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Justiça solta influenciador acusado de estuprar 3 mulheres na igreja

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O Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca Barueri, em São Paulo, concedeu a liberdade para Victor Bonato, influenciador e líder evangélico preso há 56 dias, após ser alvo de acusações de violência sexual. 

As advogadas Graciele Queiroz e Samara Batista que defendem Victor Bonato, receberam a decisão com naturalidade e afirmaram que o próximo passo é demonstrar com toda prova já produzida e que ainda será produzida que Victor é inocente.

“Já está claro, até mesmo para a Justiça, a partir de uma análise criteriosa e ampla de todas as conversas entre Victor e as supostas vítimas, que as relações eram consensuais e, em muitas das conversas, as próprias mulheres davam inícios aos diálogos com conotações mais íntimas. A verdade será trazida aos autos e Victor será colocado na condição que lhe é de direito, a de inocente”, esclareceram as advogadas.

Entenda o caso
Victor Bonato, de 27 anos, faz parte do movimento evangélico “Galpão”, de Alphaville, em São Paulo. Sua prisão se deu há dois meses suspeita de estuprar três jovens que frequentavam o grupo que ele mesmo fundou há dois anos. Esse grupo tem como objetivo trazer para dentro da igreja pessoas distantes da palavra de Deus.

As três sedizentes vítimas, duas estudantes de medicina de 19 e 20 anos e uma empresária, de 24, se dirigiram, mês passado, até à Delegacia da Mulher de Barueri, para denunciar o influenciador que usava da sua “influência religiosa” para obrigá-las a ter relações sexuais com ele.

Como a polícia e o Ministério Público de São Paulo apontaram risco de fuga de Victor, a Justiça decretou a prisão no último dia 20 de setembro.

Um dia depois de ter sido denunciado, e na véspera de sua prisão, Victor retornou ao Instagram para compartilhar que estava se retirando da liderança do movimento e “tirando um tempo para me curar no Senhor”. No mesmo dia, o Galpão informou que Bonato não fazia mais parte do grupo religioso, mas sem mencionar as três acusações de estupro.

Henrique Souza, com informações de Léo Dias

Imagem: divulgação

Marina Silva é uma das 100 lideranças climáticas mais influentes do mundo

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A revista norte-americana Time nomeou nesta quinta-feira 16 a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), como uma das 100 lideranças climáticas mais influentes do mundo. 

A escolha ocorre dias depois da notícia de que a taxa de desmatamento na Amazônia atingiu a menor marca desde 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

O sistema Prodes apontou o desmatamento de 9.001 km² entre agosto de 2022 e julho de 2023, uma queda de 22,3% em relação ao período anterior, de agosto de 2021 a julho de 2022.

 

Henrique Souza, com informações de Carta  Capital

Imagem: divulgação

Ranking Folha: curso de Direito da UEA é o melhor do AM e universidade melhora desempenho

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O curso de Direito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) foi o mais bem avaliado entre as instituições de ensino do Amazonas listadas no Ranking Universitário Folha (RUF), divulgado nesta segunda-feira, 13. No ranking nacional, o curso está na 59ª posição.

Dentre as universidades, a UEA aparece entre as 100 melhores instituições do Brasil, na 90ª colocação. O resultado marca um avanço significativo desde o último ranking, lançado em 2019, em que a universidade aparecia no 104º lugar.

Segundo o reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, o destaque para o curso de Direito reflete os esforços do trabalho integrado realizado no âmbito da universidade com o objetivo de promover educação de qualidade na região Norte.

“Realizamos um trabalho intenso junto às unidades acadêmicas para fortalecer as ações de ensino dos cursos de graduação e pós-graduação. Essa é uma conquista que, sem dúvidas, simboliza um avanço significativo para a nossa comunidade acadêmica”, disse.

Ele explica, ainda, que o melhor desempenho da universidade em relação à última avaliação resume as ações da gestão superior realizadas em todas as áreas da universidade. “Ficamos felizes com esse salto positivo no ranking e seguimos com o objetivo de avançar ainda mais”, explicou.

O coordenador do curso de Direito da universidade, Prof. Dr. Ricardo de Albuquerque, explica que o resultado foi possível graças ao investimento da universidade no tripé de ensino, pesquisa e extensão.

“Temos trabalhado muito para que os alunos produzam e, além disso, nossa prática jurídica tem formado excelentes profissionais. É um curso que não somente ensina, mas incentiva a pesquisa e faz extensão com a comunidade e isso é muito importante”, comentou.

O diretor da Escola de Direito da UEA, Prof. Dr. Alcian Pereira, afirma que o resultado é extremamente positivo, por tratar-se de um cenário com mais de 1.000 cursos de Direito existentes no Brasil. “Recebemos essa notícia com alegria e serenidade, considerando que ainda podemos avançar e esse sempre é o nosso objetivo. Reflete os avanços institucionais na qualificação docente e fortalecimento da pesquisa, considerando reflexos nacionais e internacionais, nas ações e projetos de inovação”, completou.

Sobre o Ranking

Em sua nona edição, o ranking traz uma avaliação inédita de todas as 203 universidades ativas (públicas e privadas) e dos mais de 18 mil cursos presenciais oferecidos nas 40 carreiras de maior demanda do país. Desde 2012, a iniciativa classifica as melhores universidades e cursos. As instituições são avaliadas a partir de cinco indicadores: qualidade do ensino, pesquisa científica, mercado de trabalho, inovação e internacionalização.

As análises são desenvolvidas por uma equipe da Folha, a partir da coleta de dados em bases de patentes brasileiras, de periódicos científicos, do Ministério da Educação (MEC) e em pesquisas nacionais de opinião promovidas pelo Datafolha.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Foto: Divulgação 

Juízes federais passam a ter folga a cada três dias de trabalho

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Uma das primeiras resoluções aprovadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na gestão do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro, garantiu a equiparação dos benefícios recebidos por juízes e membros do Ministério Público.

A iniciativa permite, na prática, a extensão aos magistrados de adicionais pagos acima do teto remuneratório para promotores e procuradores. “No arranjo institucional brasileiro, não se admite situação de inferioridade da magistratura em relação ao Ministério Público”, defendeu Barroso quando a proposta foi colocada em votação.

Na época, procurado pelo Estadão, o CNJ informou que cada tribunal deveria analisar o impacto orçamentário, mas que não haveria gastos extras. “Não haverá aumento de orçamento de nenhum tribunal, que, caso precise fazer qualquer equiparação, terá que usar o orçamento já existente”, informou o Conselho Nacional de Justiça.

A mudança aprovada pelo CNJ, porém, abriu caminho para um novo benefício aos juízes, a licença por acúmulo de acervo e de função. Os magistrados podem tirar até dez dias de folga por mês ou receber o valor em dinheiro. O Conselho da Justiça Federal (CJF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicaram resoluções para validar o benefício. Outros tribunais podem seguir o exemplo.

Novas regras para a Justiça Federal

O texto aprovado pelo Conselho da Justiça Federal prevê que juízes e desembargadores federais que acumulem funções administrativas ou outras atividades processuais “extraordinárias” terão direito à licença “compensatória”.

“As despesas decorrentes da execução desta resolução correrão à conta das dotações orçamentárias consignadas à Justiça Federal no orçamento geral da União, observando os atos necessários para os ajustes de sistema”, diz a resolução.

O CJF é um órgão administrativo e de correição responsável por todos os Tribunais Regionais Federais – Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife e Minas Gerais. Com a resolução aprovada pelo colegiado, magistrados de primeira e segunda instância da Justiça Federal terão direito ao benefício.

Há mais de vinte funções consideradas para a concessão da licença na Justiça Federal:

– Coordenação da conciliação e dos juizados especiais federais na segunda instância;

– Direção de escola da magistratura;

– Participação em conselho de administração de tribunal;

– Direção de subseção judiciária ou de fórum federal;

– Coordenação da conciliação e dos juizados especiais na seção e subseção judiciária;

– Coordenação de Laboratório de Inovação e do Centro Local de Inteligência;

– Presidência, vice-presidência e corregedoria de Tribunal Regional Federal;

– Juízes auxiliares na presidência, vice-presidência e corregedoria de Tribunal Regional Federal;

– Participação no Conselho Nacional de Justiça e no Conselho Nacional do Ministério

– Secretário-Geral do Conselho da Justiça Federal;

– Juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça Federal;

– Diretor do Foro de Seção Judiciária;

– Corregedor judicial de penitenciária federal;

– Magistrado instrutor ou juiz auxiliar em Tribunal Superior ou conselho;

– Dirigente associativo.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgou nota informando que o Conselho da Justiça Federal atuou para “cumprir um preceito constitucional” reconhecido pelo CNJ. “Por isso, conferiu aos magistrados federais, a partir de 23 de outubro de 2023, algo que já era garantido aos membros do Ministério Público desde janeiro de 2023?, afirma a associação.

Novas regras no STJ

Uma resolução semelhante foi assinada pela ministra Maria Thereza de Assis Moura, presidente do Superior Tribunal de Justiça, para estender o benefício aos ministros e juízes da Corte. Ela também dirige o CJF.

Gabinetes com mais de 4,5 mil processos novos por ano serão considerados sobrecarregados e seus ministros e auxiliares poderão receber o benefício.

Já o acúmulo de função vale para quem ocupar os cargos de presidente e vice-presidente do STJ, corregedor nacional de Justiça, diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, juiz auxiliar e instrutor, além de ministros que participem de conselhos, grupos de trabalho e comissões temporárias e permanentes.

Magistrados que trabalharem temporariamente como auxiliares no STJ terão direito ao saldo do benefício, em folgas ou dinheiro, se voltarem aos tribunais de origem.

Auxílio-acervo

Os magistrados já têm direito a compensação por acúmulo de acervo. O CNJ aprovou o benefício em 2020, na gestão do ministro Dias Toffoli. O valor corresponde a um terço do subsídio do magistrado. 

 

Da Redação com informações de UOL e Globonews

Foto: Divulgação

Jander Barreto vai comprar R$ 940 mil em passagens para São Sebastião do Uatumã

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O prefeito de São Sebastião do Uatumã (a 246 quilômetros de Manaus), Jander Barreto (Republicanos), vai comprar R$ 940 mil em passagens rodoviárias e para transportes de cargas. O Extrato da Ata de Registro de Preços nº 46/2023 foi publicado na edição desta quinta-feira, 16, do diário oficial da Associação Amazonense de Municípios (AAM).

O valor corresponde a compra de mais de 6 mil passagens, com preços que variam entre R$ 130,00 e R$ 150,00. Já o transporte de carga é feito por volume. No caso, 200 que sairão ao preço de R$ 50,00 cada.  O trecho é entre Manaus e o município de Itapiranga. 

O documento foi assinado pelo Chefe do Executivo Municipal no dia 31 de outubro e o contrato tem vigência de 12 meses. 

A responsável é a Alcione de Souza Peixoto LTDA-EPP, inscrita no CNPJ sob o nº 08.258.509/0001-40. De acordo com o Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral da Receita Federal, a empresa tem sede em Itacoatiara e capital social de R$ XX. A atividade econômica principal é o “comércio varejista de combustíveis para veículos automotores” e o transporte de passageiros está listado como atividade secundária. 

Veja:

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Divulgação

Wilson Lima acompanha contratação de mais de 1,7 mil enfermeiros

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O governador Wilson Lima acompanhou, nesta quinta-feira, 16, a etapa final do processo de contratação de 1.721 profissionais de enfermagem que se cadastraram previamente conforme edital de convocação do Governo do Amazonas. O atendimento aos selecionados ocorre no Centro de Convenções Vasco Vasques, na zona centro-sul de Manaus.

Segundo o governador, com a medida, o serviço hoje prestado por empresas terceirizadas passará a ser executado por profissionais que farão parte do quadro de funcionários temporários do Estado a partir de 1º de dezembro.

“Estamos dando um passo importante. A gente tem trabalhado para melhorar a saúde e ela só melhora se a gente der, também, condições para quem está na ponta, se a gente der condições para o trabalhador. E a partir de 1º de dezembro, vocês (enfermeiros) efetivamente fazem parte do quadro do Estado do Amazonas e é compromisso do governador: o salário não vai mais atrasar“, garantiu Wilson Lima.

A contratação está autorizada pela Lei 6.472, de outubro deste ano, aprovada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e, também, pelo Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) 01/2023 firmado junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). A contratação também atende a demanda da categoria.

Nesta etapa final, os enfermeiros, que vão atuar em unidades de saúde da capital, farão a assinatura do contrato temporário que tem duração de até dois anos, com possibilidade de prorrogação por uma única vez pelo período de um ano. Com a vinculação direta à folha de pagamento da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), os profissionais passam a receber seus salários em dia.

O processo de contratação prioriza enfermeiros que atuavam na rede estadual de saúde por meio de empresas terceirizadas. E, ainda, profissionais contratados de forma temporária por conta da pandemia de Covid-19 e que já tiveram esses contratos encerrados. Agora, esses profissionais assinarão um novo contrato temporário com o Estado.

Assinatura do contrato

Os atendimentos para o processo de assinatura do contrato acontecem nesta quinta e na sexta-feira (16 e 17/11). No Vasco Vasques, foram disponibilizados 40 guichês para o atendimento, além do suporte da equipe jurídica.

Os 1.721 profissionais chamados para este processo de contratação temporária se somam aos mais de 800 já contratados pelo Estado por meio de concurso. Com isso, chega a 2,5 mil o número de profissionais que atuam na área de enfermagem nas unidades públicas, só na capital.

O secretário de Saúde, Anoar Samad, destaca que a determinação do governador Wilson Lima é garantir a melhoria na saúde do Amazonas, incluindo essa convocação para suprir as necessidades da rede de assistência.

“Isso é um avanço muito grande, ou seja, agora os funcionários que estão na ponta, que tocam o serviço, os enfermeiros que estão todo dia, não têm mais salário atrasado. A partir do dia 1º de dezembro, estará na folha de pagamento do Estado”, reforçou o secretário da SES/AM.

Também acompanharam o governador na agenda, os deputados estaduais Ednailson Rozenha, Thiago Abrahim e Cristiano D’Angelo, além de secretários do Estado e dirigentes sindicais da categoria da enfermagem.

Com informações da assessoria 

Foto: Divulgação/Secom

‘Dama do tráfico’ diz que ‘direita’ usa narrativa fictícia para prejudicar seu trabalho social

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Luciane Barbosa Farias, esposa de Clemilson Farias, o ‘Tio Patinhas’, tido como um dos líderes da facção Comando Vermelho no Amazonas, tem estampado a capa de portais e jornais de todo país com a alcunha de ‘dama do tráfico’, em alusão ao crime pelo qual seu marido cumpre pena no sistema prisional do estado.

A referência, segundo o Estadão, também está relacionada ao fato de Luciane já ter um voto favorável à sua condenação por lavagem de dinheiro e manipulação de recursos financeiros oriundos de facções criminosas.

Luciane nega e diz ser inocente. Ela alega que se tornou alvo de polêmica na última semana, quando fotos de visitas dela ao Ministério da Justiça foram replicadas, por uma narrativa da ‘direita’ que busca perseguição política e que não enxerga o trabalho social que desenvolve entre os presos e egressos do sistema carcerário.

“O fato de eu ser casada com uma pessoa que cumpre pena no sistema prisional não me faz ter essa alcunha. Isso é uma perseguição política. Estão usando a minha imagem e meu nome para atacar o governo e eu não compactuo com isso”, defendeu-se, alegando ainda estar sofrendo “extremo” constrangimento pelo apelido recebido.

Luciane, em entrevista ao programa Meio Dia com Jefferson Coronel, falou ainda sobre a mídia a chamar de “condenada” e destacou que o processo que ela responde ainda não foi transitado em julgado para que ela seja criminalizada por algum ato.

“Até que se prove o contrário, sou inocente”, frisou.

Luciane destacou que o Instituto que preside é mantido por meio de doações e frisou que nunca usou dinheiro ilícito. Segundo ela, nem mesmo verba oriunda do tráfico de drogas executado pelo marido.

Visitas ao Ministério da Justiça

Luciane nega ter quais contatos – e-mails ou telefones – de secretários e/ou ministros do Governo Federal. Ela confirmou que em uma de suas visitas viu, de longe, o ministro Flávio Dino, titular da pasta, mas ressaltou que nunca conversou com ele.

Luciane contou que as visitas foram articuladas por uma terceira pessoa, que a ajudou a montar o Instituto Liberdade, uma associação que ajuda familiares, internos e egressos do sistema prisional.

Inclusive, Luciane contou que a ida a Brasília teve o intuito de entregar um dossiê feito pelo departamento jurídico da associação “com informação de familiares que a procuraram pedindo socorro” pelo tratamento dispensando aos apenados das cadeias do Amazonas.

Ela, que também aparece em imagens com outros parlamentares, disse que esteve na Câmara Federal no intuito de encontrar alguém que “abraçasse sua pauta”.

“Estão acusando o homem injustamente. Reitero que não fui tratar de pauta pessoal ou do meu marido, mas da minha instituição”, disse.

 

Da Redação O Poder

Foto:Reprodução

Helder nega, mas população do PA mostra drama com as queimadas

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Há cerca de um mês a população da região metropolitana de Belém está sendo sufocada pela fumaça e pela péssima qualidade do ar. O horizonte está turvo devido à poluição atmosférica.

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), tem desconsiderado os dados indicados pelo monitoramento de satélites do Inpe e minimiza a situação. No entanto, no início deste mês o Ministério Público Federal (MPF) cobrou respostas da Administração Pública acerca das queimadas que estão acontecendo no estado.

Para quem transita para Belterra, basta olhar na direção mais distante (e, em alguns casos, é bem distante mesmo) do fim de plantações ou de pastos para perceber a mesma visão turva. Nos “retões” da BR-163, onde se vê a floresta ao longe, a visão é igual. O cheiro de fumaça também. Isso tudo é mais um resultado da ação humana irresponsável que, ao remover desenfreadamente a floresta nativa, alterou o ciclo das chuvas na região.

Segundo moradores da região, nenhuma autoridade faz nada. A população denuncia ainda que órgãos de fiscalização não atendem às denúncias.

Uma internauta de Santarém, por exemplo, publicou um vídeo onde, numa manhã na região do Lago Grande, mostra a situação da seca em meio ao fumaceiro. Ela mostra centenas de peixes mortos, o nível baixo das águas dos rios e, também, a falta de visibilidade para a navegação por conta das fumaças das queimadas. Veja:

 

Da Redação O Poder 

Foto: Reprodução 

STF veda transformação de cargos de motorista e agente socioeducativo do Acre em policial penal

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O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucionais trechos de emendas à Constituição do Estado do Acre que autorizavam a transformação de cargos públicos de motorista penitenciário e agente socioeducativo em cargos de policial penal e permitiam o aproveitamento de servidores temporários nos quadros da Polícia Penal. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7229, na sessão virtual encerrada em 10/11.

Sem equivalência

Para a Associação dos Policiais Penais do Brasil (Ageppen-Brasil), autora da ação, a transposição de cargos para carreira com natureza e atribuições distintas e o aproveitamento de servidores temporários nos quadros da Polícia Penal ofendem a regra constitucional do concurso público.

Agentes socioeducativos

Para a maioria do colegiado, todas as alterações são inconstitucionais. O relator, ministro Dias Toffoli, ressaltou que os agentes socioeducativos e os policiais penais desempenham atribuições de natureza diversa, e os requisitos para ingresso também são diferentes. Os agentes atuam nas atividades de prevenção e educação, nos termos do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). Já os policiais penais são responsáveis por atividade repressiva de natureza policial, e sua carreira integra o Sistema de Segurança Pública no âmbito estadual.

Temporários

Quanto ao aproveitamento de servidores contratados em caráter temporário com mais de cinco anos de serviço contínuo e ininterrupto nos quadros da Polícia Penal, Toffoli explicou que é vedado ao servidor temporário passar a ocupar cargo efetivo e a ter estabilidade sem prévio concurso público.

Motoristas

No caso dos motoristas, prevaleceu o voto do presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso. A seu ver, as carreiras de motorista penitenciário e policial penal também têm atribuições e exigências para provimento distintas. Enquanto a primeira demanda nível médio, a de policial penal exige nível superior. Essa situação viola o artigo 37 da Constituição Federal, que exige a aprovação em concurso para a investidura em cargo ou emprego público.

Acompanharam esse entendimento as ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber (aposentada) e os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Luiz Fux.

Similitude

O ministro Dias Toffoli ficou vencido nesse ponto. Ele considerava válida a transformação em razão da similitude entre algumas atribuições, como condução de veículos e proteção de cargas transportadas, além da identidade de remuneração. Ainda segundo seu entendimento, a lei complementar estadual que disciplina a carreira de policial penal ressalvou a condição dos agentes que fizeram concurso de nível médio, assegurando-lhes quadro próprio na carreira.

Os ministros André Mendonça e Nunes Marques votaram no mesmo sentido.

 

 

Com informações do STF

Foto: Divulgação

Sub judice, eleição do Crea é marcada por batalha judicial

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As Eleições Gerais do Sistema Confea/Crea e Mútua, marcadas para esta sexta-feira, 17, via internet de 8h às 19h, (horário de Brasília), está sub judice e pode ser suspensa a qualquer momento. Caso ocorra, há risco de ser anulada se as denúncias de irregularidades no pleito deste ano, no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM).

A afirmação é do advogado Rodrigo Ramos, representante da chapa “Crea Para Todos”. O profissional confirmou, com exclusividade ao Portal O Poder, nesta quinta-feira, 16, que entrou com uma Ação Ordinária na Justiça Federal para pedir a liminar de suspensão da eleição, além de acionar a Policia Federal.

“São coisas distintas porque a responsabilidade criminal deve ser apurada por meio de um inquérito policial, então entramos com uma denúncia no Ministério Público Federal e uma Notícia Crime na Polícia Federal. Já na terça-feira, véspera do feriado, eu entrei com uma Ação Ordinária na Justiça federal, no plantão civil, pedindo uma tutela antecipada a liminar de suspensão da eleição e de outros pedidos”, enfatizou.

O advogado afirmou, ainda, que recebeu inúmeras denúncias de irregularidades no Crea-AM e, por conta disso, formalizou a denúncia no MPF.  Segundo o advogado, desde a eleição anterior ocorreram denúncias graves.

“Houve baixas de boletos de profissionais, ou seja, os profissionais não estavam pagando os boletos e se tornavam adimplentes para votar. Isso é uma prática que ocorreu na eleição de 2020 e que acreditamos que está ocorrendo agora. Isso tudo já é objeto de um inquérito na Polícia Federal, que está em andamento”, afirmou.

Novas irregularidades

Rodrigado Ramos denunciou, ainda, que em apenas alguns meses deste ano foram gastos mais de R$ 1,5 milhão somente com diárias. “Em nove meses foram gastos R$ 1,5 milhão só em diárias para funcionários e colaboradores que nem mesmo atuam no Crea, mas receberam mais de R$ 1 milhão para viagens ao interior. Muitas dessas diárias são destinadas para a candidata Alzira Miranda, apoiada pela gestão atual. Isso foi levantado dentro dessas denúncias e também nessa Ação”, informou.

Curso de Segurança do Trabalho

Ainda de acordo com o delegado, entre as irregularidades está também a criação de um curso de Segurança do Trabalho para que mais profissionais fossem habilitados para votar na chapa apoiada pela atual gestão. “O técnico de Segurança do Trabalho é o único curso de nível técnico que vota nas eleições do Crea. Acreditamos que não teria tempo hábil para realização desse curso, que tem a duração, conforme anunciado pela própria instituição, o Iemac, de 18 meses. E não há nada no site que comprove efetivamente que esses cursos ocorreram. Esse curso provavelmente não ocorreu e foram dados diplomas para vários profissionais que estão hoje aptos a votar na eleição do Crea”, alfinetou.

Rodrigo Ramos disse, ainda, que entre esses profissionais o que é estranho é que vários são funcionários do Crea. “Existem funcionários do Crea, que ganham entre R$ 15 mil, R$ 19 mil e R$ 20 mil, concursados há 20 anos que, estranhamente, esse ano se tornaram técnicos em Segurança do Trabalho. Fazendo uma consulta nessas inscrições, vários funcionários e parentes dos funcionários entre filhos, irmãos e mães de colaboradores, viraram técnicos de Segurança do Trabalho. Até o dono do Iemac e o filho viraram Técnicos de Segurança do Trabalho e estão inscritos no Crea para a votação deste ano”, afirmou.

Cadastro irregular

A votação que vai definir a nova diretoria do Crea será toda pela internet, via e-mail, das 8h às 19h (horário de Brasília). Na avaliação do advogado Rodrigo Ramos, nesse segmento de votação também poderão ocorrer irregularidades.

“Com as denúncias que recebemos, fomos verificar os cadastros desses profissionais e dez estão cadastrados no Crea com o mesmo e-mail. Ou seja, as eleições desse ano vão ser pela internet. Se existem dez profissionais diferentes cadastrados com o mesmo e-mail, um só e-mail vai receber dez links. O fato é, no mínimo, estranho, porque uma pessoa só vai poder votar dez vezes”, denunciou.

 

 

Da Redação