fevereiro 6, 2026 18:27
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Trump sobre Groenlândia: ‘Tudo que eu peço é esse pedaço de gelo’

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a Groenlândia de “pequeno pedaço de gelo”, nesta quarta-feira, 21, e afirmou que os EUA precisam de um “pedaço de gelo” para a própria proteção, durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O líder americano pediu “negociações imediatas” com os aliados europeus para uma possível aquisição da ilha.

Durante o evento, Trump apresentou seus argumentos sobre por que acredita que a anexação da Groenlândia – um território autônomo da Dinamarca, país membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)– seria do interesse dos Estados Unidos e da Europa.

Só os Estados Unidos podem proteger essa enorme massa de terra, esse enorme pedaço de gelo, desenvolvê-lo, melhorá-lo e torná-lo bom para a Europa, seguro para a Europa e bom para nós”, disse Trump.

“E é por isso que busco negociações imediatas para discutir novamente a aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos, assim como adquirimos muitos outros territórios ao longo da nossa história, assim como muitas nações europeias fizeram”, acrescentou.

O presidente americano também argumentou que o controle da Groenlândia pelos EUA fortaleceria a aliança da Otan.

“Isso não representaria uma ameaça à Otan. Pelo contrário, aumentaria consideravelmente a segurança de toda a aliança, a aliança da Otan”, falou ele, acrescentando que acredita que os EUA têm sido “tratados de forma muito injusta pela Otan”.

 

Da Redação com informações da CNN Brasil 

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Toffoli marca para 26 e 27 de janeiro depoimentos do caso banco Master

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O ministro Dias Toffoli, do STF, marcou para nesta sexta-feira, 26, e neste sábado, 27, a realização dos depoimentos no inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Na mesma decisão, o relator autorizou o acesso das defesas aos autos da investigação, que tramita sob sigilo.

As oitivas ocorrerão na sede do STF, em Brasília/DF, com parte dos depoimentos prestados por videoconferência e outros de forma presencial. Toffoli determinou que os interrogatórios fossem concentrados em apenas dois dias, rejeitando o pedido da PF para que fossem distribuídos ao longo de seis datas. Segundo o ministro, há limitações de pessoal e indisponibilidade de salas no tribunal para ampliar o cronograma.

O inquérito investiga possíveis crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa relacionados à venda de carteiras de crédito supostamente inexistentes do Banco Master ao BRB – Banco de Brasília.

Depoimentos marcados para 26 de janeiro

Serão ouvidos por videoconferência Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa investigada; Henrique Souza e Silva Peretto, empresário; e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master.

Depoimentos marcados para 27 de janeiro

Nesta data, Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB, e Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master, prestarão depoimento de forma presencial. Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master, falará por videoconferência, enquanto Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco, será ouvido presencialmente.

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, não será ouvido neste momento. Ele já prestou depoimento à PF em 30 de dezembro e participou de acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que também não deverá ser ouvido novamente nesta fase.

Andamento da investigação

As oitivas estavam inicialmente previstas para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro, mas o cronograma foi revisto após determinação de Toffoli. O ministro solicitou à PF um calendário concentrado e determinou à Secretaria Judiciária do STF a reserva de salas e servidores para viabilizar os depoimentos.

O inquérito chegou ao STF no fim de 2025 e ganhou novo impulso após decisões de Toffoli que reorganizaram a perícia do material apreendido na Operação Compliance Zero. As provas passarão por nova análise, com acompanhamento da PGR e acesso da PF.

A investigação permanece sob sigilo, e todas as diligências seguem condicionadas à autorização direta do relator.

 

Da Redação com informações de Migalhas

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Corte de Roma atende defesa e adia decisão de extradição de Carla Zambelli

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A Corte de Apelação de Roma adiou, nessa terça-feira, 20, a análise do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. 

A postergação atendeu a requerimento da defesa, que questiona a imparcialidade dos magistrados responsáveis pelo caso e pede a redistribuição do processo a outro colegiado.

Durante a audiência realizada, o tribunal concedeu prazo de três dias para que os advogados apresentem formalmente uma arguição de suspeição. Segundo a defesa, a expectativa é de que uma nova sessão seja marcada para a segunda semana de fevereiro, entre os dias 10 e 12.

Requerimentos

No pedido, os advogados de Zambelli sustentaram que houve cerceamento de defesa. Em nota, afirmaram que o indeferimento de provas e oitivas indicaria uma tentativa de conduzir o processo a uma decisão previamente definida. Para o corpo jurídico, o adiamento representa um avanço no caso e sinaliza abertura para a revisão de atos que consideram arbitrários.

A defesa também requer a inclusão, nos autos da Justiça italiana, de documentos classificados como sigilosos no Brasil, entre eles o relatório 38 da PF, utilizado no processo de cassação do mandato da ex-parlamentar na Câmara dos Deputados.

Outro ponto levantado é a oitiva de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE, atualmente réu no STF por suposto repasse de informações sigilosas a grupo investigado por tentativa de golpe de Estado.

Condenações no Brasil

A ex-deputada acumula duas condenações no STF. Na primeira, foi sentenciada a 10 anos de prisão pelos crimes de invasão aos sistemas do CNJ e falsidade ideológica, em atuação conjunta com o hacker Walter Delgatti Neto. Após essa decisão, Zambelli deixou o Brasil, passou a ser considerada foragida e teve seu nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.

Em julho, foi presa nos arredores de Roma, em operação realizada com apoio de autoridades brasileiras. Desde então, permanece custodiada no presídio feminino de Rebibbia, enquanto aguarda o desfecho do processo de extradição.

A segunda condenação, também proferida pelo STF, fixou pena de 5 anos e 3 meses de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em episódio ocorrido em 2022.

A decisão impôs ainda multa equivalente a 400 salários-mínimos da época e determinou a perda do mandato, a ser efetivada após o trânsito em julgado.

Processo na Itália

Desde a prisão, Zambelli passou por três audiências de custódia. 

Em agosto, a Corte de Apelação de Roma negou pedidos de liberdade provisória ou prisão domiciliar, ao entender que persistem indícios concretos de risco de fuga. 

Em outubro, a defesa recorreu à Corte Interamericana de Direitos Humanos, alegando que as condições da unidade prisional não atendem às necessidades médicas da ex-parlamentar. O pedido ainda não foi apreciado.

 

Da Redação com informações de Migalhas

Foto: Divulgação

Banco Central decreta liquidação da Will Financeira, de Vorcaro

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O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento. O comunicado foi divulgado nesta quarta-feira, 21.

De acordo com a autoridade monetária, decisão foi tomada em extensão ao comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse do Banco Master, que também foi liquidado em novembro de 2025.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, é um dos controladores da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento.

Em nota, o BC afirmou que “o Conglomerado Master era classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Master S/A”.

O conglomerado detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do SFN (Sistema Financeiro Nacional), disse a instituição.

A autoridade monetária ainda afirmou que o Master já vinha operando sob RAET (Regime Especial de Administração Temporária), no contexto da liquidação da instituição.

Em nota, o BC citou o descumprimento pela Will Financeira da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo.

“Assim, tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial”.

“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição objeto da liquidação decretada”, complementou o BC.

O Banco Central também nomeou o liquidante do Banco Master, Eduardo Bianchini, como liquidante da Will Financeira. A autarquia ainda decretou a indisponibilidade de bens dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

Procurada pela CNN Brasil, a Will Financeira afirmou que não vai se manifestar no momento.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

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‘ONU paralela’: por que o Conselho da Paz de Trump está gerando temor entre lideranças mundiais

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou convites a lideranças de cerca de 60 países para a criação de um “Conselho da Paz”. O presidente Lula (PT) está entre os convidados para integrar a iniciativa. Há, no entanto, receio na comunidade internacional de que o grupo enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Conselho da Paz é uma estrutura criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro.

  • De acordo com uma cópia do estatuto do conselho obtida pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo.
  • Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões). Os recursos serão administrados por Trump.
  • Argentina, Hungria e Marrocos já aceitaram o convite. O Brasil ainda está avaliando.

Segundo a Reuters, o envio das cartas gerou preocupação entre autoridades mundiais, principalmente na Europa. Diplomatas disseram que a medida também pode enfraquecer as Nações Unidas como um todo.

“É uma ‘Nações Unidas de Trump’ que ignora os princípios fundamentais da Carta da ONU”, afirmou um deles.

Um alto funcionário da ONU evitou comentar o plano de Trump, mas disse que a organização é a única instituição com capacidade moral e legal para reunir todas as nações, grandes ou pequenas.

“E se questionarmos isso… retrocedemos para tempos muito, muito sombrios”, disse Annalena Baerbock, presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, à Sky News.

Trump costuma criticar instituições multilaterais, principalmente ONU. O presidente norte-americano questiona a eficácia, o custo e a responsabilidade desses organismos e afirma que, muitas vezes, eles não servem aos interesses dos Estados Unidos.

Problemas

Para Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), a estrutura proposta por Trump reúne uma série de falhas e concentra poder demais em uma única liderança, que seria a do próprio presidente dos Estados Unidos.

Ao exigir uma contribuição de US$ 1 bilhão por país interessado em um assento permanente e afirmar que administraria esses recursos, Trump levanta dúvidas sobre transparência e sobre o controle das decisões estratégicas, segundo o professor.

“O arranjo reflete uma abordagem personalista e unilateral, concentrando poder na figura de Trump, que teria influência decisiva e poder de veto sobre o funcionamento do órgão”, afirma. “Há um temor real de que o Conselho se torne uma espécie de ONU paralela, controlada pelos Estados Unidos.”

Ainda segundo Stuenkel, há questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse, já que Trump nomeou o próprio genro, Jared Kushner, e o conselheiro Steve Witkoff para fazer parte da estrutura. Ambos têm interesses empresariais na região de Gaza.

“Enquanto isso, a ONU alerta que a situação humanitária em Gaza continua dramática, independentemente de novos fóruns políticos.”

 

Da Redação com informações de G1 

Foto: Divulgação

 

TRE-AM publica decisão que cassa vereador de Itacoatiara por fraude à cota de gênero

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O Tribunal Regional do Amazonas (TRE-AM) publicou na edição de segunda-feira, 19, no Diário Oficial, a decisão que cassou o vereador de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus), Aluísio Isper Netto (PV), por fraude à cota de gênero. A decisão foi assinada pelo juiz Rômulo Garcia Barros da Silva, da 3ª Zona Eleitoral, no dia 8 de janeiro. 

Segundo o documento, a Federação Brasil da Esperança, formada pelas siglas PT, PCdoB e PV , registrou candidaturas femininas fictícias apenas para cumprir formalmente a exigência legal dos 30%, destinados exclusivamente para as mulheres. 

Quatro candidatas não realizaram campanha eleitoral e, como consequência, receberam poucos ou nenhum voto: a candidata Ivanete de Souza Kato não recebeu nenhum voto; Aline Nicolino Pires teve apenas um voto; Luane Victoria Moraes dos Santos recebeu dois votos e Ivete dos Santos Baraúna obteve apenas cinco votos. Para o juiz, os números evidenciam o caráter formal das candidaturas, o que permitiu à federação concentrar recursos e estrutura em candidatos do sexo masculino. Com isso, Aluísio Isper Netto foi eleito com 869 votos, garantindo uma cadeira na Câmara Municipal de Itacoatiara. 

Além da cassação de Aluísio, as quatros candidatas foram declaradas inelegíveis pelos próximos oito anos e o demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários da Federação Brasil da Esperança foi cassado. 

Os votos da Federação nas eleições municipais de 2024 foram declarados nulos, assim, determinando a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário, nos termos dos artigos 222 e 224 do Código Eleitoral, com a consequente redistribuição das vagas entre os partidos e federações remanescentes, observada a ordem de votação dos candidatos.

“A consequência da recontagem dos quocientes é a redistribuição das vagas conforme a nova configuração dos resultados eleitorais, observando-se rigorosamente a ordem de votação dos candidatos dentro de cada partido ou federação. A Justiça Eleitoral deve comunicar o resultado da recontagem à Câmara Municipal para que proceda às providências cabíveis quanto à posse dos novos eleitos”, escreveu o juiz na sentença. 

A Federação Brasil da Esperança pode recorrer da decisão. 

Veja decisão:

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Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

TSE abre prazo para envio de sugestões para regras das Eleições 2026

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Começou na segunda-feira, 19, o prazo para o envio de sugestões da sociedade destinadas ao aperfeiçoamento das resoluções que vão orientar as Eleições Gerais de 2026. As contribuições deverão ser encaminhadas até as 23h59 do dia 30 de janeiro, exclusivamente por meio de  formulário eletrônico disponibilizado no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

O TSE realizará, de 3 a 5 de fevereiro de 2026, audiências públicas sobre as minutas de resoluções das eleições deste ano. O procedimento e o prazo de envio das contribuições aplicam-se a todas as pessoas físicas e jurídicas interessadas, inclusive a partidos políticos, entidades públicas e privadas, bem como associações profissionais e acadêmicas. 

As audiências ocorrerão em formato híbrido, com participação presencial e por videoconferência, e serão transmitidas ao vivo pelo canal oficial da Justiça Eleitoral no YouTube e pela TV Justiça. 

Cada audiência terá duração estimada de até duas horas, podendo esse tempo ser prorrogado, a critério do TSE. Não será exigido credenciamento prévio de profissionais de imprensa para a cobertura jornalística das audiências.  

A elaboração e a revisão das instruções normativas estão sob a coordenação do vice-presidente da Corte, ministro Nunes Marques, de acordo com a Portaria TSE nº 575/2025.  

Conteúdos e horários  

Nos dias 3 e 4 de fevereiro, as audiências começam às 10h, e, no dia 5, a abertura está prevista para as 11h. Os encontros são organizados por eixos temáticos.  

No dia 3, os debates abordarão pesquisas eleitorais, auditoria e fiscalização, sistemas eleitorais e atos gerais do processo eleitoral. 

No dia 4, a pauta será dedicada ao registro de candidaturas, ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e à prestação de contas. 

Já no dia 5, serão discutidos assuntos relacionados à propaganda eleitoral, a representações e reclamações, a ilícitos eleitorais, ao transporte especial para eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida aos locais de votação e à consolidação das normas voltadas ao cidadão nas eleições. 

Manifestações orais 

No mesmo formulário das sugestões, os interessados poderão solicitar o uso da palavra durante as audiências públicas que vão discutir as normas com a sociedade. Para os pedidos de manifestação oral, o prazo terminará às 23h59 do dia 27 de janeiro.   

O uso da palavra nas audiências será concedido a partir de critérios de pertinência temática das contribuições apresentadas e da viabilidade do tempo disponível no evento. Se houver mais de uma inscrição de representantes do mesmo partido político, terá preferência o representante do diretório nacional. 

As pessoas inscritas serão previamente identificadas e, quando convocadas, poderão se manifestar pelo prazo de três a cinco minutos. 

A relação das inscrições deferidas será divulgada no Portal do TSE em 29 de janeiro de 2026. 

 

Da Redação com informações do TSE

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Estados da oposição foram os mais dependentes da União em 2025

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Os estados governados por partidos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lideraram, em 2025, a lista dos entes federativos mais dependentes da União para honrar dívidas com bancos e organismos internacionais.

No ano passado, o governo federal desembolsou cerca de R$ 11 bilhões para pagar parcelas de empréstimos estaduais garantidos pela União, evitando o calote dessas administrações.

Os maiores valores foram destinados aos seguintes estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás – todos comandados por governadores alinhados à oposição ao governo Lula e inseridos no Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

Os dados constam no Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Na prática, quando um estado não consegue pagar um financiamento que tem garantia federal, a União assume o compromisso para preservar a credibilidade do país junto ao sistema financeiro e aos organismos multilaterais.

Saiba o que é o Regime de Recuperação Fiscal

  • O Regime de Recuperação Fiscal é um programa criado para estados em grave crise financeira, permitindo a adoção de medidas de ajuste para reequilibrar as contas públicas ao longo de vários anos;
  • Ao aderir ao RRF, o estado recebe benefícios imediatos, como a suspensão temporária do pagamento de dívidas com a União e o socorro federal em operações de crédito garantidas, evitando calotes;
  • Em contrapartida, o governo estadual precisa cumprir um plano de ajuste fiscal, que inclui limites para gastos com pessoal, restrições a reajustes salariais, privatizações, revisão de benefícios fiscais e reformas administrativas;
  • As dívidas não pagas durante o regime não são perdoadas, mas refinanciadas pela União em prazos longos, que podem chegar a até 360 meses, empurrando o impacto financeiro para o futuro;
  • Durante a vigência do RRF, a União não executa as contragarantias dos estados, o que explica o baixo volume de recuperação imediata dos valores pagos pelo governo federal.

Em 2025, o estado do Rio de Janeiro, governado por Cláudio Castro (PL), foi o maior beneficiário desse mecanismo, com R$ 4,69 bilhões pagos pela União, o equivalente a 42,35% de todo o valor honrado no ano. Em seguida, aparece Minas Gerais, sob comando de Romeu Zema (Novo), com R$ 3,55 bilhões, o que representa 32,05% do total.

O Rio Grande do Sul, governado por Eduardo Leite (PSD), teve R$ 1,59 bilhão quitado pelo governo federal, enquanto Goiás, administrado por Ronaldo Caiado (União Brasil), contou com R$ 888,06 milhões.

Recuperação

Desde 2016, o governo federal já desembolsou R$ 86,52 bilhões para cobrir dívidas garantidas de estados e municípios, mas recuperou apenas R$ 5,9 bilhões desse total. Somente em dezembro de 2025, a recuperação foi de R$ 25,02 milhões.

A maior parte das garantias honradas, cerca de R$ 76,97 bilhões, está concentrada justamente nos estados que participam do RRF, que têm direito à suspensão temporária da execução das contragarantias. Além disso, há outros fatores que reduzem a capacidade de recuperação dos recursos.

Um montante de R$ 1,90 bilhão refere-se a estados que tiveram valores utilizados como compensação por perdas na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Também existem R$ 368,19 milhões que não podem ser recuperados pela União por causa de decisões judiciais, envolvendo municípios como Taubaté (SP), Caucaia (CE) e São Gonçalo do Amarante (RN).

O relatório mostra ainda que, apenas em dezembro de 2025, a União precisou pagar R$ 1,48 bilhão em dívidas garantidas de entes subnacionais.

Desse total, R$ 643,96 milhões foram destinados ao Rio de Janeiro e R$ 626,19 milhões a Minas Gerais. Goiás recebeu R$ 72,36 milhões, e o Rio Grande do Sul, R$ 70,81 milhões. Também houve pagamentos a estados, como Rio Grande do Norte, e a municípios de diferentes regiões do país.

Contas em dia

Embora o mecanismo de garantias seja um instrumento tradicional da política fiscal brasileira, os números de 2025 reforçam a contradição política vivida por governadores da oposição, que criticam a política econômica do governo federal enquanto dependem fortemente da União para manter as contas em dia.

Na prática, o Tesouro segue funcionando como uma espécie de fiador de última instância, garantindo que estados em crise fiscal não entrem em inadimplência e provoquem efeitos negativos sobre o crédito público do país.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

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Por unanimidade, STF torna ré mulher que ofendeu Dino em avião

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A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu por unanimidade, a denúncia contra Maria Shirlei Piontkievicz, mulher que insultou o ministro Flávio Dino dentro de um avião em São Luís (MA).

A decisão dos ministros foi tomada em dezembro. Entretanto, o acórdão foi publicado apenas na última sexta-feira, 16, e encaminhado para a PGR (Procuradoria Geral da República) nesta segunda, 19.

A Primeira Turma é integrada por Flávio Dino, Carmén Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes.

Na denúncia, Maria Shirlei foi acusada de injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo.

À época, a assessoria do ministro informou que o magistrado foi agredido por uma mulher ao aguardar um voo de São Luís com destino a Brasília.

De acordo com a nota publicada pela equipe de Dino, Maria Shirlei, enfermeira e servidora do governo do Paraná, entrou no avião gritando, afirmando que a aeronave “estava contaminada” e que “não respeita essa espécie de gente”.

Maria Shirlei teria então tentado avançar em direção ao magistrado e sido contida por um segurança. Ela estava em um grupo com 16 turistas.

“Ressalte-se que a passageira também gritava frases como ‘o Dino está aqui’, apontando para o ministro, em clara tentativa de incitar uma espécie de rebelião a bordo. A mulher somente cessou sua conduta após ser advertida pela Aeromoça Chefe de Cabine”, acrescenta a nota.

Um policial federal teria sido acionado e entrado no avião. À época, a assessoria de Dino disse “lamentar o ocorrido” e que “todas as medidas cabíveis foram adotadas pelas autoridades competentes”.

A PF (Polícia Federal) indiciou a passageira após o ocorrido, e, no dia seguinte, o processo foi aberto no STF.

Em dezembro, após denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria Geral da República), o caso foi analisado pelos ministros da Primeira Turma. Flávio Dino não votou no processo por estar impedido, uma vez que figura como parte na denúncia.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

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FICCO/AM apreende R$ 390 mil em espécie e apura suspeita de desvio de verba pública

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM) realizou, nessa segunda-feira, 19, a apreensão de aproximadamente R$ 390 mil em espécie. A ação ocorreu após o recebimento de denúncias e trabalho de inteligência indicando que o valor havia sido sacado em uma agência bancária na capital amazonense.

No momento da abordagem, realizada com o apoio da ROCAM, as equipes localizaram um malote contendo o dinheiro. Há suspeitas de que os valores tenham origem no crime de lavagem de dinheiro, com indícios de desvio de recursos públicos federais. 

As investigações seguem em andamento para aprofundar a apuração sobre a origem do montante e identificar eventuais vínculos com crimes contra a administração pública. Não há informações de quantas pessoas estavam com o valor e se ocorreram prisões durante a apreensão. 

A FICCO/AM é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP/AM), Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência, Secretaria de Administração Penitenciária e Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social.

 

Da Redação com informações da PF

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