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Base de David Almeida apela para ‘bandeira branca’ na CMM

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Em meio ao clima tenso que se instalou entre a Câmara Municipal de Manaus (CMM) e o prefeito David Almeida (Avante) por causa do bloqueio das contas da Casa Legislativa, o vereador Marcel Alexandre (Avante) e líder do partido do prefeito, “desfilou” com uma bandeira branca pelo plenário pedindo paz na sessão desta segunda-feira, 13. (Vídeo ao final da matéria).

“Essa Casa é a caixa de ressonância de nossa sociedade, e eles esperam que tenhamos equilíbrio e espírito de justiça, sobretudo, nesse tempo de crise da seca que estamos enfrentando. Paz nesse plenário, paz nos argumentos, paz palavra e naquilo que invade o nosso lar. Paz para Manaus, Paz para o Amazonas, Paz nos gabinetes. Nós precisamos de paz e podemos governar com paz. Somos mensageiros da paz; somos cristãos e aqui ninguém nega a sua essência cristão, e quem não é ou assume, respeita profundamente. E não podemos destoar no exercício de nosso mandato o espírito da paz e da harmonia”, discursou o vereador.

A primeira sessão após a polêmica do bloqueio e, consequentemente, desbloqueio de contas, foi tomada por críticas, de ambos os lados, sobre o posicionamento dos parlamentares na votação que rejeitou o empréstimo da Prefeitura.

Secretário convocado 

O presidente da CMM, vereador Caio André (Podemos), apresentou o requerimento nº 19.137, de autoria da Mesa Diretora da Casa, convocando o titular da Secretaria Municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), Clécio da Cunha Freire, para esclarecimentos sobre o bloqueio das contas da CMM, ocorrido entre quarta e quinta-feira, 8 e 9 de novembro. Além dele, também foram convocadas a subsecretária de Orçamento e Projetos da Semef, Kerliley Karla Capucho e a servidora da pasta que efetuou o bloqueio.

O requerimento recebeu pedido de vistas conjuntas dos vereadores Gilmar Nascimento (Avante), Capitão Carpê (Republicanos) e William Alemão (Cidadania).

“O que houve foi um crime contra a Constituição da cidade de Manaus. A Câmara não conseguiu fazer nenhum movimento financeiro e orçamentário, porque o sistema foi bloqueado. O próprio sistema demonstra que uma funcionária da Semef bloqueou o acesso da Câmara ao seu sistema financeiro”, disse Caio André.

“A Câmara Municipal de Manaus não entrou em guerra com a Prefeitura ou com o prefeito. O que nós queremos é apurar esta invasão de competência, este crime que aconteceu contra a autonomia orçamentária e financeira deste poder”, acrescentou o parlamentar.

 

Da Redação

Foto: Divulgação

STF invalida critérios de promoção a membros da Defensoria no Amazonas

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No plenário virtual, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucionais, de forma unânime, critérios estabelecidos em leis estaduais para promoção por antiguidade de procuradores e defensores públicos.

As leis, segundo ministro relator, Nunes Marques, estabeleciam requisitos que não coadunavam com disposições da legislação Federal. S. Exa. entendeu que os Estados usurparam do poder de competência legislativa suplementar.  

Caso

O então PGR, Augusto Aras, ajuizou ADIns contra leis orgânicas estaduais que fixam critérios de desempate para promoção por antiguidade de MPs e Defensorias Públicas. Majoritariamente, as legislações questionadas previram maior tempo de serviço público como critério a ser seguido.

Aras alegou que a CF prevê iniciativa privativa do Presidente da República para a propositura de normas gerais de organização dos MPs e Defensorias estaduais. Ainda, sustentou que a CF também submete à LC de iniciativa do PGR a disciplina da organização, atribuições e do estatuto de cada órgão.

Argumentou, com relação aos MPs, que a lei orgânica nacional do MP (lei 8.625/93) admite como critério de apuração da antiguidade para promoção e remoção, apenas a atuação na entrância ou categoria. Por isso, eventual adoção de outros critérios criaria privilégio e preferência infundadas, violando princípios de igualdade e isonomia. 

Quanto às Defensorias, Aras sustentou que a União já exerceu competência constitucional ao editar a LC 80/94, a qual organiza a DPU, a Defensoria Pública do DF e dos Territórios e prescreve normas gerais para a organização das DPEs.

Ministério Público

As ADIns 7.279, 7.292 e 7.311 questionavam, respectivamente, dispositivos das leis do Paraná, Rio Grande do Norte e Maranhão que estabeleceram critérios diversos para a promoção de procuradores por antiguidade.

Ministro relator Nunes Marques, em voto, entendeu que, o art. 128, §5º da CF e a lei orgânica nacional do MP (lei 8.625/93) designam à União a competência para propor normas gerais de organização dos MPs, e que cabe aos Estados a edição de leis orgânicas de estruturação dos órgãos subnacionais.

Exa. ressaltou que, conforme art. 61 da lei 8.625/93, lei orgânica estadual regulamentará o regime de remoção e promoção dos membros do MP observada a antiguidade na entrância e o merecimento pela atuação do membro em toda a carreira, prevalecendo critérios de ordem objetiva, considerando-se sua conduta, operosidade e dedicação no exercício do cargo, presteza e segurança das manifestações processuais.

Ainda, o relator pontuou que ao parquet é aplicável, no que couber, por simetria, o disposto no art. 93 da CF, relativamente às regras de promoções dos juízes. 

Ao analisar as LCs estaduais, o ministro verificou que elas incluíam dentre os critérios de apuração da antiguidade o “maior tempo de serviço público estatal”. Cotejando tal exigência com a previsão das normas gerais, ministro Nunes Marques percebeu que o preceito não encontra correspondência na lei Federal, revelando, portanto, vício formal. 

O ministro também apontou vício material nas LCs, entendendo que nelas há distinção desproporcional entre membros do MP, em ofensa a isonomia. Para Nunes Marques, o maior tempo de serviço público não é critério idôneo para aferir antiguidade, independente da esfera, sem considerar a atividade anteriormente desempenhada. 

A norma, disse o ministro, não contempla membros do MP que tenham atuado no serviço público Federal, municipal ou em outros Estados, bem como aqueles que trabalharam na iniciativa privada. 

Ao final, modulou os efeitos temporais de declaração de inconstitucionalidade da norma estadual para preservar a validade de atos de remoção e promoção praticados com base na lei impugnada até a publicação da ata de julgamento da ação. 

Defensorias Públicas 

Nas ADIns 7.294, 7.314 e 7.316, relativas, respectivamente aos estados do Amazonas, São Paulo e Sergipe, ministro Nunes Marques, também votou pela inconstitucionalidade das leis complementares estatais.

Segundo voto do ministro, a EC 80/14 estendeu à Defensoria as previsões dos arts. 93 e 96, II da CF relativos aos princípios do estatuto da magistratura e à iniciativa legislativa privada para dispor acerca da organização institucional (art. 134, §4º, CF). Dessa forma, entendeu o ministro, os critérios de promoção dos membros das defensorias também seguem, por simetria, os critérios de promoção dos magistrados.  

A LC 80/94, ao estabelecer as normas gerais de organização das defensorias estaduais, dispôs no art. 116, §2º, que as promoções por antiguidade serão apuradas na categoria e determinada pelo tempo de efetivo exercício nelas. Comparando a disposição da LC com as leis estaduais questionadas, o ministro identificou que:

  • A LC amazonense determinou que a lista de antiguidade deveria contemplar o tempo no serviço público estadual e no serviço público geral.
  • A LC paulista estabeleceu que o tempo de serviço público seria o critério de desempate para fins de remoção a pedido. Além disso, determinou que, para promoção, a lista de antiguidade deveria contemplar o tempo de serviço na classe, na carreira e no serviço público.
  • A LC sergipana, a seu turno, determinou que a lista de antiguidade de membros da DPE contemplaria o tempo de serviço na categoria, na carreira, no serviço público estadual e geral. Quanto à remoção a pedido, considerou como critério de desempate o tempo de serviço público estadual e geral.

Assim, Nunes Marques entendeu que essas determinações não encontram paralelo na lei Federal, excedem limites de competência legislativa suplementar estatal, e invadem competência da União. 

Também para a situação das Defensorias, o ministro verificou a inconstitucionalidade material, pois as leis criavam distinção desproporcional entre membros da DPE, em afronta ao princípio da isonomia.

 

Da Redação com informações do site Migalhas

Foto: Divulgação

Governo do Amazonas inaugura estação de tratamento de água para atender 25 mil pessoas de comunidades ribeirinhas de Parintins

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O governador Wilson Lima entregou, no sábado, 11, uma Estação de Tratamento de Água Móvel (Etam), do programa Água Boa, para atender comunidades ribeirinhas afetadas pela estiagem no município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus). A entrega da estação faz parte da Operação Estiagem 2023.

A estação tem capacidade de armazenamento de 30 mil litros de água por dia e funciona instalada em uma balsa equipada para coletar a água e realizar imediatamente o tratamento, fornecendo água de qualidade para os moradores.

Entre as comunidades beneficiadas com o programa Água Boa, em Parintins, estão Boa Vista Cristo Rei, São José do Itaboraí, Imaculada Conceição, Menino Deus, São Vicente e outras situadas nas adjacências.

“Nós estamos colocando uma unidade, que é um purificador de água dentro de uma embarcação, que vai ficar em pontos estratégicos. É itinerante, onde as comunidades próximas podem ir lá com o seu galão e pegar água potável pronta para beber”, destacou o governador Wilson Lima.

Para o secretário executivo da Defesa Civil, coronel Francisco Máximo, a Estação de Tratamento de Água Móvel entregue, neste sábado, tem o objetivo de facilitar a rotina de moradores da região, que enfrentavam dificuldades para conseguir acesso a água potável.

“A Etam que está vindo para cá tem uma capacidade de fornecer 30 mil litros de água por dia, beneficiando cerca de 25 mil pessoas”, disse Francisco Máximo.

Nas comunidades mais distantes, a inauguração da Estação de Tratamento de Água Móvel foi comemorada. Eliane Silva, 38, é moradora da Menino Deus e levava duas horas andando para conseguir água tratada.

“Fica difícil para a gente vir buscar água tratada aqui. Com a entrega que o governador está fazendo vai melhorar muito. O ‘Água Boa’ vai vir na porta da minha casa”, disse a moradora Eliane Silva, moradora da comunidade Menino Deus.

Projeto Água Boa

Idealizado e implementado na gestão do governador Wilson Lima, a partir de 2019, o projeto Água Boa conta com unidades implantadas pela Defesa Civil do Amazonas e  Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama).

Atualmente, a Defesa Civil contabiliza, aproximadamente, 400 purificadores instalados em 52 municípios do estado.

Por parte da Cosama, atualmente há 33 Sistemas do Água Boa em 31 comunidades em 14 municípios. A estrutura dos sistemas possui duas caixas d’água com purificadores por onde é feito o processo de tratamento da água após ser captada dos rios, com capacidade de atender até 1.000 famílias por dia.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

FOTOS: Arthur Castro/Secom

PF investigou fraudes ao INSS no Amazonas nesta segunda-feira

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Conforme divulgou o Portal O Poder no início desta segunda-feira, 13, a <span;>Polícia Federal deflagrou a Operação Fragmentos na capital amazonense. Cerca de 30 policiais federais foram mobilizados para dar cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão (nas residências dos investigados), bem como a outros cinco mandados de prisão temporária.

A reportagem do Portal O Poder acompanhou a operação da PF no bairro Osvaldo Frota, zona Norte de Manaus.

Os trabalhos policiais contaram com apoio da Coordenação de Inteligência da Previdência (COIMP), vinculada à Secretaria Executiva do MPS. Ainda estão sendo executadas outras medidas judiciais, como sequestro de veículos, cancelamento de benefícios e bloqueio de ativos.

O objetivo da ação é desarticular associação criminosa que atua na obtenção fraudulenta de Benefícios de Prestação Continuada ao Idoso, junto ao INSS. A apuração da PF aponta que os investigados estão envolvidos na obtenção fraudulenta de benefícios assistenciais de amparo ao idoso, mediante a apresentação de documentos falsos, em nome de pessoas fictícias. Durante as investigações, foram apurados, pelo menos, 52 benefícios com indícios de fraude. Os prejuízos à União foram calculados no montante aproximado de R$ 5 milhões.

Estão sob investigação os crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, uso de documento falso, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas superam 30 anos de reclusão.

Alguns dos investigados se utilizam de diversos documentos de identificação falsificados para a obtenção fraudulenta de benefícios assistenciais. O nome da operação faz alusão ao filme “Fragmentado”, que conta a história de um criminoso que que se reconhece com mais de 20 identidades diferentes por conta de um transtorno de personalidade.

Durante o cumprimento de um dos mandados, foram encontradas diversas caixas de cigarro de origem estrangeira, inseridos ilegalmente em território nacional, o que resultou na prisão em flagrante, de um dos investigados, pelo crime de contrabando.

Da Redação O Poder

Foto: Portal O Poder

Denúncia sobre falta de vacina meningocócita faz MP investigar Prefeitura de Manacapuru

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A promotora Karla Cristina da Silva Reis acatou a denúncia sobre uma suposta falta da vacina meningocócita, em Manacapuru, e instarou um procedimento administrativo para acompanhar o caso. A vacina meningocócita é usada em pacientes acometidos pela meningite do tipo C.

A decisão data do dia 1⁰ de novembro e foi publicada no diário eletrônico do Ministério Público do Amazonas (MP-AM).

Pela decisão da promotora, o Procedimento Administrativo n⁰ 040.2023.000147, instaurado por meio da Portaria 2023/0000103.900.01, visa acompanhar o Plano de Imunização em Manacapuru, quanto à disponibilidade de vacinação e cumprimento do calendário vacinal obrigatório nos anos de 2023/24.

A Prefeitura, administrada por Beto D’Ângelo (MDB), tem 15 dias para informar ao MP dados quanto à demanda da ausência das vacinas, indicando se o problema foi solucionado e, ainda, se está sendo executado e cumprido a contento. Veja a Portaria:

 

Da Redação O Poder 

Ilustração: Portal O Poder

David Bemerguy autoriza gastos de quase um milhão com ‘rancho’ e água em Benjamin Constant

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O prefeito de Benjamin Constant (a 1.119 quilômetros de Manaus), David Bemerguy (MDB), autorizou gastos que chegam a quase um milhão de reais em dois contratos assinados no último dia 6 de novembro. O valor será direcionada a uma única empresa.

Os extratos das cartas de contratos foram publicados no diário eletrônico da Associação Amazonense de Municípios (AAM).

Apenas o contrato que informa a aquisição de cestas básicas indica o caráter emergencial. No entanto, não há indicativos de quantas cestas serão compradas pela prefeitura.

O fornecimento das cestas básicas será feito pela empresa Amazon Administradora e Empreendimentos (CNPJ 26.002.200/0001-77) sob o valor de R$ 599.126,00.

O segundo contrato refere-se a “aquisição de água mineral com capacidade de 5 litros”. Neste contrato, a empresa receberá da gestão Bemerguy o valor de R$ 298.329,00.

Da Redação O Poder

Ilustração: Portal O Poder

Aleam considera temas debatidos em Conferência da Unale como positivos

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Os deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) consideram positiva a 26ª Conferência da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), que aconteceu de 8 a 10 no Ceará, e na troca de experiências com parlamentares de todo o Brasil. Este ano, o evento foi realizado pela Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).

Foram abordados temas relevantes como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente, protagonismo das casas Legislativas e as prerrogativas parlamentares, além de questões como comunicação digital e inteligência artificial na atividade parlamentar.

Entre os deputados que representaram a Aleam no evento, Adjunto Afonso (União Brasil), destacou os temas debatidos relacionados as prerrogativas parlamentares, que foi abordado durante a conferência e as necessidades que os deputados estaduais têm de garantir esses direitos.

“Foi entendido que a gente vai agora a a partir desta conferência vai buscar lá na Câmara Federal e no Congresso Nacional as nossas prerrogativas. Eu vejo que esse é o principal assinto tratado e interessa a todos nós”, destacou.

Já o deputado Sinésio Campos (PT) afirmou a importância do evento e os benefícios para os estados da Amazônia. De acordo com Sinésio a conferência é a oportunidade de trocar experiências e expor a realidade das populações Amazônidas para o Brasil.

“Conhecemos muito bem a importância da Unale, mas sobre tudo, o olhar que tem ser feito dos estados federativos e o olhar diferenciado para a Amazônia”, disse.

Sobre a participação dos deputados do Amazonas, João Luiz (Republicanos), considerou necessária para que houvesse uma colaboração por intermédio dos parlamentares que integram a diretoria da Unale.

“Tenho a certeza que essa participação é de suma importância e é o Amazonas colaborando com o Brasil”, destacou.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

Juíz com preguiça usa Chatgpt para criar sentença e erra

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está investigando um caso inédito na magistratura brasileira: uma sentença assinada por um juiz federal, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que, na verdade, foi feita por meio de Inteligência Artificial, via ChatGPT.

A sentença, proferida em uma ação trabalhista, foi baseada em jurisprudências inventadas pelo ChatGPT. O advogado da parte derrotada na ação descobriu a fraude e reclamou ao tribunal.

O juiz, que não foi identificado, não pareceu ficar muito envergonhado. Transferiu a responsabilidade para um servidor do seu gabinete. Chamou o ocorrido de “mero equívoco (…) decorrente de sobrecarga de trabalho que recai sobre os ombros dos juízes que integram o TRF-1”.

A corregedoria do tribunal arquivou o caso, mas o CNJ reabriu a investigação. O órgão quer apurar se houve má-fé do juiz ou se ele foi apenas vítima de um erro do servidor.

O caso levanta uma série de questões sobre o uso de Inteligência Artificial na Justiça. Por um lado, a IA pode ajudar a reduzir a sobrecarga de trabalho dos juízes e a garantir uma maior celeridade no julgamento das ações. Por outro lado, é preciso garantir que a IA seja usada de forma responsável e ética.

O CNJ deve emitir um parecer sobre o caso em breve. O parecer poderá orientar outros tribunais sobre o uso de Inteligência Artificial na Justiça.

Duda Ramos dispara novas críticas a Denarium, mas “acordo de paz” deve ser fechado ainda esta semana

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Roraima – Em novo vídeo com críticas ao ex-aliado governador cassado Antonio Denarium (PP), publicado na manhã desta segunda-feira, 13, o deputado federal Duda Ramos (MDB) volta a chamar atenção para gastos milionários do Governo em grandes eventos sem transparência.

O parlamentar inicia o vídeo chamando a atenção dos seus seguidores para o fato do Instituto Brasileiro de Cidadania e Ação Social (Ibras), responsável pela organização da Expoferr, ser há poucos anos de propriedade de uma ex-servidora da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

“No final deste vídeo, você tira suas conclusões. Uma associação de judô, que já existia há 19 anos e agora em 2022, foi comprada pela uma funcionária pública e de uma hora para outra começa a faturar um montante absurdo de dinheiro”, inicia.

Ramos afirma que a empresa já abocanhou quase R$ 30 milhões apenas este ano. O parlamentar classifica o tramite como obscuro. “Somente este ano já foram quase 30 milhões de reais. E o mais obscuro de tudo isso, que é sem licitação. Essa é a história da instituição privada que recebeu quase 10 milhões para realizar o Arraial do Anauá e com uma estrutura precária”, dispara.

O parlamentar garante que o Sistema Eletrônico de Informação está restrito para informações sobre o contrato do Governo de Roraima com o Ibras. “Se você entrar no SEI agora, que é o Sistema Eletrônico de Informação, que é usado para dar mais transparência ao dinheiro público, você vai ver que essa informação encontra-se restrita. Eu sou a favor de shows e eventos e da valorização do artista local, mas contudo que sejam valores reais”, disse.

Além disso, o parlamentar afirma que, enquanto o Governo gasta milhões em eventos sem a devida transparência, a Saúde do Estado está precária. “A saúde no Estado está precária, poucos médicos, falta remédio e ainda temos a maternidade de lona, que é desumano com as mulheres grávidas e com os funcionários que trabalham ali. Mas isso eu vou falar no próximo vídeo”.

Acordo?

Nos bastidores do Palácio Hélio Campos, sede do Governo de Roraima, fontes afirmam que um acordo de paz entre Denarium e Duda está sendo articulado devido ao estrago feito pelo parlamentar na imagem do Governo em declínio de Antonio Denarium.

Foto: Divulgação 

DNIT suspende contratação de empresa para construir ponte do rio Curuçá

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O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) divulgou, no Diário Oficial da União (DOU), a suspensão do Pregão Eletrônico nº 317/2023, da licitação supracitada no DOU em 28 de julho de 2023. O documento é referente à contratação de empresa que, conforme divulgou o Portal O Poder, é especializada na prestação dos serviços de supervisão de obras de reconstrução.

A obra seria a nova ponte no rio Curuçá, no quilômetro 23, além da reconstrução parcial e reforço nas fundações da ponte de concreto sobre o rio Autaz Mirim, no quilômetro 24 da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho).

A medida foi anunciada no DOU desta segunda-feira, 13, pelo chefe do Serviço de Cadastro e Licitação Substituto, Denival Falcão da Hora Júnior. As obras estão sob a jurisdição da Superintendência Regional do DNIT no Amazonas.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro