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Presidente da Câmara assume prefeitura de Alto Alegre após vereadores aprovarem afastamento de interina

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Roraima – Na última sexta-feira, 10, em sessão extraordinária, vereadores da Câmara de Alto Alegre aprovou, por unanimidade, o afastamento da vice-prefeita Simone Elisabete Friedrich. Desta forma, Valdenir Magrão (MDB), assume a prefeitura.

O afastamento da interina ocorre devido a condenação do prefeito Pedro Henrique Machado (PSD) e Simone terem sido cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por abuso de poder econômico e político.

Na sessão, os vereadores cassaram o mandato. Enquanto isso, desde o dia 8 deste mês, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa o recurso da defesa da chapa de Pedro Henrique.

Pedro Henrique estava afastado da prefeitura desde o mês de agosto por decisão do Tribunal Regional Federal, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal, que investiga fraude em licitações.

Foto: Divulgação 

Filha de juíza manda PM retirar viatura para ela estacionar. Veja vídeo

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Uma mulher, que afirmou ser filha de uma juíza, ameaçou policiais militares para que conseguissem uma vaga para ela estacionar Em vídeo (veja acima) gravado por um dos policiais durante a abordagem ela ainda desafia os militares a prende-la.

“Sou filha da juíza da Vara de Infância e Juventude, só queria um lugar para parar, sem confusão”.

Segundo informações a mulher é a médica psiquiatra Paula Gonçalves Carneiro, filha da juíza Vilma Lúcia Gonçalves Carneiro, da Vara da Infância e Juventude da cidade.

A reportagem entrou em contato com ela, mas as ligações foram recusadas. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que “acompanha a apuração do caso e só irá se manifestar posteriormente”.

PM contou que durante conversa com a mulher, os policiais a explicaram que havia um estacionamento disponível na mesma rua, onde ela poderia estacionar. No momento, ela se exaltou e disse “até agora não arrumaram a minha vaga para parar, me dá um carregador, me dá meu celular que vou tirar uma foto deles e mandar para mamãe”.

Veja Vídeo 

Veja video completo

Nota PM

“A Polícia Militar de Minas Gerais, esclarece que, na noite de sábado, dia 13/08/2022, na cidade de Ubá, enquanto realizavam patrulhamento pelo centro da cidade de Ubá, um veículo ocupado por duas mulheres, parou na rua, sendo que a carona, desembarcou, solicitando aos policias militares que retirassem a viatura policial, para que, assim, a motorista pudesse estacionar o veículo.

Durante conversa com a cidadã, os policiais a explicaram que havia um estacionamento disponível na mesma rua, onde ela, facilmente, poderia estacionar, momento em que ela informa ser filha de uma juíza de direito da comarca do município. Contudo, a referida mulher se exaltou, demonstrando insatisfação com a solução apresentada pelos militares, insistindo para que retirassem a viatura.

Durante o fato, a mulher abriu a porta da viatura, sentando-se no banco traseiro. Utilizando a técnica policial de verbalização, os policiais militares, juntamente à sua amiga, condutora do veículo, conseguiram convencê-la a se retirar da viatura policial, não sendo necessário o uso de força”.

Redação O poder com informações de G1
Imagem: Divulgação 

PF realiza operação na manhã desta segunda-feira

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A Superintendência da Policia Federal do Amazonas realiza operação na manhã desta segunda-feira, 13, pelas principais ruas de Manaus. Duas viaturas deixaram agora a sede da PF e o órgão ainda não divulgou quais serão os alvos da operação.

Neste momento os agentes da PF estão no Conjunto Osvaldo Frota, Zona Norte de Manaus, quando a partir das 6h entraram em uma das casas do residencial.

Maiores informações em instantes.

Augusto Costa, para O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro

Justiça Federal manda retirar invasores de terra indígena no interior do Amazonas

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A Justiça Federal no Amazonas mandou retirar “ocupantes não-índios” e “invasores” de uma terra indígena em Autazes, no interior do estado. A decisão é do juiz federal Ricardo Sales.

A terra foi demarcada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) há 11 anos, mas o procedimento foi contestado por ruralistas da região.

O juiz, no entanto, reconheceu o processo de demarcação e determinou que a Funai promova os atos necessários à finalização da demarcação, promovendo, ainda, a necessária retirada dos ocupantes da área.

“Determina-se, ainda, a imediata cessação, interrupção, ficando proibida a implantação de qualquer atividade destruidora, poluidora ou potencialmente poluidora nas terras indígenas identificadas na inicial – ou em seu entorno – que coloquem em risco (concreto ou potencial) não apenas o meio-ambiente, mas também o modo de vida ou a cosmovisão dos integrantes das comunidades silvícolas do referido território, salvo se autorizado pelo Congresso Nacional, com prévia oitiva dos indígenas”, diz a decisão.

Por fim, o magistrado também mandou que a Polícia Federal abra um inquérito para identificar aqueles que cometeram crimes ambientais na área indígena.

“Não é demais relembrar que nos termos da Constituição, ‘o aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra […]'”.

Para cumprir a determinação, o juiz mandou intimar pessoalmente a procuradora geral da república em exercício, Elizeta Ramos, o ministro da justiça, Flávio Dino, e a ministra do meio ambiente, Marina Silva, além dos presidentes da Funai, Ibama e o superintendente da PF no Amazonas.

Da Redação, com informações G1

Foto: Reprodução

Rogério Marinho ataca isenção de petróleo na ZFM

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O senador e líder da Oposição, Rogério Marinho (PL-RN), disse que o dispositivo aprovado junto à reforma tributária que permite importar petróleo e derivados sem impostos pela Zona Franca de Manaus (AM) será prejudicial a outros Estados. Ele avaliou que deve haver um movimento de mudança de empresas para o Estado em busca do benefício. O principal resultado, diz, é que o governo federal perderá arrecadação.

“Isso vai dar uma vantagem comparativa ao Amazonas extraordinária em relação aos outros Estados brasileiros. Se eu fosse importador ou exportador, fechava meus negócios em São Paulo, no Rio, e iria me estabelecer na Zona Franca. E o governo vai perder arrecadação”, afirmou.

Rogério Marinho tem 59 anos e está em seu 1º mandato como senador. Influente na bancada, assumiu o posto de líder da Oposição. Antes, foi secretário de Trabalho e Previdência, ministro do Desenvolvimento Regional e deputado federal por 3 mandatos.

O mecanismo foi revelado. O relator da reforma no Senado foi o amazonense Eduardo Braga (MDB-AM). O texto aprovado no Senado viabiliza que o setor de petróleo obtenha novos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (AM). Atualmente, as atividades de óleo, combustíveis e lubrificantes estão excluídas do benefício que isenta a importação de mercadorias pela região.

Ao manter os incentivos tributários para a Zona Franca na legislação, o relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), retirou essa vedação ao setor. Na prática, os importadores de derivados poderão trazer combustíveis via Manaus de forma mais barata que no resto do país. Pela legislação vigente (lei 14.183/2021), a importação de mercadorias estrangeiras na Zona Franca é isenta do Imposto de Importação e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), mas há um rol de atividades que não recebem esse benefício. São elas:

“Excetuam-se da isenção fiscal armas e munições, fumo, bebidas alcoólicas, automóveis de passageiros, petróleo, lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo, e produtos de perfumaria ou de toucador, preparados e preparações cosméticas, salvo quanto a estes (posições 3303 a 3307 da Nomenclatura Comum do Mercosul), se destinados exclusivamente a consumo interno na Zona Franca de Manaus ou se produzidos com utilização de matérias-primas da fauna e da flora regionais, em conformidade com processo produtivo básico”, diz a lei.

No entanto, no relatório da reforma tributária aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), do Senado e levado ao plenário foi excluída a proibição do incentivo ao setor de petróleo:

“A vedação à concessão de incentivos e benefícios fiscais na Zona Franca de Manaus fica restrita a armas e munições, fumo, bebidas alcoólicas, automóveis de passageiros e produtos de perfumaria ou de toucador, preparados e preparações cosméticas, salvo quanto a estes, se destinados exclusivamente a consumo interno na Zona Franca de Manaus ou se produzidos com utilização de matérias-primas da fauna e da flora regionais, em conformidade com processo produtivo básico”.

OUTROS PROBLEMAS

Segundo Marinho, a reforma tributária tornou-se “inexequível”. O motivo é a aprovação de novos fundos sem a indicação da origem do dinheiro que irá compor. O resultado, diz, deve ser semelhante à Lei Kandir, que deveria recompensar exportadores, mas nunca de fato funcionou.

“O governo está dizendo que fará um fundo com recursos do Tesouro para compensar as empresas que vão perder os benefícios. Vai fazer um segundo, de desenvolvimento regional, de entregar recursos para os estados gastarem de libre provimento. Serão R$ 60 bilhões por ano de forma gradativa sem fonte. Aportaremos, em 15 anos, R$ 800 bilhões sem fontes”.

Com informações Portal Poder 360

Foto: Divulgação

 

 

 

 

TCE-AM multa ex-prefeito de Urucurituba em mais de R$ 11 mil

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), por intermédio do Processo de Cobrança Executiva nº 13160/2019, no Edital de Notificação nº 72/2023, notificou o ex-prefeito de Urucurituba (a 207 quilômetros de Manaus), Edivaldo Araújo, a pagar multa atualizada no valor de R$ 11.757,41 para os cofres públicos.

De acordo com o TCE-AM, a medida se refere à segunda Câmara nos autos do Processo nº 901/201, que trata da Tomada de Conta Especial do Termo de Convênio nº 100/2007, firmado entre a Prefeitura de Urucurituba e a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), quando ficou notificado Edivaldo Araújo, que era prefeito à época.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Reprodução

Presidente Lula nomeia novos ministros do STJ e posse será no próximo dia 22

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Na sexta-feira, 10, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), foram publicadas as nomeações dos novos ministros do STJ: Daniela Teixeira, Teodoro Silva Santos e José Afrânio Vilela.

Os novos integrantes do Tribunal da Cidadania foram aprovados pelo Senado no dia 25 de outubro. A posse dos três está marcada para o próximo dia 22 de novembro.

Ao que se anuncia, os novos ministros já escolheram as turmas que irão compor. Pelo critério de antiguidade, Teodoro Santos, que é o mais experiente dos três, foi o primeiro a escolher e optou pela 6ª turma, da seção penal. A seguir, José Afrânio escolheu a 2ª turma, de Direito Público. Por fim, sendo a mais nova, Daniela Teixeira ficará com o assento na 5ª turma, de Direito Penal, justamente a cadeira do ministro Félix Fischer, cuja vaga ela ocupará.

Daniela Teixeira integrou lista tríplice formada pelo pleno do STJ em 23 de agosto, a partir dos seis nomes apresentados pela OAB. Há 10 anos não se tinha uma mulher indicada ao Tribunal da Cidadania. A vaga decorre da aposentadoria do ministro Felix Fischer, que se aposentou em 2022.

Já os desembargadores José Afrânio Vilela, do TJ/MG, e Teodoro Silva Santos, do TJ/CE, foram escolhidos em uma lista de quatro nomes também formada pelo pleno do STJ. As vagas decorrem da aposentadoria do ministro Jorge Mussi, em janeiro deste ano, e do triste falecimento do ministro Paulo de Tarso Sanseverino, em abril último.

Os novos minisros

Daniela Teixeira é natural de Brasília/DF e tem 51 anos. Destes, 27 anos foram dedicados à advocacia.

É formada pela UnB (1996), tem pós-graduação em Direito Econômico e das Empresas pela FGV (1998) e mestrado profissional em Constituição e Sociedade pelo IDP (2020).

Foi conselheira Federal da OAB, pelo DF, nas gestões 2010/12 e 2019/21. Ainda na Ordem, foi diretora secretária-geral da OAB/DF de 2013/15 e vice-presidente de 2016/18.

Integrou comissões de juristas da Câmara dos Deputados, participou da elaboração do anteprojeto da nova lei de improbidade, da nova lei do Estado Democrático de Direito e da nova lei de lavagem de dinheiro.

Em 2019, Daniela Teixeira foi indicada pelo STF, por unanimidade, para compor o TSE na categoria jurista.

Daniela Teixeira é autora da lei 13.363/16, que concede direitos às advogadas grávidas, adotantes e lactantes, como suspensão de prazos e preferência em audiências. A lei foi denominada com o nome de sua filha: Lei Julia Matos, cuja história foi a inspiração para o projeto de lei.

Teodoro Santos tem 65 anos, formou-se em Direito pela Unifor em 1987. Em 1997, cursou especialização em Direito Constitucional; em 2007, concluiu o mestrado; e em 2020, finalizou o doutorado também em Direito Constitucional. Neste ano, fez estágio pós-doutoral na Universidade do Minho, em Braga (Portugal).

Entre 1989 e 1992, foi delegado em Rondônia e, entre 1993 e 2010, promotor de Justiça do Ceará. Desde 2003, Santos é professor titular da Universidade de Fortaleza, onde ministra disciplinas de graduação relacionadas a processo penal. O indicado também apresenta extensa produção bibliográfica, com artigos publicados em periódicos e livros.

José Afrânio Vilela tem 62 anos. Possui graduação em Direito pela UFU e pós-graduação em gestão judiciária pela UnB.

Foi aprovado no concurso público para a magistratura do TJ/MG de 1988/1989. Atuou como juiz titular e juiz-cooperador de diversas comarcas no Estado, e ocupou o cargo de 10º juiz de Direito de BH.

Em 2004, foi promovido ao cargo de juiz do extinto Tribunal de Alçada de Minas Gerais, lotado na 3ª câmara Cível (Direito Privado). Foi também superintendente de Planejamento e Administração do Tribunal de Alçada do Estado, até 2005, quando da integração ao Tribunal de Justiça.

Da Redação, com informações Portal Migalhas

Foto: Divulgação

Presidente da Câmara de Humaitá quer construir nova sede por R$ 2 milhões

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O presidente da Câmara Municipal de Humaitá (a 700 quilômetros de Manaus), vereador Manoel Domingos (PSB), vai gastar mais de R$ 2 milhões no Processo Administrativo nº 025/2023. O objetivo é a contratação da empresa Construtora Nogueira Ltda, inscrita no CNPJ nº 41.562.437/0001-04, para execução das obras de construção de edificação da nova sede da Casa legislativa.

De acordo com o contrato, a empresa vai receber da Câmara Municipal o valor global de R$ 2.017.296,94, equivalente a três vezes mais o seu capital social, de R$ 500 mil. Localizada em Humaitá, a Construtora Nogueira Ltda foi fundada no dia 13 de abril de 2021 e sua principal atividade econômica é serviços de engenharia.

 

 

Augusto Costa, para O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro

Wilson Lima e governadores da Amazônia Legal assinam carta compromisso de combate a desmatamentos e queimadas

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O governador Wilson Lima e demais governadores de estados da Amazônia Legal assinaram, nesta sexta-feira, 10, a “Carta de Manaus”, durante a Assembleia Geral do 26º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, com compromissos integrados dos estados para combater desmatamentos e queimadas na região. O documento será apresentado durante a COP-28, a maior reunião global sobre mudanças do clima e que acontecerá entre 30 de novembro e 12 de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Na presença do ministro Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública) e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloísio Mercadante, o governador Wilson Lima destacou uma das ações do Amazonas para reduzir focos de incêndios: o plano de implantação do Grupamento Integrado de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIP), que serão implantados em 21 municípios que representam 92% dos registros de focos de calor no estado.

O projeto conta com recurso de R$ 35 milhões, aprovado pelo Fundo Amazônia, que passa pela análise do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ocasião em que o governador Wilson Lima agradeceu a Mercadante pelo compromisso em agilizar a análise. O valor se somará aos R$ 23,7 que serão destinados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A conclusão está prevista para meados de 2024.

Ainda no Fórum, também foi assinada a Carta de Elegibilidade do Comitê de Crédito e Operações do BNDES, para apoio ao Programa Amas (Amazônia, Segurança e Soberania) com liberação de R$ 318 milhões, parte do investimento total que será superior a R$ 2 bilhões. O objetivo é fortalecer a presença das forças de segurança na região amazônica.

O evento realizado no Centro de Convenções Vasco Vasques, zona centro-sul de Manaus, promoveu discussões sobre a preservação da região amazônica e da população local como protagonistas. Para Wilson Lima, o evento é uma oportunidade dos gestores discutirem o desenvolvimento econômico e potencializar oportunidades para quem vive na região.

“Eles (os governadores) chegam aqui no estado do Amazonas no momento em que a gente enfrenta uma situação complicada de estiagem extrema, de pessoas no estado do Amazonas que necessitam de ajuda humanitária, tanto de alimento quanto de água, enfrentam dificuldades por conta dos rios na atividade econômica. Há a questão do desmatamento, das queimadas. Então esse é um momento importante para a gente discutir soluções e entender aqueles pontos que são convergentes”, destacou o governador Wilson Lima, anfitrião do evento na capital.

Participaram do encontro, além de Wilson Lima e Helder Barbalho, os governadores Gladson Cameli (Acre); Clécio Vieira (Amapá); Antônio Denarium (Roraima); Wanderlei Castro (Tocantins); os vice-governadores Otaviano Pivetta (Mato Grosso) e Sérgio Gonçalves (Rondônia); além do secretário de Meio Ambiente Pedro Chagas, representando o Maranhão.

“Este evento no dia de hoje precedeu um momento importante de ida da nossa delegação à COP-28 em Dubai, onde o Consórcio de Governadores estará presente como tem feito nos anos anteriores e chega com os subsídios das Câmaras Setoriais, dos debates que foram feitos por cada secretário dos seus respectivos temas de todos os estados”, resumiu o governador Helder Barbalho (Pará), que também preside o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal.

Também estiveram no evento representações diplomáticas de países como Alemanha, França, Suíça e Reino Unido; integrantes das Forças Armadas; os senadores do Amazonas Omar Aziz e Eduardo Braga, além de gestores e representantes de outras instituições locais, nacionais e internacionais.

O ministro Flávio Dino também anunciou a instalação de dois centros de comando do Amas em Manaus, com a implantação do Centro de Cooperação Policial Internacional e também o Centro de Comando da Força Nacional na Amazônia e destacou que só com presença do Estado, com ações de segurança pública, é possível superar o combate a crimes ambientais e de outros tipos.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também participou do evento, de forma virtual, agradeceu aos governadores pelo apoio na Reforma Tributária aprovada no Senado e disse que o Governo Federal trabalha em um plano de transformação econômica com práticas sustentáveis.

Sobre o Consórcio

O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal é uma iniciativa conjunta, dos governadores dos nove estados que compõem a Amazônia Legal, para criar e impulsionar o desenvolvimento sustentável com base em políticas e estratégias comuns.

Entre debates durante os três dias do 26º Fórum de Governadores estão temáticas voltadas à Agricultura, Meio Ambiente, Segurança Pública e Fazenda.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa  

Fotos: Diego Peres e Antônio Lima / Secom

Refinaria do Amazonas vende gás 72% mais caro do que a Petrobras 

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Duas pesquisas recentes confirmaram os prejuízos e riscos causados pela privatização de setores da economia. Infelizmente, elas não tiveram qualquer repercussão na mídia privatista e neoliberal. Não foram capa dos jornalões e revistonas e nem destaque nos telejornais e nas rádios. Os tais “analistas de mercado” das TVs – que mais se parecem como porta-vozes das corporações capitalistas – abafaram totalmente os levantamentos.

Estudo do Observatório Social do Petróleo divulgado nesta semana demonstrou que a Refinaria da Amazônia (Ream), privatizada em dezembro de 2022 – nos estertores do covil de Jair Bolsonaro – hoje pratica o preço mais alto do país na venda do botijão de gás de 13 kg. Ele custa R$ 54, enquanto nas unidades da Petrobras o vasilhame sai por R$ 31. A diferença atual é a maior desde que a refinaria foi desestatizada.

Segundo a pesquisa, entre 1º de julho e 18 de outubro o preço do botijão da Ream ultrapassava em 44% o da Petrobras e já registrava diferença recorde. No dia 19 de outubro, a refinaria amazonense aumentou em 19% o preço do gás de cozinha, ampliando ainda mais sua margem de lucro. Os dados mostram ainda que a Ream foi responsável por 24% da oferta de GLP no Norte do país em 2023 e a Petrobras por 75,8%.

Outras unidades privatizadas por governos neoliberais também cobram mais caro do que a estatal. A Refinaria de Mataripe, na Bahia, vende o vasilhame de GLP a R$ 39,14. Já a Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), no Rio Grande do Norte, vende a R$ 43. Como aponta o economista Eric Gil Dantas, do Observatório e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), de todas as refinarias da Petrobras que foram privatizadas, a venda da Ream foi a mais trágica para a população local.

“Todos os produtos hoje vendidos por ela são mais caros do que os da concorrência e até do Preço de Paridade de Importação, o PPI. Isso contrasta com o período anterior à privatização, quando os preços dessa refinaria eram inferiores aos das outras unidades da Petrobras. Atualmente, vemos uma diferença exagerada no preço do GLP. Como o botijão pode ser 72% mais caro? É difícil encontrar uma justificativa”, alerta o economista.

Outra pesquisa foi relembrada pela Folha nesta quinta-feira (2), Dia de Finados. Publicada em setembro último, ela mostrou a reprovação dos paulistanos à concessão dos cemitérios e crematórios ao setor privado. Segundo o Datafolha, somente 9% dos entrevistados perceberam melhorias nos serviços, enquanto 32% criticaram a privatização – 26% garantiram que nada mudou e 33% disseram que não tinham opinião formada. O efeito mais sentido da privatização, iniciada em março deste ano, foi o aumento dos preços dos serviços funerários.

Mesmo assim, a Folha privatista – que está em plena campanha pela venda da estratégica companhia de água e esgoto de São Paulo, a Sabesp – preferiu elogiar a iniciativa do prefeito da capital, o lobista Ricardo Nunes (MDB). Em editorial, o jornalão decadente insistiu que “a concessão pode melhorar o serviço” e voltou a atacar as estatais: “O Estado brasileiro não tem um bom histórico como administrador, e monopólios não costumam promover a qualidade nos serviços. A privatização, portanto, tem potencial para revelar-se uma boa solução”.

 

Da Redação com informações de Brasil 247

Foto: Divulgação