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O que altera na inelegibilidade de Bolsonaro com André Mendonça no TSE

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Designado para vaga de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro André Mendonça responde a quem lhe pergunta que o fato de ter sido indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro não o faz eternamente “ministro de Bolsonaro”, e que sua atuação na corte eleitoral será mesmo pautada pela imparcialidade.

Ser justo e imparcial, é algo que vem sendo repetido pelo ministro. Mendonça irá participar dos julgamentos sobre as campanhas de 2024 e 2026.

Desde 2021, ele é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Como a Constituição prevê, três ministros do STF sempre compõem o TSE ao mesmo tempo. Periodicamente, há um rodízio entre eles.

Nas eleições de 2026, por exemplo, a corte eleitoral será presidida pelo ministro Nunes Marques e Mendonça deve ser o vice-presidente. Ambos são indicações de Bolsonaro.

Ao contrário de um ministro de governo, de quem se espera mais falas públicas, Mendonça tem atuado no Judiciário com perfil discreto, em que restringe ao voto suas manifestações — especialmente em temas polêmicos de costume. A interlocutores, ele afirma que essa é a sua concepção de judiciário ideal, em que se comunica pelo voto.

Entre 2019 e 2021, como ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), e depois ministro da Justiça, Mendonça foi um dos integrantes do governo com maior alinhamento com Bolsonaro.

Chegou a ser taxado de “terrivelmente evangélico”, devido à religião com a qual sempre se identificou.

Para o ministro, como parte do governo, era papel dele prestar contas à sociedade por meio de conversas e entrevistas. Já no STF, tem dito que não há o dever de dar opiniões políticas, nem de ser contra ou a favor de Bolsonaro ou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No TSE, há pouco o que fazer sobre processos em que Bolsonaro está inelegível até 2030 — nem mesmo o voto de Mendonça poderia mudar isso.

Um dos casos está perto de sair do TSE e ir para STF, é a condenação pelo uso político do 7 de setembro, em que Bolsonaro fez aquele discurso do “imbrochável”.

No STF, Mendonça tem se mantido equilibrado entre temas dos quais não abre mão e o inerente contato com ministros que pensam diferente dele.

A visão não liberal de mundo, em temas sensíveis como aborto e uso de drogas, não mudou. Em março de 2024, votou contra a descriminalização de entorpecentes.

Em julgamentos recentes, protestou contra a manutenção de investigados do 8 de janeiro, sem foro privilegiado, em inquéritos que tramitam na corte. Votou pela condenação, porém com pena bem menor; saiu vencido.

Em outro processo, o que tratava da escolha de políticos para estatais, votou junto com a corrente majoritária de ministros, em que a lei foi declarada constitucional, sem que as indicações feitas por Lula desde o início do governo até agora fossem canceladas.

 

 

Com informações da CNN Brasil

Foto: Reprodução

Anderson Sousa está proibido de fazer festas em Rio Preto da Eva

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O prefeito de Rio Preto da Eva (a 79 quilômetros de Manaus), Anderson Sousa, está frustrado. O gestor está proibido de realizar qualquer tipo de festa no município, conforme ordem do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).

A proibição é motivada pelo descumprimento da Lei de Acesso à Informação, da ausência de documentos relacionados aos eventos “Moto Rocy” e “Marcha para Jesus”, além da ausência regular de comprovação da despesa relativa às festividades. A não realização das obrigações ainda resultou em uma multa de mais de R$ 13 mil ao prefeito festeiro.

Anderson Sousa é conhecido como um dos prefeitos que mais realiza festas no interior do Amazonas. Rio Preto da Eva possui em seu calendário a Festa da Laranja e a Marcha Para Jesus, dois eventos tradicionais e que desembolsam milhões para acontecerem.

 

 

Da Redação

Ipaam flagra construção de poço sem licenciamento ambiental para servir água à população de Parintins

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O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) embargou a perfuração de um poço tubular que estava sendo construído pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parintins (Saae), órgão vinculado à Prefeitura do município, sem licença ou autorização dos órgãos ambientais e contrariando as normas legais e regulamentos que garantiriam a qualidade da água.

De acordo com o Termo de Embargo e Interdição TEI-24.05.23-152939B-Ipam, além do embargo da obra, foram apreendidos um caminhão perfuratriz e equipamentos no valor de R$ 1,5 milhão, tendo como fiel depositário a Policia Militar do Amazonas (PMAM), e lavrada uma multa no valor de R$ 220 mil.

Há uma semana, cinco anos após estudos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), atual Serviço Geológico do Brasil (SGB), aferirem a necessidade de providências contra a contaminação da água distribuída em Parintins o prefeito do município, Frank Bi Garcia (PSD), decretou situação de emergência “em parte da rede de abastecimento de água”.

O decreto de Bi Garcia no sistema de distribuição de água ocorreu 45 dias antes do Festival Folclórico de Parintins, que reúne cerca de 80 mil visitantes, entre moradores do Amazonas e turistas. Na situação de emergência, o prefeito assumiu a gravidade do caso de contaminação da água servida na cidade que, de acordo com o CPRM, tem compostos químicos prejudiciais à saúde.

Com o decreto, o prefeito fica autorizado a abrir crédito extraordinário e a promover dispensas de licitação os contratos de aquisição de bens necessários às atividades de resposta ao desastre, de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação dos cenários do desastre, desde que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 dias consecutivos.

O embargo da construção do poço, por falta de licença ambiental, mostra a falta de planejamento da Prefeitura, que não informou sobre a contratação e os valores da obra e o projeto.

Nesta quinta-feira (23/05), o deputado estadual Sinésio Campos (PT) criticou a decretação de situação de emergência no abastecimento de água de Parintins pelo prefeito Frank Bi Garcia (PSD), Segundo ele, a medida pode ser prejudicial aos cofres públicos e levanta sérias preocupações sobre a transparência e a eficácia na resolução do problema. O parlamentar ressaltou que o decreto dispensa a obrigatoriedade de realizar licitações e “pode abrir brechas para irregularidades e desperdício de recursos”.

Sinésio denunciou que uma empresa contratada pela Prefeitura de Parintins está escavando poços sem a devida licença ambiental. “A publicação deste decreto a pouco mais de um mês do festival levanta suspeitas sobre as verdadeiras intenções da prefeitura”, afirmou.

No último dia 18 de maio, a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) do Governo do Amazonas solicitou informações sobre as ações que serão realizadas com a publicação do decreto municipal 57/2024, que declara situação de emergência em parte da rede de abastecimento de água do município.

A UGPE é responsável pela execução do Programa de Saneamento Integrado (Prosai) de Parintins, que vai investir cerca de R$ 484 milhões em obras de saneamento básico, incluindo a revitalização do sistema de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana, requalificação urbanística, habitação, reflorestamento e construção de equipamentos públicos.

Com o Prosai, o Estado pretende resolver de forma definitiva o problema da água contaminada por metais pesados que abastece as residências e ameaça a saúde da população da cidade.

De acordo com o secretário da UGPE, Marcellus Campêlo, já está em andamento o processo licitatório para a contratação da empresa que irá realizar as obras para levar água limpa e de qualidade para 100% da cidade e aumentar de zero para até 25% o tratamento de esgoto. O investimento previsto nessa fase é de R$ 122 milhões.

“Por conta disso, é preciso que o Governo do Estado tome conhecimento das soluções que serão adotadas pelo Município, a fim de avaliar eventual sobreposição com os projetos do Prosai Parintins”, observou Marcellus.

As obras de água e esgoto vão contemplar a recuperação de sete poços existentes e a perfuração de dez novos poços profundos, além da construção de quatro Centros de Reservação e Distribuição. O programa prevê, ainda, a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) com capacidade para atender 25% da cidade de Parintins, 34 quilômetros de rede de coleta, 2.423 ligações domiciliares e quatro estações elevatórias.

 

 

Com informações da assessoria

‘O problema é o miolo’, diz Marina sobre BR -319

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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, quer estender o modelo de licenciamento ambiental da exploração de petróleo na Foz do Amazonas para o projeto da BR-319.

O asfaltamento da rodovia, entre Porto Velho e Manaus, é uma das obras mais delicadas do Novo PAC na região amazônica e tido pelos ambientalistas como perigoso estímulo ao desmatamento ilegal.

Em entrevista à CNN, Marina deixou claro que defenderá a exigência de uma “Avaliação Ambiental Estratégica” para levar adiante o licenciamento da BR-319.

Isso significa que o impacto da obra precisaria ser analisado de forma mais ampla, considerando não só sua influência direta nos trechos por onde passa a rodovia, mas também para os planos do governo como um todo para a Amazônia — por exemplo, os reflexos no Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

Há, no entanto, uma consequência prática para os planos do governo com essa abordagem: muito dificilmente a obra teria como ser licenciada, licitada e iniciada ainda no atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Trata-se da mesma exigência feita pelo Ibama no pedido de licença da Petrobras para perfuração de um poço no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, em região vista como nova fronteira do petróleo.

Ao negar a licença, no ano passado, o Ibama citou, entre outras justificativas, a necessidade de uma Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) que englobasse as demais bacias da chamada margem equatorial — faixa marítima que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte.

No caso de obras em terra, a Avaliação Ambiental Estratégica tem as mesmas características da AAAS para explorações petrolíferas. São levantamentos bem mais abrangentes — e demorados — do que os estudos de impacto ambiental (EIA-Rima) normalmente exigidos pelo Ibama.

“O problema é o miolo”, disse Marina, referindo-se ao trecho central da BR-319, com cerca de 400 quilômetros de extensão e intrafegável há décadas. As pontas da rodovia — nas proximidades de Porto Velho e de Manaus — são menos sensíveis do ponto de vista ambiental.

“Ali é típico e característico de uma Avaliação Ambiental Estratégica. Você não vai fazer a licença olhando só o empreendimento. Tem que ver toda a área de abrangência: como isso vai repercutir nas terras indígenas, em desmatamento… Qual é a capacidade de essa estrada dar resposta a determinados problemas”, afirmou a ministra.

Segundo ela, uma rodovia com tais características tende a gerar impactos em uma área de pelo menos 30 a 50 quilômetros de cada lado.
“Porque aí surgem estradas vicinais e uma série de fatores. Ali nós temos uma grande quantidade de terras públicas, que ainda não foram destinadas [a terras indígenas ou unidades de conservação], o que cria uma vulnerabilidade para grilagem”.

Estrada-parque

Enquanto isso, o Ministério dos Transportes desenvolveu um projeto para transformar o polêmico asfaltamento da BR-319 em algo sustentável, um modelo de “estrada-parque”.

O projeto envolve iniciativas como controle de entrada e saída dos veículos na rodovia, postos fixos da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal ao longo do trajeto, um cinturão de unidades de conservação para conter a grilagem.

Também estão previstas 170 passagens de fauna (a maioria subterrâneas), que permitiriam aos animais ir de um lado ao lado sem atravessar a pista, com redes de proteção na estrada.

Com tudo isso, o ministério acredita que pode evitar mais pressões por desmatamento. Foram abertas conversas diretamente entre o ministro Renan Filho e Marina. As equipes técnicas de ambos estão trabalhando juntas em um grupo recém-criado.

De acordo com relatos feitos à CNN por interlocutores de Renan Filho, ele não pretende abrir divergência com Marina em torno da necessidade de uma Avaliação Ambiental Estratégica, mas manter sempre uma atitude de “cooperação absoluta”.

Marina, por sua vez, enfatizou que não facilitará nem dificultará o processo. “O Ministério do Meio Ambiente não facilita, nem dificulta. Nós até agilizamos, mas com qualidade”, disse a ministra.

“Essa avaliação é que vai dar a resposta. Nós temos um compromisso de desmatamento zero. Nós sabemos que a Amazônia não pode ultrapassar 25% de destruição, sob pena de ela entrar em processo de de savanização, nós sabemos que a Amazônia produz a água que é transformada em vapor e é responsável pelas chuvas da América do Sul.”

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

Mário Abrahim aditiva super contrato de asfalto em Itacoatiara

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O prefeito de Itacoatiara (a 175 quilômetros de Manaus), Mário Abrahim, acrescentou mais de R$ 2 milhões ao valor de um contrato milionário do município. O Extrato do Aditivo do Contrato nº 171/2021 foi assinado no dia 13 de maio e publicado na edição desta quinta-feira, 23, do diário da Associação Amazonense de Municípios (AAM). 

O primeiro contrato com a Costaplan Construções LTDA EPP foi firmado em novembro de 2021 e teria a duração de 390 dias, pouco mais de 1 ano. O valor inicial era de R$ 24,2 milhões e vem sendo aditivado desde então. A empresa, conforme documento, é responsável pela conservação e recuperação de ruas e avenidas em Itacoatiara. 

Veja:

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Divulgação

Marcelo Ramos se incomoda com apelido de ‘laranja’

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Em entrevista na última segunda-feira, 20, para a rádio BandNews, o pré-candidato Marcelo Ramos (PT) negou que seja o laranja de David Almeida (Avante) no pleito de 2024. Segundo informações de bastidores, o ex-deputado federal poderia concorrer à Prefeitura para ajudar o prefeito. 

O próprio Ramos incentivou os boatos, até nas redes sociais, ao utilizar uma gravata laranja, cor do Avante, em visita a Câmara Municipal de Manaus (CMM). 

“Se alguém acha isso, esqueceu de combinar comigo”, ironizou. 

Apesar da negativa e de falar que critica o prefeito David Almeida, o alvo de Marcelo Ramos tem sido o deputado federal Amom Mandel (Cidadania), que aparece bem posicionado nas pesquisas eleitorais, ou em primeiro ou em segundo lugar. Em comparação, Ramos tem pegado ‘bem mais pesado’ com Mandel do que com o prefeito de Manaus. 

Veja vídeo:

 

Da Redação 

Foto: Reprodução

SP de Olivença faz terceiro aditivo de contrato milionário

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O prefeito de São Paulo de Olivença (a 991 quilômetros de Manaus), Nazareno Martins, “O Gibe” (Republicanos), autorizou o extrato do 3º Termo de Aditivo de prazo de execução de obras e serviços de engenharia do Termo de Contrato nº 020/2022/PMSPO. O gestor contratou a empresa Rocal Engenharia, Consultoria e Projetos, inscrita no CNPJ nº 33.652.500/0001-67, pelo valor de R$ 6.280.356,00.

O objeto do contrato é a execução de obras e serviços de engenharia para contratação de empresa do ramo pertinente em serviços de pavimentação em concreto e drenagem superficial de ruas diversas em São Paulo de Olivença.

O prazo da execução do serviço será prorrogado por mais 240 dias, a contar da data da assinatura  do termo aditivo.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Promotor investiga suposto desvio de merenda na rede de ensino da Prefeitura de Manaus

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O promotor do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Marcelo Pinto Ribeiro, da 55ª Promotoria Especializada na Proteção e Defesa dos Direitos Humanos à Educação, instaurou Procedimento Preparatório para investigar suposto desvio de merenda escolar na Escola Municipal Joaquim da Silva Pinto, localizada no bairro Crespo, zona sul de Manaus.

De acordo com o despacho publicado no Diário Oficial do Ministério Público (DOMP-AM), emitido na edição do dia 22 de maio de 2024, o promotor considerou o esgotamento do prazo da Notícia de Fato a qual se referia à denúncia de irregularidades e suposto desvio de merenda escola na unidade de ensino.

“Considerando o esgotamento do prazo para a instrução da Notícia de Fato, instaurar Procedimento Preparatório para apurar suposta insuficiência per capita do cardápio escolar na EMEF Joaquim da Silva Pinto”, determina o promotor.

Reforma

Em abril de 2023, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), disse que reformou a unidade escolar por quase R$ 1 milhão. A unidade de ensino recém-inaugurada atende cerca de 520 estudantes dos Anos Iniciais e Finais, do Ensino Fundamental, bem como Educação de Jovens e Adultos (EJA).

 

 

Da Redação, com informações do MPAM

Foto: Reprodução

Seminário de Segurança Inovadora discute ordem pública a partir de experiências bem sucedidas no país

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Especialistas em segurança pública de todo o Brasil serão palestrantes no II Seminário de Segurança Inovadora, que acontecerá na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) hoje, 23, e amanhã, 24. Voltado a profissionais e a estudantes das áreas correlatas à segurança pública, o evento debaterá o tema a partir da apresentação de casos bem sucedidos na área.

“A primeira edição do Seminário, ocorrida em agosto de 2023, foi um grande sucesso e rendeu várias ações práticas, como a ida da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça a Tabatinga, para ouvir os prefeitos do Alto Solimões; agora estamos abordando mais diretamente experiências que sejam factíveis de implantação no na Amazônia e, em especial, no Amazonas, que ostenta índices vergonhosos de violência”, afirmou o parlamentar.

Planejamento do espaço urbano e design ambiental, municipalização de ações, combate ao crime organizado e aos narconegócios e capacidade de resposta rápida em caso de calamidades serão alguns dos temas a serem tratados durante os dois dias de evento.

Dan Câmara, que é presidente da Comissão de Segurança Pública da Aleam, promotora do simpósio, declarou que em 2024 haverá uma participação maior dos especialistas locais entre os palestrantes: “precisávamos trazer esse conhecimento da realidade amazonense e amazônica para as discussões, por isso convidamos uma série de autoridades que atuam no âmbito do estado, como o secretário de estado de segurança pública, coronel PM Vinicius Almeida, e o promotor Igor Starling, integrante do Centro de Apoio Operacional de Inteligência, Investigação e Combate ao Crime Organizado do Ministério Público estadual; será uma oportunidade de questionar as ações públicas e entender a dinâmica que as move”.

O deputado Comandante Dan destacou a prioridade recebida por parte da presidência do legislativo estadual: “deputado Roberto Cidade se tornou um aliado da segurança pública e nos concede todo o apoio à realização da empreitada”. O acesso à programação completa do evento e às inscrições acontecem de forma virtual, pela plataforma Sympla, pelo link https://www.sympla.com.br/2-seminario-de-seguranca-inovadora—seguranca-e-protecao-da-amazonia-desafios-e-boas-praticas__2450256 .

Já se inscreveram mais de 400 pessoas dos diversos seguimentos, segurança publica e defesa, acadêmicos e pessoas interessadas no tema.

 

 

Com informações da assessoria

Decisão do STF pode ser estendida a outros delatores e delatados e matar ‘lava jato’

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A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de anular todos os atos praticados no âmbito da “lava jato” contra o executivo Marcelo Odebrecht pode ser estendida a outros delatores, inclusive os demais 76 da empreiteira, e a delatados do caso.

Para isso, porém, eles devem provar que foram coagidos a firmar acordo de colaboração premiada ou que foram indevidamente prejudicados por termos celebrados mediante violação de direitos. Dessa forma, a decisão de Toffoli pode ser uma “pá de cal” na “lava jato”, na avaliação dos advogados ouvidos pela revista eletrônica Consultor Jurídico.

Em sua decisão, proferida na terça-feira (21/5), o ministro também determinou o trancamento de todos os procedimentos penais instaurados contra Marcelo Odebrecht, mantendo apenas o acordo de colaboração premiada firmado durante a “lava jato”. Ele entendeu que o Estado tem de cumprir os compromissos assumidos na delação.

O magistrado afirmou que procuradores e o ex-juiz Sergio Moro atuaram em conjunto, ignorando o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa “e a própria institucionalidade” em nome de objetivos “pessoais e políticos”, o que é inadmissível em um Estado democrático de Direito.

De acordo com Toffoli, os procuradores da “lava jato” e Moro atuaram em um “verdadeiro conluio” para inviabilizar o exercício do contraditório e da ampla defesa nos casos contra Marcelo Odebrecht. Segundo o ministro, o juiz e o MPF usaram ameaças a parentes do empresário, exigiram que ele renunciasse a seu direito de defesa como condição para obter liberdade e combinaram estratégias e medidas contra o réu.

Além disso, o ministro disse que os diálogos entre Moro e procuradores apreendidos na “operação spoofing” apontam que a parcialidade do ex-juiz “extrapolou todos os limites”, revelando um padrão de conduta condenável durante os anos de “lava jato”.

Extensão da decisão

A decisão de Toffoli pode, em tese, ser estendida a outros delatores e delatados, avalia Alberto Zacharias Toron, professor de Direito Processual Penal da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). Ele, no entanto, ressalta que isso deve ser examinado caso a caso. O criminalista também diz que a medida é um golpe fatal na “lava jato”.

“Os termos amplos da decisão do ministro Dias Toffoli representam a completa derrocada da ‘lava jato’. Nos termos em que foi lavrada, com sua amplitude, a decisão promove quase que uma declaração da integral ilegalidade da operação.”

Nessa mesma linha, o jurista Lenio Streck, professor de Direito Constitucional da Universidade do Vale do Rio dos Sinos e da Universidade Estácio de Sá, aponta que é preciso responsabilizar os lavajatistas por seus abusos.

“A decisão deverá ser estendida aos demais executivos. Veja-se o tamanho do estrago feito pela dupla Moro-Dallagnol/força-tarefa. A decisão de Toffoli coloca uma pá de cal no que resta do cadáver da ‘lava jato’. O que impressiona é que Moro e (Deltan) Dallagnol ainda não estejam sendo processados por todas essas ilegalidades. Veja-se o prejuízo financeiro que causaram. Segundo o próprio ex-procurador-geral da República Augusto Aras, foram mais de R$ 400 bilhões. A Justiça tem de ir atrás de Moro, Dallagnol e demais atores da ‘lava jato’. A decisão de Toffoli é o patamar a ser utilizado pelo Ministério Público para processar os envolvidos”

Luís Henrique Machado, professor de Processo Penal do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), faz a ressalva de que a decisão não se aplica automaticamente a todos os delatores e delatados da Odebrecht e da “lava jato” em geral.

“É necessário comprovar que o conluio entre o juiz e os procuradores afetou cada caso concreto. Divagações, conjecturas e ilações não são suficientes para se estender (a decisão) aos demais delatores. Deve haver a conexão dos fatos para a eventual alegação de nulidade.”

Na visão de Machado, a decisão do ministro “representa um freio de arrumação na operação ‘lava jato’”. “O trabalho em patota, entre MP e magistratura, não guarda qualquer correspondência com o Estado de Direito. Tofolli, acertadamente, fez o que tinha de ser feito.”

Em nome da segurança jurídica, os efeitos da decisão do ministro do Supremo só devem ser estendidos àqueles casos em que se verifiquem situação semelhante à de Marcelo Odebrecht e violações ao devido processo legal, destaca o criminalista Rogério Taffarello, professor da Fundação Getulio Vargas.

A sentença de Toffoli “representa uma das maiores derrotas para os métodos de alguns dos principais protagonistas da ‘lava jato’”, opina o advogado.

“Precisamos ter cuidado com generalizações, que têm sido muito comuns no debate público sobre o tema, e não se pode negar que houve e há, infelizmente, muita corrupção no país, a qual deve ser combatida, e não se pode recusar a relevância de muitos dos achados das investigações. Os meios não justificam os fins, porém, e uma das reflexões necessárias para o momento é que o enfrentamento à corrupção deve ser feito sem atalhos, respeitando-se o devido processo legal. Não se aplica a lei violando-se a lei, e em alguns casos parece ter havido uma aposta alta de alguns, que acabou dando errado no longo prazo.”

Caminho da decisão

No caso concreto julgado por Toffoli, os advogados Eduardo Sanz e Nabor Bulhões pediram que o ministro estendesse a Marcelo Odebrecht os efeitos da decisão na qual ele anulou todos os procedimentos da “lava jato” contra o ex-governador do Paraná e hoje deputado federal Beto Richa (PSDB).

Com base em diálogos da “operação spoofing”, a defesa de Richa — feita pelo advogado Rodrigo de Bittencourt Mudrovitsch — indicou que os procuradores da “lava jato” e Moro atuaram de forma coordenada para incriminar o então governador mesmo antes de haver denúncias contra ele.

Sanz e Bulhões sustentaram que as mensagens de Telegram entre lavajatistas revelaram a violação do princípio da imparcialidade. Isso ocorreu, conforme os advogados, mediante a “prática de fraude e conluio entre procuradores e juiz para manipular investigações, depoimentos, fatos, processos, acordos de colaboração e regras de competência em detrimento dos direitos fundamentais do peticionário Marcelo Bahia Odebrecht e de outros acusados em processos penais”.

Em setembro de 2023, Toffoli anulou todas as provas obtidas nos sistemas Drousys e My Web Day utilizadas a partir da leniência da Odebrecht na “lava jato”, em todas as esferas. A anulação decorreu da quebra da cadeia de custódia no manuseio do material, obtido antes da leniência por meio de cooperação internacional feita fora dos meios oficiais.

Arquivos problemáticos

Segundo o Ministério Público Federal, os sistemas My Web Day e Drousys eram utilizados pelo “setor de operações estruturadas” da Odebrecht. Dados desses sistemas foram usados para embasar ações penais contra o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas peritos da Polícia Federal admitiram que os documentos copiados do “setor de operações estruturadas” da Odebrecht podem ter sido adulterados.

Foram constatadas inconsistências, como o fato de que documentos que incriminavam Lula tinham data posterior à sua data de apreensão na Suíça. Também foi revelado em mensagens entre procuradores da “lava jato”, obtidas por hackers e apreendidas pela PF, que o material que embasou a acusação contra Lula em 2018 era transportado em sacolas de supermercado.

Em maio de 2023, o MPF paranaense destruiu, com autorização judicial, sete discos rígidos com as cópias dos sistemas da empreiteira, informações que foram extraídas em 2018 de uma cópia da Polícia Federal, cuja integridade era contestada.

O acordo de delação da Odebrecht — o maior da história da Justiça brasileira, envolvendo 77 executivos — foi homologado em 2017 e, apesar de fazer muito barulho, resultou em muitas nulidades e poucas condenações.

 

 

Com informações do Conjur