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Helder se esquiva de responsabilidade ao ser questionado sobre queimadas na Amazônia

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Ao participar da ‘sabatina’ no programa Roda Vida, da TV Cultura, o governador Helder Barbalho (MDB) fugiu pela tangente, alegando desconhecer os dados monitorados via satélite e que indicam dados sobre as queimadas no Pará e que têm causado prejuízos à Amazônia em geral, incluindo Manaus que, nas últimas semanas ficou encoberta por fumaça.

A jornalista Manu Delgado, da Plataforma Samaúma, citou um post nas redes sociais da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em que ela afirma que a fumaça na capital amazonense vem, principalmente, de incêndios no território paraense, que ocorrem em unidades privadas, em assentamentos e unidades de conservação.

No entanto, sem dar credibilidade aos dados monitorados via satélite, Helder Barbalho minimizou a situação, indicando que a região amazônia teve redução de 2,6 mil km² no desmatamento entre 2022 e 2023.

Ele alegou ainda que a soma do Pará e do Amazonas nessa redução foi de 1,5 mil km², dando as estados a principal contribuição pela redução do número de queimadas apresentado pelo governo federal.

Assista ao trecho da entrevista:

 

Da Redação O Poder

Foto: Reprodução/ TV Cultura

Aleam fará audiência pública sobre contaminação de poços artesianos em Parintins

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A contaminação do lençol freático em 22 poços artesianos de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) compromete a qualidade da água consumida pela população. Há metais pesados entre amônia, nitrato e alumínio, além de outros elementos químicos cancerígenos.

A situação voltou a ser tema de debate nesta terça-feira, 14, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). O presidente da Comissão de Geodiversidde, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Aleam, deputado Sinésio Campos (PT), anunciou que a comissão vai realizar audiência pública no próximo dia 4, em Parintins, com a participação dos órgãos competentes para tentar resolver um problema de poluição das águas, que já dura décadas no município.

“A Cosama revelou uma análise de 22 poços que operam de forma irregular devido às elevadas concentrações de amônia, ferro, nitrato e alumínio, além da detecção de coliformes fecais. É dever do município de Parintins cuidar do saneamento básico. A água é vetor de saúde, mas também de doenças”, cobrou.

De acordo com Sinésio, a poluição de poços artesianos não é algo exclusivo de Parintins e também vem acontecendo em outras localidades. “Eu sou presidente desta Comissão de Saneamento, fizemos audiências públicas com UEA e Ufam sobre a qualidade da água do em Parintins. Em 2018 tivemos audiências em Amaturá, Jutaí, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos”, explicou.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Wilson Lima vistoria início de obras de recuperação viária na comunidade Coliseu

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O governador Wilson Lima (União Brasil), acompanhado do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), vistoriou, na segunda-feira, 13, o início das ações do Programa Asfalta Amazonas na comunidade Coliseu I, na zona leste de Manaus. Com investimento de R$ 12,6 milhões, os trabalhos vão contemplar mais de 20 ruas da área que fica no bairro no bairro Jorge Teixeira, com asfaltamento e outros serviços.

Segundo o governador, a urbanização dessas áreas significa levar dignidade e respeito aos moradores. “Na hora que a gente coloca o asfalto a gente traz uma série de benefícios, com o asfalto vai ser possível entrar uma viatura da polícia militar aqui pra atender uma ocorrência, a autoestima do morador melhora, vai terminar aquele poeiral, aquele lamaçal quando chove”, destacou.

Na ocasião, o governador também destacou que o Governo do Amazonas já aplicou mais de R$ 2 bilhões em investimentos para revitalização de vias e sistemas viários em todo o Estado. Só para Manaus, os recursos totalizam quase R$ 245 milhões em obras executadas. Desses, R$ 181, 8 milhões foram repassados à prefeitura municipal e outros R$ 63,2 milhões executados diretamente pelo Governo do Estado.

A comunidade Coliseu vai receber a aplicação de cinco quilômetros de asfalto em 22 ruas, com previsão de conclusão para ainda este ano.

“Hoje nós estamos recebendo uma infraestrutura que vem do Governo do Estado. É uma das coisas que os moradores sempre pediram, essa parceria agora do governador Wilson Lima. O coração dessas pessoas, hoje, transborda a alegria. Essa infraestrutura vai melhorar em tudo, vai valorizar os imóveis, o trânsito vai melhorar, é muito gratificante e muito louvável para nós”, disse o líder comunitário Raimundo Lima.

Os serviços incluem terraplanagem, base e sub-base, pavimentação asfáltica, passeio externo (calçada) e sinalização (pintura de rua e placas).

“Esse é um investimento extremamente importante para a comunidade. Dialogando com os moradores, eles relatam que nessa rua não vem Uber, não entram ônibus, então isso dá a eles acesso à cidadania.”, destacou o coordenador executivo da UGPE/Sedurb, Leonardo Barbosa.

Participaram da agenda com o governador, o vice-governador Tadeu de Souza; o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Roberto Cidade, e outros representantes da Casa legislativa; o presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Caio André; e outros vereadores, além de secretários e gestores do Estado.

Balanço

O Governo do Amazonas conta com três convênios de repasses feitos diretamente ao Município: no Asfalta Manaus 1 foram repassados R$ 100 milhões; para o Asfalta Manaus 2, foram R$ 50 milhões; e no Asfalta Manaus 3 mais R$ 31,8 milhões.

No interior, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), por meio da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) foram firmados R$ 328,1 milhões em convênios com prefeituras de 25 municípios para a execução de obras de melhorias viárias.

Já a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), conta com 99 obras concluídas ou em andamento em 55 municípios, com investimentos que ultrapassam R$1,5 bilhão para a revitalização de cerca de 998,3 quilômetros de vias.

“O impacto disso para as pessoas é importante. Infraestrutura é um serviço essencial e conduz todas as outras áreas, seja médica, educacional, porque ela permite livre circulação, dignidade e que as pessoas possam ter o direito de ir e vir”, avaliou o secretário da Seinfra, Carlos Henrique Lima.

 

 

Da Redação, com informações da Secom

Foto: Divulgação

Cassado, Denarium ignora crise e abre as portas do Palácio Hélio Campos para homenagear Arthur Lira

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Roraima – Cassado e alvo de diversas polêmicas como crise financeira e um pedido de empréstimo que vai endividar Roraima por 10 anos, o governador Antonio Denarium ignora a população roraimense e abre as portas do Palácio Hélio Campos, sede do Governo, para homenagear a alta cúpula do Progressistas.

Com cerimônia regada a um almoço e presença de políticos locais, assessores e secretários do primeiro escalão do Governo de Roraima, Antonio Denarium homenageou com a medalha de Ordem ao Mérito Forte São João, a maior honraria do Estado, o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, o senador pelo Piauí e presidente nacional da sigla, Ciro Nogueira, além da senadora pelo Mato Grosso Tereza Cristina e o deputado federal pelo Rio de Janeiro, Doutor Lourinho.

“O Estado de Roraima sempre foi muito solícito e acolhedor, e terá, na Câmara Federal, enquanto eu for presidente, sempre os cuidados necessários para desenvolvimento sustentável equilibrado e justo”, disse Lira durante a homenagem.

O evento ocorre em meio à crise financeira anunciada pelo Estado, um pedido de empréstimo que envidará Roraima por muitos anos, julgamento de novo pedido de cassação no Tribunal Regional Eleitoral protocolado pelo MDB, além das obras inacabadas, investigações de todos os contratos da Secretaria de Saúde determinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Foto: Divulgação 

Pesquisas fakes surgem em período pré-eleitoral

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A menos de um ano para a eleição para prefeitos e vereadores em todo o Brasil, começam a surgir pesquisas fakes com nomes de candidatos que aparecem na primeira posição e usando o nome de institutos confiáveis.

Na segunda-feira, 13, foi divulgada uma pesquisa falsa sobre a disputa em Boa Vista do Ramos (a 270 quilômetros de Manaus). O estudo usava o nome da Pontual Pesquisas, que alcançou credibilidade ao acertar os resultados das intenções de votos nos últimos pleitos.

A boa reputação da Pontual Pesquisas é usada para realizar pesquisas fakes e, muitas vezes, portais são induzidos ao erro por informações de pré-candidatos que repassam dados falsos. Nos estudos da Pontual Pesquisas sempre constam os dados exigidos pela lei eleitoral, com números estatísticos, período da coleta, número da mostragem e método utilizado.

Os números publicados foram atribuídos à Pontual Pesquisas, o que foi negado pelo diretor Eric Barbosa ao garantir que não fez pesquisa no município citado.

Fake News

A pesquisa fake para as eleições municipais de 2024 em Boa Vista do Ramos aponta como candidatos Alexandre Ribeiro, Jarlen CB e Júnior Andrade.

 

 

Da Redação O Poder

Foto: Reprodução

TRE marca julgamento de pedido de cassação de Denarium protocolado pelo MDB para o dia 22 deste mês

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Roraima – Cassado no dia 14 de agosto deste ano, o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), enfrenta o julgamento de um novo pedido de cassação. A Representação Especial, que pede a cassação, inelegibilidade e multa, protocolada pelo MDB, entrou na pauta de julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do dia 22 deste mês.

No documento, a sigla, que tem Romero Jucá como presidente do Diretório Regional de Roraima, alega que o Programa Bem Morar foi usado como benefício eleitoral para o governador cassado nas eleições de 2022.

No ano de 2021, no mês de outubro, o governador lançou o programa e prometeu reformar residências de pessoas de baixa renda. No início do ano eleitoral de 2022, inclusive, o governador percorreu diversas residências dessas possíveis beneficiárias e garantiu que iria aumentar o montante do recurso a ser investido para o Bem Morar para a reforma de mil casas mensalmente.

O MDB alega, ainda, na ação que o Governo violou legislação eleitoral por meio de promoção social em publicidades às vésperas das eleições ao anunciar no início de 2022 que os primeiros serviços de reformas estavam em fase final e, desta forma, novos interessados poderiam se cadastrar.

Cassação

Por quatro votos a favor e três contra, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) cassou os mandatos do governador de Roraima, Antonio Denarium, e do vice-governador, Edilson Damião, no dia 14 de agosto.

O processo de julgamento da cassação de Denarium começou com uma denúncia protocolada pelo diretório regional do partido Avante. Segundo a acusação, o governador é suspeito de distribuir cestas básicas em um ano eleitoral, com o intuito de obter vantagens nas eleições.

Conforme a denúncia, o Governo de Roraima uniu dois projetos sociais, “Renda Cidadã” e “Cesta da Família”, por meio da Lei nº 1.639, de 24 de janeiro de 2022. Esta fusão resultou em um aumento no número de beneficiários de 10 mil para 50 mil pessoas. O partido Avante argumenta que isso afetou a igualdade de condições entre os candidatos nas eleições.

Foto: Divulgação

PF faz operação no AM e em mais quatro Estados nesta terça-feira

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A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal e com a cooperação do Ministério do Trabalho, deflagrou na manhã de hoje, 14, a Operação Illusio no combate a organização criminosa que atua na falsificação e contrabando de cigarros de marcas paraguaias, descaminho de maquinário utilizado na fabricação de cigarros, tráfico de pessoas, trabalho escravo, falsificação e uso de documentos falsos, crime contra as relações de consumo, crime contra os registros de marcas e lavagem de dinheiro.

Está sendo cumprida medida de sequestro de bens e valores, contra 38 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas, num total de R$ 20 milhões.

Mais de 165 policiais federais estão cumprindo 11 mandados de prisão preventiva, 13 mandados de prisão temporária e 35 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da Justiça Federal em Belo Horizonte/MG, em residências, galpões e empresas nas cidades de Manaus/AM, Capim Grosso/BA, Belo Horizonte/MG, Divinópolis/MG, Itaúna/MG, Nova Lima/MG, Nova Serrana/MG, Pará de Minas/MG, Pitangui/MG, São Gonçalo do Pará/MG, Barueri/SP, Carapicuíba/SP, Indaiatuba/SP, Osasco/SP, Santana de Parnaíba/SP, São Caetano do Sul/SP, São Paulo/SP, Taiuva/SP e Nova Ipixuna/PA.

A partir de investigação realizada pela Polícia Federal e acompanhamento do esquema criminoso pela Receita Federal foi possível identificar toda a cadeia de produção dos cigarros clandestinos na região de Divinópolis, além de toda a organização criminosa envolvida no esquema de fabricação de cigarros paraguaios falsos.

Foi revelado que a quadrilha, chefiada por um empresário de Barueri/SP, cooptava trabalhadores no Paraguai, os quais eram trazidos para fábricas clandestinas no Brasil, na região de Divinópolis/MG, onde eram submetidos a condições de trabalho análogas à escravidão, com a liberdade tolhida, permanecendo reclusos, sob vigília, e incomunicáveis, por vários meses, no interior dos estabelecimentos. Tinham, ainda, seus telefones confiscados e eram impedidos de ter qualquer acesso ou contato com o mundo exterior. Eles sequer sabiam o local em que se encontravam, pois eram conduzidos até as fábricas com olhos vendados.

A distribuição dos cigarros falsos era feita em caminhões com a ocultação destes produtos, atrás de cargas de calçados produzidos na região de Nova Serrana/MG.

Os presos responderão por um ou mais dos seguintes crimes elencados com as respectivas penas máximas: organização criminosa – 8 anos, contrabando de cigarros – 5 anos, descaminho de maquinário – 4 anos, tráfico de pessoas – 8 anos, trabalho escravo – 8 anos, falsificação e uso de documento particular falso – 5 anos, crimes contra as relações de consumo – 5 anos e lavagem de dinheiro – 10 anos.

O nome se refere a ILUSÃO, uma vez que os cigarros falsificados eram vendidos ao consumidor final como se fossem cigarros contrabandeados, ou seja, produzidos no Paraguai.

 

 

Com informações da PF

Foto: Divulgação

Entenda como esposa de líder do Comando Vermelho se encontrou com assessores de Dino

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Secretários e assessores do Ministério da Justiça, chefiado pelo ministro Flávio Dino, receberam dentro do prédio da Pasta uma integrante do Comando Vermelho duas vezes neste ano, revelou o Estadão nesta segunda-feira, 13. A mulher é Luciane Barbosa Farias, 37, conhecida como a “dama do tráfico amazonense”.

O ministério alegou que ela fora levada para reuniões sem conhecimento prévio da administração e sustentou desconhecer a relação de Luciane com a organização criminosa.

O que se sabe dos encontros?

Segundo apurou o Estadão, Luciane esteve, no dia 19 de março, com Elias Vaz, que é secretário Nacional de Assuntos Legislativos de Flávio Dino. Dois meses depois, em 2 de maio, ela se encontrou com Rafael Velasco Brandani, titular da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

A mulher entrou no Ministério da Justiça como presidente da Associação Instituto Liberdade do Amazonas (ILA), criada no ano passado. A ILA diz atuar como uma ONG em defesa dos direitos dos presos. Mas, segundo a Polícia Civil do Amazonas, a organização atua em prol dos detentos ligados ao Comando Vermelho e é financiada com dinheiro do tráfico de drogas.

Velasco chegou ao posto no Ministério da Justiça a convite do ministro Flávio Dino e trabalhou com o ministro quando ele era governador do Maranhão. É da responsabilidade da Senappen o controle da política do governo federal para o setor prisional do País.

Já Elias Vaz foi anunciado por Dino como integrante da equipe do Ministério da Justiça durante o período de transição para o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Vaz foi vereador de Goiânia entre 2001 e 2018. Naquele ano, elegeu-se deputado federal pelo PSB, partido do ministro, cargo que exerceu até o ano passado.

Numa postagem no Instagram, Luciane escreveu ter levado a Velasco e a outras autoridades do ministério “denúncias de revistas vexatórias” no sistema prisional amazonense. Ela também teria apresentado um “dossiê” sobre “violações de direitos fundamentais e humanos” supostamente cometidas pelas empresas que atuam nas prisões do Estado.

Preso desde dezembro, o criminoso também tinha um grande poderio militar, de acordo com um relatório da inteligência policial amazonense. Segundo as investigações, as suas ações seriam apoiadas pela cúpula do Comando Vermelho e pelo narcotraficante Gelson de Lima Carnaúba, condenado a mais de 190 anos de prisão por uma chacina no Amazonas.

Tio Patinhas já posou para foto ao lado de uma metralhadora antiaérea calibre .30, armamento com potência para abater aeronaves e atravessar veículos blindados. O traficante também é apontado como o financiador de uma fuga de 35 presos do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) em maio de 2018.

O que disse Dino e o Ministério da Justiça?

Em uma nota enviada ao Estadão, o Ministério da Justiça afirmou que atendeu um pedido de agenda da Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim), que teve a presença de várias advogadas. Segundo a pasta, Luciane não foi a requerente da audiência e que a presença de acompanhantes é de “responsabilidade exclusiva da entidade requerente e das advogadas que se apresentaram como suas dirigentes”.

“Sobre atuação do Setor de Inteligência, era impossível a detecção prévia da situação de uma acompanhante, uma vez que a solicitante da audiência era uma entidades de advogados, e não a cidadã ‘mencionada no pedido de nota. Todas as pessoas que entram no MJSP passam por cadastro na recepção e detector de metais”, concluiu o ministério da Justiça na nota que pode ser conferida na íntegra no final desta reportagem.

Em uma postagem no X (antigo Twitter) nesta segunda-feira, 13, Dino afirmou que não conhecimento das reuniões realizadas na Pasta entre seus secretários e Luciane. O ministro jogou a responsabilidade para Elias Vaz, que disse que a faccionada estava como uma “acompanhante” que “se limitou a falar sobre supostas irregularidades no sistema penitenciário”.

Qual foi a reação do Congresso Nacional?

No Congresso Nacional, parlamentares pediram nesta segunda-feira que Dino seja convocado a prestar esclarecimentos, investigado e, até mesmo, impichado em razão das reuniões entre a integrante do Comando Vermelho e os seus assessores.

Em conversa com o Estadão, o senador e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro (União-PR) disse que considera “muito estranho” que pessoas ligadas a organizações criminosas se sintam confortáveis em visitar o atual Ministério da Justiça.

“Gera alguma preocupação pessoas ligadas a organizações criminosas se sentirem à vontade para fazer visitas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Normalmente isso não é usual”, disse Moro.

Os deputados federais Kim Kataguiri (União-SP) e Paulo Bilynskyj (PL-SP) entraram com pedidos para convocar Dino. Kataguiri também irá pedir o impeachment do ministro e Bilynskyj solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o caso.

O deputado Amon Mandel (Cidadania-AM) afirmou que providencia uma denúncia crime sobre as visitas de Luciane ao prédio do Ministério da Justiça. “Que inteligência é essa do ministério? Se eles não estão preparados dentro da sua própria estrutura, como combatem o crime organizado no resto do país?”, questionou o parlamentar em suas redes sociais.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou que irá entrar com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra Flávio Dino para que seja investigada uma “possível associação ao Comando Vermelho”.

Leia a nota do Ministério da Justiça na íntegra

“No dia 16 de março, a Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL) atendeu solicitação de agenda da ANACRIM (Associação Nacional da Advocacia Criminal), com a presença de várias advogadas.

A cidadã mencionada no pedido de nota não foi a requerente da audiência, e sim uma entidade de advogados. A presença de acompanhantes é de responsabilidade exclusiva da entidade requerente e das advogadas que se apresentaram como suas dirigentes.

Por não se tratar de assunto da pasta, a ANACRIM, que solicitou a agenda, foi orientada a pedir reunião na Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

A agenda na Senappen e da ANACRIM aconteceu no dia 2 de maio, quando foram apresentadas reivindicações da ANACRIM.

Não houve qualquer outro andamento do tema.

Sobre atuação do Setor de Inteligência, era impossível a detecção prévia da situação de uma acompanhante, uma vez que a solicitante da audiência era uma entidades de advogados, e não a cidadã mencionada no pedido de nota.

Todas as pessoas que entram no MJSP passam por cadastro na recepção e detector de metais.”

 

 

Com informações do Terra

Foto: Reprodução 

Em Fórum de Governadores, Roberto Cidade ressalta integração regional para Segurança Pública

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O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), participaram  do 26º Fórum dos Governadores da Amazônia Legal que reuniu, no Centro de Convenções Vasco Vasquez as principais lideranças na região Norte,  para debater sobre Segurança Pública e, conjuntamente, fazer o lançamento do Plano Específico de Segurança para a Amazônia.

Durante o evento, governadores e ministros do Governo Federal assinaram termos de cooperação técnica que devem favorecer todos os entes federados da Amazônia Legal.

“A Assembleia Legislativa é um ente importante nesse processo de construção e fortalecimento regional e não poderíamos deixar de participar desse debate. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante participaram conosco, conheceram as principais demandas dos Estados e se comprometeram, formalmente, a sanar problemas pontuais e comuns aos estados da Amazônia Legal”, afirmou.

Tendo como pauta principal a Segurança Pública, durante a Assembleia Geral do Fórum dos Governadores foram assinados termos de cooperação técnica que estabeleceram a criação de dois polos de Segurança Pública. Um com enfoque na segurança nacional da região e outro com foco na segurança internacional da Amazônia.

“Os dois polos de segurança terão Manaus como sede. A previsão de investimentos, iniciais, é de R$ 480 milhões. Os polos serão coordenados pelo presidente do Consórcio Amazônia Legal (CAL), o governador do Pará, Helder Barbalho”, falou o deputado.

Na área de Segurança Pública foram assinados quatro convênios que preveem investimentos em equipamentos e ferramentas de inteligência, com o objetivo de fortalecer a atuação dos órgãos de segurança no combate de crimes ambientais e tráfico de drogas nas regiões de fronteiras.

Junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional foi assinado um acordo de cooperação técnica para pactuação de uma agenda de desenvolvimento regional, com foco em projetos de bioeconomia.

A Amazônia Legal abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão.

Plano Amas

Os termos de cooperação técnica na área de Segurança Pública fazem parte do Plano Amas (Amazônia: Segurança e Soberania), que tem como principal objetivo enfrentar crimes, sobretudo, os ambientais.

O Plano Amazônia tem previsão orçamentária de R$ 2 bi e deve ampliar a segurança nos nove estados da Amazônia Legal. O montante deve ser empregado na implantação de estruturas, compra de viaturas, armamentos, helicópteros, caminhonetes, lanchas blindadas e outros equipamentos.

Por meio do Plano, o Governo Federal deve implementar 34 novas bases integradas de segurança – Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Forças Estaduais, sendo 28 bases de segurança terrestres e seis fluviais. Além disso, o Plano vai instituir a Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança Pública e a estruturação e o aparelhamento do Centro de Cooperação Policial Internacional da Polícia Federal, ambos com sede em Manaus.

Há a possibilidade, através do Plano Amas, de que a faixa de fronteira do Brasil com os países vizinhos seja estendida em pelo menos 100 quilômetros. Essa extensão representa a área em que as forças armadas estariam autorizadas a atuar, visando intensificar a proteção ambiental e combater os crimes na região.

 

 

Da Redação, com informações da Aleam

Foto: Divulgação

Base de David Almeida apela para ‘bandeira branca’ na CMM

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Em meio ao clima tenso que se instalou entre a Câmara Municipal de Manaus (CMM) e o prefeito David Almeida (Avante) por causa do bloqueio das contas da Casa Legislativa, o vereador Marcel Alexandre (Avante) e líder do partido do prefeito, “desfilou” com uma bandeira branca pelo plenário pedindo paz na sessão desta segunda-feira, 13. (Vídeo ao final da matéria).

“Essa Casa é a caixa de ressonância de nossa sociedade, e eles esperam que tenhamos equilíbrio e espírito de justiça, sobretudo, nesse tempo de crise da seca que estamos enfrentando. Paz nesse plenário, paz nos argumentos, paz palavra e naquilo que invade o nosso lar. Paz para Manaus, Paz para o Amazonas, Paz nos gabinetes. Nós precisamos de paz e podemos governar com paz. Somos mensageiros da paz; somos cristãos e aqui ninguém nega a sua essência cristão, e quem não é ou assume, respeita profundamente. E não podemos destoar no exercício de nosso mandato o espírito da paz e da harmonia”, discursou o vereador.

A primeira sessão após a polêmica do bloqueio e, consequentemente, desbloqueio de contas, foi tomada por críticas, de ambos os lados, sobre o posicionamento dos parlamentares na votação que rejeitou o empréstimo da Prefeitura.

Secretário convocado 

O presidente da CMM, vereador Caio André (Podemos), apresentou o requerimento nº 19.137, de autoria da Mesa Diretora da Casa, convocando o titular da Secretaria Municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), Clécio da Cunha Freire, para esclarecimentos sobre o bloqueio das contas da CMM, ocorrido entre quarta e quinta-feira, 8 e 9 de novembro. Além dele, também foram convocadas a subsecretária de Orçamento e Projetos da Semef, Kerliley Karla Capucho e a servidora da pasta que efetuou o bloqueio.

O requerimento recebeu pedido de vistas conjuntas dos vereadores Gilmar Nascimento (Avante), Capitão Carpê (Republicanos) e William Alemão (Cidadania).

“O que houve foi um crime contra a Constituição da cidade de Manaus. A Câmara não conseguiu fazer nenhum movimento financeiro e orçamentário, porque o sistema foi bloqueado. O próprio sistema demonstra que uma funcionária da Semef bloqueou o acesso da Câmara ao seu sistema financeiro”, disse Caio André.

“A Câmara Municipal de Manaus não entrou em guerra com a Prefeitura ou com o prefeito. O que nós queremos é apurar esta invasão de competência, este crime que aconteceu contra a autonomia orçamentária e financeira deste poder”, acrescentou o parlamentar.

 

Da Redação

Foto: Divulgação