôs até os vendedores, não tem como esperar”. “Nós estamos fazendo, baseado ao que vem acontecendo,  para ter o equilíbrio da saúde e o equilíbrio da economia, para que as pessoas não passarem fome também”, declarou Ralph.

 

Ericles Albuquerque, para O Poder

Foto: Hariel Fontenelle/O Poder

EXCLUSIVO: Agências de viagens no AM relatam prejuízos de 100% devido ao Covid-19

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As agências de viagens no Amazonas contabilizam prejuízos de 100% por conta das medidas que levaram aos cancelamentos de voos internacionais para evitar a proliferação do coronavírus (Covid-19) na região. O Portal O Poder esteve no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na manhã desta quinta-feira, 26, e constatou o total esvaziamento dos guichês, lojas e portões de embarques e desembarques. (Confira a vídeo reportagem no final da matéria)

O medo das pessoas pelo contagio do Covid-19 era bastante visível, os poucos que estavam no local tentavam se proteger como podiam, usando máscara ou utilizando álcool em gel. O cenário era muito diferente dos vistos no ano passado.

Aeroporto Internacional Eduardo Gomes praticamente esvaziado nesta quinta-feira, 26

De acordo com o vice-presidente da Associação de Agências de Viagens (Abav), Jaime Mendonça, toda cadeia turística foi paralisada, apenas algumas agências estão promovendo voos de repatriação. “Voando regularmente ninguém está, sem contar que os voos nacionais estão reduzidos. As agências de viagens estão todas paradas, foi 100% de perda”, afirma Mendonça.

O dirigente explicou que a briga entre os poderes estadual e federal vem afetando ainda mais a busca de uma saída para o problema econômico em todos os setores. “Se isso continuar por mais de dois meses, veremos muitas empresas quebrando. Outro cenário que temos é que julho não existirá férias escolares, logo, não teremos procuras por viagens”, ressaltou o vice-presidente da Abav.

O executivo da Acram Turismo, Acram Isper, explicou que faz mais de 15 dias que parou tudo, que os voos colocados são apenas os voos de repatriação. “Manaus está ilhada, pois, a American Airlines cancelou e foi fechada a entrada no aeroporto de Panamá. Então, não tem como fazer conexão. Se tiver de sair para alguma obrigação médica, tem que ir até São Paulo, o único polo que tem um ou dois voos que saem para os Estados Unidos e Europa, mesmo assim, esses países não estão recebendo ninguém, quando chegam lá, ficam em quarentena”, informou.

O empresário disse, ainda, que o prejuízo com os voos cancelados envolve a todos os grupos de hotelarias, restaurantes de diversos setores. “A Disney está fechada, Las Vegas está fechada. Mas, acho que esse é o caminho, pois, o tamanho desse vírus, é quarentena para todo mundo, isolamento total”, completou.

Medidas

A Infraero esclareceu que mesmo com a suspensão de todos os voos internacionais a partir da desta terça-feira, 24, o Aeroporto de Manaus segue implementando uma série de medidas para garantir a segurança dos passageiros e empregados no combate à pandemia do Covid-19. As ações estão em consonância com as diretrizes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de órgãos estaduais e municipais.

Segundo a Infraero, nesta semana, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS) começou a orientar os passageiros desembarcados na capital amazonense sobre os sintomas do Covid-19 e o terminal também adotou todos os protocolos de higienização e segurança de passageiros e funcionários, intensificando a limpeza de áreas comuns do aeroporto, em especial banheiros, cadeiras de rodas, ambulifts, botões de elevadores, maçanetas e corrimões. Também ampliou a disponibilização de itens de higiene, como sabão, papel toalha e álcool em gel em todo o terminal, tanto para passageiros como para os profissionais que trabalham no aeroporto.

De modo preventivo, conforme a Infraero, apenas os estabelecimentos alimentícios dentro da sala de embarque estão em funcionamento. Todos os demais estabelecimentos do terminal amazonense encontram-se fechados.

Funcionamento do aeroporto

Diante da pandemia do novo coronavírus, Covid-19, a Infraero informou que o Aeroporto de Manaus segue operando normalmente, sem interrupção na prestação de serviço aeroportuário, conforme as normas do setor.

“Isso ocorre porque o transporte aéreo é fundamental para o deslocamento, por exemplo, de órgãos para transplante, equipes médicas, além da movimentação de mercadorias e equipamentos médicos”, afirmou o presidente da empresa, Brigadeiro Paes de Barros.

O presidente da Infraero lembrou ainda que, considerando o nível de controle dos aeroportos, os equipamentos têm sido requisitados para que sirvam como pontos de apoio para governos estaduais e municipais, por exemplo, na triagem de pessoas possivelmente infectadas. “A Infraero sempre teve uma relação de parceria com as administrações públicas locais, o que não seria diferente, neste momento, em que temos que nos unir no combate ao Covid”, afirmou Paes de Barros.

Conforme o presidente da Infraero, conforme a Constituição Federal, aeroportos são bens públicos da União Federal, atendendo a interesse de toda a Nação, além das localidades imediatamente servidas. Visando o interesse público, cabe à União decidir sobre mudanças nas operações de aeroportos e fechamento de fronteiras.

Orientações a passageiros

Desde o dia 24 de janeiro, o terminal está veiculando avisos sonoros da Anvisa em quatro idiomas, sobre cuidados relativos à higienização de mãos, distanciamento entre pessoas, e demais orientações de prevenção ao Covid-19. Nesse sentido, também estão sendo veiculados vídeos de orientação do Ministério da Saúde e da Infraero nas telas do Sistema de Informação de Voos, bem como mídias aeroportuárias.

A Infraero explicou que dispõe de uma Sala de Crise, ancorada pela área de Operações da empresa, para aplicação de medidas nos aeroportos administrados pela empresa de forma alinhada estrategicamente com Anvisa e demais órgãos competentes.

Veja vídeo:

 

Henderson Martins, para O Poder

Fotos e vídeo: Hariel Fontenelle/O Poder

EXCLUSIVO: Agências de viagens no AM relatam prejuízos de 100% devido ao Covid-19

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As agências de viagens no Amazonas contabilizam prejuízos de 100% por conta das medidas que levaram aos cancelamentos de voos internacionais para evitar a proliferação do coronavírus (Covid-19) na região. O Portal O Poder esteve no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na manhã desta quinta-feira, 26, e constatou o total esvaziamento dos guichês, lojas e portões de embarques e desembarques. (Confira a vídeo reportagem no final da matéria)

O medo das pessoas pelo contagio do Covid-19 era bastante visível, os poucos que estavam no local tentavam se proteger como podiam, usando máscara ou utilizando álcool em gel. O cenário era muito diferente dos vistos no ano passado.

Aeroporto Internacional Eduardo Gomes praticamente esvaziado nesta quinta-feira, 26

De acordo com o vice-presidente da Associação de Agências de Viagens (Abav), Jaime Mendonça, toda cadeia turística foi paralisada, apenas algumas agências estão promovendo voos de repatriação. “Voando regularmente ninguém está, sem contar que os voos nacionais estão reduzidos. As agências de viagens estão todas paradas, foi 100% de perda”, afirma Mendonça.

O dirigente explicou que a briga entre os poderes estadual e federal vem afetando ainda mais a busca de uma saída para o problema econômico em todos os setores. “Se isso continuar por mais de dois meses, veremos muitas empresas quebrando. Outro cenário que temos é que julho não existirá férias escolares, logo, não teremos procuras por viagens”, ressaltou o vice-presidente da Abav.

O executivo da Acram Turismo, Acram Isper, explicou que faz mais de 15 dias que parou tudo, que os voos colocados são apenas os voos de repatriação. “Manaus está ilhada, pois, a American Airlines cancelou e foi fechada a entrada no aeroporto de Panamá. Então, não tem como fazer conexão. Se tiver de sair para alguma obrigação médica, tem que ir até São Paulo, o único polo que tem um ou dois voos que saem para os Estados Unidos e Europa, mesmo assim, esses países não estão recebendo ninguém, quando chegam lá, ficam em quarentena”, informou.

O empresário disse, ainda, que o prejuízo com os voos cancelados envolve a todos os grupos de hotelarias, restaurantes de diversos setores. “A Disney está fechada, Las Vegas está fechada. Mas, acho que esse é o caminho, pois, o tamanho desse vírus, é quarentena para todo mundo, isolamento total”, completou.

Medidas

A Infraero esclareceu que mesmo com a suspensão de todos os voos internacionais a partir da desta terça-feira, 24, o Aeroporto de Manaus segue implementando uma série de medidas para garantir a segurança dos passageiros e empregados no combate à pandemia do Covid-19. As ações estão em consonância com as diretrizes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de órgãos estaduais e municipais.

Segundo a Infraero, nesta semana, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS) começou a orientar os passageiros desembarcados na capital amazonense sobre os sintomas do Covid-19 e o terminal também adotou todos os protocolos de higienização e segurança de passageiros e funcionários, intensificando a limpeza de áreas comuns do aeroporto, em especial banheiros, cadeiras de rodas, ambulifts, botões de elevadores, maçanetas e corrimões. Também ampliou a disponibilização de itens de higiene, como sabão, papel toalha e álcool em gel em todo o terminal, tanto para passageiros como para os profissionais que trabalham no aeroporto.

De modo preventivo, conforme a Infraero, apenas os estabelecimentos alimentícios dentro da sala de embarque estão em funcionamento. Todos os demais estabelecimentos do terminal amazonense encontram-se fechados.

Funcionamento do aeroporto

Diante da pandemia do novo coronavírus, Covid-19, a Infraero informou que o Aeroporto de Manaus segue operando normalmente, sem interrupção na prestação de serviço aeroportuário, conforme as normas do setor.

“Isso ocorre porque o transporte aéreo é fundamental para o deslocamento, por exemplo, de órgãos para transplante, equipes médicas, além da movimentação de mercadorias e equipamentos médicos”, afirmou o presidente da empresa, Brigadeiro Paes de Barros.

O presidente da Infraero lembrou ainda que, considerando o nível de controle dos aeroportos, os equipamentos têm sido requisitados para que sirvam como pontos de apoio para governos estaduais e municipais, por exemplo, na triagem de pessoas possivelmente infectadas. “A Infraero sempre teve uma relação de parceria com as administrações públicas locais, o que não seria diferente, neste momento, em que temos que nos unir no combate ao Covid”, afirmou Paes de Barros.

Conforme o presidente da Infraero, conforme a Constituição Federal, aeroportos são bens públicos da União Federal, atendendo a interesse de toda a Nação, além das localidades imediatamente servidas. Visando o interesse público, cabe à União decidir sobre mudanças nas operações de aeroportos e fechamento de fronteiras.

Orientações a passageiros

Desde o dia 24 de janeiro, o terminal está veiculando avisos sonoros da Anvisa em quatro idiomas, sobre cuidados relativos à higienização de mãos, distanciamento entre pessoas, e demais orientações de prevenção ao Covid-19. Nesse sentido, também estão sendo veiculados vídeos de orientação do Ministério da Saúde e da Infraero nas telas do Sistema de Informação de Voos, bem como mídias aeroportuárias.

A Infraero explicou que dispõe de uma Sala de Crise, ancorada pela área de Operações da empresa, para aplicação de medidas nos aeroportos administrados pela empresa de forma alinhada estrategicamente com Anvisa e demais órgãos competentes.

Veja vídeo:

 

Henderson Martins, para O Poder

Fotos e vídeo: Hariel Fontenelle/O Poder

Federais do AM pedem consenso após novo decreto de Bolsonaro sobre igrejas

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Presidente na entrada do palácio da Alvorada

Brasília – Parte da bancada federal do Amazonas pede consenso entre as decisões tomadas pelo governo federal e os Estados, após decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta quinta-feira, 26, em que inclui atividades religiosas, entre outras, como serviços essenciais durante a crise do Covid-19.

O líder da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, Silas Câmara (Republicanos-AM), que em outro momento disse que os templos ficariam abertos para aqueles que quisessem dobrar os joelhos e orar, mudou o tom. Agora, para ele, a abertura dos templos deve está conciliados com decretos estaduais. 

Segundo ele, a medida é “um gesto importante que conciliado com os decretos dos governos estaduais pode (colaborar) muito na manutenção da abertura dos templos religiosos, e no momento adequado o retorno dos cultos com todos os fiéis”, ponderou.

O deputado Bosco Saraiva (Solidariedade-AM) disse que todos devem atender às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Ou seja: presidente da República, governadores, membros dos demais poderes e população em geral. É preciso sensatez”, declarou.

Por ser considerado essencial, o serviço ou atividade fica autorizado a funcionar mesmo durante restrição ou quarentena em razão do vírus. No entanto, de acordo com o texto, o funcionamento da “atividade religiosa de qualquer natureza” deverá obedecer às “determinações do Ministério da Saúde”.

Na semana passada, o governo do Amazonas emitiu um decreto em que determina o fechamento de bares, restaurantes e igrejas e templos evangélicos e, esta semana, o governador Wilson Lima (PSC) afirmou que não vai retroagir em suas decisões.

O Poder tentou contato com os demais deputados federais da bancada do Amazonas, sem sucesso.

Lei da quarentena

Em fevereiro, Bolsonaro sancionou a lei que trata de quarentenas durante a epidemia de coronavírus no Brasil. O texto foi enviado ao Congresso para “regulamentar o atual quadro de emergência de saúde pública”. 

Na última sexta-feira, 20, o presidente alterou o texto da lei por meio de MP, que concentrou no governo poder para estabelecer medidas de restrição de circulação de pessoas e estabeleceu que deve ser excluído da quarentena “o exercício e o funcionamento de serviços público e atividades essenciais”.

O presidente atribuiu a si mesmo, por meio da MP, o poder para definir o que é serviço público e atividade essencial. 

No mesmo dia foi editado um decreto com 35 serviços que deveriam se mantidos durante o combate a Covid-19. Foram incluídos, entre eles, assistência à saúde, segurança pública, transporte intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros. 

Novas atividades e serviços incluídos

O novo texto divulgado nesta quinta, 26, traz mais 12 atividades que podem voltar ou permanecer em  funcionamento. 

  • lotéricas
  • geração, transmissão e distribuição de energia elétrica;
  • produção, distribuição e comercialização de petróleo
  • atividades de pesquisa, científicas, laboratoriais ou similares relacionadas com a pandemia do coronavírus
  • atividades de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas exercidas pelas advocacias públicas
  • serviços de pagamento, de crédito e de saque e aporte prestados por instituições supervisionadas pelo Banco Central do Brasil
  • fiscalização do trabalho
  • atividades médico-periciais relacionadas com a seguridade social
  • atividades médico-periciais relacionadas com a caracterização do impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial da pessoa com deficiência para reconhecimento de direitos previstos em lei
  • outras prestações médico-periciais da carreira de Perito Médico Federal indispensáveis
  • produção e distribuição de numerário à população e manutenção da infraestrutura tecnológica do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro

 

Izael Pereira, de Brasília para O Poder

Foto: Valter Campanato/Agência Basil

‘Bolsonaristas’ defendem presidente e não aprovam moção de repúdio de Sinésio

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O deputado estadual Sinésio Campos, do PT, bem que tentou aprovar uma moção de repúdio contra as declarações dadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), na noite de terça-feira, 24, durante seu pronunciamento à Nação, sem sucesso.

Ao contrário, sua iniciativa foi alvo de críticas por parte dos deputados bolsonaristas durante sessão virtual da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), nesta quinta-feira, 26, que rejeitaram a moção.

E a defesa partiu do presidente da Aleam, deputado Josué Neto (sem partido), que justificou que existe um “complô político” para usar a queda da economia no período da pandemia para desestabilizar o governo federal. Ele disse que já está vendo o PSDB se juntar com o PT para derrubar Bolsonaro.

“A partir do momento que ataca a economia brasileira, que é o que está acontecendo nesse momento, vai atacar diretamente a popularidade do presidente. Está sendo construído de forma que ninguém está vendo um complô nacional para fazer que o presidente Bolsonaro perca a sua popularidade. Estão alimentando essa loucura de pandemia, deixando todo mundo louco sem sair de casa que atinge diretamente a economia brasileira”, disse Neto.

Josué se retratou, em seguida, afirmando que não é para todo mundo sair de casa, mas para ter cautela porque somente num espaço de tempo de 15 dias é que se vai entender que se fez a coisa correta e o país vai voltar a andar.

Para Felipe Souza (PV), a iniciativa de Sinésio é “politicagem” num momento  de crise causado pelo Covid-19. “Jamais concordarei com uma moção dessa. Eu sou a favor do Brasil, do povo, dos trabalhadores dos  necessitados, isso é politicagem e eu não concordo”, alfinetou Souza.

A maioria dos deputados saíram em defesa de Bolsonaro e votaram contra a moção alegando que o momento não é de se fazer política e, que, apesar de discordarem da postura do presidente, não aprovaram o requerimento de Sinésio.

O deputado Dr. Gomes (PSC) afirmou que nesse momento o Amazonas não pode provocar o presidente Jair Bolsonaro se referindo a questão dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus.

“Não podemos confundir pandemia com pandemônio. Quero fazer um apelo aqui ao Sinésio ao bom senso do deputado que nesse momento de pacificação nós não podemos provocar o presidente da República. Estamos com questões problemáticas que é dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus. Não podemos apagar incêndio com gasolina”, disse.

Ao final da discussão, Sinésio foi voto vencido com a maioria dos deputados presentes rejeitando a moção de repúdio ao presidente Bolsonaro.

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Coronavírus chega ao interior e o Amazonas já totaliza 67 casos confirmados

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O governo do Estado do Amazonas, confirmou, em coletiva on-line nesta tarde de quinta-feira, 26, 13 novos casos de pessoas com o coronavírus e o avanço da doença no interior: além de Parintins, que tem dois casos, os municípios de Santo Antônio do Içá e Boca do Acre, registraram um paciente em cada.

Com estes números, sobre para 67 o total de pessoas infectadas com o coronavírus no Estado. O dado atualizado foi divulgado em entrevista coletiva pela diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Rosemary Pinto.

De acordo com Rosemary, o caso do município de Boca do Acre (a 1,561 quilômetros de Manaus) foi confirmado na cidade de Rio Branco, capital do Acre, devido à proximidade entre estes dois locais. Há, ainda, 18 casos no Estado em investigação, informou a FVS-AM.

Sete destes pacientes estão internados, sendo 6 em unidade hospitalar privada e 1 no Pronto Socorro Delphina Aziz, na Zona Norte da capital. Todos seguem estáveis.

De acordo com Rosemary, um dos pacientes internados, um senhor de 88 anos, deve ter alta ainda esta quinta, por conta de seu desempenho de melhora e evolução.

Teleconferência com Interior

Acompanhada do titular da Secretaria Executiva Adjunta de Atenção Especializada ao Interior (SEA Interior), Cássio Roberto do Espírito Santo, a presidente Rosemary informou que eles irão participar de uma teleconferência com os 61 municípios amazonenses, em uma conversa sobre orientação, prevenção e formas de coletas a respeito do coronavírus.

 

Ericles Albuquerque, para O Poder

Foto: Reprodução/Facebook

Decreto de Bolsonaro contradiz o decreto estadual sobre funcionamento de igrejas

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Novo decreto do presidente Jair Bolsonaro, divulgado nesta quinta-feira, 26, em que inclui igrejas e templos evangélicos na lista de atividades autorizadas a funcionar durante o estado de calamidade por conta da pandemia do coronavírus, vai de encontro ao decreto do governo do Amazonas, em que determinou a paralisação e fechamento de estabelecimentos comerciais e religiosos neste período.

O Poder entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do Estado para repercutir alteração no decreto e se o governo vai acatar a decisão federal, mas até a publicação desta matéria não havia retorno.

A medida do presidente da República foi realizada por meio de uma alteração no decreto que trata sobre serviços essenciais e republicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta, 26. Conforme o texto, as atividades religiosas, de qualquer natureza, estão incluídas nas atividades essenciais e devem continuar funcionado de acordo com regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MS).

Nesta semana, em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Wilson Lima afirmou que não iria retroagir em nenhuma das medidas já tomadas no sentido de prevenir o avanço do coronavírus no Estado. A fala do governador foi após pronunciamento do presidente Bolsonaro, em que criticava medidas duras dos governos estaduais, o isolamento social e a suspensão das aulas escolares.

 

Álik Menezes, para O Poder

Foto: Divulgação

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