Numa espécie de sabatina virtual com os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta terça-feira, 5, o secretário municipal de Limpeza e Serviço Público, Paulo Farias, respondeu sobre os desafios que a pasta está atravessando nesse período de pandemia e da explosão de enterros nos cemitérios administrados pela Prefeitura de Manaus.
Ele contou que a Semulsp, assim que a pandemia começou a ficar mais grave em Manaus, foi solicitada pelos órgãos de Saúde uma projeção do que viria a seguir para realizar o enfrentamento necessário. “Recebemos alguns cenários e posso adiantar que a realidade foi muito pior que o pior cenário previsto”.
No caso dos cemitérios, devido ao aumento massivo de óbitos, de acordo com Farias, foi feita uma nova estrutura operacional e também a recolocação de funcionários que não estão no grupo de risco para atender a demanda e evitar a sobrecarga dos cemitérios.
Ele negou que haja a mistura de corpos e de caixões e afirmou que há uma rastreabilidade das urnas.
O secretário ainda informou que em relação ao ano anterior até março desde ano os sepultamentos diários eram contabilizados 28 por dia, e agora, a média de sepultamentos passou a ser mais de 100 por dia.
Ao ser questionado pelo vereador Elias Emanuel (PSDB) sobre o limite dos cemitérios no número de sepultamentos, e se caso atingir o limite, o que seria feito, Farias afirmou, sem entrar em detalhes, que “tudo isso é uma relação de quantidade, espaço e tempo”.
“Estamos agora buscando outras alternativas e métodos construtivos que nos permitem fazer frente a quantidade naquele espaço e tempo necessário”, disse o secretário.
Em resposta ao vereador Eloi Abreu (PMN), que lhe perguntou sobre o número de trabalhadores que estão atuando na Semulsp, o secretário informou que há duas equipes de capina, que somam 70 pessoas; 36 coveiros; e 24 outros funcionários foram deslocados dos setores administrativos para o atendimento.
No caso dos óbitos, de acordo com o secretário foram registrados apenas dois servidores que estavam afastados e que faziam parte do grupo de risco, que contraíram a doença e não resistiram. “Os demais que contraíram estão sendo assistidos e por sorte estão reagindo bem ao tratamento”, afirmou o titular sem informar a quantidade de trabalhadores infectados.
Ana Flávia Oliveira, para O Poder
Foto: Reprodução/Facebook

